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UFC 144, um exemplo de como errar palpites e um tal jornalismo

Ben Henderson (à dir.), o novo campeão dos leves - Foto: Divulgação/UFC

Ben Henderson (à dir.), o novo campeão dos leves - Foto: Divulgação/UFC

“Enfim, abaixo, os palpites totalmente científicos para o UFC 144. Não tenho medo de errar todos. Aliás, seria divertido se isso acontecesse.”

No sábado, fiz um post com os meus palpites sobre o UFC 144, intitulado “Pitacos do UFC 144: Japão imprevisível”. A frase acima, digna de Nostradamus, faz parte desse post e só comprova algo bem legal que está acontecendo no MMA: a surpresa.

Seria simples falar que foi falta de sorte de A ou B, que C acertou um daqueles golpes impossíveis e que D teve melhor estratégia que o rival. O fato é que o card do Japão já deixava no ar que seria bem difícil acertar quem ganharia cada luta. Os palpites, meramente chutados, mostraram que meu pé estava bem torto. E isso me deixa feliz.

A surpresa é um dos fatores que movem o esporte. Nem sempre o melhor vence, nem sempre o cara mais bem preparado tem sua mão levantada do fim do combate. Claro, quem treina e estuda mais tem mais chance, mas, sabe como é, um instante de vacilo e já era. O “Japão imprevisível” se confirmou.

Também é legal para mostrar duas coisas sobre aquele jornalista sabichão. A primeira: o cara pode estudar pra caramba sobre determinado assunto, mas, quando se fala em palpite, é meramente uma escolha. A segunda: o cara pode escolher antes e fazer uma análise “criteriosa” para justificar sua escolha. No fim, ambas convergem para o mesmo ponto: uma criança de dois anos poderia apontar os vencedores e ter mais sucesso que qualquer um.

Palpite é palpite e é legal, pro ego, acertar. Mas, se você erra, sinceramente, dane-se. Se você acerta tudo, aproveite a maré e jogue na Mega-Sena. Esse palpite aí eu queria acertar…

P.S.: Só pra constar, das 12 lutas do UFC 144, errei apenas 10 palpites e, graças a Jacke Shields e Riki Fukuda, o “vexame” não foi ainda pior.

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Pitacos do UFC 144: Japão imprevisível

Pôster do UFC Japão - Foto: Divulgação

Pôster do UFC Japão - Foto: Divulgação

Vi e revi esse car do UFC 144 para dar meus pitacos. Por melhor que seja o “casamento”, existem lutas em que você bate o olho e sabe quem vai vencer. Mas o evento japonês traz tanta coisa “além” do octógono que fica quase impossível pitacar.

Há o lado emocional da coisa, do retorno do UFC ao Japão, e só por isso as lutas já ficam mais tensas. É o palco do Pride, e todo mundo que já viu um evento do Pride vai lembrar um pouco do que era. A torcida japonesa é maluca, são vários lutadores locais em ação, e a galera vai empurrar. É mais ou menos como um UFC no Brasil: tudo pode acontecer.

Quando a coisa fica assim, o cara pode dizer que estudou muito e que o lutador A vai vencer. Mas, vamos falar a verdade: eu fiquei horas olhando o card e todos meus palpites são, basicamente, chutes. Isso não tira o fato de eu achar mesmo que o lutador A vai bater o B. Mas todos esses fatores podem jogar as suas previsões no limbo.

Enfim, abaixo, os palpites totalmente científicos para o UFC 144. Não tenho medo de errar todos. Aliás, seria divertido se isso acontecesse. E só colocaria o evento japonês na lista dos melhores da história, ou da década, ou do ano…

Arianny Celeste e a ring girl convidada para o UFC 144, Azusa Nishigaki, Miss Japão Universo 2008 - Foto: Divulgação/UFC

Arianny Celeste e a ring girl convidada para o UFC 144, Azusa Nishigaki, Miss Japão Universo 2008 - Foto: Divulgação/UFC

CARD PRINCIPAL

– Frankie Edgar (EUA) x Ben Henderson (EUA) – leve
– Henderson é bom, mas tendo a achar que Edgar vai atropelar. Campeão vence por submissão.

– Quinton Rampage Jackson (EUA) x Ryan Bader (EUA) – meio-pesado
– Mesmo depois da balança, mantenho o palpite. Adoro Bader, mas Rampage vence por nocaute e adia a sua aposentadoria

– Mark Hunt (NZL) x Cheick Kongo (FRA) – pesado
– Outra luta que promete. Kongo vence por nocaute e volta a sonhar mais alto no UFC

– Yoshihiro Akiyama (JAP) x Jake Shields (EUA) – meio-médio
– Lutão, hein, parte 2? Palpite polêmic: acho que Shields cala Saitama e vence por decisão

– Yushin Okami (JAP) x Tim Boetsch (EUA) – médio
– Lutão, hein? Okami se recupera da derrota para Anderson Silva e vence por submissão

– Hatsu Hioki (JAP) x Bart Palaszewski (POL) – pena
– Lutinha enrolada, mas Palaszewski nocauteia

– Anthony Pettis (EUA) x Joe Lauzon (EUA) – leve
– Aí é torcida mesmo, Lauzon vence por submissão

CARD PRELIMINAR

– Takanori Gomi (JAP) x Eiji Mitsuoka (JAP) – leve
– Puro chute. O estreante Mitsuoka vence por submissão

– Norifumi Yamamoto (JAP) x Vaughan Lee (ING) – galo
– Será que a torcida ajuda? Acho que sim, e Yamamoto leva por decisão

– Riki Fukuda (JAP) x Steve Cantwell (EUA) – médio
– Fukuda vence por decisão e acaba com a saga de Cantwell no UFC

– Takeya Mizugaki (JAP) x Chris Cariaso (EUA) – galo
– Torcida ajuda, e Mizugaki vence por decisão

– Zhang Tiequan (CHN) x Issei Tamura (JAP) – pena
– Tiequan vence por submissão

Pesagem – UFC 144

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UFC 144, Pride e a volta do MMA ao Japão

UFC está de volta ao Japão - Foto: Divulgação

UFC está de volta ao Japão - Foto: Divulgação

Você escolhe. O Japão esperou 4.089 dias – ou 11 anos, 2 meses e 10 dias – para rever um evento do UFC. Desde o fim do Pride, já se vão 1.667 dias – ou 4 anos, 6 meses e 22 dias – sem uma grande apresentação de MMA no país. Enfim, o bom filho à casa torna, e a “meca” das artes marciais se reencontra com o UFC.

O Japão já teve o evento de maior prestígio do mundo das lutas, o Pride. Pode se dizer que era a maior competição de vale-tudo do planeta. As regras eram menos rígidas, o que gerava golpes mais violentos e lutas mais sangrentas. Só de lembrar dos “tiros de meta” dá calafrios…

Agora, o país vê o MMA, com normas que servem justamente para proteger os combatentes. Foi esse MMA, agressivo, mas sem a violência do vale-tudo, que conquistou o planeta. E, agora, tenta reconquistar o Japão.

O último UFC no Japão - Foto: Divulgação

O último UFC no Japão - Foto: Divulgação

Fuçando aqui, descobri que o último UFC por lá foi o 29, justamente o último antes da venda da franquia da SEG para a Zuffa. Foi lá que Tito Ortiz e Pat Miletich mantiveram seus cinturões. Foi lá que Dennis Hallman massacrou Matt Hughes em apenas 20 segundos, e Chuck Liddell venceu Jeff Monson após 15 minutos de combate. Foi lá que acabou o UFC “à moda antiga” e foi dado o primeiro passo rumo ao UFC que conhecemos hoje.

Foi graças ao Pride que alguns brasileiros conquistaram fama e prestígio internacional, em combates de tirar o fôlego. De cabeça, lembro das duas lutas entre Wanderlei Silva e Quinton Rampage Jackson, de Wanderlei contra Mirko Cro Cop, de Minotauro renascendo das cinzas contra Cro Cop e Bob Sapp, de Shogun e Minotouro em um duelo de arrepiar.

Tirando os brasileiros, o Japão foi palco da formação da lenda sobre Fedor Emelianenko e é a terra de um cara que foi muito odiado por aqui, Kazushi Sakuraba, o “Caçador de Gracies”, que ganhou nada mais nada menos de Royler Gracie, Renzo Gracie, Ryan Gracie e Royce Gracie. Um fenômeno.

Você deve estar se perguntando por que o UFC demorou tanto para voltar a um país que tem uma tradição milenar em lutas, não? Mesmo depois que a Zuffa comprou o Pride, em março de 2007, o domínio dos eventos de artes marciais seguiu nas mãos de gente graúda no Japão, e o UFC simplesmente não conseguia negociar com esses caras. As arestas foram se aparando e, depois de muito papo e muito mais dinheiro, chegou-se a um acordo.

A minha expectativa é que, além de renascer o MMA no país, a realização de um UFC sirva como o primeiro passo para a recuperação de algumas artes marciais no Japão. O milenar sumô, por exemplo, está à beira da falência, graças a desvios absurdos e resultados combinados em bolsas de apostas. O UFC não é o messias, longe disso, mas pode servir de exemplo e alavancar outras modalidades de lutas no país.

Música de abertura do Pride

Historinhas à parte, o evento deste fim de semana lembra, e muito, os realizados no Brasil. Alguns combates são bem legais, outros, especialmente do card preliminar, reúnem estrelas ou promessas locais. Confesso que tem lutador ali que eu nem sabia que existia. A novidade é um card principal inchado, com sete lutas, provavelmente atendendo a uma solicitação dos promotores japoneses.

O foco são as duas lutas principais, com Quinton Rampage Jackson x Ryan Bader e a disputa do cinturão dos leves entre Frankie Edgar e Ben Henderson. Mas uma outra luta me chama a atenção: Anthony Pettis x Joe Lauzon. São dois caras que adoram uma pancadaria, uma luta aberta. Lauzon é um dos lutadores que eu mais gosto de ver, principalmente pela versatilidade e pelo enorme coração. Ainda tem Yushin Okami x Tim Boetsch, Yoshihiro Akiyama x Jake Shields, e Cheick Kongo x Mark Hunt. Diversão garantida!

P.S.: Caros, já disse aqui e repito: em qualquer esporte, você tem que ser agressivo. Por isso, acho que o MMA e qualquer outra modalidade de luta agressiva, não violenta. O vale-tudo, sim, era violento, briga de rua. Goste ou não, o MMA é um esporte.

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Pitacos do UFC 136: uma vitória apertada

José Aldo encara Kenny Florian no UFC 136 - Foto: Divulgação/UFC.com

José Aldo encara Kenny Florian no UFC 136 - Foto: Divulgação/UFC.com

Dois chutes no vácuo (Stann e Maynard) fizeram com que a minha vitória nos palpites do UFC 136 fosse apertada. Mas foi vitória, fica a lição pro UFC 137!

Card preliminar (dá pra ver no Facebook):

– Steve Cantwell (EUA) x Mike Massenzio (EUA)
PALPITE: Massenzio vence em decisão dos juízes
VIDA REAL: Massenzio vence em decisão dos juízes
PLACAR: Zanei 1 a 0, com louvor

– Aaron Simpson (EUA) x Eric Schafer (EUA)
PALPITE: Simpson vence no segundo round
VIDA REAL: Simpson vence em decisão dos juízes
PLACAR: Zanei 2 a 0, invicto

– Zhang Tie Quan (CHN) x Darren Elkins (EUA)
PALPITE: Equilibrada, Quan vence no terceiro roud
VIDA REAL: Eklins vence em decisão dos juízes
PLACAR: Zanei 2 a 1, tropeço

– Joey Beltran (EUA) x Stipe Miocic (EUA)
PALPITE: Estreia de Miocic no UFC; Beltran vence em decisão dos juízes
VIDA REAL: Miocic vence em decisão dos juízes
PLACAR: Que vacilo, 2 a 2

Card preliminar (Spyke TV):

– Anthony Pettis (EUA) x Jeremy Stephens (EUA)
PALPITE: Pettis ganha em decisão dos juízes
VIDA REAL: Pettis ganha em decisão dos juízes
PLACAR: Zanei se recupera, 3 a 2

– Demian Maia (BRA) x Jorge Santiago (BRA)
PALPITE: Demian vence no segundo round
VIDA REAL: Demian vence em decisão dos juízes
PLACAR: Zanei avança, 4 a 2

Card principal (Combate):

– Melvin Guillard (EUA) x Joe Lauzon (EUA)
PALPITE: Lauzon vence no segundo round
VIDA REAL: Lauzon vence no primeiro round
PLACAR: Ah, garoto, Zanei 5 a 2

– Leonard Garcia (EUA) x Nam Phan (EUA)
PALPITE: Garcia vence em decisão dos juízes
VIDA REAL: Phan vence em decisão dos juízes
PLACAR: Na trave, Zanei 5 a 3

– Chael Sonnen (EUA) x Brian Stann (EUA)
PALPITE: Será? Vou arriscar vitória de Stann no segundo round
VIDA REAL: Sonnen vence no segundo round
PLACAR: Arriscado, Zanei 5 a 4

– José Aldo (BRA) x Kenny Florian (EUA)
PALPITE: Aldo leva, vai dar show e nocauteia no segundo round
VIDA REAL: Aldo vence em decisão dos juízes
PLACAR: Zanei 6 a 4

– Frankie Edgar (EUA) x Gray Maynard (EUA)
PALPITE: Outro chute arriscado: Maynard, nocaute, terceiro round
VIDA REAL: Edgar vence no quarto round
PLACAR: Zanei vence apertado, 6 a 5

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Fotos bacanas do UFC 136

Muito se falou sobre o UFC 136, e muita gente já viu tudo isso, mas resolvi inovar e fazer um post basicamente com fotos do evento. Lutas bacanas, legais, e fotos sensacionais. Não tem a máxima que uma imagem vale mais que mil palavras? Então, vale a pena curtir.

Zhang Tie Quan x Darren Elkins - Foto: Divulgação/UFC.com

Zhang Tie Quan x Darren Elkins - Foto: Divulgação/UFC.com

Aaron Simpson x Eric Schafer (e) - Foto: Divulgação/UFC.com

Aaron Simpson x Eric Schafer (e) - Foto: Divulgação/UFC.com

Aaron Simpson x Eric Schafer (e) - Foto: Divulgação/UFC.com

Aaron Simpson x Eric Schafer (e) - Foto: Divulgação/UFC.com

Aaron Simpson x Eric Schafer (e) - Foto: Divulgação/UFC.com

Aaron Simpson x Eric Schafer (e) - Foto: Divulgação/UFC.com

Leonard Garcia x Nam Phan (e) - Foto: Divulgação/UFC.com

Leonard Garcia x Nam Phan (e) - Foto: Divulgação/UFC.com

Anthony Pettis (d) x Jeremy Stephens - Foto: Divulgação/UFC.com

Anthony Pettis (d) x Jeremy Stephens - Foto: Divulgação/UFC.com

Frankie Edgar (d) x Gray Maynard - Foto: Divulgação/UFC.com

Frankie Edgar (d) x Gray Maynard - Foto: Divulgação/UFC.com

Demian Maia (d) x Jorge Santiago - Foto: Divulgação/UFC.com

Demian Maia (d) x Jorge Santiago - Foto: Divulgação/UFC.com

Leonard Garcia após a luta com Nam Phan - Foto: Divulgação/UFC.com

Leonard Garcia após a luta com Nam Phan - Foto: Divulgação/UFC.com

José Aldo (e) x Kenny Florian - Foto: Divulgação/UFC.com

José Aldo (e) x Kenny Florian - Foto: Divulgação/UFC.com

José Aldo x Kenny Florian (d) - Foto: Divulgação/UFC.com

José Aldo x Kenny Florian (d) - Foto: Divulgação/UFC.com

Frankie Edgar após a luta com Gray Maynard - Foto: Divulgação/UFC.com

Frankie Edgar após a luta com Gray Maynard - Foto: Divulgação/UFC.com

Joey Beltran (e) x Stipe Miocic - Foto: Divulgação/UFC.com

Joey Beltran (e) x Stipe Miocic - Foto: Divulgação/UFC.com

Joey Beltran (e) x Stipe Miocic - Foto: Divulgação/UFC.com

Joey Beltran (e) x Stipe Miocic - Foto: Divulgação/UFC.com

Joey Beltran (e) x Stipe Miocic - Foto: Divulgação/UFC.com

Joey Beltran (e) x Stipe Miocic - Foto: Divulgação/UFC.com

Joey Beltran após a luta com Stipe Miocic - Foto: Divulgação/UFC.com

Joey Beltran após a luta com Stipe Miocic - Foto: Divulgação/UFC.com

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UFC 136: Aldo, Sonnen e uma luta principal sem alarde

Pôster de apresentação do UFC 136 - Foto: Divulgação

Pôster de apresentação do UFC 136 - Foto: Divulgação

Houston recebe na noite deste sábado o UFC 136. Curiosamente, meu interesse pela luta principal não é tão absurdo assim. Claro que vai ser bacana ver o terceiro episódio da saga Frankie Edgar x Gray Maynard, mas, venhamos e convenhamos: todo mundo quer ver José Aldo e Chael Sonnen em ação.

Aldo é uma espécie de Anderson Silva do peso pena. Suas lutas são sempre das mais movimentadas, e ele é um dos mais criativos lutadores de MMA do planeta. Só para se ter ideia do poder do atual campeão, em sua carreira, são 20 lutas, com 19 vitórias e uma derrotas, em 2005, para Luciano Azevedo. Ou seja, seu currículo dos mais sólidos.

Contagem regressiva: Aldo x Florian

O adversário de Aldo é Kenny Florian, um norte-americano gente boa, que fala português e tinha umas namoradinhas perdidas por aqui. Tive o prazer de entrevistá-lo no UFC 100, em Las Vegas. Agora, ele desceu de peso para enfrentar o campeão, mas não deve ser páreo duro. Até já admitiu que vai tomar muita porra esta noite. Florian que me desculpe, mas é o que eu espero.

Outra luta das mais aguardadas tem Chael Sonnen como protagonista. O lutador mais falastrão do UFC encara Brian Stann, que nunca, em toda a sua vida, teve uma torcida tão grande: obviamente, todos os brasileiros vão torcer, e muito, muito mesmo, contra Sonnen.

Depois de mais de um ano parado, estou curioso para ver como Sonnen vai entrar no octógono. Será que ele vai manter a intensidade que teve contra Anderson Silva? É possível, mas pouco provável. Assim como não acho que seria nenhuma idiotice achar que Stann pode surpreender e vencer. O cara está em forma, vem de três vitórias e vai para a sua quarta luta no ano. Acho que será um dos combates mais explosivos do UFC 136.

Tenho interesse em outras duas lutas. Primeiro, o duelo brasileiro entre Demian Maia e Jorge Santiago. Os dois perderam seus últimos combates e buscam a redenção. Mais do que isso, uma vitória pode ser o primeiro passo para voos mais altos na categoria. Lembrando que Maia já disputou o cinturão com Anderson Silva, e Santiago retornou ao UFC após cinco anos.

O outro combate interessante é entre Melvin Guillard e Joe Lauzon. O curioso é que são dois caras mais novos com um currículo enorme no UFC: Guillard tem 28 anos e 14 lutas (10 vitórias e 4 derrotas, contando The Ultimate Fighter), enquanto Lauzon é um ano mais novo e contabiliza 10 combates (7 vitórias e 3 derrotas). Guillard tem um chão consistente, mas sabe bater. Já Lauzon é um dos caras que eu mais gosto de ver lutar: sempre parte para cima, e seus combates dificilmente duram três rounds. Vai sair faísca.

Contagem regressiva: Edgar x Maynard

Enfim, a noite terminará com Edgar x Maynard. Edgar é o campeão do peso leve e tem apenas uma derrota na carreira, justamente para Maynard, em 2008. No dia 1º de janeiro, eles se enfrentaram pela segunda vez naquela que foi considerada a “luta do ano”, com porrada pra todo lado. Os juízes deram empate, e Edgar manteve o cinturão.

Assim, nada melhor do que um tira-teima para ver quem merece o título. Edgar é bom, muito bom mesmo. Maynard, idem. Curiosamente, Maynard nunca perdeu um combate: são 10 vitórias, 1 empate e 1 luta que acabou sem vencedor porque nenhum dos lutadores (o outro era Rob Emerson) tinham condições de continuar no octógono. Acho que, em Houston, chegou a vez dele manter a invencibilidade e ganhar o cinturão, dando pano pra manga para um quarto duelo com Edgar. É a luta principal da noite e tem tudo para ser bacana, mas, por outro lado, ficou meio de lado no card, especialmente para os brasileiros.

Pesagem do UFC 136

Abaixo, meus pitacos para os combates do UFC 136. Podem cobrar depois:

Card preliminar (dá pra ver no Facebook):

– Steve Cantwell (EUA) x Mike Massenzio (EUA)
Massenzio vence em decisão dos juízes

– Aaron Simpson (EUA) x Eric Schafer (EUA)
Simpson vence no segundo round

– Zhang Tie Quan (CHN) x Darren Elkins (EUA)
Equilibrada, Quan vence no terceiro roud

– Joey Beltran (EUA) x Stipe Miocic (EUA)
Estreia de Miocic no UFC; Beltran vence em decisão dos juízes

Card preliminar (Spyke TV):

– Anthony Pettis (EUA) x Jeremy Stephens (EUA)
Pettis ganha em decisão dos juízes

– Demian Maia (BRA) x Jorge Santiago (BRA)
Demian vence no segundo round

Card principal (Combate):

– Melvin Guillard (EUA) x Joe Lauzon (EUA)
Lauzon vence no segundo round

– Leonard Garcia (EUA) x Nam Phan (EUA)
Garcia vence em decisão dos juízes

– Chael Sonnen (EUA) x Brian Stann (EUA)
Será? Vou arriscar vitória de Stann no segundo round

– José Aldo (BRA) x Kenny Florian (EUA)
Aldo leva, vai dar show e nocauteia no segundo round

– Frankie Edgar (EUA) x Gray Maynard (EUA)
Outro chute arriscado: Maynard, nocaute, terceiro round

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Jon Jones, Anderson Silva e o cenário para o futuro do UFC

Anderson Silva e Jon Jones - Foto: Divulgação

Anderson Silva e Jon Jones - Foto: Divulgação

Seria pedante demais traçar quais serão os próximos passos do UFC diante do cenário atual do MMA. Mas, claro, como sempre, a gente dá pitacos aqui e ali e tenta entender, de uma maneira mais ampla e não apenas no âmbito esportivo, como as coisas acontecem.

Eu ia abrir esse texto falando sobre a vitória de Jon Jones sobre Quinton Rampage Jackson, mas acho que até a sua avó já tocou no assunto. Em resumo, o atual campeão não deu o show esperado e ficou longe de ser aquela luta sensacional que todos queriam ver (e, venhamos e convenhamos, dificilmente as disputas por título são assim, à exceção dos combates de Anderson Silva). Mas Jones é bom, muito bom mesmo, e ganhou de Rampage no chão. Show de bola!

Assim, o cenário do UFC no assunto disputa por títulos fica bem menos nebuloso. Abaixo, um raio-X do que pode acontecer nos próximos meses:

Pesados: obviamente, Cain Velásquez e Junior Cigano é o combate do ano. Quem ganhar deve enfrentar o vencedor de Brock Lesnar e Alistair Overeem, ex-Strikeforce, no UFC 141, dia 30 de dezembro. Minotauro corre por fora. As grandes lutas dos pesados saem desse grupinho de cinco gigantes. Frank Mir, Shane Carwin, Roy Nelson e companhia lideram o segundo pelotão. Fabricio Werdum pode voltar a brilhar se retornar ao UFC.

Meio-pesados: talvez seja a categoria com mais caras bons e, ao mesmo tempo, com um campeão muito melhor que eles (pelo menos atualmente). Pense bem, entre altos e baixos nas respectivas carreiras, Brandon Vera, Dan Henderson, Forrest Griffin, Lyoto Machida, Mauricio Shogun Rua, Minotouro, Phil Davis, Rampage, Rich Franklin e Ryan Bader estão na luta. Jones, absoluto na categoria não pela longevidade de seu cinturão (exatos 192 dias), mas pela ascensão meteórica de sua trajetória, vai colocar em jogo o título contra Rashad Evans. Acho que ninguém pensa em outro resultado que não seja uma nova vitória do campeão. Se isso acontecer, quem pega Jones? Revanche com Shogun? Disputa com Lyoto? O invicto Phil Davis? Ou a resposta que todos queriam ouvir: Anderson Silva?

Médios: outra categoria extremamente definida, já que não há ninguém no planeta capaz de deter Anderson Silva. Você pega a lista de lutadores da categoria e parece que o campeão já venceu todos eles 500 vezes. Dentro do peso, o único combate que eu vislumbro e que seria bem legal de acontecer por tudo que envolve é o round 2 entre Silva e Chael Sonnen. Quem sabe, depois, um round 2 contra Vitor Belfort. E é isso, não?

Meio-médios: também está ficando chato. Georges St-Pierre conseguiu o cinturão pela terceira vez em 2008 e, desde então, são seis vitórias e 1256 dias como campeão. Seu próximo rival seria Nick Diaz, mas o mané não foi a uma coletiva do evento e vai ser substituído por Carlos Condit na briga pelo cinturão no UFC 137, dia 29 de outubro. Diaz pega, no mesmo evento, BJ Penn. Ainda acho que BJ é um dos mais talentosos da categoria, mas sabe-se lá o que passa pela cabeça dele: tem hora que está animadão e superpreparado, tem hora que não está nem aí. Jon Fitch e Jake Ellenberger devem ser os próximos no caminho de St-Pierre.

Leve: Frankie Edgar é o campeão defende o título agora, no próximo UFC, o 136, dia 8 de outubro, contra Gray Maynard. O combate deve ser bacana: será a terceira vez que eles vão se encontrar, e Maynard é responsável pela única derrota da carreira de Edgar. Em janeiro, eles duelaram pela segunda vez, com empate (um juiz deu vitória de Maynard por 48-46, o outro deu vitória de Edgar pelo mesmo placar, e o terceiro anotou empate, 47-47). Se Edgar ganhar, pode ser o início de uma dinastia. Se perder, fica tudo em aberto, já que caras como Clay Guida, Ben Henderson, Thiago Tavares, Joe Lauzon, enfim, qualquer um pode se candidatar a brigar pelo título.

Pena: José Aldo é o cara e coloca o cinturão em jogo no UFC 136, contra Kenny Florian. A expectativa é de nova vitória do brasileiro, que vem sobrando na categoria e nunca perdeu no WEC/UFC (9 lutas, 9 vitórias). Hatsu Hioki, Chad Mendes, Diego Nunes e Tyson Griffin são os possíveis candidatos a disputar o cinturão com Aldo, uma espécie de Anderson Silva do peso pena.

Galo: a categoria, que, assim como o peso pena, veio do extinto WEC (divisão do UFC para os pesos mais leves), tem Dominick Cruz como atual campeão e disputa pelo título agora, dia 1º de outubro, contra Demetrious Johnson. O combate promete ser bem divertido, assim como tem sido a categoria, repleta de bons candidatos ao cinturão, como Brian Bowles, Joseph Benavidez, Miguel Torres e Urijah Faber, entre outros.

Mas, diante de todo esse cenário, a pergunta que fica no ar é: dane-se Silva x St-Pierre, queremos Silva x Jones. A bola está com o senhor, Dana White. O UFC não é melhor que o boxe por que dá para os torcedores as lutas que os torcedores querem ver? Pois bem, queremos Silva x Jones. E logo! Depois, pode até fechar o UFC, “mister” Dana.

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