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Uma lição de vida chamada Kareem Abdul-Jabbar

O gancho mortal de Kareem Abdul-Jabbar - Foto: Getty Images

O gancho mortal de Kareem Abdul-Jabbar - Foto: Getty Images

Kareem Abdul-Jabbar foi a estrela do “Bola da Vez”, da ESPN Brasil, na noite desta sexta-feira (24/02). É o tipo de programa que deveria ser distribuído gratuitamente nas escolas do Brasil e entrar na grade curricular. Uma vez por mês, tem que assistir e fazer uma redação sobre o tema. É daquelas entrevistas que, se você ver 500 vezes, terá 1.000 lições e zilhões de motivos para rever.

Tenho a nítida e triste sensação que pouca gente sabe quem é Kareem Abdul-Jabbar, especialmente no Brasil. É uma pena. Não vou dissecar a carreira dele aqui. Jogue o nome no Google e descubra as peripécias que esse cara aprontou em quadra. Mas acho que dá para dizer com todas as letras que, fora do basquete, ele ainda foi mais genial.

Dois pontos da entrevista me chamaram a atenção. Ambos têm íntima ligação com John Wooden, um monstro, uma lenda do basquete, um dos maiores técnicos da história do esporte, um Telê Santana da quadra. Não lembro muito bem a primeira pergunta, mas Jabbar disse algo assim:

“John Wooden sempre falava que o importante era estudar. A educação vinha sempre em primeiro lugar. O basquete vinha depois.”

A outra pergunta foi sobre o momento mais marcante da carreira de Jabbar. Ele disse que foi a conquista do título da NBA em 1985, quando o Los Angeles Lakers finalmente venceu aquele timinho do Boston Celtics, de Larry Bird, Kevin McHale, Roberto Parish, Dennis Johnson…

Foi aí que ele falou sobre a emoção que sentiu ao superar o recorde de pontos de Wilt Chamberlain e se tornar o maior cestinha da história da NBA. Só para constar, são 38.387 de Jabbar e 31.419 de Chamberlain, hoje o quarto na lista. Mas nem no videogame você marcou tantos pontos assim.

“Foi emocionante, mas John Wooden sempre nos ensinava que o mais importante era o coletivo, e não o individual.”

Os tempos mudaram, a realidade é outra, blablabla, mas tem coisas que não mudam: educação, caráter, consciência… A entrevista de Jabbar é uma lição de vida, daquelas para guardar para sempre. O cara foi um monstro em quadra e, fora dela, é um ser humano fora de série. Claro, não é santo, comete seus erros também, mas nos ensina o caminho a ser trilhado. Uma aula, uma aula…

Top 10 – As melhores jogadas de Kareem Abdul-Jabbar

P.S.1: Sei que o programa será repetido nas grades de ESPN Brasil e ESPN, mas não achei nada da entrevista em lugar algum. Procure e, se achar, me mande. É de chorar.
P.S.2: Foi perguntado quando ele começou a fazer o gancho, sua arma letal. Jabbar disse que começou a treinar aos 10, isso, DEZ anos de idade, foi aperfeiçoando aqui e ali, treinava com uma mão e com a outra, até que conseguia fazer o movimento e acertar a cesta do meio da quadra, de esquerda e de direita. Ou seja, o cara tinha talento, mas suou pouca coisa para chegar onde chegou, não? Fica mais uma lição.

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O “All-Star Game” e o que realmente importa na NBA: o Fantasy

Fantasy para para o All-Star Game; como assim? - Foto: AFP

Fantasy para para o All-Star Game; como assim? - Foto: AFP

Enfim, a temporada da NBA, aquela que quase não rolou e começou com enorme atraso, chega ao seu “All-Star Weekend”, tendo como grand finale o “All-Star Game”. Por anos, o “Jogo das Estrelas” me tirou o sono, literalmente. Mas, hoje, só serve para atrapalhar o Fantasy.

Sei que esse post é bem específico, já que pouca gente sabe e o que é e, principalmente, se interessa pelo Fantasy. Ao ler “fantasy game”, não importa o esporte, saiba que é um jogo baseado em estatísticas reais. No caso da NBA, o principal Fantasy do planeta é o do Yahoo.com (nem sei se existe outro). No meu caso, é um vício que me acompanha e tem impacto direto na minha vida há exatos nove anos.

Sempre achei a NBA espetacular. Hoje, mantenho a opinião, mas sei que a NBA só existe por causa do Fantasy. A NBA e os jogadores. Só Deus sabe como o basquete sobreviveu por tanto tempo sem esse motor chamado Fantasy. Imagino os anos e anos de tristeza desse esporte, das eras de Doctor J, Michael Jordan, Larry Bird e Magic Johnson, sem o Fantasy. Imagino, também, que Derrick Rose, por exemplo, só chutou aquela bolinha de três com o jogo ganho para me ajudar nas estatísticas. Tô ligado, ele é ponta firme!

Para entender melhor o jogo, os times são escolhidos via “draft”, semelhante às contratações dos jogadores universitários no início da temporada. Se você é o primeiro da lista (cuja ordem é aleatória) e escolheu, sei lá, o Von Wafer, eu não posso ter o cara, e por aí vai. Ou seja, nenhum time vira aquela seleção, e você tem que conviver com tudo o que rola numa temporada: bons e maus momentos, lesões, trocas de jogadores…

Você se torna uma espécie de Abramovich do basquete. Ok, menos, bem menos, já que não há dinheiro no mundo que convença qualquer ser humano a achar justa a troca de Kobe Bryant por, sei lá, Kendrick Perkins. Mas você é o manager e o técnico, já que, se não escalar os caras e, claro, se não escalar direito, eles não vão contar pontos para vocês.

Cada liga tem suas especificações, e cada dono brinca com isso como quiser. Além disso, há ligas fechadas, como as que eu participo há anos, e as públicas, como as que eu já participei, em que você joga contra caras do mundo inteiro. Mas é só “brincando” para saber como é divertido – e angustiante.

O que eu sei é que, todos os anos, “perco” um bom tempo da minha vida com isso. É um tal de ficar olhando para súmulas e mais súmulas de jogos, se debruçar em estatísticas, entender quem está em alta, quem está em baixa, muitas vezes nas altas horas da madrugada, e correr para contratar essa joia rara antes que alguém veja o mesmo que você. Isso leva um bom tempo. Diariamente. E faz com que, além de brigar com a namorada, você ganhe um conhecimento absurdamente inútil para a vida, mas extremamente útil para o hoje e o amanhã no Fantasy.

Por exemplo: Nikola Pekovic está em um dos meus times (tenho dois) e só sai se vier aquela proposta espetacular. Nazr Mohammed é roubada. Jermaine O’Neal, idem. Bismack Biyombo tem potecial, assim como Chandler Parsons, Gustavo Ayon, Tristan Thompson… Marcin Gortat se tornou uma boa, enquanto Greg Monroe virou um monstro. Isso sem falar no já citado Von Wafer, que existe mesmo, mas esqueça: ele não joga nada e é só um nome engraçado.

Mais do que isso, há a relação de amor e ódio entre você e os jogadores que você escolheu. Tem os bons, os médios, mas sempre sobra alguma tranqueira na sua equipe. Aí, você “contrata” o cara na maior bom vontade, trata com carinho, compreensão, mas o mané não joga nada, não dá a mínima para todo o seu esforço, e você se vê obrigado a dar aquele pé na bunda. E assim vai. Por toda a temporada, todos os anos…

Justamente quando o bicho está pegando, quando é a hora de separar os meninos dos homens, chega o All-Star Game. Meu time, por exemplo, vai levar aquela lavada nesta semana graças ao maldito Jogo das Estrelas, que parece mais uma pelada entre solteiros e casados. A NBA não tem ideia de como isso atrapalha o Fantasy. Mais: são quatro dias sem nenhum jogo para acompanhar. Como assim, vida normal, noites de sono? Esses caras não sabem nada…

P.S.: Ah, como sempre pergunta a minha namorada, “o que você ganha com esse Fantasy?”. Financeiramente? Claro que nada. Algum presentinho? Óbvio que não. Mas vale a pena!

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Durant, o melhor da NBA sem NBA

Durant enterra na greve da NBA - Foto: Reprodução de TV

Durant enterra na greve da NBA - Foto: Reprodução de TV

A NBA está prestes a voltar, e todo fantático por basquete não vê a hora de isso acontecer. A greve teve algo de bom, sim: serviu para que acompanhássemos como os feras trataram o período de descanso. E Kevin Durant sobrou.

Teve jogador que colocou o passaporte em dia e viajou o mundo inteiro, como Dwight Howard. Outros ampliaram a agenda de compromissos com os patrocinadores, como LeBron James. Alguns misturaram passeios com publicidade com vida social, como Kobe Bryant. Outros casaram e já separaram, como Kris Humphries. Todos, sem exceção, entraram em quadra em algum momento. Mas ninguém jogou tanta bola como Durant.

Claro que o período maior de férias serve para que os atletas coloquem as baterias em dia e recuperem a energia. Foi o tempo de passear e rever a família. Mas, como todo fim de ano de futebol, jogador não consegue ficar longe da bola. Sem a NBA, as Ligas de verão e uma série de jogos beneficentes pipocaram ao redor do mundo. Durant parecia que estava em todos eles.

Não vi nenhum levantamento de minutos em quadra, mas tenho a impressão que a estrela do Oklahoma City Thunder foi quem mais bateu sua bolinha na greve. Mais do que isso, jogou bem, muito bem mesmo. Ao fim de tudo que era jogo, o que se via era um Durant com 30, 40, 50 pontos. Sobraram dribles e enterradas para todos os gostos.

É necessário ponderar que um jogo fora de competição tem um jeitão de pelada, com o objetivo de divertir, tanto o público como quem está em quadra. Vendo por esse ângulo, Durant foi a grande diversão da greve.

Abaixo, um vídeo com grandes momentos de Durant no período sem NBA. Sabe aquele DVD que os empresários fazem dos seus jogadores? O clipe poderia bem ser usado pelo ala para mostrar como ele passou bem as suas férias. Um dia, se um futuro filho de Durant perguntar sobre o “locaute”, a resposta está na ponta da língua: “moleque, eu fui o melhor da NBA sem NBA”.

P.S.: O que quer dizer o fato de Durant ter sido o melhor da NBA durante a greve? Nada. A temporada dele pode ser ridícula, mas vai me dizer que não que é bacana ver o que ele fez nas férias forçadas?

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Ufa, e a NBA está de volta

Demorou, demorou, mas, finalmente o acordo foi fechado, e a temporada da NBA, agora em versão pocket show, está salva. A diversão está garantida e matará a saudade dos fanáticos, como eu. Abaixo, um videozinho dos mais bem feitos sobre o retorno das estrelas à quadra:

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Enquanto a NBA está em greve (8)… duas palavras: Michael Jordan

Michael Jordan em mais uma enterrada - Foto: Arquivo/AP

Michael Jordan em mais uma enterrada - Foto: Arquivo/AP

E aí, cansado de esperar o fim da lenga-lenga sobre a próxima temporada da NBA? Ou você não dá a mínima para a principal liga de basquete do mundo? Na verdade, tanto faz, mas Michael Jordan você sabe quem é, né? Bem, isso já é um ótimo começo.

Enquanto a NBA está em greve, os fãs do basquete norte-americano têm se virado aqui e ali com os links das ligas de verão para ficar de olho nos seus atletas preferidos e nos jovens que estão se destacando nos torneios. Outros tantos torcedores acompanharam com olhar clínico os Pré-Olímpicos (das Américas e da Europa) atrás de informações sobre os profissionais da NBA. Quem não curte não tem tido trabalho algum…

Mas, uma coisa todos concordam: Michael Jordan é um fenômeno. O que ele jogou não foi brincadeira. Ouso a falar que o eterno camisa 23 – e toda aquela leva de jogadores geniais que atuaram na mesma época que ele – revolucionaram a maneira como o basquete passou a ser jogado e, principalmente, passou a ser consumido por todo o mundo.

Ver e rever Jordan é algo único. Para quem viu, rever é lembrar de momentos absurdos e lances impensáveis. Ver pela primeira vez é descobrir que, sim, alguém desafiava as leis da física para fazer miséria em quadra.

Um abnegado uniu em um único vídeo 37 dos 39 jogos nos quais Michael Jordan anotou mais de 50 pontos. Quase todas as cestas do gênio em todas essas partidas estão lá. É uma maravilha de mais de 2h30 de duração, que pode ser deliciada de um gole só ou em doses homeopáticas, vai do gosto do freguês. É simplesmente sensacional, mata a sede de quem não aguenta mais esperar pela NBA e dá água da boca para aqueles pobres mortais que mal sabem quem foi e o que representou Michael Jordan. Delicie-se, sem moderação!

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Musa dos EUA aparece em teaser do “Dança dos Famosos”

Hope Solo e seu parceiro no "Dança dos Famosos" dos EUA - Foto: Reprodução

Hope Solo e seu parceiro no "Dança dos Famosos" dos EUA - Foto: Reprodução

“Dancing With The Stars”, o “Dança dos Famosos” dos EUA, estreia na próxima semana, mas o que tem de marmanjo que já está louco para ver a musa Hope Solo no palco não está escrito.

Em um anúncio da próxima temporada do programa, a goleira da seleção de futebol dos EUA aparece pela primeira vez ao lado de Maksim Chmerkovskiy, seu companheiro de treino e dança (sem ciúme, molecada, por favor), formando o “Team Hope & Maksim”

A propaganda mostra todos os competidores com seus respectivos pares, inclusive o jogador do Los Angeles Lakers, Ron Artest, com a bela Peta Murgatroyd, no “Team PetRon”.

A brincadeira começa dia 19.

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Dwight Howard imita Barkley e LeBron

Dwight Howard é meio engraçadolho e, convenhamos, não é um excelente imitador. Mas bem que parece Charles Barkley falando. Já o LeBron James ficou ruim pra caramba, mas, fazer o quê…

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