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Chelsea, um time que veste azul ou Popopopopó

Drogba - Foto: Patrik Stolarz/AFP Photo, Arte/Ricardo Zanei

Drogba – Foto: Patrik Stolarz/AFP Photo, Arte/Ricardo Zanei

Tinha muito para escrever sobre a final da Liga dos Campeões, mas percebi que o texto estava escrito há décadas, tive apenas que reproduzir. Aumente o som e leia, mas em voz alta, por favor.

“Vesti azul”

Estava na tristeza que dava dó
Vivia vagamente e andava só
Mas eis que de repente
Me apareceu um brotinho lindo
Que me convenceu…

Dizendo que eu devia
Vestir azul
Que azul é cor do céu
E seu olhar também
Então o seu pedido
Me incentivou…

Vesti Azul! (Popopopopó!)
Minha sorte então mudou (Popopopopó!)
Vesti Azul!(Popopopopó!)
Minha sorte então mudou…

Passei a ser olhado com atenção
E fui agradecer pela opinião
Então senti que o broto
Estava toda mudada
Parecia até
Que estava apaixonada…

Então eu fiz charminho
E acrescentei
Só vim aqui saber
Como eu fiquei
E aquele olhar do broto
Me confirmou
Vesti Azul! (Popopopopó!)
Minha sorte então mudou (Popopopopó!)
Vesti Azul! (Popopopopó!)
Minha sorte então mudou…

Vesti Azul! (Popopopopó!)
Minha sorte então mudou (Popopopopó!)
Vesti Azul! (Popopopopó!)
Minha sorte então mudou…

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Liga dos Campeões: de Frank ou Franck?

Troféu da Liga dos Campeões - Foto: Divulgação

Troféu da Liga dos Campeões – Foto: Divulgação

Jogo já vai começar. Jogo não, final, decisão. Liga dos Campeões. Mas ainda dá tempo de escrever meia dúzia de palavras e, claro, pitacar.

Acho que a decisão passa pelos pés de Frank e Franck. O Frank, Lampard, é o motor do Chelsea. É dos pés dele que saem as principais chances de gol da equipe inglesa. O Franck, Ribéry, é a flecha do Bayern. É dos ágeis pés dele que voam as maiores chances de gol da equipe alemã.

Claro, eles não jogam sozinhos e blablabla. Como equipe, time, conjunto, acho que o Bayern é melhor. Mas o Chelsea eliminou o “imbatível” Barcelona, e quem faz isso merece méritos, além de estar com o moral lá em cima. São dois times de bons toques de bola, com dois matadores à frente, que sabem jogar para a frente quando estão com a bola, sabem defender sem a redonda.

Como o jogo, a final, a decisão já está para começar, o papo é simples. Bayern e Chelsea praticamente se igualam. Acho Frank um dos melhores de sua geração, mas hoje é dia da velocidade e da ginga de Franck. Munique e Boulogne-sur-Mer nunca mais serão as mesmas.

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Boca e Libertadores e um capeta chamado Riquelme: feitos um para o outro

Riquelme comemora gol - Foto: Ivan Alvarado/Reuters, Arte/Ricardo Zanei

Riquelme comemora gol – Foto: Ivan Alvarado/Reuters, Arte/Ricardo Zanei

Existem jogadores que foram feitos para determinados clube e funcionam perfeitamente em determinadas competições. É o caso de Riquelme, Boca Juniors e Libertadores.

É curioso como os times brasileiros ficam contando vantagem ao falar de suas conquistas continentais. Santos e São Paulo dividem a primazia e as provocações com três títulos cada um. Riquelme tem três: 2000, 2001 e 2007.

Claro que ele não joga sozinho, mas, em todos os títulos, teve papel fundamental. Pergunte para qualquer palmeirense se o nome de Riquelme é bem visto? Pergunte para torcedores de Palmeiras, Vasco, Grêmio e tantos outros, e a resposta será a mesma: ele é o capeta. São calafrios e pesadelos até hoje.

É curioso que, quando se pensa em Boca, a imagem que vem à cabeça é de um rime guerreiro, raçudo, que dá carrinho e come grama. Riquelme é a antítese disso: refinado, sempre em pé e de cabeça erguida.

Em tempos de correria e de velocidade extrema, de jogadores polivalentes, de atacar, marcar, atacar, marcar, Riquelme é o porto seguro. Enquanto todos correm, ele, em slow motion, pensa. Parece que o mundo desacelera quando o meia está com a bola. E, num passe de mágica, está lá a redonda, mais veloz do que nunca, enquanto o camisa 10 segue o seu ritmo, impassível.

Mais do que pensar o jogo, Riquelme é o cara quando o assunto é decisão. Pode errar feio, mas peca pela tentativa, nunca pela omissão. Nesse sentido, ele é mais Boca do que qualquer xeneize. Só para citar, bateu e converteu pênalti na decisão contra o Palmeiras em 2000 e na final contra o Cruz Azul em 2001, fez três gols na duelo contra o Grêmio (um no primeiro jogo, dois no segundo) em 2007. Um capeta.

Além do Boca, o meia passou pelo Barcelona, sem sucesso, e pelo Villarreal, no qual foi o grande nome do time que conseguiu o terceiro lugar inédito no Campeonato Espanhol em 2004-2005. Na Liga dos Campeões 2005-2006, levou a equipe amarela ao seu melhor resultado continental. Passou invicto pela fase de grupos, deixando em último o monstruoso Manchester United. Eliminou os Rangers nas oitavas e a monstruosa Inter de Milão nas quartas. Só parou na semi, contra o Arsenal: Riquelme perdeu um pênalti e nunca mais jogou bem pelo time espanhol.

Tantas e tantas vezes ouvimos o nome de Riquelme sendo comentado como possível reforço de um time brasileiro. Nunca deu certo, e acredito que nunca daria: por sua história, pela maneira de jogar, mesmo com o sucesso no Villarreal, ele é Boca. E “só”.

Os brasileiros são fortes, a Universidad do Chile é muito boa, o Vélez é bem arrumado, mas ninguém bota mais medo na Libertadores do que Riquelme. O Boca tem um timinho bem meia-boca (há), e ele tem sido a salvação nos momentos de tensão. O que ele fez contra o Unión Española foi de arrepiar. O Boca precisa dele, ele sabe disso, e esse é o maior problema.

O Fluminense tem muito mais bola que o Boca. Tem Deco, Fred, Sóbis. Mas não tem Riquelme. Ele, Boca e Libertadores formam uma tríade daquelas de tirar o sono. Calafrios e pesadelos. Um capeta esse Riquelme.

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Kaká em noite de Marcelo: um alento

Kaká e Marcelo - Foto: Patrick Baz/AFP, Arte/Ricardo Zanei

Kaká e Marcelo - Foto: Patrick Baz/AFP, Arte/Ricardo Zanei


Fazia tempo que Kaká não jogava tanta bola. Foram 45min primorosos, daqueles de encher os olhos. Velocidade, arranque. Parecia até aquele Kaká dos velhos tempos, aquele do São Paulo, lapidado no Milan, vendido a peso de ouro ao Real Madrid. Aquele que a seleção tanto precisa.

Tudo bem, o Apoel não é a sétima maravilha do mundo, mas o time cipriota chegou às quartas de final da Liga dos Campeões, e isso é para poucos. Tudo bem que, depois do 1 a 0, as coisas ficaram mais fáceis. Mas já é alguma coisa.

Obviamente que eu não vou ficar aqui falando que Kaká deve ser convocado, que é o salvador da pátria. É só um jogo, mais um degrau em uma escala ascendente do meia. Parece que, aos poucos, ele vai reencontrando a boa forma. Futebol, ele tem. Resta saber se o corpo vai deixá-lo jogar.

Kaká brilhou, é fato, mas foi Marcelo quem me encheu mais os olhos. É habilodoso, tem velocidade, sabe driblar, enfim, é um lateral quase completo. Ainda precisa melhorar na marcação, mas, perto daquele dublê de ponta esquerda do começo de carreira no Fluminense, hoje dá para notar que ele evoluiu abdurdamente.

Foi uma noite dourada para o Real Madrid, daquelas que o torcedor não vai esquecer. Afinal, 3 a 0 é um passo enorme para as semifinais da Liga. Só um desastre tira a vaga dos merengues. Vaga esta conquistada graças ao futebol de Kaká e Marcelo. Finalmente, os brasileiros brilham lá fora, e brasileiros bons de bola. Ainda é pouco, mas é um alento.

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