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Meu encontro com Chorão

O Offspring veio ao Brasil em 1997. Eu gostava de Offspring e ainda me divirto com uma ou outra música, mas isso não vem ao caso. O fato é que, ao lado de três amigos, saímos de Santo André rumo ao finado Olympia para ver os caras. No show de abertura, Charlie Brown Jr. Skatistas pra todo lado. E, do que eu lembro, foi um baita show. O primeiro de uns quatro, cinco que vi dos caras na minha vida. Sempre, do que eu lembro, muito bons.

Naquela noite, entre um show e outro, fui ao banheiro. O caminho era meio que um corredorzinho que desembocava em um corredor de verdade, dividido por uma barra. Do lado, digamos, de lá, era o caminho da galera VIP. Do lado de cá, uma rampinha e a porta do banheiro.

Saio do banheiro e dou de cara com Chorão, encostado ali na barra, como um cara “normal” curtindo a noite. Minha reação foi adolescente – se bem que eu tinha uns 19 anos – e sincera: “Meu, você é foda, puta show”, disse eu (ou foi mais ou menos isso), fazendo o tradicional gesto de cumprimentar alguém.

O que eu não contava, a parte “meu, tu não sabe o que aconteceu” da cena, é que Chorão tinha um cigarro na mão direita. Logo, meu gesto mandou o tubo de nicotina pra casa do cacete. “Porra, era meu último”, disse ele. Fiz menção de pedir um cigarro pra alguém, mas não deu tempo: juntou uma galerinha em volta do cara. Acabei saindo dali. E ele ficou sem cigarro. Pelo menos, sem aquele.

P.S.: Prometi a mim mesmo que não escreveria nada sobre a morte de Chorão. Até queria, mas o enorme teor de pieguice e idiotice das redes sociais me deixou enojado. O que acho é mais ou menos o que o André Forastieri escreveu no blog dele. O resto, um dia, a gente conversa num boteco por aí.

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Foo Fighters em Buenos Aires: tempestade, um quase desastre, “but it’s all right”

Foo Fighters em Buenos Aires - Foto: Ricardo Zanei

Foo Fighters em Buenos Aires - Foto: Ricardo Zanei

Dias de sol, muito sol. Um calor daqueles. Nem parecia Buenos Aires. De domingo até quarta à noite, tudo ia maravilhosamente bem. O metrô até o estádio Monumental de Nuñez foi dos mais tranquilos. No ar, aquele clima de show de rock que só quem foi a um show de rock sabe como é. No ar, as nuvens começaram a querer participar da festa. E fizeram a festa.

No começo do show do Arctic Monkeys, veio a primeira pancada de chuva. Cinco minutos, se tanto. Deu para dar aquela molhadinha. Mas era uma espécie de “aquecimento” para o Foo Fighters, então, tudo bem. Por um instante, achei que o céu ia abrir. No instante seguinte, começou o show de luzes dos raios no céu, e tive a certeza que ia ser uma noite inesquecível.

Descobri que tormenta, em espanhol, é tempestade. E como choveu aquela noite. Eu não conseguia abrir os olhos para ver o palco e, mesmo se conseguisse, não ia enxergar nada. Em dois minutos, estávamos encharcados. Um vento gelado completava a cena caótica. Eu, que não sou muito de sentir frio, simplesmente tremia. O jeito foi fugir.

Ficamos embaixo das arquibancadas, ao lado de praticamente todo mundo que estava em cima delas antes do dilúvio. Ali, pelo menos, não chovia. Foi bom que deu para torcer a roupa e diminuir um pouco a sensação de frio. Do pouco que eu conseguia olhar para o estádio, não dava para ver a arquibancada à nossa frente. Para o lado de fora, era só uma cortina d’água.

Enquanto isso, Arctic Monkeys, de alguma maneira, acabava o seu show. Confesso que achei que iam adiar o Foo Fighters para a quinta-feira. Mas aí a tempestade virou temporal, que virou chuva, que virou garoa justamente quando Dave Grohl e sua trupe subiram ao palco e abriram com “All My Life”.

Obviamente, voltamos para as arquibancadas. A garoa desapareceu. E, mesmo com todas as luzes do estádio acesas, o Foo Fighters foi quem brilhou.

Eu poderia aqui encher a bola, citar trocentos adjetivos para descrever o show. Poderia dizer que Dave Grohl sabe como poucos como cativar o público. Poderia até falar que um filme inteiro passou na minha cabeça quando ele deixou a guitarra e assumiu a bateria. Enfim, todo mundo já ficou sabendo do que rolou lá na Argentina e aqui no Brasil. Todo mundo tem os seus adjetivos sobre o que aconteceu.

Por isso, deixo para que Dave Grohl diga o que ele achou da brincadeira toda em Buenos Aires. Os vídeos estão tremidos, e a qualidade da imagem é péssima, mas o áudio está bom, e é o que vale. Tinha tudo para dar tudo errado, mas foi uma noite memorável, inesquecível, daquelas que você vai guardar por vidas e vidas. Era para ser um desastre, “but it’s all right”.

No dia seguinte e em todos os outros, fez sol em Buenos Aires.

These Days

“Fucking disaster”

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Nirvana, Paramount, Seattle, Halloween, 1991

Capa do DVD ao vivo do Nirvana no Paramount - Foto: Divulgação

Capa do DVD ao vivo do Nirvana no Paramount - Foto: Divulgação

Quem? Nirvana.

Onde? Paramount, em Seattle.

Quando? Noite de Halloween, em 1991.

O quê? Um show histórico.

Por que? É o único da banda filmado em película, é o Nirvana vibrante, sem frescura, sem megaprodução, totalmente imprevisível, simples e direto. Enfim, rock and roll.

Como? Foi lançado em DVD e Blu-Ray nos EUA nesta semana, em comemoração aos 20 anos do não menos histórico álbum “Nevermind”.

Na Amazon.com, o DVD sai por US$ 16,99, o Blu-ray, US$ 19,99. Claramente, quando chegar ao Brasil (não tenho ideia de datas), vai custar cinco, seis vezes mais. Enquanto não sai do ar, a apresentação inteira está no Youtube, em sete partes. Delicie-se e, depois, por favor, compre o DVD e emoldure em sua casa. Esse merece.

Nirvana no Paramount – parte 1

Nirvana no Paramount – parte 2

Nirvana no Paramount – parte 3

Nirvana no Paramount – parte 4

Nirvana no Paramount – parte 5

Nirvana no Paramount – parte 6

Nirvana no Paramount – parte 7

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Foo Fighters no Brasil em abril do ano que vem, fechando o Lollapalooza?

Foo Fighters no Brasil? Quem sabe... - Foto: Divulgação

Foo Fighters - Foto: Divulgação

Acabo de ler no site Omelete que o Foo Fighters será a atração principal no Lollapalooza, em abril do ano que vem, em São Paulo. Nada de confirmação oficial, mas a nota deixa a entender que um dos patrocinadores deu uma de bocó e soltou a informação.

A primeira notícia é de que eles viriam para o Brasil, e ponto final. Depois, os rumores é que viriam em novembro. Em seguida, diziam por aí que a data seria começo de novembro, na mesma semana do Pearl Jam. Pintou o boato que eles viriam no ano que vem por falta de datas aqui e na agenda dos caras. Enfim, chega a notícia do Lollapalooza.

Na versão americana do festival, que aconteceu em agosto, eles fecharam o último dia. Logo, tem uma lógica na presença deles no mesmo festival aqui no Brasil e também no Chile.

Posso dizer com todas as letras que é o show que mais quero ver nos últimos tempos. Fui no U2 e foi bem sensacional. Estou com ingresso comprado para o Pearl Jam e tenho a sensação que será inesquecível. Mas Foo Fighters…

Pensando no mainstream, acho que a banda de Dave Grohl é mais “rock’n roll” do planeta, se é que ainda existe “rock’n roll”. A evolução dos caras é absurda, basta ouvir “Big Me”, de 1995, e qualquer uma do último disco, como “Walk”.

Mas o melhor de tudo é que o Foo Fighters é uma banda de palco. Jogue no Youtube “Foo Fighters Live” e clique sem medo no que vier. Os shows dos caras são de arrepiar. A energia, não só de Dave Grohl, é contagiante. E é por isso que eu quero ver os caras ao vivo, aqui ou em qualquer lugar do mundo.

Abaixo, Foo Fighters  no Lollapalooza deste ano. Uma amostra do que vem por aqui. Estamos no aguardo.

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E a música de hoje é…

Foo Fighters ao vivo no estádio Wembley, em 2008 - Foto: Reprodução

Foo Fighters ao vivo no estádio Wembley, em 2008 - Foto: Reprodução

“Best of You”
Foo Fighters

I’ve got another confession to make
I’m your fool
Everyone’s got their chains to break
Holding you
Were you born to resist?
Or be abused?

Is someone getting the best
The best, the best, the best of you?
Is someone getting the best
The best, the best, the best of you?

Or are you gone and on to someone new?

I needed somewhere to hang my head
Without your noose
You gave me something that I didn’t have
But had no use
I was too weak to give in
Too strong to lose
My heart is under arrest again
But I’ll break loose
My head is giving me life or death
But I can’t choose
I swear I’ll never give in
I refuse

Is someone getting the best
The best, the best, the best of you?
Is someone getting the best
The best, the best, the best of you?

Foo Fighters ao vivo no estádio Wembley, em 2008 - Foto: Reprodução

Foo Fighters ao vivo no estádio Wembley, em 2008 - Foto: Reprodução

Has someone taken your faith?
It’s real, the pain you feel?
Your trust?
You must confess
Is someone getting the best
The best, the best, the best of you?

Has someone taken your faith?
It’s real, the pain you feel?
The life, the love you’d die to heal
The hope that starts
The broken heart
Your trust, you must confess

Is someone getting the best
The best, the best, the best of you?
Is someone getting the best
The best, the best, the best of you?

I’ve got a another confession, my friend
I’m no fool
I’m getting tired of starting again
Somewhere new
Were you born to resist or be abused?
I swear I’ll never give in
I refuse

Is someone getting the best
The best, the best, the best of you?
Is someone getting the best
The best, the best, the best of you?

Has someone taken your faith?
It’s real, the pain you feel?
Your trust?
You must confess

Is someone getting the best
The best, the best, the best of you?
Is someone getting the best
The best, the best, the best of you?

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