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Lições de dois Brasil x Argentina

Lucas e Neymar contra a Argentina - Foto: AP Photo/Andre Penner

Lucas e Neymar contra a Argentina - Foto: AP Photo/Andre Penner

Depois de dois amistosos entre Brasil e Argentina, um empate sem gols e uma vitória da “amarelinha” por 2 a 0, ficam algumas lições para o seguimento da trajetória da seleção. Abaixo, algumas pinceladas:

– Brasil x Argentina deu sono. Pelo menos pra mim. Dormi no primeiro jogo quase inteiro, capotei no primeiro tempo da partida em Belém.

– Belém… Quando a fase não está boa, amistosos do Brasil no Brasil não podem ser disputados em praças como São Paulo, Rio e Porto Alegre, por exemplo. A recepção é fria, a crítica da arquibancada é feroz. Quando a fase não está boa, o negócio é jogar em praças mais carentes de futebol e de seleção. Belém, por exemplo, reagiu de maneira bem legal ao time de Mano Menezes. Claro, ganhou, é caça-níquel, foi tudo festa, mas a torcida ajudou também.

– O time de Mano ainda tem sérios problemas no sistema defensivo. Não sofreu pressão da fraca Argentina, mas, mesmo assim, deu alguns sustos. Quando falo em sistema defensivo, leia-se: a marcação tem de começar lá na frente. A culpa não pode estourar em volantes e zagueiros. Parece simples, elementar, até. Mas, na seleção de Mano, tem sido um problemão.

– Lucas fez uma de suas melhores partidas nos últimos tempos, talvez a melhor do segundo semestre. Mas fiquei com a sensação de que ele teve espaço demais para brilhar. Com espaço de menos, como tem sido a tônica no Brasileirão, ele tem sumido, desaparecido, e ainda não aprendeu a jogar quando pressionado.

– Bruno Cortês, salvo qualquer tropeço, parece ter vida longa na lateral esquerda da seleção. Foi o melhor em campo e deve brigar com Marcelo pela vaga de titular. André Santos vai ter que comer grama para voltar, ou contar com novo embate entre Mano e Marcelo para voltar.

– O que foi aquela gracinha de Neymar e Ronaldinho, passando o pezinho em cima da bola no fim do jogo, correndo o risco de levar uma bela cacetada e comprometer o fim da temporada? Desnecessário.

– Ah, que prazer receber um troféu chamado Nicolás Leoz das mãos do mesmo, hein? Que coisa linda!

Bom, é isso. Por enquanto, acabou a patacoada de Brasil x Argentina. Mas no ano que vem tem mais, atrapalhando o Brasileirão. Imperdível! Ahã…

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Quando o sumiço vira o assunto de um Brasil x Argentina

Mário Fernandes - Foto: Neco Varella/Freelancer

Mário Fernandes - Foto: Neco Varella/Freelancer

Agora, toda a semana, tem um Brasil x Argentina. Ok, exagero, mas, semana sim, semana não, fica sem graça. Não que esse torneiozinho mequetrefe tivesse alguma relevância, mas, ainda assim, só desvaloriza o confronto.

Pior: o que era para ser um clássico, para ter uma polêmica aqui ou ali entre os “inimigos”, virou assunto justamente pela ausência de um jogador. Nada de polêmica na convocação. Ele, Mário Fernandes, do Grêmio, foi chamado, mas resolveu não ir.

Segundo a CBF, “Mário Fernandes enviou ainda mensagem ao técnico Mano Menezes em que justifica a desconvocação por razões estritamente pessoais”. Mano respondeu, também no site oficial da entidade, ao dizer que “respeita os motivos abordados pelo jogador, mas ressalta que considera não serem os mesmos suficientes para futuras decisões envolvendo a seleção brasileira”.

Mas o mais divertido de toda a história é a sequência de fatos. Em 2009, pouco depois de ter trocado o São Caetano pelo Grêmio, no dia 13 de março, ele desapareceu. Surgiu quatro dias depois, na casa de um tio, em Jundiaí, dizendo que não iria mais para o clube tricolor. Em seguida, mudou de ideia.

Contratado pelo Grêmio como zagueiro, foi utilizado ora como lateral, ora na zaga. Teve lesões nos ombros, perdeu espaço, voltou ao time e se firmou. Ganhou a torcida, os técnicos que passaram pelo Grêmio, até ser chamado para a seleção principal.

Na segunda-feira, dia 5 de setembro, ele foi convocado para o primeiro jogo com a Argentina, o 0 a 0 sem graça no dia 14, em Córdoba. Brincou com a situação ao dizer: “Não posso sumir da seleção, né? É minha chance e espero aproveitar da melhor maneira”.

Não foi utilizado na partida, mas, depois dela, se mostrou satisfeito por fazer parte do grupo. “Quando a gente é convocado para a seleção é uma felicidade muito grande, então, é mostrar meu trabalho no Grêmio para ser convocado mais vezes.”

Aí, o cara é chamado mais uma vez, perde o voo, alega problemas pessoais e resolve não ir para a seleção. Parece piada! Mas, ainda bem que tivemos um Mário Fernandes para criar assunto antes desse Brasil x Argentina. Se não, seria a lenga-lenga de sempre. Aliás, deve ser por isso que o gremista resolveu ficar em casa…

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Argentina, Brasil e os 5 segundos que valeram a pena

Leando Damião e o lance mágico contra a Argentina - Foto: Reprodução

Leando Damião e o lance mágico contra a Argentina - Foto: Reprodução

E lá vou eu falar de futebol… Bem, o que dizer de Argentina x Brasil, esse “clássico” extremamente sem nexo na ressuscitada Copa Rocca, agora Superclássico das Américas. Quem vencer leva o troféu Nicolás Leoz. Que belo nome, não? Sem comentários.

Dormi no primeiro tempo. Na verdade, dormi uns 20 minutos antes de o jogo começar. Acordei com o Galvão e o Casagrande comentando os 45 minutos iniciais. Pelo que li, vi e ouvi, rolou uma bola na trave e foi basicamente isso. Não perdi muita coisa.

Vi o segundo tempo e também não achei nada demais. Acho que, se eu tivesse ficado dormindo, não teria perdido quase nada. Só não digo nada pelo lance genial de Leandro Damião.

O moleque do Inter é bom de bola. É meio trombador, grandalhão, bom no jogo aéreo, mas sua principal caractetística é não ter medo de finalizar. O mais legal é que ele está longe de ser bobo com a bola no pé: sabe dominar e driblar.

Driblar… Leandro Damião recebeu na ponta direita e emendou uma carretilha em cima do argentino (era o Papa no lance?). Dominou na frente e bateu cruzado, por cobertura, um misto de chute e cruzamento que acertou a trave de um desesperado goleiro Orión.

Achei sensacional a reação da torcida argentina, que vibrou com o lance. Eu, de casa, aplaudi. Em um Argentina x Brasil insosso, Damião foi responsável pela jogada mais bela da partida. Dos 90 minutos, ele salvou o jogo com os 5 segundos de brilho.

Abaixo, uma montagem, feita por mim de forma bem amadora. É uma homenagem ao lance de Leandro Damião. Espero que esse garoto siga brilhando assim, não só com a camisa da seleção. O futebol precisa de lances como esse.

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