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Kobe Bryant, o último dos moicanos, o cara que quer a bola

Kobe Bryant - Foto: Ezra Shaw/Getty Images, Arte/Ricardo Zanei

Kobe Bryant - Foto: Ezra Shaw/Getty Images, Arte/Ricardo Zanei

Faço parte de uma geração que aprendeu a idolatrar caras como Michael Jordan, Larry Bird e Magic Johnson. Esse trio foi responsável por momentos antológicos, absurdos, mágicos. Hoje, se alguém merece entrar no hall de imortais da bola laranja, esse cara é Kobe Bryant.

O ala do Los Angeles Lakers é uma espécie de “último dos moicanos” de um basquete sem frescura, de um jogo puro e simples. Kobe é o cara que joga de braço quebrado, sem uma perna, e vai fazer questão de enterrar na sua cara, simplesmente pelo fato de ele ser isso.

Kobe é o cara que sempre quer a bola. É fominha, mas no bom sentido. Quer a bola porque sabe que pode decidir. Contra o Golden State Warriors, o jogo do recorde, reclamou de Pau Gasol: “I don’t give a shit, pass the fucking ball”. Traduza você mesmo. Só digo que ele é um monstro.

Nesta terça, Kobe quebrou uma marca de Michael Jordan e assumiu a segunda posição na lista de principais cestinhas da NBA por um único time. São 29.283 pontos em 16 anos de Los Angeles Lakers contra 29.277 de Michael Jordan em 13 anos de Chicago Bulls. O líder é Karl Malone, com 36.374 pontos em 18 anos de Utah Jazz.

Não é o recorde mais importante do mundo, mas só o fato de superar Jordan é um feito digno de salva de palmas. Eternas, eu diria.

Mesmo afastado das quadras desde 2003 e do Chicago Bulls desde 1999, imagino a birra de Jordan. Basta ler duas linhas de qualquer biografia para saber que ele é um dos caras mais competitivos da história de tudo que é esporte. Perder um lugar deve ter doído no Pelé do basquete. E isso não é uma crítica, é apenas o jeito de ser dele.

Jordan à parte, Kobe merece todos os elogios pelo que sempre jogou. Kobe é um monstro e, um dia, estará ao lado de Jordan, Bird e Magic no hall da fama do basquete. Nada mais justo. E ele ainda quer a bola.

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Uma lição de vida chamada Kareem Abdul-Jabbar

O gancho mortal de Kareem Abdul-Jabbar - Foto: Getty Images

O gancho mortal de Kareem Abdul-Jabbar - Foto: Getty Images

Kareem Abdul-Jabbar foi a estrela do “Bola da Vez”, da ESPN Brasil, na noite desta sexta-feira (24/02). É o tipo de programa que deveria ser distribuído gratuitamente nas escolas do Brasil e entrar na grade curricular. Uma vez por mês, tem que assistir e fazer uma redação sobre o tema. É daquelas entrevistas que, se você ver 500 vezes, terá 1.000 lições e zilhões de motivos para rever.

Tenho a nítida e triste sensação que pouca gente sabe quem é Kareem Abdul-Jabbar, especialmente no Brasil. É uma pena. Não vou dissecar a carreira dele aqui. Jogue o nome no Google e descubra as peripécias que esse cara aprontou em quadra. Mas acho que dá para dizer com todas as letras que, fora do basquete, ele ainda foi mais genial.

Dois pontos da entrevista me chamaram a atenção. Ambos têm íntima ligação com John Wooden, um monstro, uma lenda do basquete, um dos maiores técnicos da história do esporte, um Telê Santana da quadra. Não lembro muito bem a primeira pergunta, mas Jabbar disse algo assim:

“John Wooden sempre falava que o importante era estudar. A educação vinha sempre em primeiro lugar. O basquete vinha depois.”

A outra pergunta foi sobre o momento mais marcante da carreira de Jabbar. Ele disse que foi a conquista do título da NBA em 1985, quando o Los Angeles Lakers finalmente venceu aquele timinho do Boston Celtics, de Larry Bird, Kevin McHale, Roberto Parish, Dennis Johnson…

Foi aí que ele falou sobre a emoção que sentiu ao superar o recorde de pontos de Wilt Chamberlain e se tornar o maior cestinha da história da NBA. Só para constar, são 38.387 de Jabbar e 31.419 de Chamberlain, hoje o quarto na lista. Mas nem no videogame você marcou tantos pontos assim.

“Foi emocionante, mas John Wooden sempre nos ensinava que o mais importante era o coletivo, e não o individual.”

Os tempos mudaram, a realidade é outra, blablabla, mas tem coisas que não mudam: educação, caráter, consciência… A entrevista de Jabbar é uma lição de vida, daquelas para guardar para sempre. O cara foi um monstro em quadra e, fora dela, é um ser humano fora de série. Claro, não é santo, comete seus erros também, mas nos ensina o caminho a ser trilhado. Uma aula, uma aula…

Top 10 – As melhores jogadas de Kareem Abdul-Jabbar

P.S.1: Sei que o programa será repetido nas grades de ESPN Brasil e ESPN, mas não achei nada da entrevista em lugar algum. Procure e, se achar, me mande. É de chorar.
P.S.2: Foi perguntado quando ele começou a fazer o gancho, sua arma letal. Jabbar disse que começou a treinar aos 10, isso, DEZ anos de idade, foi aperfeiçoando aqui e ali, treinava com uma mão e com a outra, até que conseguia fazer o movimento e acertar a cesta do meio da quadra, de esquerda e de direita. Ou seja, o cara tinha talento, mas suou pouca coisa para chegar onde chegou, não? Fica mais uma lição.

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Como uma moeda tirou Magic e colocou Jordan nos Bulls

Eis que surge um site, NBA Trade Tracker, com o propósito de contar como os grandes jogadores foram parar nos times que os consagraram. Achei a ideia genial. Os caras postaram apenas um vídeo por enquanto, mas é bem bacana.

De forma bem simples e visual, o vídeo mostra como uma moeda fez com que Magic Johnson fosse escolhido pelo Los Angeles Lakers e não pelo Chicago Bulls em 1979. Na verdade, a história começou em 1976, mas é ver para aprender.

Claro, se Magic fosse para o Chicago, dificilmente a equipe teria campanhas pífias nas temporadas seguintes. Sendo assim, dificilmente ficaria entre os primeiros no draft de 1984. Concluindo, Michael Jordan teria um outro destino, e eu fatalmente torceria por um outro time na NBA.

Vela a pena perder 4 minutinhos. Coisa bem feita. Espero que tenham mais vídeos nos próximos dias com historinhas bacanas.

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Enquanto a NBA está em greve (3)… Rapper aposta contra Kobe no “1 on 1”

Kobe Bryant não para. Depois de dar bela assistência para Derrick Rose em amistoso nas Filipinas, a estrela do Los Angeles Lakers tirou um contra diante do rapper Bow Wow, fanático por basquete, valendo US$ 1.000. Kobe tem 1,98 m, mas, perto do 1,65 m do músico, parece um gigante. Quem levou a melhor?

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