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Uma história sobre o “Dia Internacional das Minas”

Ainda é tempo, né?

Não me lembro ao certo a data, mas foi entre 2009 e 2011. Mas o que rolou é inesquecível, no péssimo sentido da palavra “inesquecível”. Foi em um belo fim de semana de trabalho que certo ser me pergunta se teríamos um álbum de fotos sobre determinado assunto, pois gostaria de usar o mesmo na home page de um portal no qual eu trabalhava. Era de praxe rolar o tal álbum, mas, como não era a área dele, ele não teria obrigação de saber que sempre fazíamos aquilo.

Pouco depois, 10, 15min, se tanto, a pessoa responsável pelo álbum, jornalista do mais alto garbo, competência e workaholic que só ela, mandou o link do mesmo para o email do requerente.

Passa o tempo, e nada. Passa mais de 1h, e nada. Ligo para o ramal do ser, a fim de saber se ele não usaria o link, afinal, ele mesmo havia pedido o tal álbum, que já havia, inclusive, sido turbinado com mais trocentas imagens. Ele me responde que não havia chegado nada por email.

Para me cercar de que não estava ficando louco, pergunto à jornalista que enviou o email se o mesmo havia sido, de fato, enviado. A resposta, claro, foi afirmativa. Volto a falar com o requerente e digo que ela – nesse momento, cito o nome dela no agradável papo telefônico – mandou o tal do link por email. A resposta: “Ah, é que vejo email com nome de mulher e nem penso que é de esporte”. Sim, amigos, isso aconteceu.

Quem trabalhou – trabalha – comigo sabe que meu sangue sobe de temperatura durante a labuta. Naquele dia, ferveu, ebulição instantânea, eu diria…

Acho meio piegas falar em Dia Internacional de A, B ou C, mas, mesmo sem nunca ter tocado nesse assunto publicamente, sempre surge essa história na minha mente quando chega o “Dia das Minas”. “Dia das Minas”, aliás, é a maneira carinhosa a qual me refiro à data e, mesmo assim, sou reprimido, anualmente e de forma severa, pela Bi, a minha eterna “mina”, que vai adorar a citação, mas vai odiar o “mina”. “Onde já se viu, mina? Hunf”, ela dirá, com ênfase no “mina”.

Em meio a tudo isso, posso falar da área que atuo, o jornalismo esportivo, e acredito que ser mulher nesse mundinho é uma provação diária. Tenho a sorte e o privilégio de ter vivido e de viver cercado delas. Hoje, convivo – à frente, ao lado, literalmente – trocentas horas por dia com uma mulherada que dá o sangue pelo que faz, que é trocentas vezes mais competente que tanto marmanjo que se acha por aí, que coloca muitos, mas muitos narizinhos empinados no chinelo. Ou na rasteirinha, na sandália, ou, quem sabe, no scarpin, termos mais adequado ao tema e à data.

Enfim, tudo isso para, mesmo com a pieguice, desejar um Feliz “Dia das Minas” atrasado, e que esse dia se espalhe pelos próximos 364. Dias, não, milênios. E que mostre que, mesmo com a idiotice humana citada nesse post, vocês, via de regra – tem umas exceções e até vocês sabem quem são -, são melhores. Sempre.

P.S.: Sobre a história, e tenho testemunhas para confirmar a veracidade da patacoada (para não chamar de filhadapu…), não vou citar nomes. O que posso dizer é que ela está aí, brilhando como sempre e, se é que isso é possível, sendo ainda mais sensacional. Mais: está prestes a conhecer um mundo novo, pronta para voar, voar, voar. Ele, sinceramente, não tenho ideia. Afinal, pra quê, né?

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Arquivado em Análises espertas do cotidiano