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Encontros históricos (2) – Ronaldinho e Maradona

Ronaldinho e Maradona, criatura e criador - Foto: Alfred Cheng Jin/Reuters

Ronaldinho e Maradona, criatura e criador - Foto: Alfred Cheng Jin/Reuters

Quem? Criador e criatura. Desenho e esboço. Maradona e Ronaldinho Gaúcho.

De um lado… Maradona foi o Pelé que eu vi jogar. Foi aquele que mais chegou perto de toda a magia dos deuses. Foi capaz de coisas que até ele mesmo duvida. Um gênio incontestável da bola.

De outro… Já Ronaldinho Gaúcho é a versão rabiscada de Maradona. Foi, por dois, três anos, incontestável, monstruoso, mas parou. Se aposentou quando saiu do Barcelona. Hoje, perambula por aí.

Onde? No dia 23 de agosto de 2008, em Pequim, na China, na premiação do futebol nos Jogos Olímpicos. O Brasil, com Ronaldinho, perdeu nas semifinais para a Argentina por 3 a 0 e venceu a Bélgica pelo mesmo placar para ficar com a medalha de bronze. Já a Argentina, de Riquelme, Di María, Mascherano, Aguero e Messi, bateu a Nigéria na final e ficou com o ouro. Depois do pódio, o beijo.

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Yao Ming e o adeus do jogador mais global da história da NBA

Yao Ming anuncia sua aposentadoria - Fonte: AP/Eugene Hoshiko

Yao Ming anuncia sua aposentadoria - Fonte: AP/Eugene Hoshiko

Yao Ming encerrou sua carreira de forma precoce nesta quarta-feira. Ele não foi o mais forte, nem o mais técnico. Mas teve a trajetória mais globalizada de um jogador de basquete em toda a história da NBA.

Yao Ming enterra diante de Kevin Garnett - Fonte: AP

Yao Ming enterra diante de Kevin Garnett - Fonte: AP

Quem matou a charada foi David Stern, chefão da NBA, em nota oficial. “Yao Ming foi um jogador transformador e um testamento para a globalização do nosso jogo.”

Yao foi responsável por unir os dois maiores mercados do mundo, EUA e China, em torno do basquete. Ele já era uma estrela em seu país antes de chegar à NBA. Na liga, catapultou o fanatismo dos chineses pelo esporte, revolucionou a cultura basqueteira no país e criou uma ligação fortíssima entre NBA e a Ásia.

A impressão que tenho é que Yao revolucionou o jogo mais fora de quadra do que dentro dela. Claro que ele era um pivô de qualidade, um dos melhores do mundo, mas seu legado como ícone de um basquete globalizado é muito maior do que suas cestas e rebotes.

“Eu encerro a minha carreira formalmente”, foi a frase final de Yao como jogador profissional. Agora, vai cuidar do Shanghai Sharks, time que defendia na China. Pode até ser presidente da equipe. E vai continuar com seu trabalho filantrópico na Yao Foundation.

O site da NBA destaca um comentário pertinente do jornal Beijing News, sobre a lacuna que será deixada por Yao não só na China, como também no basquete dos EUA.

“Desde que Yao Ming fez sua primeira aparição na NBA, a imprensa chinesa busca ‘o próximo Yao Ming’. Mesmo depois da aposentadoria de Yao Ming, o próximo Yao Ming não surgiu, apenas dos seguidos apelos. O ‘próximo Yao Ming’ é como Yao Ming costumava ser, escondido sob uma pedra.”

Acho uma pena que a carreira de sucesso de qualquer jogador termine por causa de lesões. No caso de Yao, o problema foram as seguidas fraturas no pé e no tornozelo esquerdos. Foram cinco anos no Shanghai Sharks, oito temporadas no Houston Rockets, fora os títulos conquistados pela seleção chinesa (os números e feitos da carreira estão aqui).

O gigante de 2,29 m e 141 kg adormece hoje dentro da quadra. Mas o legado da dinastia Ming para o basquete já está eternizado.

##### Abaixo, o pivôzão em ação: #####

Top 10

Mix de jogadas

Tributo (com direito a música triste de fundo)

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