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UFC 142: previsões ao lado da arena

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Simples, direto e reto, os pitacos pra o UFC 142, na noite deste sábado, no Rio de Janeiro. Mais uma vez, estaremos lá, no meio da galera. Aliás, eu e meu sobrinho louco por MMA estamos longe da Arena HSBC. Dá para ver na foto abaixo: à esquerda, o sucateado Maria Lenk; à direita, o palco do UFC. Ô vida dura…

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CARD PRINCIPAL

– José Aldo (BRA) x Chad Mendes (EUA) – pena
– Aldo, nocaute, segundo round

– Vitor Belfort (BRA) x Anthony Johnson (EUA) – médio
– Lutinha complicada essa, mas vai dar Vitor, nocaute, terceiro round

– Rousimar Palhares (BRA) x Mike Massenzio (EUA) – médio
– Outra luta enrolada, mas vamos de Toquinho por pontos

– Erick Silva (BRA) x Carlo Prater (BRA) – meio-médio
– Erick leva, nocaute, segundo round

– Edson Barboza (BRA) x Terry Etim (ING) – leve
– Edson por pontos

CARD PRELIMINAR
– Thiago Tavares (BRA) x Sam Stout (CAN) – leve
– Thiago, nocaute, segundo round

– Gabriel Gonzaga (BRA) x Ednaldo Oliveira (BRA) – pesado
– Napão por pontos

– Yuri Alcantara (BRA) x Michihiro Omigawa (JAP) – pena
– Acho que dá Yuri por pontos

– Ricardo Funch (BRA) x Mike Pyle (EUA) – meio-médio
– Luta enrolada… Pyle por pontos

– Felipe Arantes (BRA) x Antonio Carvalho (CAN) – pena
– Carvalho por pontos

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Ah, se valesse dinheiro: UFC Rio e meus palpites

Minotauro atropela Schaub no UFC Rio - Foto: Divulgação

Minotauro atropela Schaub no UFC Rio - Foto: Divulgação

Na sexta-feira, deixei meus pitacos sobre o UFC Rio aqui. Acabei de fazer a contagem dos votos. Segue a apuração:

CARD PRINCIPAL

Anderson Silva vs Yushin Okami (Médio – Disputa de cinturão)
PALPITE: Spider nocauteia no primeiro round
VIDA REAL: Spider por nocaute no segundo round
PLACAR: Quem levou? Zanei 1 a 0. Como levou? Zanei 0 x 1

Mauricio “Shogun” Rua vs Forrest Griffin (Meio-Pesado)
PALPITE: Luta complicada, mas vou de Shogun, nocaute no segundo
VIDA REAL: Shogun por nocaute no primeiro round
PLACAR: Quem levou? Zanei 2 a 0. Como levou? Zanei 0 x 2

Rodrigo Minotauro vs Brendan Schaub (Pesado)
PALPITE: Quero muito que o Minotauro ganhe, mas é difícil também; vamos lá, Minotauro, por imobilização, no terceiro round
VIDA REAL: Minotauro por nocaute no primeiro round
PLACAR: Quem levou? Zanei 3 a 0. Como levou? Zanei 0 x 3

Edson Barboza vs Ross Pearson (Leve)
PALPITE: Vai Brasil! Fenômeno no primeiro round
VIDA REAL: Barboza em decisão dos juízes
PLACAR: Quem levou? Zanei 4 a 0. Como levou? Zanei 0 x 4

Luiz “Banha” Cané vs Stanislav Nedkov (Meio-Pesado)
PALPITE: Taí uma luta que vai acabar cedo, e eu não faço ideia de quem vai ganhar; acho que nessa não dá Brasil: Nedkov no segundo
VIDA REAL: Nedkov por nocaute no segundo round
PLACAR: Quem levou? Zanei 5 a 0. Como levou? Zanei 1 x 4

CARD PRELIMINAR

Thiago Tavares vs Spencer Fisher (Leve)
PALPITE: Tavares, em três rounds
VIDA REAL: Tavares por nocaute no segundo round
PLACAR: Quem levou? Zanei 6 a 0. Como levou? Zanei 1 x 5

Paulo Thiago vs David Mitchell (Meio-Médio)
PALPITE: Thiago, em três rounds
VIDA REAL: Thiago em decisão dos juízes
PLACAR: Quem levou? Zanei 7 a 0. Como levou? Zanei 2 x 5

Erick Silva vs Luis “Beição” Ramos (Meio-médio)
PALPITE: Acho que dá Beição, por pontos
VIDA REAL: Erick por nocaute no primeiro round
PLACAR: Quem levou? Zanei 7 a 1. Como levou? Zanei 2 x 6

Rousimar “Toquinho” Palhares vs Dan Miller (Médio)
PALPITE: Toquinho, em três rounds
VIDA REAL: Toquinho em decisão dos juízes
PLACAR: Quem levou? Zanei 8 a 1. Como levou? Zanei 3 x 6

Felipe “Sertanejo” Arantes vs Yuri “Marajó” Alcantara (Pena)
PALPITE: A luta com os melhores nomes da noite poderia terminar empatada, mas Marajó leva
VIDA REAL: Marajó por pontos
PLACAR: Quem levou? Zanei 9 a 1. Como levou? Zanei 4 x 6

Ian Loveland vs Yves Jabouin (Galo)
PALPITE: Loveland em dois rounds
VIDA REAL: Jabouin em decisão dividida dos juízes
PLACAR: Quem levou? Zanei 9 a 2. Como levou? Zanei 4 x 7

Raphael Assunção vs Johnny Eduardo (Galo)
PALPITE: Luta para três rounds, vitória apertada de Raphael
VIDA REAL: Raphael em decisão dos juízes
PLACAR: Quem levou? Zanei 10 a 2. Como levou? Zanei 5 x 7

PLACAR FINAL

12 lutas, Zanei Dinah acertou o vencedor em 10, errou em duas. Dos combates, Zanei Dinah acertou como terminariam 5 combates, errou 7. Acho que tá bom, não? Se valesse dinheiro…

LEIA TAMBÉM: Sejam bem-vindos ao UFC ou o dia em que o Rio tremeu

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Sejam bem-vindos ao UFC ou o dia em que o Rio tremeu

Octógono montado na Arena HSBC para a realização do UFC Rio - Foto: Ricardo Zanei

Octógono montado na Arena HSBC para a realização do UFC Rio - Foto: Ricardo Zanei

É difícil traduzir em palavras a emoção que foi o UFC Rio. Na verdade, o evento em si foi apenas o ápice de uma espera que começou no longínquo 15 de dezembro, quando o chefão Dana White anunciou, de forma oficial, o retorno da competição ao Brasil.

O tempo foi passando, rolou enquete no site para definir quem ia lutar, o card foi tomando corpo… Pedi demissão do UOL, ou seja, minhas chances de cobrir o evento beiravam 0%. Chegou a venda de ingressos, a decepção por não conseguir comprar, a felicidade em finalmente garantir as entradas na segunda leva… Quando vamos? Como vamos? Onde ficar? Enfim, mais de oito meses depois, estávamos (eu e meu sobrinho) lá, de frente para o octógono, para testemunhar ao vivo a “brincadeira”.

Praticamente perdemos a sexta-feira. Saímos de São Paulo às 8h10, chegamos umas 10h20 no hotel, em Copacabana. O itinerário era almoçar e ir para a Arena HSBC, local do evento, para acompanhar a pesagem, que começaria às 16h. Peguei indicações com o meu primo de como chegar lá. E que maratona, hein? Descemos do metrô no Leblon, pegamos um ônibus para a Barra que, na teoria, demoraria uma horinha. Um acidente (depois, ouvimos falar que foram dois) fez com que o trajeto demorasse quase 3h. Descemos no Barra Shopping e pegamos um táxi. Resultado: perdemos a pesagem e nem conseguimos trocar os ingressos (sobrinho esqueceu um documento no hotel, acontece), mas, pelo menos, o moleque bateu foto ao lado do Paulo Thiago, que eu conheci no UFC 100, em Las Vegas, que eu cobri pelo UOL. Um cara humilde, que merece tudo de bom.

No sábado, dia da luta, para evitar qualquer problema, pegamos carona com nossos amigos do UOL. Saímos do hotel às 13h30, chegamos lá por volta de 14h30. Deu tempo de trocar o ingresso, almoçar e pegar uma agradável fila. Fizemos amizade com dois cariocas e um casal gaúcho. Por total falta de noção de minha parte, não anotei nomes nem telefones. Mas foi bacana, o tempo passou rápido e, às 17h, os portões foram abertos.

“Boa tarde, sejam bem-vindos!”. Foi assim, com sorriso no rosto, que os seguranças recebiam os torcedores. A educação e a cordialidade da entrada serviam apenas para ampliar a ansiedade de quem entrada na arena à espera de muita pancadaria.

Como ainda havia tempo, deixei meu sobrinho guardando os lugares (arquibancada laranja) e fui dar uma olhada na loja do UFC. O esquema era bacana: você escolhia os produtos, o vendedor montava uma sacolinha com suas coisas ali mesmo, na sua frente, e te dava uma senha para pagar. Aí, começava o martírio: um caixa para sei lá quantas dezenas de compradores foi um absurdo. Graças a isso, perdi a primeira luta e consegui voltar para o meu lugar praticamente no fim da segunda.

Enfim, o MMA estava rolando. Quando voltei para o meu lugar, a arena estava praticamente lotada. Acho que ninguém queria perder nenhum momento do evento. A energia era sensacional, a torcida animada pra caramba. Tudo perfeito para uma noite daquelas.

Para não ficar maçante, vou usar tópicos:

– Erick Silva foi responsável pelo primeiro grande momento da noite, um nocaute absurdo, um pombo sem asa que derrubou Luis “Beição” Ramos.

– Paulo Thiago, soldado do Bope de Brasília, entrou ao som de “Tropa de Elite”, da banda Tihuana, tema do filme homônimo. O ginásio veio abaixo e, se ele não foi brilhante, foi superior em toda a luta. Só não ganhou por finalização porque David Mitchell foi salvo pelo gongo.

– Rousimar Palhares, o Toquinho, teve que ganhar duas vezes de Dan Miller, na luta que acabou, depois não acabou (o brasileiro viajou, o árbitro, Herb Dean, não indicou que o combate tinha terminado em nenhum momento) e só foi definida nos pontos

– Thiago Tavares precisava, e muito, da vitória. Nocauteou Spencer Fisher e comemorou ajoelhado, dando dois murros no octógono. Da arquibancada, deu pra ouvir nitidamente o som das pancadas. Assustador!

Paulo Thiago e sua entrada no UFC Rio

Enfim, o card principal. Bruce Buffer, o narrador oficial do UFC, soltou o seu “We Are Liiiiive!”, anunciando que a transmissão ao vivo entrara no ar, levando o ginásio à loucura. A derrota de Luiz Cane, o Banha, não mudou o ânimo da torcida, afinal, Minotauro era o próximo a lutar.

Bruce Buffer: “We Are Liiiiiiive!”

Foi, para mim, o momento de mais emoção da noite. Por tudo que Minotauro já fez e pelo que representa, ele merecia a vitória. Brendan Schaub, o rival, vinha de apenas uma derrota na carreira, com um cartel de oito vitórias. Mais novo, empolgado, era um adversário de peso para um Minotauro afastado há um ano e meio do octógono. Foi bom demais ver, ao vivo, ali, na minha frente, que o velho Minota estava inteiro. Chegou a balançar, mas respirou e, enquanto a torcida pedia “chão”, sua especialidade, arrasou Schaub na trocação. De chorar…

Monotauro atropela Schaub e leva torcida ao delírio

Desconhecido da galera, Edson Barboza ganhou a torcida com seu estilo “striker”, à la Mirko Cro Cop, e deformou Ross Pearson. Foi sua terceira vitória no UFC e, pela segunda vez seguida, ganhou como “luta da noite”. São nove vitórias no currículo, nenhuma derrota. Aos 25 anos, ainda precisa de um pouco mais de experiência, mas já pode começar a sonhar com um cinturão.

Por falar em cinturão, o Shogun entrou no octógono para desafiar Forrest Griffin em um duelo de ex-campeões. Eles haviam se encontrado em 2007, com vitória do americano. O brasileiro vinha de uma derrota para Jon Jones, quando perdeu o cinturão, e precisava vencer para voltar a sonhar em buscar o título. Shogun atropelou, não deu chances para o rival e nocauteou sem dó nem piedade. A luta deveria ser parada bem antes: o americano apagou, o juiz não viu, e Shogun seguiu marretando o indefeso rival. Os gritos de “o campeão voltou” devem dar um ânimo ainda maior para que o brasileiro volte a brigar pelo cinturão.

Shogun atropela Griffin: “o campeão voltou”

Faltava a cereja do bolo. Anderson Silva contra Okami, japonês que ousou ganhar do Spider em janeiro de 2006, quando o brasileiro desferiu um chute ilegal. O nipônico é um bom lutador, e só. Isso quer dizer: não dá para competir com Anderson. O primeiro round serviu apenas como aquecimento para o brasileiro, que até “brincou” no segundo, quando deu seu show: baixou a guarda, deixou a cara livre para os golpes de Okami, que não achou nada. Anderson atacou e deu dó do japonês. Era o fim épico de um dia épico.

Bruce Buffer: “It’s Tiiiime!” e apresentação de Anderson x Okami

Quem nunca foi a um UFC, vá. O clima criado para cada luta é uma das coisas mais legais que eu já vi. Esse clima, somado a uma torcida animada ao extremo, faz com que o evento seja inesquecível, com uma atmosfera única. Sentir tudo isso, vibrar com cada instante, extravasar a cada golpe, comemorar cada vitória como um título, é algo único demais. E tudo isso, ao lado de um sobrinho que você pegou no colo e hoje se tornou um cara que, se não fosse meu parente, eu queria muito que fosse meu amigo, não tem preço. No sábado, a terra tremeu no Rio: golpes vorazes, corpos caindo, tocida gritando. Se, na entrada, me disseram “seja bem-vindo”, hoje, eu retribuo: UFC, seja bem-vindo ao Brasil!

Cereja no bolo: Anderson Silva finaliza Okami

P.S.1: Compromissos profissionais, leia-se excesso de trabalho, fizeram com que eu demorasse décadas para escrever esse post.

P.S.2: Não vou entrar na discussão do “gosto” ou “não gosto”, dos superlativos e adjetivos, dos heróis e mitos, nem na defesa do esporte. Eu gosto, você não, e ponto, o assunto acaba aí. Não vou perder meu tempo tentando te convencer que é legal, nem perca o seu tentando me convencer que não é. E é isso!

P.S.3: Os vídeos estão tremidos, desfocados e com alguns palavrões. E tinham de ser assim, como foi o clima da arena mesmo!

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