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Renan Barão, a conquista do cinturão e o seleto “Clube dos 9”

Renan Barão, campeão do UFC - Foto: Nick Laham/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images, Arte/Ricardo Zanei

Renan Barão, campeão do UFC – Foto: Nick Laham/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images, Arte/Ricardo Zanei

Existe um seleto grupo brasileiro no UFC. Para entrar na confraria, a regra é simples: comer muito feijão com arroz, ganhar de algumas babas, ganhar de muita gente casca grossa e ganhar o cinturão. Simples assim.

O seleto grupo era conhecido mundialmente como “Clube dos 8”. Na verdade, acabei de inventar o termo, mas ele já nasce defasado. Isso por que, na madrugada deste domingo, graças a um cara chamado Renan Barão, o “Clube dos 8” virou “Clube dos 9”.

Barão se credenciou a entrar na patotinha – e a mudar o nome da turminha – com a vitória sobre Urijah Faber no UFC 149, resultado que garantiu ao potiguar o cinturão interino do peso galo. Dane-se que é interino, cinturão é cinturão.

Mas que raios é “Clube dos 9”? Curioso isso… O UFC conta com mais de 2000 lutas em quase 19 anos de história, com 350 lutadore, sendo 60 deles brasileiros. Hoje, o MMA é um fenômeno mundial, e boa partes dos brasileiros fala de lutas como fala de futebol. Mas, olha só que coisa estranha, apenas 9 (leia-se NOVE) lutadores do Brasil conseguiram um cinturão.

Esqueça, por enquanto, dos primórdios. Pense apenas na era de disputas por cinturões, era que vivemos até hoje. Nessa era, o número de brasileiros campeões é 9. Pareciam mais, não? Além dos atuais Anderson Silva (médio), José Aldo (pena) e Junior Cigano (pesado), a lista conta com Murilo Bustamante (médios, UFC 35), Vitor Belfort (meio-pesados, UFC 46), Minotauro (interino dos pesados, no UFC 81), Lyoto Machida (meio-pesados, UFC 98) e Maurício Shogun (meio-pesados, UFC 113).

Se contar a era dos campeões em um dia e dos GPs, que durou mais ou menos até o UFC 17 (há controvérsias), são apenas mais três caras na lista: Royce Gracie (campeão nos UFCs 1, 2 e 4), Marco Ruas (UFC 7) e Belfort (UFC 12). Some os vencedores do TUF, e chegamos ao enorme número de 15 campeões: Diego Brandão (TUF 14), Rony Jason e Cezar Mutante (ambos TUF Brasil). E acabou.

São tantos caras bons, fala-se tanto de MMA no Brasil, que a minha impressão é o número de brasileiros campeões era gigante, e achei curioso encontrar esse número pequeno, o tal 9. Talvez, a leitura seja outra: “Clube dos 9” é um baita clube, afinal, são 9 campeões no evento que reúne os principais lutadores do planeta. Analisando por esse ângulo, 9 deixa de ser pequeno e se torna, no mínimo, respeitável.

Pequeno ou respeitável, o fato é que o seleto clube conta agora com um cara chamado Renan Barão. Um cara que perdeu uma luta na carreira – na estreia – e ganhou “apenas” 29 combates quase seguidos (teve um no contest no meio disso) para ter a chance de lutar pelo cinturão. Lutou e ganhou. Hoje, está no patamar de Anderson, Aldo e Cigano. E foi o responsável por mudar o número e criar o “Clube dos 9”. Esse, sim, um feito gigante e respeitável.

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UFC 144, Pride e a volta do MMA ao Japão

UFC está de volta ao Japão - Foto: Divulgação

UFC está de volta ao Japão - Foto: Divulgação

Você escolhe. O Japão esperou 4.089 dias – ou 11 anos, 2 meses e 10 dias – para rever um evento do UFC. Desde o fim do Pride, já se vão 1.667 dias – ou 4 anos, 6 meses e 22 dias – sem uma grande apresentação de MMA no país. Enfim, o bom filho à casa torna, e a “meca” das artes marciais se reencontra com o UFC.

O Japão já teve o evento de maior prestígio do mundo das lutas, o Pride. Pode se dizer que era a maior competição de vale-tudo do planeta. As regras eram menos rígidas, o que gerava golpes mais violentos e lutas mais sangrentas. Só de lembrar dos “tiros de meta” dá calafrios…

Agora, o país vê o MMA, com normas que servem justamente para proteger os combatentes. Foi esse MMA, agressivo, mas sem a violência do vale-tudo, que conquistou o planeta. E, agora, tenta reconquistar o Japão.

O último UFC no Japão - Foto: Divulgação

O último UFC no Japão - Foto: Divulgação

Fuçando aqui, descobri que o último UFC por lá foi o 29, justamente o último antes da venda da franquia da SEG para a Zuffa. Foi lá que Tito Ortiz e Pat Miletich mantiveram seus cinturões. Foi lá que Dennis Hallman massacrou Matt Hughes em apenas 20 segundos, e Chuck Liddell venceu Jeff Monson após 15 minutos de combate. Foi lá que acabou o UFC “à moda antiga” e foi dado o primeiro passo rumo ao UFC que conhecemos hoje.

Foi graças ao Pride que alguns brasileiros conquistaram fama e prestígio internacional, em combates de tirar o fôlego. De cabeça, lembro das duas lutas entre Wanderlei Silva e Quinton Rampage Jackson, de Wanderlei contra Mirko Cro Cop, de Minotauro renascendo das cinzas contra Cro Cop e Bob Sapp, de Shogun e Minotouro em um duelo de arrepiar.

Tirando os brasileiros, o Japão foi palco da formação da lenda sobre Fedor Emelianenko e é a terra de um cara que foi muito odiado por aqui, Kazushi Sakuraba, o “Caçador de Gracies”, que ganhou nada mais nada menos de Royler Gracie, Renzo Gracie, Ryan Gracie e Royce Gracie. Um fenômeno.

Você deve estar se perguntando por que o UFC demorou tanto para voltar a um país que tem uma tradição milenar em lutas, não? Mesmo depois que a Zuffa comprou o Pride, em março de 2007, o domínio dos eventos de artes marciais seguiu nas mãos de gente graúda no Japão, e o UFC simplesmente não conseguia negociar com esses caras. As arestas foram se aparando e, depois de muito papo e muito mais dinheiro, chegou-se a um acordo.

A minha expectativa é que, além de renascer o MMA no país, a realização de um UFC sirva como o primeiro passo para a recuperação de algumas artes marciais no Japão. O milenar sumô, por exemplo, está à beira da falência, graças a desvios absurdos e resultados combinados em bolsas de apostas. O UFC não é o messias, longe disso, mas pode servir de exemplo e alavancar outras modalidades de lutas no país.

Música de abertura do Pride

Historinhas à parte, o evento deste fim de semana lembra, e muito, os realizados no Brasil. Alguns combates são bem legais, outros, especialmente do card preliminar, reúnem estrelas ou promessas locais. Confesso que tem lutador ali que eu nem sabia que existia. A novidade é um card principal inchado, com sete lutas, provavelmente atendendo a uma solicitação dos promotores japoneses.

O foco são as duas lutas principais, com Quinton Rampage Jackson x Ryan Bader e a disputa do cinturão dos leves entre Frankie Edgar e Ben Henderson. Mas uma outra luta me chama a atenção: Anthony Pettis x Joe Lauzon. São dois caras que adoram uma pancadaria, uma luta aberta. Lauzon é um dos lutadores que eu mais gosto de ver, principalmente pela versatilidade e pelo enorme coração. Ainda tem Yushin Okami x Tim Boetsch, Yoshihiro Akiyama x Jake Shields, e Cheick Kongo x Mark Hunt. Diversão garantida!

P.S.: Caros, já disse aqui e repito: em qualquer esporte, você tem que ser agressivo. Por isso, acho que o MMA e qualquer outra modalidade de luta agressiva, não violenta. O vale-tudo, sim, era violento, briga de rua. Goste ou não, o MMA é um esporte.

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Minotauro, fratura e a imagem de uma dolorosa e dolorida derrota

Minotauro não ia bater. Perdeu uma luta ganha para Frank Mir e só bateu depois que algo aconteceu. Parecia um ombro deslocado, mas as imagens mostraram outra coisa. Jorge Guimarães, o “Joinha”, empresário do brasileiro, postou em seu Facebook uma foto da radiografia do braço direito de Minotauro: “Lyoto está bem e o Minota softeu uma fratura transversa no umero…”. Quem diria que uma das imagens que vai marcar o UFC 140 seria tirada horas depois do evento? Força, Minotauro!

Minotauro e seu braço fraturado - Jorge Guimarães/Facebook

Minotauro e seu braço fraturado - Jorge Guimarães/Facebook

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UFC 140: estômago, ombro, cabeça, força e precisão

Minotouro comemora a vitória sobre Tito Ortiz - Foto: Nick Laham/Getty Images

Minotouro comemora a vitória sobre Tito Ortiz - Foto: Nick Laham/Getty Images

O UFC 140 teve 12 lutas, mas três delas, venhamos e convenhamos, valiam alguma coisa, aquelas que tinham brasileiros no octógono. Foram três verdadeiros jogos de xadrez, com uma vitória nacional e duas derrotas, daquelas dolorosas. Uma noite de estômago, ombro, cabeça, noite de força e precisão.

Minotouro, talvez, fosse o mais “underdog” de todos os brasileiros no Canadá: vinha de duas derrotas e, se perdesse a terceira seguida, corria até o risco de perder o contrato com o UFC. Pela frente, Tito Ortiz, um dos lutadores mais carismáticos da história. Mais carismático do que perigoso, mas, sabe como é, o veterano já foi campeão dos meio-pesados e sabe bater.

Na verdade, quem mostrou “punch” foi Minotouro. Mostrou pegada e inteligência. Uma joelhada no lado esquerdo do estômago, na região do baço, levou Ortiz para o chão. Qual é a lógica de todo lutador quando derruba o outro: buscar golpes na cabeça do rival para terminar o combate. Minotouro, não: inteligente, socou o baço de Ortiz cirurgicamente até o veterano não aguentar mais. Força e precisão cirúrgicas, estratégia perfeita. Uma daquelas lutas para ver e rever.

Mir encaixa chave para vencer Minotauro - Foto: Nick Laham/Getty Images

Mir encaixa chave para vencer Minotauro - Foto: Nick Laham/Getty Images

Foi a vez do irmão gêmeo de Minotouro entrar no octógono. Minotauro vinha de uma vitória absurda no UFC Rio, embalado, bem treinado, enfim, totalmente preparado para a revanche contra Frank Mir. O norte-americano já foi campeão interino dos pesados, justamente quando nocauteou Minotauro.

A revanche estava nas mãos do brasileiro. Ele encaixou uma série de golpes, e Mir, literalmente, ficou com o rosto colado no chão do octógono. Essa era a hora de fazer, sim, como todo lutador que derruba o outro: soltar o braço até que o juiz pare a luta. Minotauro, não. Quis tentar uma imobilização improvável e deu a chance para Mir faz o que sabe, que é vencer no chão. Deu xeque uma, duas, 10 vezes, mas pareceu o bandido em filme de herói: não acabou com a história. Mir aproveitou a brecha e deu o seu xeque-mate: uma chave de braço perfeita, deslocando o ombro de Minotauro.

O brasileiro, do alto de suas 42 lutas na carreira, não poderia, de maneira nenhuma, deixar escapar uma vitória como essa. A luta acabou sendo impressionante em vários aspectos: a maneira como Minotauro deixou Mir virar o jogo, a maneira como Mir virou o jogo e a maneira como o ombro saiu do lugar instantes antes de Minotauro dar os três tapinhas e decretar sua derrota. Força e precisão cirúrgicas de um lado, estratégia extremamente errada de outro. Uma daquelas lutas para ver, rever e tentar compreender como tudo aconteceu.

Lyoto é apagado por Jones; imagem é forte - Foto: Nick Laham/Getty Images

Lyoto é apagado por Jones; imagem é forte - Foto: Nick Laham/Getty Images

O fim da noite reservou o duelo entre o campeão Jon Jones e o ex-campeão Lyoto Machida. Jones foi aclamado, recentemente, como uma espécie de novo Anderson Silva. A ascenção fulminante parece ter mexido com a cabeça do moleque de 24 anos: está marrento que só ele. A impáfia se tornou antipatia, e ele chegou a ser vaiado tanto na pesagem quanto em sua entrada no octógono.

Briga rolando, e a estratégia de Lyoto foi perfeita. Jones não achou o brasileiro no primeiro round e foi achado em algumas oportunidades. Jones percebeu que nome não ganha jogo, deixou a marra de lado no segundo round e mostrou sua maior virtude: a criatividade nos golpes.

Primeiro, o campeão conseguiu derrubar o brasileiro e, em seguida, usar uma da suas armas prediletas: o cotovelo. O corte profundo na testa foi o primeiro sinal de que Jones tinha entrado na luta. Lyoto levantou e, mesmo sangrando muito, tentou a reação. Mas o contragolpe de Jones foi espantoso, reflexo de sua enorme habilidade em encontrar espaços e terminar lutas.

Lyoto atacou, mas recebeu um direto em troca. Caiu, levantou, ganhou uma joelhada. Tentou respirar, mas Jones, ao invés de ir para os golpes na cabeça do rival, como todo lutador faz, armou um estrangulamento improvável. Em pé, de frente para o oponente, ele simplesmente apagou o brasileiro. A torcida atrás viu que Lyoto havia perdido a luta bem antes do lendário juiz Big John McCarthy decretar o fim. A cena que se segue é forte: Jones solta o brasileiro, que desaba desacordado. Nada de grave, mas, visualmente, é algo chocante. Tão chocante quanto a maneira que o campeão conseguiu a vitória. Força e precisão.

No resumo da ópera, Minotouro usou a cabeça para achar, no estômago, uma vitória das mais bonitas de sua carreira. Minotauro, com a luta ganha, perdeu a cabeça e viu, no ombro delocado, uma derrota das mais tristes de sua carreira. Jó Jones usou a cabeça para achar a cabeça de Lyoto e manter o cinturão. O UFC brasileiro teve finais distintos, com estômago, ombro e cabeça, mas, curiosamente, com uma linha comum: a linha da força e da precisão separou vencedores de derrotados. Esperemos os próximos rounds!

Jones mantém o cinturão após derrotar Lyoto - Foto: Nick Laham/Getty Images

Jones mantém o cinturão após derrotar Lyoto - Foto: Nick Laham/Getty Images

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Minotauro, uma entrevista e um fato: os brutos também amam

Minotauro e seu bulldogue, Temaki - Foto Jorge Bispo/Trip

Minotauro e seu bulldogue, Temaki - Foto Jorge Bispo/Trip

Desde agosto, quando o UFC aconteceu no Rio, o MMA, ou melhor, os lutadores brasileiros, viraram celebridades. Primeiro, foi Anderson Silva, que apareceu na TV em tudo que é programa, além de estampar inúmeros comerciais. José Aldo, Shogun, idem. Agora, Junior Cigano. E, por fim, Minotauro.

O MMA foi alçado, enfim, a esporte. Isso, claro, traz trocentas leituras. Pretendo, claro, debater tudo que é ponto de vista aqui e expor o meu, que, pasmem, pode mudar se alguém tiver uma visão melhor que a minha. Uma coisa, é fato: se tivesse brasileiro só apanhando seria essa festa? Talvez não e, com certeza, não chegaria à TV aberta na Globo.

Brasileiros em alta são um prato cheio para qualquer emissora de TV. O vôlei, que ganha tudo, passa na TV aberta, não? Bem ou mal, sim. O basquete, que não ganha nada há décadas, foi sumindo. O futsal, desde Manoel Tobias e passando por Falcão, é uma festa nas manhãs de domingos, bem como o futebol de areia e o vôlei de praia, modalidades moldados para a TV. É de se pensar.

Mas a exposição desses caras na TV tem um lado positivo: desmistifica. Um lutador de MMA não é um super-herói, não tem superpoderes, não é um ser mitológico, nem quando seu apelido é Minotauro. Por acaso, vi ontem a entrevista do lutador baiano no programa da Marília Gabriela, no GNT. Não sei quando foi ao ar originalmente, mas foi bem legal.

Minotauro comemora nocaute sobre Schaub no Rio - Foto: TV/Arte

Minotauro comemora nocaute sobre Schaub no Rio - Foto: TV/Arte

Marília Gabriela é a melhor “perguntadora” desse país. E tem, a seu favor, o enorme qualidade de ouvir o que o entrevistado fala. Ela cria um clima leve, de bate papo, mas, ao mesmo tempo, tem a habilidade de bater quando tem que bater, ou de falar coisas que nenhum outro falaria.

Com Minotauro, não foi diferente. Pelo lado esportivo, Marília Gabriela arrancou de Minotauro confissões do tipo “passei muito tempo sem assistir a uma luta” e “já fiquei de saco cheio de lutar”. Mas é o lado pessoal que me chama a atenção: por exemplo, alguém aí já disse que ele tem as mãos mais lisas que as suas? Alguém aí já perguntou como é o lado feminino de um cara que vive e respira um ambiente predominantemente masculino? Ou alguém comentou sobre a foto de um brutamontes com um cachorrinho no colo, e o gigante ficou todo feliz com isso?

Foi uma bela entrevista e um exemplo de como tirar o lado super-herói que paira sobre os lutadores de MMA. Os caras são como qualquer outro esportista: tem casa, amigos, família, namoradas e, claro, um cachorro amigão chamado “Temaki”. Os brutos também amam? Sim, e dão boas entrevistas quando as perguntas certas são feitas.

P.S.: O link para um trechinho da entrevista de Minotauro com Marília Gabriela está no site do GNT. Acho que o pedacinho foi mal escolhido, poderia ser coisa melhor, mas dá uma palinha de como foi o papo.

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Jon Jones, Anderson Silva e o cenário para o futuro do UFC

Anderson Silva e Jon Jones - Foto: Divulgação

Anderson Silva e Jon Jones - Foto: Divulgação

Seria pedante demais traçar quais serão os próximos passos do UFC diante do cenário atual do MMA. Mas, claro, como sempre, a gente dá pitacos aqui e ali e tenta entender, de uma maneira mais ampla e não apenas no âmbito esportivo, como as coisas acontecem.

Eu ia abrir esse texto falando sobre a vitória de Jon Jones sobre Quinton Rampage Jackson, mas acho que até a sua avó já tocou no assunto. Em resumo, o atual campeão não deu o show esperado e ficou longe de ser aquela luta sensacional que todos queriam ver (e, venhamos e convenhamos, dificilmente as disputas por título são assim, à exceção dos combates de Anderson Silva). Mas Jones é bom, muito bom mesmo, e ganhou de Rampage no chão. Show de bola!

Assim, o cenário do UFC no assunto disputa por títulos fica bem menos nebuloso. Abaixo, um raio-X do que pode acontecer nos próximos meses:

Pesados: obviamente, Cain Velásquez e Junior Cigano é o combate do ano. Quem ganhar deve enfrentar o vencedor de Brock Lesnar e Alistair Overeem, ex-Strikeforce, no UFC 141, dia 30 de dezembro. Minotauro corre por fora. As grandes lutas dos pesados saem desse grupinho de cinco gigantes. Frank Mir, Shane Carwin, Roy Nelson e companhia lideram o segundo pelotão. Fabricio Werdum pode voltar a brilhar se retornar ao UFC.

Meio-pesados: talvez seja a categoria com mais caras bons e, ao mesmo tempo, com um campeão muito melhor que eles (pelo menos atualmente). Pense bem, entre altos e baixos nas respectivas carreiras, Brandon Vera, Dan Henderson, Forrest Griffin, Lyoto Machida, Mauricio Shogun Rua, Minotouro, Phil Davis, Rampage, Rich Franklin e Ryan Bader estão na luta. Jones, absoluto na categoria não pela longevidade de seu cinturão (exatos 192 dias), mas pela ascensão meteórica de sua trajetória, vai colocar em jogo o título contra Rashad Evans. Acho que ninguém pensa em outro resultado que não seja uma nova vitória do campeão. Se isso acontecer, quem pega Jones? Revanche com Shogun? Disputa com Lyoto? O invicto Phil Davis? Ou a resposta que todos queriam ouvir: Anderson Silva?

Médios: outra categoria extremamente definida, já que não há ninguém no planeta capaz de deter Anderson Silva. Você pega a lista de lutadores da categoria e parece que o campeão já venceu todos eles 500 vezes. Dentro do peso, o único combate que eu vislumbro e que seria bem legal de acontecer por tudo que envolve é o round 2 entre Silva e Chael Sonnen. Quem sabe, depois, um round 2 contra Vitor Belfort. E é isso, não?

Meio-médios: também está ficando chato. Georges St-Pierre conseguiu o cinturão pela terceira vez em 2008 e, desde então, são seis vitórias e 1256 dias como campeão. Seu próximo rival seria Nick Diaz, mas o mané não foi a uma coletiva do evento e vai ser substituído por Carlos Condit na briga pelo cinturão no UFC 137, dia 29 de outubro. Diaz pega, no mesmo evento, BJ Penn. Ainda acho que BJ é um dos mais talentosos da categoria, mas sabe-se lá o que passa pela cabeça dele: tem hora que está animadão e superpreparado, tem hora que não está nem aí. Jon Fitch e Jake Ellenberger devem ser os próximos no caminho de St-Pierre.

Leve: Frankie Edgar é o campeão defende o título agora, no próximo UFC, o 136, dia 8 de outubro, contra Gray Maynard. O combate deve ser bacana: será a terceira vez que eles vão se encontrar, e Maynard é responsável pela única derrota da carreira de Edgar. Em janeiro, eles duelaram pela segunda vez, com empate (um juiz deu vitória de Maynard por 48-46, o outro deu vitória de Edgar pelo mesmo placar, e o terceiro anotou empate, 47-47). Se Edgar ganhar, pode ser o início de uma dinastia. Se perder, fica tudo em aberto, já que caras como Clay Guida, Ben Henderson, Thiago Tavares, Joe Lauzon, enfim, qualquer um pode se candidatar a brigar pelo título.

Pena: José Aldo é o cara e coloca o cinturão em jogo no UFC 136, contra Kenny Florian. A expectativa é de nova vitória do brasileiro, que vem sobrando na categoria e nunca perdeu no WEC/UFC (9 lutas, 9 vitórias). Hatsu Hioki, Chad Mendes, Diego Nunes e Tyson Griffin são os possíveis candidatos a disputar o cinturão com Aldo, uma espécie de Anderson Silva do peso pena.

Galo: a categoria, que, assim como o peso pena, veio do extinto WEC (divisão do UFC para os pesos mais leves), tem Dominick Cruz como atual campeão e disputa pelo título agora, dia 1º de outubro, contra Demetrious Johnson. O combate promete ser bem divertido, assim como tem sido a categoria, repleta de bons candidatos ao cinturão, como Brian Bowles, Joseph Benavidez, Miguel Torres e Urijah Faber, entre outros.

Mas, diante de todo esse cenário, a pergunta que fica no ar é: dane-se Silva x St-Pierre, queremos Silva x Jones. A bola está com o senhor, Dana White. O UFC não é melhor que o boxe por que dá para os torcedores as lutas que os torcedores querem ver? Pois bem, queremos Silva x Jones. E logo! Depois, pode até fechar o UFC, “mister” Dana.

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Ah, se valesse dinheiro: UFC Rio e meus palpites

Minotauro atropela Schaub no UFC Rio - Foto: Divulgação

Minotauro atropela Schaub no UFC Rio - Foto: Divulgação

Na sexta-feira, deixei meus pitacos sobre o UFC Rio aqui. Acabei de fazer a contagem dos votos. Segue a apuração:

CARD PRINCIPAL

Anderson Silva vs Yushin Okami (Médio – Disputa de cinturão)
PALPITE: Spider nocauteia no primeiro round
VIDA REAL: Spider por nocaute no segundo round
PLACAR: Quem levou? Zanei 1 a 0. Como levou? Zanei 0 x 1

Mauricio “Shogun” Rua vs Forrest Griffin (Meio-Pesado)
PALPITE: Luta complicada, mas vou de Shogun, nocaute no segundo
VIDA REAL: Shogun por nocaute no primeiro round
PLACAR: Quem levou? Zanei 2 a 0. Como levou? Zanei 0 x 2

Rodrigo Minotauro vs Brendan Schaub (Pesado)
PALPITE: Quero muito que o Minotauro ganhe, mas é difícil também; vamos lá, Minotauro, por imobilização, no terceiro round
VIDA REAL: Minotauro por nocaute no primeiro round
PLACAR: Quem levou? Zanei 3 a 0. Como levou? Zanei 0 x 3

Edson Barboza vs Ross Pearson (Leve)
PALPITE: Vai Brasil! Fenômeno no primeiro round
VIDA REAL: Barboza em decisão dos juízes
PLACAR: Quem levou? Zanei 4 a 0. Como levou? Zanei 0 x 4

Luiz “Banha” Cané vs Stanislav Nedkov (Meio-Pesado)
PALPITE: Taí uma luta que vai acabar cedo, e eu não faço ideia de quem vai ganhar; acho que nessa não dá Brasil: Nedkov no segundo
VIDA REAL: Nedkov por nocaute no segundo round
PLACAR: Quem levou? Zanei 5 a 0. Como levou? Zanei 1 x 4

CARD PRELIMINAR

Thiago Tavares vs Spencer Fisher (Leve)
PALPITE: Tavares, em três rounds
VIDA REAL: Tavares por nocaute no segundo round
PLACAR: Quem levou? Zanei 6 a 0. Como levou? Zanei 1 x 5

Paulo Thiago vs David Mitchell (Meio-Médio)
PALPITE: Thiago, em três rounds
VIDA REAL: Thiago em decisão dos juízes
PLACAR: Quem levou? Zanei 7 a 0. Como levou? Zanei 2 x 5

Erick Silva vs Luis “Beição” Ramos (Meio-médio)
PALPITE: Acho que dá Beição, por pontos
VIDA REAL: Erick por nocaute no primeiro round
PLACAR: Quem levou? Zanei 7 a 1. Como levou? Zanei 2 x 6

Rousimar “Toquinho” Palhares vs Dan Miller (Médio)
PALPITE: Toquinho, em três rounds
VIDA REAL: Toquinho em decisão dos juízes
PLACAR: Quem levou? Zanei 8 a 1. Como levou? Zanei 3 x 6

Felipe “Sertanejo” Arantes vs Yuri “Marajó” Alcantara (Pena)
PALPITE: A luta com os melhores nomes da noite poderia terminar empatada, mas Marajó leva
VIDA REAL: Marajó por pontos
PLACAR: Quem levou? Zanei 9 a 1. Como levou? Zanei 4 x 6

Ian Loveland vs Yves Jabouin (Galo)
PALPITE: Loveland em dois rounds
VIDA REAL: Jabouin em decisão dividida dos juízes
PLACAR: Quem levou? Zanei 9 a 2. Como levou? Zanei 4 x 7

Raphael Assunção vs Johnny Eduardo (Galo)
PALPITE: Luta para três rounds, vitória apertada de Raphael
VIDA REAL: Raphael em decisão dos juízes
PLACAR: Quem levou? Zanei 10 a 2. Como levou? Zanei 5 x 7

PLACAR FINAL

12 lutas, Zanei Dinah acertou o vencedor em 10, errou em duas. Dos combates, Zanei Dinah acertou como terminariam 5 combates, errou 7. Acho que tá bom, não? Se valesse dinheiro…

LEIA TAMBÉM: Sejam bem-vindos ao UFC ou o dia em que o Rio tremeu

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Sejam bem-vindos ao UFC ou o dia em que o Rio tremeu

Octógono montado na Arena HSBC para a realização do UFC Rio - Foto: Ricardo Zanei

Octógono montado na Arena HSBC para a realização do UFC Rio - Foto: Ricardo Zanei

É difícil traduzir em palavras a emoção que foi o UFC Rio. Na verdade, o evento em si foi apenas o ápice de uma espera que começou no longínquo 15 de dezembro, quando o chefão Dana White anunciou, de forma oficial, o retorno da competição ao Brasil.

O tempo foi passando, rolou enquete no site para definir quem ia lutar, o card foi tomando corpo… Pedi demissão do UOL, ou seja, minhas chances de cobrir o evento beiravam 0%. Chegou a venda de ingressos, a decepção por não conseguir comprar, a felicidade em finalmente garantir as entradas na segunda leva… Quando vamos? Como vamos? Onde ficar? Enfim, mais de oito meses depois, estávamos (eu e meu sobrinho) lá, de frente para o octógono, para testemunhar ao vivo a “brincadeira”.

Praticamente perdemos a sexta-feira. Saímos de São Paulo às 8h10, chegamos umas 10h20 no hotel, em Copacabana. O itinerário era almoçar e ir para a Arena HSBC, local do evento, para acompanhar a pesagem, que começaria às 16h. Peguei indicações com o meu primo de como chegar lá. E que maratona, hein? Descemos do metrô no Leblon, pegamos um ônibus para a Barra que, na teoria, demoraria uma horinha. Um acidente (depois, ouvimos falar que foram dois) fez com que o trajeto demorasse quase 3h. Descemos no Barra Shopping e pegamos um táxi. Resultado: perdemos a pesagem e nem conseguimos trocar os ingressos (sobrinho esqueceu um documento no hotel, acontece), mas, pelo menos, o moleque bateu foto ao lado do Paulo Thiago, que eu conheci no UFC 100, em Las Vegas, que eu cobri pelo UOL. Um cara humilde, que merece tudo de bom.

No sábado, dia da luta, para evitar qualquer problema, pegamos carona com nossos amigos do UOL. Saímos do hotel às 13h30, chegamos lá por volta de 14h30. Deu tempo de trocar o ingresso, almoçar e pegar uma agradável fila. Fizemos amizade com dois cariocas e um casal gaúcho. Por total falta de noção de minha parte, não anotei nomes nem telefones. Mas foi bacana, o tempo passou rápido e, às 17h, os portões foram abertos.

“Boa tarde, sejam bem-vindos!”. Foi assim, com sorriso no rosto, que os seguranças recebiam os torcedores. A educação e a cordialidade da entrada serviam apenas para ampliar a ansiedade de quem entrada na arena à espera de muita pancadaria.

Como ainda havia tempo, deixei meu sobrinho guardando os lugares (arquibancada laranja) e fui dar uma olhada na loja do UFC. O esquema era bacana: você escolhia os produtos, o vendedor montava uma sacolinha com suas coisas ali mesmo, na sua frente, e te dava uma senha para pagar. Aí, começava o martírio: um caixa para sei lá quantas dezenas de compradores foi um absurdo. Graças a isso, perdi a primeira luta e consegui voltar para o meu lugar praticamente no fim da segunda.

Enfim, o MMA estava rolando. Quando voltei para o meu lugar, a arena estava praticamente lotada. Acho que ninguém queria perder nenhum momento do evento. A energia era sensacional, a torcida animada pra caramba. Tudo perfeito para uma noite daquelas.

Para não ficar maçante, vou usar tópicos:

– Erick Silva foi responsável pelo primeiro grande momento da noite, um nocaute absurdo, um pombo sem asa que derrubou Luis “Beição” Ramos.

– Paulo Thiago, soldado do Bope de Brasília, entrou ao som de “Tropa de Elite”, da banda Tihuana, tema do filme homônimo. O ginásio veio abaixo e, se ele não foi brilhante, foi superior em toda a luta. Só não ganhou por finalização porque David Mitchell foi salvo pelo gongo.

– Rousimar Palhares, o Toquinho, teve que ganhar duas vezes de Dan Miller, na luta que acabou, depois não acabou (o brasileiro viajou, o árbitro, Herb Dean, não indicou que o combate tinha terminado em nenhum momento) e só foi definida nos pontos

– Thiago Tavares precisava, e muito, da vitória. Nocauteou Spencer Fisher e comemorou ajoelhado, dando dois murros no octógono. Da arquibancada, deu pra ouvir nitidamente o som das pancadas. Assustador!

Paulo Thiago e sua entrada no UFC Rio

Enfim, o card principal. Bruce Buffer, o narrador oficial do UFC, soltou o seu “We Are Liiiiive!”, anunciando que a transmissão ao vivo entrara no ar, levando o ginásio à loucura. A derrota de Luiz Cane, o Banha, não mudou o ânimo da torcida, afinal, Minotauro era o próximo a lutar.

Bruce Buffer: “We Are Liiiiiiive!”

Foi, para mim, o momento de mais emoção da noite. Por tudo que Minotauro já fez e pelo que representa, ele merecia a vitória. Brendan Schaub, o rival, vinha de apenas uma derrota na carreira, com um cartel de oito vitórias. Mais novo, empolgado, era um adversário de peso para um Minotauro afastado há um ano e meio do octógono. Foi bom demais ver, ao vivo, ali, na minha frente, que o velho Minota estava inteiro. Chegou a balançar, mas respirou e, enquanto a torcida pedia “chão”, sua especialidade, arrasou Schaub na trocação. De chorar…

Monotauro atropela Schaub e leva torcida ao delírio

Desconhecido da galera, Edson Barboza ganhou a torcida com seu estilo “striker”, à la Mirko Cro Cop, e deformou Ross Pearson. Foi sua terceira vitória no UFC e, pela segunda vez seguida, ganhou como “luta da noite”. São nove vitórias no currículo, nenhuma derrota. Aos 25 anos, ainda precisa de um pouco mais de experiência, mas já pode começar a sonhar com um cinturão.

Por falar em cinturão, o Shogun entrou no octógono para desafiar Forrest Griffin em um duelo de ex-campeões. Eles haviam se encontrado em 2007, com vitória do americano. O brasileiro vinha de uma derrota para Jon Jones, quando perdeu o cinturão, e precisava vencer para voltar a sonhar em buscar o título. Shogun atropelou, não deu chances para o rival e nocauteou sem dó nem piedade. A luta deveria ser parada bem antes: o americano apagou, o juiz não viu, e Shogun seguiu marretando o indefeso rival. Os gritos de “o campeão voltou” devem dar um ânimo ainda maior para que o brasileiro volte a brigar pelo cinturão.

Shogun atropela Griffin: “o campeão voltou”

Faltava a cereja do bolo. Anderson Silva contra Okami, japonês que ousou ganhar do Spider em janeiro de 2006, quando o brasileiro desferiu um chute ilegal. O nipônico é um bom lutador, e só. Isso quer dizer: não dá para competir com Anderson. O primeiro round serviu apenas como aquecimento para o brasileiro, que até “brincou” no segundo, quando deu seu show: baixou a guarda, deixou a cara livre para os golpes de Okami, que não achou nada. Anderson atacou e deu dó do japonês. Era o fim épico de um dia épico.

Bruce Buffer: “It’s Tiiiime!” e apresentação de Anderson x Okami

Quem nunca foi a um UFC, vá. O clima criado para cada luta é uma das coisas mais legais que eu já vi. Esse clima, somado a uma torcida animada ao extremo, faz com que o evento seja inesquecível, com uma atmosfera única. Sentir tudo isso, vibrar com cada instante, extravasar a cada golpe, comemorar cada vitória como um título, é algo único demais. E tudo isso, ao lado de um sobrinho que você pegou no colo e hoje se tornou um cara que, se não fosse meu parente, eu queria muito que fosse meu amigo, não tem preço. No sábado, a terra tremeu no Rio: golpes vorazes, corpos caindo, tocida gritando. Se, na entrada, me disseram “seja bem-vindo”, hoje, eu retribuo: UFC, seja bem-vindo ao Brasil!

Cereja no bolo: Anderson Silva finaliza Okami

P.S.1: Compromissos profissionais, leia-se excesso de trabalho, fizeram com que eu demorasse décadas para escrever esse post.

P.S.2: Não vou entrar na discussão do “gosto” ou “não gosto”, dos superlativos e adjetivos, dos heróis e mitos, nem na defesa do esporte. Eu gosto, você não, e ponto, o assunto acaba aí. Não vou perder meu tempo tentando te convencer que é legal, nem perca o seu tentando me convencer que não é. E é isso!

P.S.3: Os vídeos estão tremidos, desfocados e com alguns palavrões. E tinham de ser assim, como foi o clima da arena mesmo!

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Pitacos do UFC Rio e blog em recesso

Êta semaninha complicada… Depois de 8767867 horas em frente ao computador, o blog entra em recesso e retoma suas atividades na segunda-feira. Se der, volta antes, mas o dono da parada não vai se esforçar muito para isso. O motivo: ida para o Rio de Janeiro, acompanhar o UFC Rio ao lado do sobrinho doido por MMA. Ansiedade, tensão. Caramba, não começa!

Na saideira, vou deixar os pitacos, só para ser cobrado depois. E bom UFC pra todos nóis!

CARD PRINCIPAL

Anderson Silva vs Yushin Okami (Médio – Disputa de cinturão)
– Spider nocauteia no primeiro round

Mauricio “Shogun” Rua vs Forrest Griffin (Meio-Pesado)
– Luta complicada, mas vou de Shogun, nocaute no segundo

Rodrigo Minotauro vs Brendan Schaub (Pesado)
– Quero muito que o Minotauro ganhe, mas é difícil também; vamos lá, Minotauro, por imobilização, no terceiro round

Edson Barboza vs Ross Pearson (Leve)
– Vai Brasil! Fenômeno no primeiro round

Luiz “Banha” Cané vs Stanislav Nedkov (Meio-Pesado)
– Taí uma luta que vai acabar cedo, e eu não faço ideia de quem vai ganhar; acho que nessa não dá Brasil: Nedkov no segundo

CARD PRELIMINAR

Thiago Tavares vs Spencer Fisher (Leve)
– Tavares, em três rounds

Paulo Thiago vs David Mitchell (Meio-Médio)
– Thiago, em três rounds

Erick Silva vs Luis “Beição” Ramos (Meio-médio)
– Acho que dá Beição, por pontos

Rousimar “Toquinho” Palhares vs Dan Miller (Médio)
– Toquinho, em três rounds

Felipe “Sertanejo” Arantes vs Yuri “Marajó” Alcantara (Pena)
– A luta com os melhores nomes da noite poderia terminar empatada, mas Marajó leva

Ian Loveland vs Yves Jabouin (Galo)
– Loveland em dois rounds

Raphael Assunção vs Johnny Eduardo (Galo)
– Luta para três rounds, vitória apertada de Raphael

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