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Pierce x LeBron: olhos nos olhos para a história

Os olhos nos olhos de Paul Pierce x LeBron James - Foto: Twitter/@jose3030

Paul Pierce x LeBron James. duelo com momento épico – Foto: Twitter/@jose3030

Olhos nos olhos. Tempo passando, escorrendo para o final. Olhos nos olhos. Público de pé. Olhos nos olhos. Tensão no ar. Olhos nos olhos. Barulho ensurdecedor. Olhos nos olhos.

De um lado, Paul Pierce com a bola. Veterano de 36 anos. Cara que comeu o pão que o capeta amassou antes de saborear o título e a glória nos Celtics.

De outro, LeBron James na marcação. Aos 29 anos, o cara surgiu como uma nova lenda da NBA. E é. Não é?

Olhos nos olhos.

O que passa na cabeça desses monstros em uma hora como essa? Se eu, em casa, sentado no meu sofá, levantei para ver e fiquei com o coração na mão, imagina quem está no ginásio? E quem está com a bola na mão? E quem está marcando?

Olhos nos olhos.

Em noite de apelidos na camisa, era “Truth” contra “King James”. “A verdade” contra o “Rei”. Haja simbolismo!

Olhos nos olhos.

São poucos segundos que carregam história, emoção, passado e legado. Como pode? É um daqueles momentos sublimes do esporte, quando caras geniais se vêem frente a frente literalmente. O coletivo vira individual, o duelo vira pessoal. O mundo para e só tem um ao outro. Cara a cara. Haja metáfora para explicar tudo isso.

Olhos nos olhos!

P.S.1: O lance não deu em nada, o arremesso de Pierce namorou com a cesta, mas passeou pelo aro e saiu. Prorrogação. Mas, tanto faz, o que valeu foi o momento mágico dos olhos nos olhos.
P.S.2: LeBron já estava fora de quadra, eliminado por faltas, quando Norris Cole empatou a segunda prorrogação. Pierce teve, de novo, a bola decisiva nas mãos, novo erro, nova prorrogação.
P.S.3: Enfim, Nets 104 x 95 Heat. Que partida de Shaun Livingston! Que jogo, que jogo, QUE JOGO! Tudo sobre o jogaço, inclusive com o vídeo do lance genial e de outros mais, está aqui!

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Arquivado em Basquete, NBA

Jordan ou LeBron?

Existem discussões eternas, especialmente no mundo do esporte, sobre quem é melhor que quem. Pelé, Maradona ou Messi? Senna ou Schumacher? Jordan ou LeBron? A lista segue eternamente. São sete nomes nesse parágrafo: cada um com pontos a serem (arduamente) defendidos.

E se, sugestão breve, ao invés de ficar debatendo quem é melhor, quem sabe a gente resolvesse, vez ou outra, apreciar a genialidade desses caras? E se, quem sabe, e quem sou eu pra dizer, a gente trocasse a ranzinzice de brigar por A ou B e para aproveitar dribles, ultrapassagens e enterradas com sorrisos nos rostos?

Um exemplo. Apenas para esclarecer o ponto:

Quem é “viúva” de Michael Jordan levanta a mão?
Eu.

Quem acha que ele é um gênio?
Eu.

Quem torce para o Chicago Bulls por causa dele?
Eu.

Quem gosta de LeBron James?
Eu, bem, não.

Por quê?
Pela patacoada de sua saída de Cleveland.

Ok, dane-se o motivo. Ele é bom?
Sim.

Ele é muito bom?
Sim, muito.

Ele é um gênio?
Sim.

Ele é melhor que Jordan?
Não.

Ele será melhor que Jordan?
Não sei. E daí?

E daí que eu não vou discutir. Minhas razões para não gostar do que LeBron fez são as mesmas de trocentas outras pessoas, mas isso não me impede de achar que o cara é um monstro. É o cara mais perto de chegar no Olimpo de Jordan. É o cara que pode superar o reinado do eterno Michael. É o cara!

Perceba que há uma linha tênue entre o amor e o, digamos, ódio. Perceba que o não gostar bate de frente toda hora com a admiração. Perceba que prefiro ficar com a minha discussão interna e me divertir vendo o cara fazer coisas que ninguém fez do que ficar batendo boca sobre isso ou aquilo.

A linha tênue é tão fina que me animou a torrar mais dinheiro do que precisava para ver um Orlando Magic se arrastando contra um Miami Heat voando ao vivo e a cores só para contar para os netos que, se não vi Jordan em ação, vi, sim, LeBron “cara a cara”.

Mais que um? LeBron bate lance livre em quadra e no telão na vitória sobre o Magic - 20/11/2013 - Fonte: Ricardo Zanei

Mais que um? LeBron bate lance livre em quadra e no telão na vitória sobre o Magic – 20/11/2013 – Fonte: Ricardo Zanei

É legal discutir se ele é melhor que Jordan? É sim. É tema de bar, do pingado matinal à cerveja da madruga. Mas, às vezes, quem sabe, é mais legal deixar o bate-boca infinito de lado e ficar babando com as maravilhas que estamos testemunhando. Sabe aqueles senhores que falam de Pelé e Garrincha com um olhar invejoso (inveja boa) no passado, relembrando tempos geniais? Pois é, esse passado está ao vivo agora para quem quiser aproveitar.

Pensando nisso, LeBron fez coisas inacreditáveis nos últimos dias. Destaco duas delas. A primeira, contra os Lakers: uma enterrada de canhota. Uma enterrada de canhota em velocidade absurda. Uma enterrada de canhota em velocidade absurda com um olho no aro e outro na tabela, que passou milímetros de sua cabeça. Um lance para ser estudado pela ciência pela plasticidade, pela aceleração, pela sincronia, por tudo isso e muito mais. Uma jogada absurda.

A segunda: uma assistência. Dia: 30 de dezembro. Vítima: Nuggets. Foi cesta: não. Não deu em nada então? Ah, foi falta para o Heat, em cima do Mario Chalmers. Então… Então, foi genial! Sport Science se faz mais do que necessário para entender como o cara olha para a bola, vê um companheiro a meia quadra à frente e, com um tapa, repito, um TAPA, manda a bola na mão do amiguinho. Aguardo explicações lógicas para tal fato.

Quem é melhor? Pelé, Maradona ou Messi? Senna ou Schumacher? Jordan ou LeBron? Amanhã a gente discute!

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