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Fevereiro sangrento e uma saudade dos janeiros de sempre

2011 acabou, 2012 começou, janeiro já era, e quase tudo continua na mesma. Quase. Seria até bom que continuasse igualzinho, igualzinho. Mas…

Temos as novelas. Dessa vez, Neymar não foi para o Barcelona, nem para o Real Madrid. Em mais um capítulo da trama, Paulo Henrique Ganso quase saiu, mas ficou. E Montillo? Ele foi para o Corinthians, voltou para o Cruzeiro, as negociações terminaram, as negociações recomeçaram, e só Deus sabe para que lado o martelo será batido.

Teve atraso de salário também, e isso não é novidade quando se fala em futebol. A novidade é a reação dos jogadores. Os do Vasco aboliram a concentração. Os do Cruzeiro escreveram uma carta aberta em repúdio à declaração imbecil do presidente Gilvan Tavares, que disse: ““Não podemos adiar, os atletas ganham muito pouco, essa miséria que ganham, faz falta danada, se atrasar três, quatro dias para eles”. A frase vai inspirar um novo post em breve…

O Flamengo vive o que o sábio Vampeta já afirmou. O clube finge que paga, os jogadores fingem que jogam. E aí não tem dinheiro para nada, mas se gasta uma bala por Vagner Love, que chega ganhando horrores. É o principal exemplo do colapso financeiro que não vai demorar muito para rolar no futebol daqui, é mais um tema para um post futuro.

E aí, na espera por uma quarta-feira de rodada por todo o país, começam a pipocar notícias de uma briga generalizada no Egito. É uma notícia atrás da outra, cada vez mais aterrorizante. Peraí, gente, é futebol, é esporte, é lazer, é diversão. Como assim 10 mortos? Ah, não, 20? Sério, 40? Caramba, como assim, 74 mortos? 188 feridos? Números de guerra.

Acho engraçado as novelas do mercado do futebol brasileiro, sempre me divirto com elas no começo do ano. Acho que os jogadores ainda reagem de forma tímida aos mandos e desmandos dos dirigentes, mas, dessa vez, reagiram de alguma forma mais palpável. Acho que o pensamento de que a crise global nunca vai chegar por aqui faz com que gaste muito no futebol – e em muitas outras coisas -, sem saber quem vai pagar a conta.

Acho, enfim, que o mundo do esporte poderia ficar como estava em janeiro, com novelas de contratações, salários atrasados, clubes gastando sem ter, técnicos na corda-bamba, times desarrumados, torcedores animados ou desesperados. Mas, infelizmente, não ficou assim. Fevereiro começou com um banho. Nenhum banho de bola, nenhum gol na banheira. Um banho de sangue. Uma pena que janeiro já acabou.

P.S.: Estou de volta. Graças aos acontecimentos recentes, bem menos animado do que eu queria. Mas a vida, pelo menos a nossa, segue. E vamô que vamô.

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Durant, o melhor da NBA sem NBA

Durant enterra na greve da NBA - Foto: Reprodução de TV

Durant enterra na greve da NBA - Foto: Reprodução de TV

A NBA está prestes a voltar, e todo fantático por basquete não vê a hora de isso acontecer. A greve teve algo de bom, sim: serviu para que acompanhássemos como os feras trataram o período de descanso. E Kevin Durant sobrou.

Teve jogador que colocou o passaporte em dia e viajou o mundo inteiro, como Dwight Howard. Outros ampliaram a agenda de compromissos com os patrocinadores, como LeBron James. Alguns misturaram passeios com publicidade com vida social, como Kobe Bryant. Outros casaram e já separaram, como Kris Humphries. Todos, sem exceção, entraram em quadra em algum momento. Mas ninguém jogou tanta bola como Durant.

Claro que o período maior de férias serve para que os atletas coloquem as baterias em dia e recuperem a energia. Foi o tempo de passear e rever a família. Mas, como todo fim de ano de futebol, jogador não consegue ficar longe da bola. Sem a NBA, as Ligas de verão e uma série de jogos beneficentes pipocaram ao redor do mundo. Durant parecia que estava em todos eles.

Não vi nenhum levantamento de minutos em quadra, mas tenho a impressão que a estrela do Oklahoma City Thunder foi quem mais bateu sua bolinha na greve. Mais do que isso, jogou bem, muito bem mesmo. Ao fim de tudo que era jogo, o que se via era um Durant com 30, 40, 50 pontos. Sobraram dribles e enterradas para todos os gostos.

É necessário ponderar que um jogo fora de competição tem um jeitão de pelada, com o objetivo de divertir, tanto o público como quem está em quadra. Vendo por esse ângulo, Durant foi a grande diversão da greve.

Abaixo, um vídeo com grandes momentos de Durant no período sem NBA. Sabe aquele DVD que os empresários fazem dos seus jogadores? O clipe poderia bem ser usado pelo ala para mostrar como ele passou bem as suas férias. Um dia, se um futuro filho de Durant perguntar sobre o “locaute”, a resposta está na ponta da língua: “moleque, eu fui o melhor da NBA sem NBA”.

P.S.: O que quer dizer o fato de Durant ter sido o melhor da NBA durante a greve? Nada. A temporada dele pode ser ridícula, mas vai me dizer que não que é bacana ver o que ele fez nas férias forçadas?

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Ufa, e a NBA está de volta

Demorou, demorou, mas, finalmente o acordo foi fechado, e a temporada da NBA, agora em versão pocket show, está salva. A diversão está garantida e matará a saudade dos fanáticos, como eu. Abaixo, um videozinho dos mais bem feitos sobre o retorno das estrelas à quadra:

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