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De Ronaldo a Seedorf e Forlán, sem ser motivo de chacota

Seedorf com a bandeira do Botafogo - Foto: AGIF, Arte/Ricardo Zanei

Seedorf com a bandeira do Botafogo – Foto: AGIF, Arte/Ricardo Zanei

(Colocando o papo em dia, parte 3) Foi em um dia 9 de dezembro, no já longínquo ano de 2008, que o Corinthians anunciava a contratação de Ronaldo. E daí, né? O cara até já parou de jogar. Sim, mas o retorno do Fenômeno abriu as portas do futebol brasileiro para voos mais ousados, contratações de peso, que culminaram com Seedorf e Diego Forlán.

Antes de Ronaldo, falar que o melhor jogador da última Copa do Mundo e um dos meias mais talentosos do planeta nas duas últimas décadas seriam contratados por clubes brasileiros viraria motivo de piada. Se você ousasse dizer isso no boteco, ia ouvir o resto da noite. Era meio que fazer o time dos sonhos, e aí colocar esse tipo de jogador nele. Só em sonho pra esses caras jogarem aqui.

Forlán com a camisa do Inter - Foto: Divulgação, Arte/Ricardo Zanei

Forlán com a camisa do Inter – Foto: Divulgação, Arte/Ricardo Zanei

Mas aí, Ronaldo veio. Veio a crise econômica mundial, veio a “marolinha” de Lula. E as coisas começaram a andar juntas, culminando no que está acontecendo nos últimos anos. Antes, grandes jogadores só voltavam para aquele seis meses de “me engana que eu gosto” e acabou. Hoje, eles voltam para jogar, ganhando a mesma bala que ganhavam lá fora. Afinal, o dinheiro do futebol não é tão diferente do dinheiro do mundo.

As contratações de Seedorf e Forlán são exemplos claros disso, como foram as de D’Alessandro, Deco, Fred, Ronaldinho Gaúcho, Luís Fabiano, Renato, Alex, Danilo, Jadson… A lista tem grandes jogadores, jogadores enormes, jogadores médios. Todos atuando aqui, em uma maré que eu temo que termine, mas isso é papo para outro boteco.

Não sei qual Seedorf vai jogar pelo Botafogo, nem qual Forlán vai defender a camisa do Inter. Se é bom ou ruim, se a conta fecha ou não, são outros quinhentos. Mas, hoje, o torcedor pode achar que é possível. E falar no boteco sem ter medo de sofrerr com piadas no resto da bebedeira…

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