Arquivo da tag: torcida

Corinthians x Boca: “Por uma cabeza”

“Por una cabeza” é um dos tangos mais famosos do mundo, acho que o mais conhecido. A música fala de um apostador, que compara seu vício em corrida de cavalos a suas conquistas – e desilusões – amorosas.

É aquela coisa de perder – na corrida, no amor – e dizer que nunca mais vai apostar. Mas, sabe como é, se aparece um páreo interessante – ou uma mulher interessante -, por que não jogar? Parece até futebol: o time perde, você fica puto, diz que nunca mais vai ao estádio, mas aí chega a quarta-feira, tem aquele jogo sedutor e, sabe como é…

Em “Por una cabeza”, se ganha ou se perde sempre por muito pouco, daí o título. Como no mundo da bola, títulos são conquistados em um piscar de olhos: um chute de longe que desvia em alguém e entra, um bate-rebate na área, um drible, um chute perfeito. Sempre apertado, sempre suado.

Talvez a metáfora boleira tenha a ver com a origem da música. Carlos Gardel, o cantor que botou voz no tango e popularizou a música pelo mundo, nasceu em Toulouse, na França, mas chegou, ainda criancinha, a Tacuarembó, no Uruguai. Depois, naturalizou-se argentino.

A letra é de Alfredo Le Pera, nascido em São Paulo, mas “paulista”, de fato, por apenas alguns meses. Os pais, italianos, logo foram para a Argentina. Ainda garoto, escrevia poesias. Depois, letras de música. Quase todas as cantadas por Gardel têm o toque de Le Pera. “Por una cabeza” é uma delas.

“Por una cabeza” foi gravada em 19 de março de 1935, em Nova York. Mas Gardel e Le Pera não tiveram a oportunidade de ver a música explodir pelo mundo: a dupla morreu em um acidente aéreo na Colômbia, dia 24 de junho do mesmo ano. Gardel tinha 44. Le Pera, 35.

França, Uruguai, Brasil, Argentina, Itália, EUA, Colômbia, uma mistureba daquelas marca a origem e o fim do sucesso, a origem e o fim da dupla, marca “Por una cabeza”. Nessa minha ficção, é uma mistureba à la Corinthians, à la Boca, uma mistureba que, com o perdão da redundância, se mistura com as histórias de tantos brasileiros, tantos argentinos, separados por uma fronteira, um idioma e posturas distintas, mas “quase” parentes e sempre rivais.

Corinthians e Boca fazem uma final assim, cheia de paralelos e perpendiculares, de times que não são os melhores do mundo, mas passaram por cima de todos os rivais e hoje, merecidamente, decidem a América. Será um daqueles títulos chorados, emocionantes, uma explosão de felicidade para uns, um abismo de tristeza para outros. Será uma final com cara de tango, com sofrimento e alegria. Será uma final apertada, suada. Um campeão “por una cabeza”.

Deixe um comentário

Arquivado em Futebol, Música

Uma ansiedade chamada final de Libertadores

Você é corintiano? O coração está na ponta da língua, né? Não é? Tá com a boca seca, então? Torça ou não para o Corinthians, a ansiedade é a palavra do torcedor um dia antes da final da Libertadores contra o Boca Juniors.

Você liga a TV e só se fala do jogo. Está assistindo à novela e passam um, dois, três comerciais sobre a partida. Se bobear, no meio de um filme no cinema, Woody Allen é capaz de parar a cena e, olhando direto no seu olho, perguntar: “E aí? Corinthians ou Boca?”.

Os momentos que antecedem um grande jogo são dos mais tensos para qualquer torcedor. Para aquele que tem seu time envolvido, é uma verdadeira tortura esperar o apito inicial. Para quem não tem, é hora de esconder as unhas ruídas e encher o saco – no melhor sentido da expressão – antes do confronto.

A final da Libertadores é o momento mais esperado para o torcedor brasileiro. Talvez pela proximidade com jogo decisivo, disputado no Brasil, soa muitas vezes mais importante que um Mundial.

Nesta quarta, tudo que é torcedor estará ligado no grande jogo. Muitos torcendo, outros secando. Até, ansiedade. Ansiedade que descansa com o início da decisão, mas que só vai terminar com o apito final. Mas aí tem o Brasileiro, o Mundial, recomeça a Libertadores…

Deixe um comentário

Arquivado em Futebol

City, um tango, um título e muita emoção

City, festa em campo, festa na galera - Foto: AP, Arte/Ricardo Zanei

City, festa em campo, festa na galera – Foto: AP, Arte/Ricardo Zanei

“Sabíamos que não estávamos conseguindo o campeonato, e em cinco minutos conseguimos dois gols. A verdade é que não sei como fizemos.”
Aguero, hoje, mais do que o genro de Maradona

Há muito o que se dizer sobre o título do Manchester City. Mas acho que a palavra-chave é emoção. Foi tudo, teve de tudo, mas, no fim, foi pura emoção.

Aproveitando os personagens argentinos da história, dá para dizer que foi um verdadeiro tango. A música, vira e mexe, ronda com o tom de tragédia, uma tragédia que vai se construindo aos poucos. A regra é que tudo dê errado, mas, às vezes, o cenário muda, e o que era para ser terrível se torna maravilhoso. O tango é assim. O futebol, muitas vezes, idem. O título do City foi muito, mas muito assim.

O último minuto da partida foi daqueles de arrepiar, de ver e rever e rever e rever. É capaz de ter gente já produzindo DVD apenas com isso, com toda a anatomia dos lances. Isso se já não estiver nas prateleiras de toda a Inglaterra.

Três imagens estão nítidas na minha cabeça, duas com o mesmo personagem, Aguero. A primeira é o gol da virada, um gol daqueles que só os predestinados são capazes de fazer. Último minuto do último jogo, último lance de 38 rodadas, último suspiro. Imagine o peso de ficar com a bola nesse instante, ainda mais precisando de um gol. Pois o argentino recebeu, dominou, driblou, marcou. Um sangue frio impressionante.

A segunda imagem foi sendo construída por todo o jogo. O 1 a 0, o empate do Queens Park Rangers, a virada. A cada lance, a torcida do City aparecia na tela. Era o tal do tango na tela, representado por um monte de gente que nunca tinha visto aquele time ganhar nada. Euforia, apreensão, desespero, esperança, explosão. A sucessão de sentimentos foi de chorar.

Por fim, Aguero falou para os canais ESPN, e a frase que mais me chamou a atenção abre esse post. Nada daquele papo de “acreditamos até o fim” e todo o blablabla que a gente está acostumado a escutar. Para mim, ele deixou claro que o time teve medo, pavor de perder o título. “A verdade é que não sei como fizemos” mostra que a virada veio totalmente no “vamo que vamo”, um misto de susto e oportunidade.

É por jogos como esse que ainda existe esse amor pelo futebol. Confesso que o esporte me deixa muito, mas muito desanimado em tantas oportunidades, mas basta 1 minuto assim para que o coração volte a pulsar e você relembre por que começou a amar a bola. A vitória do City foi um tango, foi do drama para a festa, foi humano. Humana como a festa impressionante da torcida com o gol salvador, festa em ritmo de obra de arte. Emocionante.

P.S.: Para quem não viu ao vivo, a narração de Paulo Andrade, da ESPN, especialmente do terceiro gol do City, é de arrepiar. Os melhores momentos estão aqui, mas vale a pena procurar toda a sequência de lances. Emocionante.

Deixe um comentário

Arquivado em Futebol

Ao Santos, 100, uma reverência

Santos, 100 anos - Foto: Site oficial do Santos

Santos, 100 anos - Foto: Site oficial do Santos

Não sou santista, mas cresci cercado por eles. Tios, amigos, vizinhos. Na escola, confesso, eram poucos. No trabalho, eram muitos e, admito, insuportáveis.

Não vi Pelé, nem Coutinho. Ouvi falar de Pepe, Gilmar, Dorval, Pagão… Li muito sobre caras como Ramos Delgado, Carlos Alberto, Mauro, Zito… Nunca fui à Vila Belmiro, confesso, e isso pode até ser encarado como um desvio de caráter. Aprendi a gostar muito de Toninho Guerreiro, Pita e Serginho Chulapa, especialmente pelos feitos no Morumbi.

Santos, 100 anos

Curioso como cinco momentos não saem da minha cabeça quando o assunto é Santos. O primeiro, claro, não tem data registrada na minha memória, mas talvez seja o mais nítido de todos. Bruno José Daniel, Santo André vencendo por 1 a 0. Escanteio para o Santos, a zaga afasta, e Marcelo Fernandes – se não me falha a memória – acerta um petardo da intermediária e empata o jogo. Golaço.

O segundo foi em 1995, na semifinal do Campeonato Brasileiro. Acho que todo paulista, nem que por um instante, torceu por aquele time. Como jogava bola! Macedo, Marcelo Passos, Carlinhos… E, obviamente, o monstro Giovanni. Aquele jogo contra o Fluminense, o ficar no gramado o intervalo, e a transmissão épica da rádio Jovem Pan arrepiam até hoje, só de lembrar.

Santos 5 x 2 Fluminense, semifinal do Brasileirão-2005

Em 2002, a coisa toda foi engraçada. Estava na casa da namorada na época. Ela e a mãe estavam no quarto, assistindo a seiláoquê, e me deixaram na sala vendo a final do Brasileiro. Quando Robinho eternizou a pedalada, entortou Rogério e sofreu o famoso pênalti, eu surtei.

Surtei completamente com aquilo, a velocidade, a sincronia de movimentos, a capacidade de ainda driblar depois daquele show – e pensar que Robinho era apenas um menino de 18 anos! Perdi a linha, fui na varanda e gritei algo como “esse moleque é um gênio”. Era um prédio chique, e eu não esperava que seria tão xingado pelos corintianos. Devo ter gritado muito, ou a acústica da rua era especialmente boa, pois ouvi impropérios das varandas do outro lado da rua.

Só sei que, depois disso, a sogra e a namorada, sempre das mais comportadas no prédio, ficaram dias e dias sem abrir a varanda. A culpa, claramente, não foi minha, mas exclusivamente de Robinho.

Corinthians 2 x 3 Santos, final do Brasileirão-2002

Enfim, em 2003, eu tinha acabado de começar no UOL quando um, então colega de redação e, hoje, grande amigo, me convenceu a ir ao Morumbi ver a final da Libertadores contra o Boca. Tínhamos credenciais e, de alguma forma, poderíamos ajudar na cobertura, como fizemos.

Lembro que fomos com meu carro e estacionamos na casa do chapéu. Vimos o primeiro tempo em pé, já que não tinha lugar nem na sala de imprensa. Fiquei impressionado com a torcida do Boca, que não parava de cantar e calou o estádio como se estivesse em La Bombonera.

Com a bola rolando, lembro da maneira sufocante que o Boca marcava. O Santos tinha a bola, mas não conseguia chegar. O que o tal do Bataglia marcou o Diego foi algo fora do comum, impressionante. Por fim, na entrevista coletiva de Carlos Bianchi, assim que ele entrou na sala de imprensa, foi aplaudido de pé pelos jornalistas argentinos. Foi a primeira e única vez que eu vi um técnico ser aplaudido e que vi uma manifestação pública de integrantes da imprensa.

Santos 1 x 3 Boca Juniors, final da Libertadores-2003

Enfim, em maio de 2010, fui convencido por um amigo a assistir ao segundo jogo da final do Paulistão contra um dos melhores e mais breves times da história do Santo André. “Pô, Ganso e Neymar vão jogar. Daqui a pouco são vendidos, e a gente não viu esses caras ao vivo”, foi o argumento que me tirou de casa e me levou ao Pacaembu. Foi, sem dúvida, eletrizante!

Mais do que o título, a festa, ficou na memória toque de Ganso para o segundo gol santista. Até hoje, depois de ver e rever esse lance, eu não entendo como o meia viu que Neymar estava ali. Uma coisa de outro mundo, assim como a cena de ver um amigo atravessar correndo a Dr. Arnaldo e ficar no meio da avenida gritando loucamente quando o “Baleião”, o ônibus do Santos, tomava seu caminho de casa. Hilário e histórico!

Santos 2 x 3 Santo André, final do Paulistão-2010

Tudo isso para dizer que todo time grande é feito de vitórias e tropeços, de craques e pernas de pau, de dribles e gols, para lá e para cá. O Santos é grande, gigante, estratosférico. E isso valoriza ainda mais os seus rivais.

Ao Santos e aos santistas, a maior das reverências. Que venham mais 100, 1000 anos de vitórias e sorrisos, algumas derrotas e poucas lágrimas e, por que não, um ou outro título. Que venham mais zilhões de anos de Copertinos, Giovannis, Robinho e, para dar graça, um ou outro Boca ou Barcelona pelo caminho. Afinal, hoje, mais do que nunca, quem dá bola é o Santos.

1 comentário

Arquivado em Futebol

Flamengo dança

A dança de Ronaldinho e Vagner Love - Foto: AP, Arte/Ricardo Zanei

A dança de Ronaldinho e Vagner Love - Foto: AP, Arte/Ricardo Zanei

Tenho como convicção que, para jogar futebol, tem que ter coração. Coração é raça, é vontade. É jogar o arroz com feijão no momento de seriedade, é enxergar a brecha e colocar entre as pernas no momento de picardia. É, antes de tudo, alma. Pode perder, mas tem que ter alma Por tudo isso, hoje, deve ser difícil demais torcer para o Flamengo.

Vi o VT do jogo contra o Olimpia. A desvantagem é que você perde toda a emoção da surpresa. O lado bom é que, sabendo mais ou menos como foram as coisas, você fica mais atento e consegue perceber os detalhes, ou melhor, consegue visualizar o tamanho das bobagens.

LEIA MAIS: Sobre a alma e o “Bamos!”

Não vou enumerar os inúmeros erros da equipe de Joel Santana. Aliás, chamar o Flamengo de equipe é ser muito legal. É um bando de jogadores, sem a menor organização tática, cometendo falhas absurdas e infantis. E não dando a mínima.

Mas o que mais me chamou a atenção foi a falta de coração. O Flamengo é um time morto, derrotado. A vontade de ganhar é ridícula, inexistente. Parece que os jogadores estão ali apenas para um momento: marcar um gol, sabe-se lá como, e cair na dança na comemoração.

LEIA MAIS: Ronaldinho, um óbvio mistério do futebol

Nada contra as coreografias, acho até divertido. Mas tem coisa que soa falso demais. Em um time sem coração, sem raça, sem vontade, comemorar gol dançando sei lá o quê me parece uma afronta, uma provocação ao torcedor. Esse, sim, sofre com o time.

A realidade, para mim, é clara. O jogador dança ao fazer gol, o torcedor dança ao se esgoelar pelo time, e o Flamengo dança na Libertadores. No mesmo ritmo.

LEIA MAIS: Ronaldinho e a coerência de Mano

Melhores momentos – Olimpia 3 x 2 Flamengo

Deixe um comentário

Arquivado em Futebol

Barbárie entre torcidas (?) ou lugar de bandido é na cadeia

Torcida ou bandidagem? - Foto: Arquivo, Arte/Ricardo Zanei

Torcida ou bandidagem? - Foto: Arquivo, Arte/Ricardo Zanei

Já vi muito jogo de futebol na minha vida. Já fui de carro estacionando dentro do estádio, já fui de ônibus, metrô e trem. Já fui em um domingão de sol e em uma quarta-feira de chuva, muita chuva. Vivi momentos memoráveis de vitórias, vivi derrotas doídas. Vivi, também, o medo.

Para quem mora em Santo André, ver qualquer time, seja no Pacaembu, no Palestra Itália, no Canindé ou ainda no Morumbi, requer planejamento. Primeiro, escolher o meio de transporte é fundamental. Se for transporte público, sair mais cedo ainda é primordial.

Quem é gente de bem e já foi em clássico de transporte coletivo sabe que existe uma tensão permanente, o medo de uma briga de torcidas está ali, pairando no ar. Quem é bandido vê nisso tudo uma adrenalina, vê nisso o grande barato, e não o jogo que está por vir.

Lembro de um dia em que eu pensei que seria o fim. Início dos anos 90, época em que times grandes jogavam em São Paulo no mesmo horário. O lugar era o trem, saindo de Santo André, a caminho da Barra Funda, onde o Palmeiras jogaria com sei lá quem. Minha mãe, palestrina doente, me levava mais uma vez para ver um jogo que não era do meu time. E eu ia, afinal, a mãe mandou, o filho obedece, sem reclamar.

Não lembro contra quem o Corinthians jogaria naquele dia, nem a estação, mas o trem parou e todos os palmeirenses – palmeirenses? – de torcida organizada – torcida? – saíram do vagão. Pela janela, deu pra ver que tinham alguns corintianos na estação. O pau quebrou, e meia dúzia de policiais seguraram a bronca, evitando algo pior. Antes de as portas fecharem, estavam todos de volta, comemorando como se fosse um título.

Isso durou alguns segundos, 1 minuto, se tanto, tempo suficiente para que eu pensasse, pela primeira vez, que eu poderia morrer por absolutamente nada. Imagine o que é isso para um moleque de 12, 13 anos, que acompanhava sua mãe de 50 anos ao estádio. Se acontece algo com ela, como vou reagir? Imagine ainda o que é ver uma briga daquelas entre palmeirenses – palmeirenses? – e corintianos – corintianos? – e você, são-paulino, ali, quietinho. Naquele dia, pensei: “Se os caras descobrem que sou tricolor, os torcedores – torcedores? – dos dois times se unem me matam. Em dois segundos”.

Fui ao estádio com a minha mãe em mais trocentas vezes depois disso. Cada vez, escolhíamos um horário para ir pensando em não encontrar nenhuma torcida – torcida?. Ora saíamos cedo para comer em algum lugar e entrar no estádio assim que os portões abrissem. Ora, com ingresso na mão, chegávamos bem em cima da hora. Tudo bem, era uma mãe – às vezes, algumas amigas, todas mais velhas que a minha mãe – e um filho adolescente, gente que não vai fazer mal a ninguém. Mas, sabe como é, esse tipo de torcedor – torcedor? – não olha para nada, apenas quer brigar. Ou pior, matar.

Tem gente que ainda fala em torcida, briga de torcida, mas quem torce por um time não faz esse tipo de coisa. Quem torce, torce para um time, e não para uma, digamos, facção. Quem briga na rua é bandido. Quem marca lugar para brigar e vai lá horas antes de um clássico também não é torcedor, longe disso, é bandido. Lugar de bandido é na cadeia.

P.S.: Fico extremamente triste pelas famílias das pessoas que morreram em brigas de torcida, seja em São Paulo, seja em Campinas, seja em qualquer lugar do planeta. É gente que sofre, hoje, pela perda de alguém. Pena que esse alguém não pensou nisso antes. Uma pena.

Deixe um comentário

Arquivado em Análises espertas do cotidiano, Futebol

Santa Cruz: o Gigante acordou!

Torcida do Santa faz a festa no jogo do acesso - Foto: Alessandro Varela/coralnet

Torcida do Santa faz a festa no jogo do acesso - Foto: Alessandro Varela/coralnet

O título desse post não é meu: está no site oficial do Santa Cruz. Acho que é um daqueles casos que é uma torcida que tem um time, e não um time que tem uma torcida. São apaixonados, barulhentos, que lotam estádios como ninguém no Brasil. Mais de 60 mil pessoas assistiram ao empate sem gols com o Treze, resultado que colocou o time na Série C do Brasileirão e, espero, seja o primeiro passo rumo ao retorno à elite.

Torcida do Santa faz a festa no jogo do acesso - Foto: Alessandro Varela/coralnet

Torcida do Santa faz a festa no jogo do acesso - Foto: Alessandro Varela/coralnet

A torcida do Santa Cruz não merecia tanto sofrimento, mas, acredito eu, para cada um, valeu a pena a espera. Claro, é o primeiro degrau, mas, um clube com tanta tradição e, especialmente, uma torcida tão calorosa, não poderia ficar tanto tempo longe dos grandes campeonatos.

Torcida do Santa faz a festa no jogo do acesso - Foto: Alessandro Varela/coralnet

Torcida do Santa faz a festa no jogo do acesso - Foto: Alessandro Varela/coralnet

Que a festa continue na Série C, na B e na A. Ainda bem que ainda temos torcedores como esses no país. São eles que fazem com que o nosso futebol não definhe, por mais que a cartolagem tente afundar de vez o esporte em troca de bolsos, meias e sabe-se lá o que cheios de dinheiro.

Torcida do Santa faz a festa no jogo do acesso - Foto: Alessandro Varela/coralnet

Torcida do Santa faz a festa no jogo do acesso - Foto: Alessandro Varela/coralnet

A paixão, meus caros, é o que move o futebol. E não sei se existe, no Brasil, uma torcida tão apaixonada como a do Santa. Se alguém conhecer, me avise!

Festa da torcida – parte 1

Festa da torcida – parte 2

Festa da torcida – parte 3

Festa da torcida – parte 4

Festa da torcida – parte 5

Festa da torcida – parte 6

2 Comentários

Arquivado em Futebol