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Luís Fabiano, maior que Raí

Luís Fabiano - Foto: Wagner Carmo/Vipcomm, Arte/Ricardo Zanei

Luís Fabiano - Foto: Wagner Carmo/Vipcomm, Arte/Ricardo Zanei

Para quem nasceu no fim dos anos 80 ou nos anos 90, Raí é um nome especial. Se você não é são-paulino, ou você o odeia ou acha que ele não jogou nada. Se você é são-paulino, ele é um gênio. Pra mim, é o maior ídolo do clube. Maior até que Rogério Ceni. E não é que, contra o frágil Independente, Luís Fabiano se tornou maior que Raí? Quem diria!

Claro que o título desse post tem uma pegadinha e, obviamente, por mais que a torcida idolatre Luís Fabiano, o papel de Raí na história tricolor é inegavelmente maior que o do atacante. Mas, ao fazer o segundo na goleada na Copa do Brasil, o camisa 9 chegou aos 128 gols, superando o eterno camisa 10 na lista de maiores artilheiros do São Paulo.

Luís Fabiano - Foto: Wagner Carmo/Vipcomm, Arte/Zanei

Luís Fabiano - Foto: Wagner Carmo/Vipcomm, Arte/Zanei

Luis Fabiano fez quatro no jogo no Morumbi e agora soma 131 gols. É o nono maior artilheiro do clube do Morumbi e não será nenhuma surpresa que ele termine o ano na sétima posição. Maurinho, o oitavo, tem 136 gols. Leônidas, sim, Leônidas da Silva, imortal atacante da história do futebol brasileiro, contabiliza 144. Ou seja, Luís Fabiano está a 13 gols de Leônidas.

Curioso que, lendo aqui e ali, percebi que o fato passou desapercebido, mesmo sendo citado na transmissão do SporTV. Tudo bem que Raí não era um camisa 9 e nem tinha a função de matador, mas superar o número de gols de um cara que maior época em um fase das mais vitoriosas de um time no futebol nacional é um feito, no mínimo, memorável.

Ainda acha que é pouco? Dos 20 maiores artilheiros do São Paulo, Luís Fabiano tem a melhor média de gols: 0,735 (131 gols em 178 jogos). Mais: detém a quinta melhor média da história, atrás apenas de Waldemar de Brito (1,08), Friedenreich (0,83), Zezinho (0,80) e Friaça (0,74). Nada mal, hein?

Luís Fabiano pode não ser um gênio da bola e está longe de aparecer na lista dos melhores atacantes da história, do século, quem sabe, até, da década. Mas ele sabe muito bem como fazer gols e, pouco a pouco, vai escrevendo seu nome na história tricolor. Se ganhar um titulozinho aqui e outro ali, então, nem se fala… Independentemente disso, o grito Lu-ís-Fa-bi-a-no já está eternizado.

Luís Fabiano 4 x 0 Independente (PA)

P.S.: Os dados desse post foram retirados do site oficial do São Paulo e atualizados com os gols e jogos de Luís Fabiano na temporada 2012.

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Xandão, o gol de calcanhar e as lendas do futebol

Xandão (93) antes do calcanhar e do golaço - Foto: Francisco Seco/AP

Xandão (93) antes do calcanhar e do golaço - Foto: Francisco Seco/AP

Tinha tanto para escrever sobre isso, mas é tão inacreditável que eu resolvi reciclar um post antigo. Quando Deivid perdeu aquele gol, sabe, aqueeeele, eu escrevi as linhas abaixo. Quando Xandão, aquele Xandão, sabe, aqueeeele, que teve uma passagem de sucesso estrondoso no São Paulo, faz um gol de calcanhar na Liga Europa, o mundo para.

Messi é um gênio, Neymar é um gênio, mas, diante das qualidades dos jogadores envolvidos, o gol de Xandão é uma das coisas mais inacreditáveis do futebol mundial. Da história da bola. É algo que rompe as leis da física, da química e, claro, do bom-senso. Paradigmas caíram. Enfim, só o texto abaixo para tentar explicar o que aconteceu.

O drible de Garrincha.

O chapéu de Pelé.

A magia de Maradona.

O passe de Didi.

O lançamento de Gerson.

A volúpia de Puskas.

A trivela de Rivellino.

A classe de Carlos Alberto Torres.

O arranque de Messi.

A explosão de Jairzinho.

A leveza de Tostão.

A versatilidade de Cruijff.

A falta de Rogério Ceni.

A frieza de Romário.

A delicadeza de Zidane.

Os gols de Ronaldo.

A cadência de Ademir da Guia.

O requinte de Baggio.

O faro de Careca.

O toque de Zico.

O chute de Van Basten.

A decisão de Rivaldo.

A enciclopédia de Nilton Santos.

O talento de Di Steffano.

As mãos de Gilmar.

A finta de Neymar.

A velocidade de Cristiano Ronaldo.

A bicicleta de Leônidas.

A lenda de Friedenreich.

O sonho de Milla.

A taça de Bellini.

A liderança de Beckenbauer.

O calcanhar de Sócrates.

O milagre de Marcos.

O gol de calcanhar de Xandão.

Texto original: “Deivid, o gol perdido e as lendas do futebol”, 23/03/12.

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Deivid, o gol perdido e as lendas do futebol

Deivid, uma lenda - Foto: André Portugal/Vipcomm

Deivid, uma lenda - Foto: André Portugal/Vipcomm

O drible de Garrincha.

O chapéu de Pelé.

A magia de Maradona.

O passe de Didi.

O lançamento de Gerson.

A volúpia de Puskas.

A trivela de Rivellino.

A classe de Carlos Alberto Torres.

O arranque de Messi.

A explosão de Jairzinho.

A leveza de Tostão.

A versatilidade de Cruijff.

A falta de Rogério Ceni.

A frieza de Romário.

A delicadeza de Zidane.

Os gols de Ronaldo.

A cadência de Ademir da Guia.

O requinte de Baggio.

O faro de Careca.

O toque de Zico.

O chute de Van Basten.

A decisão de Rivaldo.

A enciclopédia de Nilton Santos.

O talento de Di Steffano.

As mãos de Gilmar.

A finta de Neymar.

A velocidade de Cristiano Ronaldo.

A bicicleta de Leônidas.

A lenda de Friedenreich.

O sonho de Milla.

A taça de Bellini.

A liderança de Beckenbauer.

O calcanhar de Sócrates.

O milagre de Marcos.

O gol perdido por Deivid.

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