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UFC 169: Barão e Aldo campeões e incríveis 6206 dias sem derrota

José Aldo, campeão dos pesos pena - Foto: Getty

José Aldo, campeão dos pesos pena – Foto: Getty

Renan Barão e José Aldo deram, às suas maneiras, aulas de como manter um cinturão de campeão no UFC 169. Somados, os brasileiros têm 6206 dias sem derrota, ou, se preferir, 16 anos, 11 meses e 26 dias. Não tem muito o que dizer, esses caras são especiais.

Vi, de fato, mais duas lutas do evento, e confesso que ignorei as demais, pelo simples fatos de terem sido extremamente chatas. O combate entre Frank Mir x Alistair Overeem, por “n” razões, não faria a menor falta ao card, enquanto a vitória de Abel Trujillo sobre Jamie Varner foi uma das coisas mais bonitas do UFC nos últimos tempos.

Abaixo, um resumão das quatro lutas que mais chamaram a atenção no UFC 169, que foi bom para os brasileiros, mas teve uma qualidade técnica bem discutível.

Renan Barão x Urijah Faber
Se havia uma dúvida sobre o cinturão de Barão, ela foi para o limbo na madrugada deste domingo. A aura de “interino” sondava o brasileiro, mesmo já sendo o campeão de fato. A aula que ele deu em Faber foi uma prova de que ele era o campeão undisputed há tempos.

Barão perdeu uma única luta em sua carreira no MMA, justamente a primeira, e 31 vitórias e 1 no contest em sua trajetória mais do que vitoriosa. São 3216 dias sem derrota (8 anos, 9 meses e 19 dias). Sério que alguém ainda tinha dúvida de alguma coisa? É um monstro!

José Aldo x Ricardo Lamas
Não tenho muito para dizer: é o melhor brasileiro no UFC. Entre WEC e UFC, são oito defesas de títulos. Mas dá para dizer que Lamas fez uma luta bem melhor do que o esperado. Coração gigante tem esse mexicano. Mostrou atrevimento, e assim que tem que ser. O problema é que do outro lado estava José Aldo, e aí complica. O campeão não deu show, mas dominou a luta por quatro rounds e só correu certo risco no fim do quinto. Risco controlado, cinturão defendido, e lá se vão 2990 dias (8 anos, 2 meses e 7 dias) sem derrota. Impressionante!

Frank Mir x Alistair Overeem
Joe Silva, o matchmaker do UFC, o cara que casa as lutas, conseguiu unir dois seres inexplicáveis no octógono. Overeem é um dos caras que mais cresceu fisicamente nos últimos anos, e leia isso como quiser. Mir já foi bom, mas é um peso pesado especialista em jiu jitsu que não luta direito em pé, ou seja, é meio estranho. Das duas, uma: ou Overeem ia nocautear em pé, ou Mir ia levar para o chão e sair de lá com a vitória.

Foi mais ou menos, mais ou menos assim. O fato é que Overeem só esteve em perigo em um momento, ao escapar de uma guilhotina. No restante, bateu como e quando quis em um Mir cada vez mais cansado. Pode ter sido o fim da linha para o norte-americano de 34 anos, que conheceu sua quarta derrota seguida. Sério, ele não vence desde que quebrou o braço de Minotauro em uma das lutas mais decepcionantes da minha história, em dezembro de 2011, no UFC 140.

Já Overeem desafiou Brock Lesnar, ex-campeão dos pesados, lenda do WWF/WWE, caso ele retorno ao UFC. Também em dezembro de 2011, no UFC 141, os dois se encontraram, e o holandês aposentou o grandalhão. Será que rola o reencontro? Com a palavra, Dana White.

Abel Trujillo x Jamie Varner
Foi uma das melhores lutas dos últimos anos e, mesmo me fevereiro, já é candidata a luta do ano. Combate franco, aberto, com muito mais raça do que técnica. Sabe MMA free style, moleque, à la Pride? Pois é, foi assim. Varner quase perdeu no começo, se recuperou e quase ganhou uma, duas, dez vezes, até que Trujillo, sabe-se lá como, acertou um petardo de direta. Verner beijou a lona. O primeiro nocaute da noite foi “o” nocaute da noite. Procure aí vídeos dessa luta e assista sem dó. Imperdível! Lutão!

P.S.: Clique aqui para saber como foi o UFC 169, round a round.

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Anderson Silva e um tipo tipicamente brasileiro

– Não sei se fui só o único, mas ao lado do meu sobrinho e de um amigo, quando Anderson caiu estatelado, imperou o silêncio. Ninguém falou nada por mais de 10min.

– Perder é parte do jogo. Ninguém ganha sempre. A maneira como se perde é que causa tudo isso.

– Provocar é parte do jogo. Provocar, às vezes, ganha jogo. Provocas, outras vezes, perde jogo. É assim.

– O limite da provocação para o desrespeito é tênue e vai de pessoa para pessoa. O meu limite é diferente do seu, do Anderson Silva, do Chris Weidman…

– Arcar com as consequências dos seus atos é algo default na minha vida. Se faço A, tenho que responder pelo A que foi feito. Simples.

– Existe, claro, o (in)consciente coletivo: há o brasileiro provocador vencedor e o brasileiro provocador perdedor.

– O brasileiro provocador vencedor é resultado da provocação que dá certo. É o malandro, é a ginga, é o jeitinho, é o esperto, é o inteligente. Amado e louvado, obviamente, porque vence, quando vence.

– O brasileiro provocador perdedor é resultado da provocação que dá errado. É o idiota, é o desrespeitoso, é o espertalhão, é o burro. Execrado e xingado, obviamente, porque perde, quando perde.

– E quando é o rival do brasileiro que provoca? Execramos o herege. Tanto na vitória ou na derrota dele.

Isto posto, uma breve análise do assunto: Anderson Silva perdeu. E é claro que a maneira como foi me deixa puto, mas isso não apaga a história do cara, por mais que a imagem recente fique brigando, na minha mente, com os nocautes anteriores e espetaculares.

Sobre a derrota em si, para mim, ele superou a tênue linha que separa a provocação do desrespeito. “Ah, se fosse comigo, eu enchia a cara dele de porrada”, pensei. Foi o que Weidman fez. E, pensando que o esporte consiste basicamente em derrubar o oponente, o fez muito bem.

Voltando ao (in)consciente coletivo: Anderson Silva se tornou, em um piscar de olhos, no brasileiro provocador perdedor. Era um gênio até 1h30. Aquele cara bacana, que brinca com a própria voz fina, que faz aulas de inglês e come hambúrgueres em rede nacional. Uma canhota no queixo e, à 1h31, virou um grandioso idiota. De bestial a besta em 1min.

Em tempos internéticos, meu sobrinho, acho que sem saber, demonstrou o que muita gente sente. Entrou na página do Anderson no Facebook e “descurtiu”. “Daqui a um mês eu volto a curtir, mas hoje…”. Confesso que dá para entender.

No caminho para casa, fiquei pensando. Sei que o “se” não existe, mas não me saiu da cabeça: E se ele ganhasse a luta? E se a provocação desse certo? E se, ao invés da esquerda de Weidman, uma direita de Anderson colocasse o rival na lona, estatelado? E se…

Se apenas uma das suposições acima acontecesse, e acho que o (in)consciente coletivo não me desmentiria, ele seria o brasileiro provocador vencedor, o Emerson que não cai na laia argentina, provoca o zagueiro do Boca e ainda é campeão da Libertadores. O brasileiro malandro, esperto, sagaz.

Mas, bem, o “se” não existe. Então, ele volta a estaca zero, ou melhor, ao pedestal de inimigo público número 1, o completo idiota, o pai de todos os babacas, uma espécie de Higuita que perde a bola para o Milla e dá adeus à Copa. O brasileiro imbecil, estúpido, o malandro que só se ferra. O brasileiro, acima de qualquer coisa, perdedor. É, quem diria, Anderson Silva…

(Outra coisa que li por aí: foi armação? Eu acho que não e, se você acha que sim, te respeito, mas não mudo a minha opinião até que me provem o contrário.)

P.S.: Esse texto foi escrito na madrugada e, por favor, perdoem ocasionais erros de digitação.

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Renan Barão, a conquista do cinturão e o seleto “Clube dos 9”

Renan Barão, campeão do UFC - Foto: Nick Laham/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images, Arte/Ricardo Zanei

Renan Barão, campeão do UFC – Foto: Nick Laham/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images, Arte/Ricardo Zanei

Existe um seleto grupo brasileiro no UFC. Para entrar na confraria, a regra é simples: comer muito feijão com arroz, ganhar de algumas babas, ganhar de muita gente casca grossa e ganhar o cinturão. Simples assim.

O seleto grupo era conhecido mundialmente como “Clube dos 8”. Na verdade, acabei de inventar o termo, mas ele já nasce defasado. Isso por que, na madrugada deste domingo, graças a um cara chamado Renan Barão, o “Clube dos 8” virou “Clube dos 9”.

Barão se credenciou a entrar na patotinha – e a mudar o nome da turminha – com a vitória sobre Urijah Faber no UFC 149, resultado que garantiu ao potiguar o cinturão interino do peso galo. Dane-se que é interino, cinturão é cinturão.

Mas que raios é “Clube dos 9”? Curioso isso… O UFC conta com mais de 2000 lutas em quase 19 anos de história, com 350 lutadore, sendo 60 deles brasileiros. Hoje, o MMA é um fenômeno mundial, e boa partes dos brasileiros fala de lutas como fala de futebol. Mas, olha só que coisa estranha, apenas 9 (leia-se NOVE) lutadores do Brasil conseguiram um cinturão.

Esqueça, por enquanto, dos primórdios. Pense apenas na era de disputas por cinturões, era que vivemos até hoje. Nessa era, o número de brasileiros campeões é 9. Pareciam mais, não? Além dos atuais Anderson Silva (médio), José Aldo (pena) e Junior Cigano (pesado), a lista conta com Murilo Bustamante (médios, UFC 35), Vitor Belfort (meio-pesados, UFC 46), Minotauro (interino dos pesados, no UFC 81), Lyoto Machida (meio-pesados, UFC 98) e Maurício Shogun (meio-pesados, UFC 113).

Se contar a era dos campeões em um dia e dos GPs, que durou mais ou menos até o UFC 17 (há controvérsias), são apenas mais três caras na lista: Royce Gracie (campeão nos UFCs 1, 2 e 4), Marco Ruas (UFC 7) e Belfort (UFC 12). Some os vencedores do TUF, e chegamos ao enorme número de 15 campeões: Diego Brandão (TUF 14), Rony Jason e Cezar Mutante (ambos TUF Brasil). E acabou.

São tantos caras bons, fala-se tanto de MMA no Brasil, que a minha impressão é o número de brasileiros campeões era gigante, e achei curioso encontrar esse número pequeno, o tal 9. Talvez, a leitura seja outra: “Clube dos 9” é um baita clube, afinal, são 9 campeões no evento que reúne os principais lutadores do planeta. Analisando por esse ângulo, 9 deixa de ser pequeno e se torna, no mínimo, respeitável.

Pequeno ou respeitável, o fato é que o seleto clube conta agora com um cara chamado Renan Barão. Um cara que perdeu uma luta na carreira – na estreia – e ganhou “apenas” 29 combates quase seguidos (teve um no contest no meio disso) para ter a chance de lutar pelo cinturão. Lutou e ganhou. Hoje, está no patamar de Anderson, Aldo e Cigano. E foi o responsável por mudar o número e criar o “Clube dos 9”. Esse, sim, um feito gigante e respeitável.

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Quando o MMA é esporte, quando o MMA é briga

O pavor de Chael Sonnen - Foto: Josh Hedges/Zuffa LLC UFC

O pavor de Chael Sonnen – Foto: Josh Hedges/Zuffa LLC UFC

Fui de um amadorismo tremendo ao escrever o texto “Silva x Sonnen 2: quando a luta vira briga”. Anderson Silva deu o show que todo mundo viu e, ainda no octógono, calou a minha boca.

“Não tenho nada contra o Chael. Ele desrespeitou meu país, mas isso é só uma luta. Acima de tudo, isso é esporte.”

Anderson Silva

“Acima de tudo, isso é esporte”, esse foi o grande detalhe que eu esqueci. Detalhe que separa o profissional vencedor, no caso, Anderson, do amador perdedor, no caso, eu e meu texto meia-boca.

Como já afirmei, a luta ganhou a proporção gigantesca especialmente pelas palavras de Chael Sonnen. Se foi orquestrado ou não, se foi “de coração” ou não, pouco importa. O que importa é que foi o “combate do século”, com uma vitória incontestável de um dos melhores lutadores que o esporte já viu. O olhar de terror de Sonnen na foto que abre esse post é uma das melhores fotos da história e ilustra bem o tamanho da genialidade do brasileiro.

Esporte, aliás, que ainda abre espaço para críticas, especialmente quando a agressividade se torna violência pura. Quando isso acontece? Quando o juizão fica ali vacilando e não para uma luta já encerrada. Foi isso que aconteceu no UFC on Fuel TV 4, justamente na luta principal.

Com uma bela cotovelada, Chris Weidman “apagou” Mark Muñoz, que caiu desacordado. Eu vi, você viu, até Mr. Magoo, famoso personagem cego dos desenhos animados, viu. Quem não viu foi Josh Rosenthal, o árbitro, ali do lado. Enquanto isso, Weidman batia sem dó no desacordado Muñoz. Duas horas depois, Rosenthal percebeu o estrago e pagou a luta (dá para ver o nocaute no vídeo abaixo, enquanto o UFC não tira do ar).

É por essas e outras que o MMA ainda sofre com críticas. Eu adoro o esporte, acho sensacional, espetacular, mas não dá para admitir um vacilo como esse. Afinal, é a vida do cara em jogo ali. Os árbitros, não apenas Rosenthal, têm que ficar mais ligador e, nesse caso, que paguem pelo excesso de zêlo ao invés de deixar a porrada comer solta.

O MMA, como provou Anderson Silva e, por que não, Chael Sonnen, é um baita esporte. Mas falhas como essa do juizão só dão pano pra manga para se perder torcedores e, pior, aumentar a antipatia. Pior ainda, com razão. Aí, o MMA vira briga. E briga é coisa de amador, não de profissional, nem de esportista.

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Silva x Sonnen 2: quando a luta vira briga

Silva x Sonnen - Foto: Divulgação, Arte/Ricardo Zanei

Silva x Sonnen – Foto: Divulgação, Arte/Ricardo Zanei

O esporte ficará de lado em Silva x Sonnen 2. Nada de cumprimentos, de “touch gloves”, de abraços emocionados ao fim. Nada de fair play, mesmo que muitos achem que fair play, em MMA, é balela. Neste sábado, nada de luta: é briga.

O segundo duelo entre Anderson Silva e Chael Sonnen ganhou o status de “luta do século” graças ao americano. Primeiro, em 7 de agosto de 2010, ele bateu no brasileiro como e quando quis. Foram quase 23min de pancadaria, com Anderson se segurando para não cair. Bastou um segundo de vacilo para Sonnen perder e se tornar uma celebridade.

Segundo, desde que a luta acabou, começou o falatório. Foram 700 dias de provocações, de frases fortes contra Silva, contra o Brasil, contra os brasileiros. Um ano e 11 meses de trash talking. Nisso, Sonnen é bom, muito bom.

Muitos acham que o tom do americano é desrespeitoso. Acho que, às vezes, ele passa dos limites. Mas, venhamos e convenhamos, quem seria Sonnen se não fosse a língua afiada? Mais: essa luta seria a “luta do século” se, nas 100 semanas que separaram o primeiro do segundo confronto, todos ficassem quietinhos?

Sonnen falou o que quis nesse período de tempo. Fez uma revanche ganhar uma proporção de outro mundo. Você já imaginou uma leva de brasileiros gritando “uh, vai morrer” em plena Las Vegas? Pois é, preste atenção no UFC 148 e você ouvirá isso. Coisa de outro mundo.

Sobre a briga desta noite… Aposto – e aí, topas? – que Anderson vai atropelar, mas não sei o caminho. Pode ser algo avassalador, coisa de segundos, ou algo com tons de crueldade: sabe aquele vilão que faz o mocinho sofrer e não “mata” o jogo (não estou dizendo que Silva é o vilão, hein)? O brasileiro pode adotar a vingança fria para dar mais gostinho de bater no rival. Saindo do muro, aposto na primeira opção: rápido, fácil, indolor.

Neste sábado, uma parte do planeta vai se desligar do mundo para ver Silva x Sonnen, uma “luta do século” com cara de briga de rua. Mas, cuidado, não pisque. Pode ser que você só veja o fim no replay.

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“Superman vs. Muhammad Ali” e um objeto de desejo

Superman vs. Muhammad Ali - Foto: Divulgação

Superman vs. Muhammad Ali - Foto: Divulgação

Não sou aquele fã de histórias em quadrinhos, mas adoro boxe. Confesso a completa minha ignorância sobre o tema, e não sabia que, em 1978, foi lançado “Superman vs. Muhammad Ali”, livro de 72 páginas com o encontro entre o super-herói e aquele cara que veste roupa azul e capa vermelha.

O livro foi relançado em 2010. Para promover a nova edição, nada melhor do que recriar a capa em uma escultura, assinada por Jack Matthews. E é aí que eu queria chegar: venhamos e convenhamos, é espetacular!

Sou colecionador de miniaturas ligadas ao esporte. Começou em 1998, com a coleção da Coca-Cola com os mini-craques da seleção brasileira, e descambou. Depois de ver esse “Superman vs. Muhammad Ali”, ficou claro que é o meu mais novo objeto de consumo.

Como o blog é meu, única e exclusivamente, uso o espaço para dizer que aceito doações, ou melhor, podem mandar entregar em casa essa brincadeira. Meu aniversário é em julho, mas estou ficando velho e aceito presentes adiantados. Pelo que fucei, o valor varia entre US$ 175 e US$ 275, uma mixaria, uma pechincha, praticamente de graça!

Capa do HQ "Superman vs. Muhammad Ali" - Foto: Divulgação

Capa do HQ "Superman vs. Muhammad Ali" - Foto: Divulgação

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Pitacos e histórias bacanas do UFC on FX2: Alves x Kampmann

Thiago Alves na pesagem do UFC on FX2 - Foto: Josh Hedges/Zuffa

Thiago Alves na pesagem do UFC on FX2 - Foto: Josh Hedges/Zuffa

Presunçoso o título desse post, não? O UFC on FX 2, nesta sexta-feira, na Austrália, tem um card dos mais divertidos. Um lutão, e teríamos um baita UFC. Como é um evento menor, faltou esse “lutão”, mas a diversão são garantida.

Começando pelo fim, o combate principal reúne o brasileiro Thiago “Pitbull” Alves e o dinamarquês Martin Kampmann. Os dois são velhos de guerra em matéria de UFC, já deram e levaram muita porrada, e o confronto promete.

Thiago é um daqueles caras que você olha e fala: não dá para ele perder. Tem uma mão pesada pra caramba e um chão dos mais eficientes. O problema dele sempre foi o peso, ou, segundo a sua equipe, a imensa facilidade que ele tem para reter água no organismo. O conheci no UFC 100, em Las Vegas, em julho de 2009, e mesmo lá, ele sofreu para bater o peso e disputar o cinturão contra Georges St-Pierre.

Minha expectativa é de uma luta rápida, dois rounds, no máximo. Pitbull é agressivo, e Kampmann não fica atrás. O dinamarquês também sabe bater e tem um excelente repertório no chão. Enfim, um baita combate.

Sei que é a estreia do peso mosca no UFC, mas, para mim, não tem muito segredo. Dana White já falou que, quem vencer dos dois duelos, vai lutar pelo cinturão, provavelmente ainda neste ano. Vou no óbvio: Joseph Benavidez e Demetrious Johnson batem Yasuhiro Urushitani e Ian McCall, respectivamente, e depois se enfrentam pelo título.

Falando em título, o deste post citava histórias bacanas, mas, até agora, foi só achismo. Depois da enrolação, abaixo, algumas curiosidades do card australiano. E, claro, os tradicionais pitacos.

– O inglês Oli Thompson tinha fama em outra organização antes de entrar no UFC: ele participou de trocentos eventos do “Homem Mais Forte do Mundo” e foi vencedor da disputa na Grã-Bretanha em 2006.

– Daniel Pineda nasceu em Dallas, no Texas, e lutou 20 de suas 23 lutas (15 vitórias) em seu Estado natal. Dois combates foram na na vizinha Louisiana (duas derrotas) e um no Tennessee (uma vitória). Será seu primeiro evento fora dos EUA.

– Vocês se lembram de Steve Irwin, o “Caçador de Crocodilos”, que morreu em 2006 após ser atingido por uma ria? Pois Kyle Noke foi, por três anos, segurança do cara, e trabalhava com ele quando aconteceu a tragédia. O americano já lutava, mas foi a morte do chefe que o levou de vez para o MMA.

CARD PRINCIPAL
– Thiago Alves (BRA) x Martin Kampmann (DIN) – meio-médio
– Vamos pelo coração. Pitbull vence por nocaute.

– Joseph Benavidez (EUA) x Yasuhiro Urushitani (JAP) – moscas
– Benavidez confirma o favoritismo, mas só na decisão dos juízes.

– Demetrious Johnson (EUA) x Ian McCall (EUA) – moscas
– Johnson é um baita lutador e vence por submissão.

– Court McGee (EUA) x Constantinos Philippou (CHP) – médios
– Taí uma luta bem imprevisível e, por isso, meu palpite será pelo coração: é muito carisma ser lutador de MMA no Chipre, então, Philippou leva por nocaute.

CARD PRELIMINAR
– James Te Huna (NZL) x Aaron Rosa (EUA) – meio-pesado
– A mão de Rosa é pesada, mas Te Huna é guerreiro e vence por nocaute.

– Antonhy Perosh (AUS) x Nick Penner (CAN) – meio-pesado
– O veterano Perosh vem de duas vitórias, mas aposto no estreante – e invicto – canadense em decisão dos juízes.

– Cole Miller (EUA) x Steven Siler (EUA) – pena
– A experiência de Miller fala mais alto, e ele vence por decisão.

– Kyle Noke (AUS) x Andrew Craig (EUA) – médios
– Noke vence o estreante por nocaute.

– TJ Waldburger (EUA) x Jake Hecht (EUA) – meio-médio
– Lutinha enrolada, mas Waldburger (nome legal de falar) vence por nocaute.

– Mackens Semerzier (EUA) x Daniel Pineda (EUA) – pena
– Pineda vence por submissão.

– Oli Thompson (ING) x Shawn Jordan (EUA) – pesados
– Duelo de estreantes no UFC. Thompson por nocaute.

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