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São Seedorf não faz milagre

“Non faccio miracoli”

Detalhe da capa de La Gazzetta dello Sport - Foto: Reprodução

Detalhe da capa de La Gazzetta dello Sport – Foto: Reprodução

Está aí em cima, na capa do jornal desta quinta-feira, e está lá, no site da “Gazzetta dello Sport”. A primeira derrota de Seedorf. A primeira eliminação no único torneio que o Milan tinha chance na temporada.

Futebol é quarta e domingo, diria Muricy. No caso, domingo e quarta. Domingo, estreia com vitória, elogios, esperanças. Quarta, primeiro revés, eliminação, críticas, mais críticas.

“Non faccio miracoli”

A frase fica ecoando. Seedorf precisou de uma derrota para sentir na pele o que todos já sabiam: o Milan tem um time limitado. Limitado é uma maneira educada de dizer que a equipe é fraca. Na bola, na técnica, não vai longe. Precisa de reforços urgentes, mas falta grana.

O ditado diz que, se a vida te dá um limão, faça uma limonada. E o que fazer com o Milan? Com o perdão do trocadilho, nada.

Claro que, no papel, existem bons jogadores. Mas aí você pega o elenco (que você pode ver aqui) e enxerga fragilidade para tudo que é canto. Monte o seu time aí e me diga: empolgante, não? Não mesmo. E quando os bons são poucos e ainda estão em má fase, a coisa fica ainda mais complicada.

Resta a Seedorf, então, apelar para o emocional. A reação, se vier, só chegará aliada à dignidade, à base da raça, da garra, do comer a grama. Mexer com o elenco, com os brios, me parece a única saída. Mas isso vai resolver os problemas eternamente? Que nada, é o “fator bombeiro”, é apagar o incêndio. Sem limão, sabe como é…

“Non faccio miracoli”

Fora de casa, o holandês fez milagre. Alguns, eu diria. Primeiro, ao aceitar a proposta de vir jogar no Brasil. Daí vieram outros: Taça Rio, Taça Guanabara, Carioca, vaga na Libertadores. Agora, em casa, carrega a esperança dos rossoneros para reerguer o time, o clube, enfim, tudo. Santo de casa faz milagre? São Seedorf já deixou claro que não.

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Kaká sonha com a Copa; Felipão, não

Kaká contra a Croácia, em 2006; esperança de jogar em 2014 - Foto: Reuters

Kaká, Croácia, golaço em 2006; esperança de jogar em 2014 – Foto: Reuters

Babando, com sorriso no rosto e olhos marejados cheios de esperança, Kaká falou que sonha em ser convocado para a Copa do Mundo de 2014. Chegou a ser emocionante ver a vontade que ele mostrou em disputar mais um Mundial, vontade ampliada após Felipão “deixar as portas abertas” para seu retorno à seleção. A vontade é tamanha que ele toparia jogar “meia hora”, como fez em 2002. Mas, sejamos sinceros, não vai rolar.

Galvão Bueno conduziu muito bem a entrevista com o meia, veiculada no “Esporte Espetacular”. A proximidade do narrador com o jogador fez com que ele se soltasse e falasse sobre tudo: lesão, recuperação, Real Madrid e, por fim, seleção e Copa.

Claro que tem o lado ufanista da coisa, e isso ajudou no clima emotivo. Galvão disse torcer (um torcer com cara de “tenho certeza”) para ver o craque em campo ou no banco no Brasil x Croácia, dia 12 de junho, abertura da Copa. Kaká ficou besta com isso. Eu também ficaria, visualizaria, até.

O sonho é lindo, e tem que sonhar mesmo, mas é certeza que não vai rolar. Quem conhece a história de Felipão sabe que o técnico fecha a sua “Família Scolari” bem antes de um Mundial. O grupo está definido desde a Copa das Confederações, com uma ou outra dúvida, e Kaká, nem de longe, faz “cósquinha” nas dores de cabeça do treinador. “Portas abertas” é uma maneira educada e inteligente para não queimar um jogador do quilate de Kaká, mesmo que a história recente – ou nem tão recente assim – mostre que sua cotação está bem abaixo do que já foi.

Se ele estivesse quebrando tudo, rasgando a bola, arrancando como nunca, fazendo gols, sendo rei das assistências, rolaria ainda um clamor popular por sua convocação. Mas o meia ainda oscila demais, é pouco ou nada comentado no Brasil. Ou seja, segunda-feira chega e quase ninguém sabe se ele jogou ou não no fim de semana.

A chegada de Seedorf pode ser um novo alento para Kaká, mais um combustível em seu sonho de jogar a Copa. Acho, inclusive, que vai ajudá-lo a recuperar o bom futebol. Mas nem uma explosão vai fazer Felipão mudar de ideia.

Brasil x Croácia, primeiro jogo da seleção na Copa-2006. Um chute de canhota, de fora da área, 1 a 0, vitória do “quarteto fantástico”. Aquele, sim, foi o último grande lampejo de um Kaká já debilitado. Brasil x Croácia, abertura da Copa-2014. Kaká, jogue o que jogar até lá, verá pela TV.

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Seedorf, a estrela solitária

O futebol e o mundo precisam de mais Seedorfs - Foto: Vitor Silva / SSPress

O futebol e o mundo precisam de mais Seedorfs – Foto: Vitor Silva / SSPress

Sou fã daqueles jogadores que são mais do que jogadores, daqueles que sabem que o futebol – ou qualquer outra coisa que mexe com o coração – é maior do que a arte em si, daqueles que entendem que bola, campo e, até mesmo, gol, é apenas parte de um mundo muito maior. Seedorf é um desses caras.

Perceber a sua grandiosidade sem soberba é outra virtude que me chama a atenção. Posso saber que sou bom, muito bom mesmo, mas a maneira como encaro as minhas qualidades pode jogar tudo por água abaixo.

Entender que viver o futebol, um clube, e a paixão toda que o envolve, é muito mais do que beijar o escudo na apresentação, ou fazer um gol e ir pra galera, repetindo gestos tradicionais das organizadas. Isso é publicidade barata, pobre, rasa. Viver a paixão do futebol é dar ao torcedor a sensação de que o ingresso valeu cada gota de suor derramada. Dane-se a vitória ou a derrota, viver a paixão do futebol é se doar, com o perdão do clichê, de corpo e alma.

Mais ainda: é saber que tem gente ali do seu lado que precisa de você. É ter humildade para dar ouvidos a quem precisa falar. É ter consciência de que o aprendizado é eterno, mesmo quando seu papel é de professor.

E, no meio disso tudo, rir, se divertir, curtir. Quem sabe, chorar.

“Na vida, quando a oportunidade vem, você tem que pegar. E o futebol dá muitas oportunidades de crescer como profissional e como homem. O que construímos aqui juntos é o que me dá tranquilidade para este novo desafio. Cada um de vocês me fez pensar e raciocinar. Agradeço a todos pelo apoio e por aceitarem meu jeito de ser. O mais importante foi a mentalidade que construímos. Meu sonho é sempre ver esse espírito vencedor. Tinha muita vontade de ajudar mais e tenho orgulho de ter feito parte deste grupo.”

Seedorf aproveitou todas as oportunidades que teve não apenas em campo, mas muito mais fora dele. Desbravou o Brasil de uma maneira inesperada, em um clube inesperado. É, acima de tudo, um cara diferente. O adeus emocionado comprova isso: ele é uma estrela. Uma estrela solitária.

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Ronaldo: 219 gols em 14 minutos

Ronaldo marca pelo Barcelona - Foto: Divulgação/Cartoonize.net

Ronaldo marca pelo Barcelona - Foto: Divulgação/Cartoonize.net

Ronaldo é meio que uma unanimidade no esporte brasileiro. Tem gente que idolatra, tem gente que gosta, e poucos desgostam. Claro que, como qualquer jogador de futebol (ele foi só isso?), ele sofreu com as críticas, muitas vezes merecidas. Mas sua recuperação depois das cirurgias é algo incrível.

Tudo isso para falar que gosto bastante de Ronaldo. Quem foi melhor: Ronaldo ou Romário? Não sei, mas acho que ele foi um dos grandes nomes da história do futebol mundial. E se tornou esse “mito”, ou melhor, “Fenômeno” pelo que fez em campo, principalmente na Europa.

O vídeo abaixo conta os 219 gols anotados por Ronaldo em pouco menos de 14 minutos. É bem bacana ver aquele moleque voando na Holanda, fazendo estripulias na Espanha, enfim. A página dele na Wikipedia traz a lista de todos os gols que ele fez na carreira. Ou seja, clique no “play” e divirta-se!

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Suécia, a terra do gol de letra

Em três dias, os suecos marcaram dois gols de letra. Nada mal, né? Na segunda-feira, Stefan Ishizaki, filho de pai japonês e mãe sueca, havia acabado de entrar em campo quando marcou o gol da vitória do Elfsborg sobre o Djurgarden. Na quarta, foi a vez de Zlatan Ibrahimovic, filho de pai bósnio com mãe croata, dar a sua contribuição para a literatura da semana no empate e posterior derrota nos pênaltis do Milan com o Inter.

A letra japonesa, digo, sueca, de Ishizaki

A letra bósnia e croata, digo, sueca, de Ibrahimovic

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Nesta perde a bola, e Mario Gomez mostra demais

Foi nesta terça, mas só vi agora. Passe para Nesta, que deixa a bola escapar. Mario Gomez rouba. O zagueiro do Milan se estica e tenta derrubar o atacante. O atacante do Bayern de Munique se livra da falta e, por pouco, não se livra do calção também. É em um momento como este que a gente dá valor para coisas que passam despercebidas no dia a dia, como um simples – mas, como vemos, extremamente útil – elástico num calção de futebol.

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