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Neymar, CBF, milhões e nenhuma surpresa

No ESPN.com.br: CBF propõe adiantamento financeiro para Portuguesa aceitar Série B

Alguém, sinceramente, se choca com a atitude da CBF? Pelas pessoas envolvidas, não dá para ficar abismado com isso. Dá para ensinar índole e caráter? Não, não dá.

Obviamente, o fato de não se chocar não quer dizer o quando isso é repugnante. Nojo, sabe? É esse o tipo de gente que manda no “nosso” mundinho da bola. “Nosso”, há!

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Manchete do “El Mundo”: Neymar custou mais do que o anunciado e foi mais caro que Cristiano Ronaldo

Simples, rápido, apenas duas palavras explicam: Sandro Rosell. Sem mais.

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O futebol tem a sorte de ser um esporte absolutamente sensacional e apaixonante, que mexe, muito, com corações e emoções. Sinceramente, o submundo dele, que nem é tão sub assim, é de uma podridão absurda. Se não fosse pela magia, já era, estava morto e enterrado. Uma pena.

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E se Neymar…

A lesão de Neymar - Foto: Reprodução

A lesão de Neymar – Foto: Reprodução

… tiver uma lesão mais complicada?

E se essa lesão o tirar da Copa do Mundo?

Ah, o “se” não existe. Concordo, e tudo aqui é um exercício de futurologia, é pensar na pior situação possível. Há uma possibilidade? Sim, e vamos trabalhar com ela.

A respostas para a questão acima é simples: sem Neymar, o Brasil perde a Copa. Se, com ele, já acho que será um feito e tanto, sem ele, já era.

A comparação é simples. Se acontece o mesmo com Messi, a resposta seria a mesma. Cristiano Ronaldo? Ribéry? Idem e idem. Eles são os melhores do mundo. Com eles, há chances, umas melhores, outras nem tanto. Perdendo qualquer um deles, esquece.

O desfalque de um cara como Neymar faria com que Felipão tivesse que quebrar a cabeça e mudar tudo em uma seleção armada, em um grupo fechado. Lembrando que o Brasil tem apenas um amistoso antes da Copa, contra a África do Sul, dia 5 de março, a situação seria calamitosa, catastrófica.

Obviamente, os deuses do futebol aprontam aqui e ali, e seria politicamente correto dizer que “tudo pode acontecer”. Neymar pode sofrer a lesão, Felipão convocar Lucas, Lucas destruir e ser “o cara” do hexa. Mas sem ficar em cima do muro, um desfalque do quilate do craque do Barcelona seria devastador. Ousaria até dizer que as chances de avançar em um mata-mata seriam ridiculamente pequenas.

Para muitos, a Copa começa dia 12 de junho, com Brasil x Croácia. Para mim, ela pode acabar em um 17 de janeiro.

P.S.: Escrevo esse texto na noite desta quinta, então, ele tem prazo de validade. Se, olha o “se” de novo aí, tudo der certo, eu mudo. Se não, fica por isso mesmo.

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O melhor ataque do mundo?

Minicraques de Cristiano Ronaldo, Messi e Neymar: algum deles será mega na Copa - Foto: Kodoto.com

Ronaldo, Messi e Neymar minis: quem será mega na Copa? – Foto: Kodoto.com

Higuaín, Lavezzi, Messi?

Postiga, Nani, Cristiano Ronaldo?

Suárez, Cavani, Forlán?

Insigne, Osvaldo, Balotelli?

Hulk, Fred, Neymar?

Negredo, Pedro, David Silva?

Giroud, Ribéry, Benzema?

Schuerrle, Muller, Ozil?

Rooney, Sturridge, Wellbeck?

Van Persie, Sneijder, Robben?

Hazard, Fellaini, Lukaku?

Falcao García, James Rodríguez, Jackson Martínez?

É ano de Copa do Mundo, amigo. Alguma dúvida que o campeão sairá de um dos 12 trios acima? Mas, e aí, quem tem o melhor ataque do planeta? Nomes ajudam, mas não respondem a pergunta.

Foi-se o tempo que um time tinha um ataque matador, suficiente para resolver os jogos sem se preocupar com uma defesa compacta. Foi-se a época em fazer sete e tomar cinco. Foi-se.

Caras como esses podem definir jogadas e jogos, mas, para ganhar campeonatos, ainda mais uma Copa, é preciso de mais. Se o Mundial é um tiro curto, pá-pum, não tem fase esplendorosa que vai salvar qualquer seleção.

Falar apenas do ataque de uma seleção/time é uma armadilha danada. É claro que qualquer equipe com Messi ou Cristiano Ronaldo ou Neymar ou tantos outros mete medo. Pavor, até. Mas, andorinhas não farão verão, muito menos no nosso rigoroso inverno aqui.

Está óbvio que não se ataca só com atacante, nem se defende só com zagueiro, e por aí vai. É legal no videogame, mas no mundinho real, esquece. Infelizmente – ou felizmente -, não vai rolar.

A resposta para a pergunta no título desse post vai além de quem define as jogadas. O contexto é bem maior, extramente repleto de variáveis. É o tal do futebol-total, que pode ser ou não bonito, mas é de uma eficiência absurda. E é isso que temos pra hoje.

Texto escrito, fica a questão: qual é ou quem tem o melhor ataque do mundo? Não sei a resposta, mas deixo outra pergunta no ar: isso basta?

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Como parar Neymar: a visão do meu porteiro, a minha e uma admiração

Neymar - Foto: Flickr/Santos

Neymar – Foto: Flickr/Santos

Um dos porteiros do meu prédio é são-paulino. Sei que alguns vão achar que a sequência de palavras é redundância, mas é daqueles são-paulinos chatos mesmo, sabe? Tão chato que irrita até outros são-paulinos. Além de achar que Lucas é melhor que Messi e Cristiano Ronaldo juntos, ele odeia o Neymar. E tem táticas para parar o santista.

Segundo ele, basta quebrar a perna de Neymar. Simples assim. A cada jogo do Santos, todas as vezes que eu cruzo com meu porteiro, a frase é quase sempre a mesma: “Ricardo, se eu vejo ele na minha frente, pisaria no tornozelo dele”. O que muda, basicamente, é o local do corpo a ser atingido: canela, tornozelo, joelho. Mas a fratura é sempre a solução.

Por outro lado, vira e mexe, meu porteiro sempre fala a mesma coisa: “Rapaz, como é legal o cara ganhar a vida com o dom que Deus deu, né? Esse Neymar aí ganha muito dinheiro para jogar bola, né?”. E aí o papo vira em torno do salário milionário do santista.

Fico pensando algumas coisas sempre que eu falo com o meu porteiro. A primeira delas é que ele tem razão: é sensacional ver uma pessoa ganhar a vida com um dom, seja esportivo, seja musical, seja de qualquer coisa. A outra é que, para quebrar a perna de Neymar, meu porteiro teria que fazer uma falta nele, certo? Mas eu duvido que ele – ou eu ou uns 99,9% da população mundial – tenha a capacidade de encostar em Neymar em uma disputa de bola, quanto mais fazer uma faltinha.

Diante disso, fico com a minha solução para parar Neymar: com a bola nos pés, esportivamente falando, não há. Claro que existe a pólvora e tudo mais, mas essa ideia eu não vou dar para o meu porteiro.

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Ao Santos, 100, uma reverência

Santos, 100 anos - Foto: Site oficial do Santos

Santos, 100 anos - Foto: Site oficial do Santos

Não sou santista, mas cresci cercado por eles. Tios, amigos, vizinhos. Na escola, confesso, eram poucos. No trabalho, eram muitos e, admito, insuportáveis.

Não vi Pelé, nem Coutinho. Ouvi falar de Pepe, Gilmar, Dorval, Pagão… Li muito sobre caras como Ramos Delgado, Carlos Alberto, Mauro, Zito… Nunca fui à Vila Belmiro, confesso, e isso pode até ser encarado como um desvio de caráter. Aprendi a gostar muito de Toninho Guerreiro, Pita e Serginho Chulapa, especialmente pelos feitos no Morumbi.

Santos, 100 anos

Curioso como cinco momentos não saem da minha cabeça quando o assunto é Santos. O primeiro, claro, não tem data registrada na minha memória, mas talvez seja o mais nítido de todos. Bruno José Daniel, Santo André vencendo por 1 a 0. Escanteio para o Santos, a zaga afasta, e Marcelo Fernandes – se não me falha a memória – acerta um petardo da intermediária e empata o jogo. Golaço.

O segundo foi em 1995, na semifinal do Campeonato Brasileiro. Acho que todo paulista, nem que por um instante, torceu por aquele time. Como jogava bola! Macedo, Marcelo Passos, Carlinhos… E, obviamente, o monstro Giovanni. Aquele jogo contra o Fluminense, o ficar no gramado o intervalo, e a transmissão épica da rádio Jovem Pan arrepiam até hoje, só de lembrar.

Santos 5 x 2 Fluminense, semifinal do Brasileirão-2005

Em 2002, a coisa toda foi engraçada. Estava na casa da namorada na época. Ela e a mãe estavam no quarto, assistindo a seiláoquê, e me deixaram na sala vendo a final do Brasileiro. Quando Robinho eternizou a pedalada, entortou Rogério e sofreu o famoso pênalti, eu surtei.

Surtei completamente com aquilo, a velocidade, a sincronia de movimentos, a capacidade de ainda driblar depois daquele show – e pensar que Robinho era apenas um menino de 18 anos! Perdi a linha, fui na varanda e gritei algo como “esse moleque é um gênio”. Era um prédio chique, e eu não esperava que seria tão xingado pelos corintianos. Devo ter gritado muito, ou a acústica da rua era especialmente boa, pois ouvi impropérios das varandas do outro lado da rua.

Só sei que, depois disso, a sogra e a namorada, sempre das mais comportadas no prédio, ficaram dias e dias sem abrir a varanda. A culpa, claramente, não foi minha, mas exclusivamente de Robinho.

Corinthians 2 x 3 Santos, final do Brasileirão-2002

Enfim, em 2003, eu tinha acabado de começar no UOL quando um, então colega de redação e, hoje, grande amigo, me convenceu a ir ao Morumbi ver a final da Libertadores contra o Boca. Tínhamos credenciais e, de alguma forma, poderíamos ajudar na cobertura, como fizemos.

Lembro que fomos com meu carro e estacionamos na casa do chapéu. Vimos o primeiro tempo em pé, já que não tinha lugar nem na sala de imprensa. Fiquei impressionado com a torcida do Boca, que não parava de cantar e calou o estádio como se estivesse em La Bombonera.

Com a bola rolando, lembro da maneira sufocante que o Boca marcava. O Santos tinha a bola, mas não conseguia chegar. O que o tal do Bataglia marcou o Diego foi algo fora do comum, impressionante. Por fim, na entrevista coletiva de Carlos Bianchi, assim que ele entrou na sala de imprensa, foi aplaudido de pé pelos jornalistas argentinos. Foi a primeira e única vez que eu vi um técnico ser aplaudido e que vi uma manifestação pública de integrantes da imprensa.

Santos 1 x 3 Boca Juniors, final da Libertadores-2003

Enfim, em maio de 2010, fui convencido por um amigo a assistir ao segundo jogo da final do Paulistão contra um dos melhores e mais breves times da história do Santo André. “Pô, Ganso e Neymar vão jogar. Daqui a pouco são vendidos, e a gente não viu esses caras ao vivo”, foi o argumento que me tirou de casa e me levou ao Pacaembu. Foi, sem dúvida, eletrizante!

Mais do que o título, a festa, ficou na memória toque de Ganso para o segundo gol santista. Até hoje, depois de ver e rever esse lance, eu não entendo como o meia viu que Neymar estava ali. Uma coisa de outro mundo, assim como a cena de ver um amigo atravessar correndo a Dr. Arnaldo e ficar no meio da avenida gritando loucamente quando o “Baleião”, o ônibus do Santos, tomava seu caminho de casa. Hilário e histórico!

Santos 2 x 3 Santo André, final do Paulistão-2010

Tudo isso para dizer que todo time grande é feito de vitórias e tropeços, de craques e pernas de pau, de dribles e gols, para lá e para cá. O Santos é grande, gigante, estratosférico. E isso valoriza ainda mais os seus rivais.

Ao Santos e aos santistas, a maior das reverências. Que venham mais 100, 1000 anos de vitórias e sorrisos, algumas derrotas e poucas lágrimas e, por que não, um ou outro título. Que venham mais zilhões de anos de Copertinos, Giovannis, Robinho e, para dar graça, um ou outro Boca ou Barcelona pelo caminho. Afinal, hoje, mais do que nunca, quem dá bola é o Santos.

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Coates, Neymar, Balboa, Pelé e o gol mais bonito do ano

Coates e o golaço - Foto: AFP, Arte/Ricardo Zanei

Coates e o golaço - Foto: AFP, Arte/Ricardo Zanei

Se o assunto for arrancada e drible, acho que o gol de Neymar, o segundo nos 3 a 1 do Santos sobre o Inter, o gol mais bonito do ano.

Se o papo for plasticidade, meu eleito é Sebastian Coates, do Liverpool, e seu chute acrobático, meio voleio, meio bicicleta, na derrota para o Queens Park Rangers. Fenomenal!

Esse é um daqueles lances inesquecíveis. Primeiro porque o autor foi um zagueiro. Segundo porque o movimento no ar é perfeito. Terceiro porque ele pega em cheio na bola. Quarto porque o cara é uruguaio, e a Celeste tem carisma.

Golaço de Coates

Sempre que vejo alguem zagueiro tentando um lance mais ousado me lembro da bicicleta do norte-americano Marcelo Balboa, contra a Colômbia, na Copa de 1994. Infelizmente, a bola tirou tinta da trave, mas, independentemente disso, é uma das jogadas mais emblemáticas do futebol mundial. A reação do goleiro Tony Meola é o retrato disso.

O motivo? Voltando em 1994, os EUA eram taxados como um país incapaz de jogar o futebol. Pelé, Beckenbauer e tantas outras estrelas foram para lá nos anos 70 e 80, e a moda não pegou. Mas, naquela Copa, o time fez bonito e até passou de fase. Nomes como Meola, Alexi Lalas, Tab Ramos, Cobi Jones, Eric Wynalda e o próprio Balboa, sob a batuta de Bora Milutinović, colocaram os EUA no mapa da bola.

Quando o assunto é bicicletas no futebol, a de Balboa representa o mesmo que Pelé representa para os chutes do meio-campo. E o que Coates tem a ver com tudo isso? Na verdade, nada, mas é dele o gol mais bonito do mundo em 2012.

Bicicleta histórica de Balboa

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Messi, 234 e contando

Messi, 234 comemorações - Foto: Josep Lago/AFP, Arte/Ricardo Zanei

Messi, 234 comemorações - Foto: Josep Lago/AFP, Arte/Ricardo Zanei

Messi, 234 gols pelo Barcelona, maior artilheiro da história do clube catalão em jogos oficiais. Sim, 234 gols. E ele tem 24 anos. Sim, 24 anos. Impressionante.

Concorde ou não, o argentino já está na lista dos maiores jogadores de sempre. Muito se fala: Neymar ou Messi? Messi ou Maradona? Maradona ou Pelé? Penso diferente e acho melhor trocar o “ou” pelo “e”. Neymar e Messi e Maradona e Pelé. Já imaginou isso? Inacreditável.

Não dá para negar isso a importância histórica de Messi. E o melhor é que está aí, na sua, na minha TV, quase todos os dias. Ao invés de discutir se ele é bom ou não, melhor é assisti-lo e bater palma, não?

Messi, 24 anos, 234 gols pelo Barcelona. E contando.

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