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Como convencer um time a perder?

Joakim Noah: retroceder nunca, render-se jamais - Foto: Divulgação/McFarlane

Joakim Noah: retroceder nunca, render-se jamais – Foto: Divulgação/McFarlane

A temporada 2013-2014 da NBA tem vivido um fenômeno dos mais curiosos: se seu time é de médio para ruim, desista já do campeonato e brigue para ficar entre os últimos. O objetivo é garantir uma boa posição no próximo draft e contratar um jogador com potencial de craque a preço de banana. Todos os anos são assim, mas, dessa vez, parece que os candidatos a piores estão se multiplicando. O problema é convencer um time que perder é o grande negócio. O mais bizarro é a torcida concordar com isso. Alguns nem discutem mais isso, já admitiram que estão ali cumprindo tabela. Mas, no caso do Chicago Bulls, esse convencimento é simplesmente impossível.

A história que ronda o ex-manto de Michael Jordan não é nova: a franquia cedeu Luol Deng para o Cleveland Cavaliers por escolhas nos próximos drafts e Andrew Bynum. Em seguida, se desfez do pivô. Ou seja, abriu mão de uma de suas maiores estrelas no século para ganhar força na folha salarial. Todos os detalhes você encontra em “Para perder, Bulls tem primeiro de vencer Thibodeau”, do monstro Giancarlo Giampietro. Vale a leitura.

Pensando no futuro, a coisa é maravilhosa, afinal, repito, gasta-se menos, abre-se espaço para contratações, e as chances de candidatos a astros chegarem nos próximos drafts são boas. Para ficar perfeito, é só o time naufragar com gosto na temporada e ficar em uma péssima posição, abrindo caminho para mais um bom draft. Só esqueceram de combinar isso com o elenco e, principalmente, com o técnico Tom Thibodeau, fato que chegou a “irritar” alguns fãs de Chicago.

Muitos, mas muitos torcedores dos Bulls querem que o time siga ganhando, mas, sabe como é, nem tanto. Explicando a mentalidade: ganhar é bacana, é legal, mas ir para os playoffs e cair logo não vale a pena. O que vale a pena é tropeçar aqui e ali, fazer um ano ridículo e garantir um bom lugar no draft na próxima temporada. Você concorda?

Thibodeau, não. O coach é um daqueles caras que mataria e morreria pelo time. Exigente, estudioso, enérgico: características de um cara que não sabe perder. Não sabe e não quer perder. E passa isso para os seus comandados.

Joakim Noah, pivôzão, ídolo da torcida, resolveu dar a cara para bater contra a galera que prefere perder agora a ganhar lá na frente do que jogar o jogo como deve ser.

“Não digo nada para esses fãs, eles podem pensar o que quiserem. Mas, sabe, esse não é o verdadeiro torcedor para mim. Entende o que estou dizendo? Você quer mesmo que seu time perca? O que é isso?”

O espírito é, basicamente, aquele que deveria permear todo e qualquer atleta profissional: quando eu jogo, corro, nado, entro para vencer. Ponto final. Não importa se meu time é um lixo, não importa se é ruim para os negócios, não importa se o futuro pode ser sombrio. Dane-se. Se entrei em quadra, minha obrigação é jogar para ganhar.

Talvez por isso, por essa mentalidade, é que o Chicago apareça como a segunda melhor defesa da temporada. O ataque é péssimo, o segundo pior da liga, e pode “liderar” o quesito com a saída de Deng. Mas, de fato, isso não importa. Afinal, no basquete, não se ganha atacando, mas, sim, defendendo. E só defende, e defende bem, quem não quer perder. Tanto não quer perder que o time é o sexto melhor do Leste e, se o campeonato acabasse hoje, estaria nos playoffs. Dos sete jogos no ano, seis vitórias.

“Você realmente pensa que falamos sobre isso [perder jogos]? Sem chance, cara. Sem chance. Isso é tão distante da nossa realidade. Jogamos para um técnico que… é difícil. É difícil todos os dias. Nos trituramos todos os dias, nos esforçamos ao máximo todos os dias.”

O cenário desolador com a saída de um ídolo como Deng parecia perfeito pela maneira como a troca foi arranjada. Tudo combinado para que o time tivesse chance de fazer uma restruturação daquelas. Só esqueceram que, para ter a cereja no bolo, era necessário perder. E como convencer um elenco que isso é o melhor? Que treinar duro, duro mesmo – e Thibodeau cobra, cobra mesmo – não é a saída? Que lutar com unhas e dentes não é o melhor negócio? Que perder, ao invés de lutar para ganhar, é a bola da vez? Todas a perguntas têm a mesma resposta: com os Bulls, não vai rolar. É um time que pode não ganhar, e não vai ganhar muitas e muitas vezes, mas abrir de lutar, jamais.

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Kobe Bryant, o último dos moicanos, o cara que quer a bola

Kobe Bryant - Foto: Ezra Shaw/Getty Images, Arte/Ricardo Zanei

Kobe Bryant - Foto: Ezra Shaw/Getty Images, Arte/Ricardo Zanei

Faço parte de uma geração que aprendeu a idolatrar caras como Michael Jordan, Larry Bird e Magic Johnson. Esse trio foi responsável por momentos antológicos, absurdos, mágicos. Hoje, se alguém merece entrar no hall de imortais da bola laranja, esse cara é Kobe Bryant.

O ala do Los Angeles Lakers é uma espécie de “último dos moicanos” de um basquete sem frescura, de um jogo puro e simples. Kobe é o cara que joga de braço quebrado, sem uma perna, e vai fazer questão de enterrar na sua cara, simplesmente pelo fato de ele ser isso.

Kobe é o cara que sempre quer a bola. É fominha, mas no bom sentido. Quer a bola porque sabe que pode decidir. Contra o Golden State Warriors, o jogo do recorde, reclamou de Pau Gasol: “I don’t give a shit, pass the fucking ball”. Traduza você mesmo. Só digo que ele é um monstro.

Nesta terça, Kobe quebrou uma marca de Michael Jordan e assumiu a segunda posição na lista de principais cestinhas da NBA por um único time. São 29.283 pontos em 16 anos de Los Angeles Lakers contra 29.277 de Michael Jordan em 13 anos de Chicago Bulls. O líder é Karl Malone, com 36.374 pontos em 18 anos de Utah Jazz.

Não é o recorde mais importante do mundo, mas só o fato de superar Jordan é um feito digno de salva de palmas. Eternas, eu diria.

Mesmo afastado das quadras desde 2003 e do Chicago Bulls desde 1999, imagino a birra de Jordan. Basta ler duas linhas de qualquer biografia para saber que ele é um dos caras mais competitivos da história de tudo que é esporte. Perder um lugar deve ter doído no Pelé do basquete. E isso não é uma crítica, é apenas o jeito de ser dele.

Jordan à parte, Kobe merece todos os elogios pelo que sempre jogou. Kobe é um monstro e, um dia, estará ao lado de Jordan, Bird e Magic no hall da fama do basquete. Nada mais justo. E ele ainda quer a bola.

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Barcelona, triângulos, o mar e uma questão de natureza

Barcelona, campeão do mundo de 2011 - Foto: Reuters

Barcelona, campeão do mundo de 2011 - Foto: Reuters

Não achei justo escrever logo após Barcelona x Santos. Seria covardia. Preferi parar, pensar, ver, ouvir, enfim, ter uma ideia mais clara antes de dizer que o time espanhol é sensacional, é genial, que deu show. Isso, todo mundo sabe.

Muita gente compara a Holanda de Cruyff à equipe da Catalunha. Por uma questão de logística temporal, vi pouco a “laranja mecânica”, mas li muito mais sobre o “carrossel holandês” do que sobre o Barcelona de Messi e companhia. Aliás, pelo dinamismo, de “carrossel” aquele time não tinha nada. Assim, eu vi e vejo, por uma questão de logística temporal, muito mais o Barcelona atual. É só ligar a TV que, toda semana, tudo que é cronista esportivo enche a bola do time de Guardiola.

Mas o que é essa equipe? Qual é o segredo? Como ela joga? Ver, todo mundo vê, mas ninguém, até hoje (Ok, Mourinho e sua Inter conseguiram), teve capacidade de brecar uma das melhores equipes da história da bola.

Esqueçam o trocadilho óbvio com “Peixe”, mas a partida contra o Santos me ajudou a ver o Barcelona de duas formas, uma mais didática, mais fruto de todo o treinamento que esse time passa desde suas categorias de base, e outra mais lúdica, mais no “estilo Armando Nogueira”.

Santos 0 x 4 Barcelona

De forma prática, é óbvio que o grande diferencial do Barcelona é a movimentação. Mas, não adianta nada você se movimentar se o seu companheiro não tem capacidade de dar um passe de 2 metros. A relação entre linha da bola e movimentação também é de se espantar: ora os jogadores avançam além da linha da bola; em outros momentos, é a bola que recua, abrindo espaços para os avanços dos jogadores.

Vejo até um “quê” de basquete na coisa toda. Vocês se lembram do triângulo ofensivo do Chicago Bulls de Phil Jackson e Michael Jordan. Pois foi o auxiliar do treinador, um senhorzinho simpatico chamado Tex Winter, que lapidou a coisa toda (o esquema foi criado pelo técnico Sam Barry). Basicamente, a movimentação de ataque, com passes curtos e rápidos, criava novas opções de passe e fazia com que surgissem espaços na defesa rival. Parece ou não parece?

Quem joga contra o Barcelona não sabe muito bem quem marcar. “Vou colocar dois caras em cima do Messi”, pode pensar um técnico, mas e aí? O Xavi vai ficar livre? O Iniesta? A marcação rival se perde porque nunca se sabe por onde o time espanhol vai atacar. Daí a visão lúdia: o mar.

Fim de ano, todo mundo vai para a praia e entope as estradas e as águas de todo o país. O melhor para visualizar a coisa é ir enquanto todo mundo trabalha. Aí, sim, o cara chega na areia, com sol ou não, e ele resolve entrar na água. Ao fundo, ele vê aquela marolinha vindo. Curioso que ela não nasce sempre no mesmo lugar, mas surge de diversos pontos no meio daquele mar. Às vezes, não dá em nada, e ela some. Em outras, ela até chega perto, mas desaparece. Enfim, algumas viram ondas, umas mais encorpadas, outras mais leves, ou uma sequência delas… Assim é o Barcelona.

Onda - Foto: Clark Little

Onda - Foto: Clark Little

A jogada que começa lá atrás é uma marolinha, que pode vir por qualquer canto. Às vezes, não dá em nada, mas ela volta aqui e ali até virar uma onda certeira. A onda, aquela forte, muitas vezes atende pelo nome de Messi. Mas não adianta esperar apenas pelas “ondas Messi”. Outras ondas, como Xavi, Iniesta e etc e etc e etc, são tão ou mais letais que a tal Messi. Pior: pode vir uma Messi seguida de um Xavi seguida de um Daniel Alves seguida de um Piqué, e você ali, sem saber de onde veio tudo isso.

Claro que não tem magia nenhuma nesse Barcelona. O técnico não é o “Mister M”, nem ouviremos Cid Moreira anunciar que, no próximo domingo, ele desvendará esse sortilégio. A magia do Barcelona se chama treino, se chama suor. E não é o treino daquele cara de 25 anos, que se tornou profissional sem nem saber acertar o gol direito. É o treino desde moleque, criança, aquele treino que deixa o garoto capaz de realizar o básico de olhos fechados. Vira algo intrínseco, eu diria, até, que se torna é uma questão de natureza. Como o mar.

P.S.: Flavio Gomes dá mais uma aula em seu Blog com o imperdível “A Lição do Japão”.

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Como uma moeda tirou Magic e colocou Jordan nos Bulls

Eis que surge um site, NBA Trade Tracker, com o propósito de contar como os grandes jogadores foram parar nos times que os consagraram. Achei a ideia genial. Os caras postaram apenas um vídeo por enquanto, mas é bem bacana.

De forma bem simples e visual, o vídeo mostra como uma moeda fez com que Magic Johnson fosse escolhido pelo Los Angeles Lakers e não pelo Chicago Bulls em 1979. Na verdade, a história começou em 1976, mas é ver para aprender.

Claro, se Magic fosse para o Chicago, dificilmente a equipe teria campanhas pífias nas temporadas seguintes. Sendo assim, dificilmente ficaria entre os primeiros no draft de 1984. Concluindo, Michael Jordan teria um outro destino, e eu fatalmente torceria por um outro time na NBA.

Vela a pena perder 4 minutinhos. Coisa bem feita. Espero que tenham mais vídeos nos próximos dias com historinhas bacanas.

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O melhor da semana (4): Dennis Rodman, uma história de ódio e amor

Dennis Rodman discursa ao entrar para o Hall da Fama - Foto: NBA

Dennis Rodman discursa ao entrar para o Hall da Fama - Foto: NBA

É difícil escrever sobre Dennis Rodman.

Sou torcedor do Chicago Bulls, fã absoluto de Michael Jordan, Scottie Pippen e companhia. Cresci tendo o Detroit Pistons e seu time de durões como um inimigo real. Eles estavam ali: Joe Dumars, Bill Laimbeer, Isiah Thomas, John Salley… e Rodman.

Rodman, nos Pistons, contra Jordan, nos Bulls - Foto: NBA

Rodman contra Jordan - Foto: NBA

Eu odiava Rodman. Achava um jogador extremamente limitado. Como pode um cara pegar 8000 rebotes em um jogo e marcar 5 pontos? Achava que ele só funcionava ali, naquele time. E só: um cara de um time só, com uma carreira medíocre (no sentido ruim da palavra) e, como se não bastasse, sem cérebro, doido para arrumar confusão.

Claro que eu não gostava de Rodman porque o time dele foi um dos poucos que ganhou do meu em sua época áurea. O que eu disse acima é 1% da verdade. Os outros 99% se resumem a: como gostar de um cara que ganhou do meu time? Dane-se esse cara.

Anos se passaram, e Rodman desembarca em Chicago.

Eu amava Rodman. Achava um jogador extremamente consciente do seu papel. Pegar 8000 rebotes em um jogo era a sua marca. “Mas ele não faz pontos?”, e daí? Não precisamos dos pontos dele, mas seus rebotes são fundamentais. Achava que ele era uma peça única naquele time. Um cara que arrumava uma ou outra confusão, mas era autêntico. Um cara que jogava para a equipe e selava, ali, uma carreira de sucesso.

Claro que eu amava Rodman porque ele ajudou o meu time a renascer e viver a sua última época áurea. Eu amava esse cara que dava o sangue pelo meu time. Ele era um gênio.

Rodman não foi o jogador ridículo que eu achava que fosse, mas também não foi um fora de série, um craque. Esqueça os “pernas de pau”, esqueça os foras de série. Entre os medianos, Rodman foi, para mim, o melhor. E foi o melhor não pela técnica apurada, muito menos por uma habilidade de marcar pontos: foi o melhor carregando piano, fazendo o trabalho sujo, dando suporte para que as estrelas brilhassem.

Jordan, Pippen e Rodman em ação pelo Chicago - Foto: NBA

Jordan, Pippen e Rodman em ação pelo Chicago - Foto: NBA

Nesta sexta, ele entrou para o Hall da Fama. Curioso como a semana passou e a expectativa era: qual roupa ele vai usar na cerimônia? A preocupação era apenas essa. Fontes dizem que ele até fez um acordo com a NBA para não ir tão, digamos, ridículo.

Sob os holofotes, Rodman foi tudo, menos ridículo. Seu discurso foi um dos mais emocionantes que eu já vi em matéria de basquete . Ali, Rodman não foi o bandido do Detroit, nem o mocinho do Chicago. Ali, Rodman foi Rodman.

Com Phil Jackson ao seu lado, Rodman trouxe um Rodman que poucas vezes (alguma vez?) foi visto. Extretamente emocionado, não conseguia começar o seu discurso. Faltavam palavras, faltava até o ar. Mas ele falou, e falou bonito. Chorou, riu, fez piada sem graça, fez piada engraçada, falou sério. Abaixo, alguns dos momentos de Rodman:

“Eu não joguei pelo dinheiro, eu não joguei para ser famoso. O que vocês vêem aqui é mais uma iluisão que eu amo ser, um indivíduo cheio de cores”

Rodman em ação pelo Chicago Bulls - Foto: NBA

Rodman em ação pelo Chicago Bulls - Foto: NBA

“Gostaria de agradecer David Stern [chefão da liga] e toda a comunidade da NBA por deixar que eu entrasse no prédio”

“O jogo foi muito bom para mim. Eu poderia estar em qualquer lugar do mundo. Poderia estar morto. Poderia ser um traficante. Poderia ser um sem-teto, e eu fui um sem-teto. Muitos dos que estão no Hall da Fama sabem que o eu estou falando, sobre viver para os projetos e tentar sair de projetos. Eu fiz isso, mas com trabalho duro e muitos solavancos pela estrada”

“Eu nunca tive um pai. Meu pai me deixou quando eu tinha cinco anos. Ele tem 47 filhos nas Filipinas. Eu sou o mais velho. Ele escreveu um livro sobre mim em Chicago e ganhou muito dinheiro com isso, mas nunca chegou perto de mim para dizer um oi. Isso não me impediu de me preservar”

“Eu nunca fui um grande pai. Eu nunca fui um grande marido. Não posso mentir sobre isso. Mas minha mulher [Michelle] tolerou de tudo por 11 anos e ela criou nosso três lindos filhos. Ela tem sido mãe e pai. Eu gosto muito do que ela faz. Quando alguém pergunta, ‘você tem algum arrependimento na sua carreira como jogador de basquete?’, eu digo ‘eu tenho um arrependimento, eu gostaria de ter sido um pai melhor'”

Rodman briga pelo rebote para os Bulls - Foto: NBA

Rodman briga pelo rebote para os Bulls - Foto: NBA

Rodman também falou sobre a sua relação conturbada com a sua mãe (Shirley, que estava na plateia), que chegou a expulsá-lo de casa, e pediu desculpas pela série de bobagens que fez. Ele citou quatro pessoas como fundamentais na sua vida: Phil Jackson (seu técnico nos Bulls), Jerry Buss (dono dos Lakers), Chuck Daly (seu técnico nos Pistons) e James Rich, cuja família o acolheu quando ele foi expulso de casa. Ele classificou cada um como “um mentor, um pai, alguém para quem você pode olhar e ligar a qualquer hora do dia, alguém que ignora tudo e olha para você apenas como uma pessoa de bom coração”.

Rodman foi, em seu discurso, o melhor Rodman que eu já vi. Foi verdadeiro. Mostrou que já fez muita merda na vida, mas fez outras tantas coisas legais. Caiu, se levantou, ora está no auge, ora está no fundo do poço. Mostrou que tem problemas, que resolveu alguns, mas que tem tantos outros para resolver. Mostrou que é, esqueçam o chavão disso, um ser humano. Como eu, como você, como qualquer cara normal que conseguiu algo na vida, mas perdeu algumas coisas no caminho. Rodman foi Rodman. Não aquele do Detroit, que eu odiava, mas sim aquele do Chicago, que eu amava. E essa é a imagem que fica.

Leia também: Shannon Sharpe, Hall da Fama e uma emocionante lição de vida

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