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Neymar, CBF, milhões e nenhuma surpresa

No ESPN.com.br: CBF propõe adiantamento financeiro para Portuguesa aceitar Série B

Alguém, sinceramente, se choca com a atitude da CBF? Pelas pessoas envolvidas, não dá para ficar abismado com isso. Dá para ensinar índole e caráter? Não, não dá.

Obviamente, o fato de não se chocar não quer dizer o quando isso é repugnante. Nojo, sabe? É esse o tipo de gente que manda no “nosso” mundinho da bola. “Nosso”, há!

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Manchete do “El Mundo”: Neymar custou mais do que o anunciado e foi mais caro que Cristiano Ronaldo

Simples, rápido, apenas duas palavras explicam: Sandro Rosell. Sem mais.

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O futebol tem a sorte de ser um esporte absolutamente sensacional e apaixonante, que mexe, muito, com corações e emoções. Sinceramente, o submundo dele, que nem é tão sub assim, é de uma podridão absurda. Se não fosse pela magia, já era, estava morto e enterrado. Uma pena.

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São Paulo, enfim, contrata um técnico; falta só um presidente

Ney Franco, novo técnico do São Paulo - Foto: Divulgação

Ney Franco, novo técnico do São Paulo – Foto: Divulgação

(Colocando o papo em dia, parte 1) Sempre achei que a contratação de Emerson Leão pelo São Paulo era algo, digamos, ilusório. Para mim, o clube ainda procurava um técnico. A renoação de contrato com ele não me fez mudar de ideia. Mas, a chegada de Ney Franco, sim.

Um indício é o período de contrato, até dezembro do ano que vem. Muito diferente dos dois meses propostos – e aceitos – por Leão no primeiro contrato. Claro, tenho certeza que contrato, a maioria das vezes, é feito para ser quebrado, mas, vai saber.

Outro fato são as categorias de base. O clube do Morumbi sempre foi uma espécie de celeiro de bons jogadores, mas muitos não conseguiram se firmar no time principal. Outros, nem foram aproveitados. Com pouco dinheiro no bolso, usar o que é produzido em casa é a única saída. E Ney Franco me parece a escolha certa para isso.

Aliás, foi com ele que Lucas fez a melhor apresentação de sua carreira, nos 6 a 0 sobre o Uruguai, na última rodada do Sul-Americano Sub-20, em fevereiro do ano passado. O resultado, além do título, levou o Brasil às Olimpíadas de Londres. Naquele dia, o meia-atacante fez chover, marcando três gols e dando dribles e mais dribles. Casemiro e Willian José também estavam naquele time.

Foi com Ney Franco, também, que o Brasil foi campeão mundial sub-20, em agosto de 2011. Bruno Uvini, Casemiro, Willian José e até Henrique formavam aquela equipe. Henrique, hoje emprestado ao Vitória, foi eleito o melhor jogador do mundo. Em sua carreira profissional no São Paulo, foram 14 jogos e 1 gol. Aliás, como profissional, foram 39 partidas, e apenas 6 gols marcados. Apenas para comparar, com Ney, no Mundial, ele foi o artilheiro, com 5 gols em 7 jogos.

Se vai dar certo ou não, o tempo vai dizer. Mas o fato é que, depois de nove meses, o São Paulo, enfim, contrata um técnico. Falta, agora, abrir eleições presidenciais. Aí, sim, o clube terá comando e não mandos e desmandos.

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Andrés, Mano e um processo de fritura

Mano e Andrés - Foto: Rubens Cavallari/Folhapress

Mano e Andrés - Foto: Rubens Cavallari/Folhapress

Estou longe de ser fã de Mano Menezes e não gosto da postura de Andrés Sanchez. Mas concordo com a “fritada” que o diretor de seleções fez com o treinador, em entrevista ao jornal “Extra”. Abaixo, dois momentos que chamam a atenção pela sinceridade:

“A ninguém [está agradando]. Nem o Mano está ‘se agradando’. Lógico que ele sabia das dificuldades que teria em um ano e meio. Ele agora vai pôr em prática o que já viu que precisa ser feito até a Copa do Mundo.”

“Mas não é por ser medalha de ouro, prata ou bronze que ele vai ser trocado ou não. Se for trocado, será pelo dia a dia que ele vem fazendo. Não vai ser por um campeonato.”

Pra mim, fica claro, a cada jogo, que Mano não será o técnico da seleção na Copa. Não sei quem será o escolhido, mas acho que ele não aguenta até lá. O pior de tudo isso é que a fritura não é Andrés, ele apenas jogou no ventilador muito do que todo mundo pensa. O fato é que o próprio Mano está se afundando no cargo. E a seleção vai junto.

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Romário, Bebeto e Ricardo Teixeira: questão de caráter

Bebeto e Romário - Foto: Arquivo, Arte/Ricardo Zanei

Bebeto e Romário - Foto: Arquivo, Arte/Ricardo Zanei

A diferença entre Romário e Bebeto, em campo, foi enorme. Fora dele, é gritante. Romário já foi amigo de Ricardo Teixeira, mas virou inimigo mortal. Se for para mudar de opinião, que seja pra melhor, e Romário fez isso. Já Bebeto sempre foi alinhado com o dono do futebol brasileiro e, ao que parece, ficou tristinho com a saída do manda-chuva. Fica no ar uma única questão: caráter.

Romário, deputado federal
Dei um print no que ele escreveu no Facebook, mas ficou um lixo, então você pode ler aqui embaixo ou na própria página de Romário no Facebook:

Romário no Facebook - Foto: Reprodução

Romário no Facebook - Foto: Reprodução

“Boa tarde, Galera!

Hoje podemos comemorar. Exterminamos um câncer do futebol brasileiro. Finalmente, Ricardo Teixeira renunciou a presidência da CBF. Espero que o novo presidente, João Maria Marin, o que furtou a medalha do jogador do Corinthians na Copa São Paulo de Juniores, não faça daquele ato uma constante na Confederação. Senão, teremos que exterminar a AIDS também.

Desejo boa sorte ao novo presidente e espero que a partir de hoje (acho muito difícil e quase impossível) a CBF dê uma nova cara para o nosso futebol.

Tô muito feliz em saber que participei deste momento de vitória e de mudança para o futebol brasileiro. Não só acredito, mas também espero, que uma limpeza geral deve ser feita na CBF. Só então, definitivamente, poderemos ficar tranquilos de que a mudança acontecerá em todos os sentidos.

Valeu, Galera. Abraço!”

Bebeto, deputado estadual
Bebeto deu uma longa entrevista ao “Arena SporTV”, na qual mostrou até uma voz embargada ao falar de Ricardo Teixeira. Para quem está na comissão do “legado da Copa”, defender o presidente da CBF é, no mínimo, ridículo. Fora as frase feitas de político mesmo, como “fazer o melhor para o nosso povo” e outros tantos blablablas. Assista à entrevista completa e tire suas conclusões. Abaixo, algumas frases de “efeito”:

“Fui pego de surpresa com a saída do Ricardo. Uma pessoa da imprensa me ligou e falou que ele tinha saído. Fico triste com o que aconteceu. Fui campeão mundial e melhor jogador da Copa América de 89 com ele como presidente.”

“Acho que não podemos esquecer o trabalho que ele fez na Seleção. Por mim, foi o homem forte que trouxe a Copa para o Brasil.”

“Temos que procurar fazer o melhor para o nosso povo.”

“Sou mais um voluntário, sempre pensando no povo brasileiro.”

“Fico triste pelo Ricardo ter saído. Foi quem me convidou para ser um dos membros do COL, mas a vida continua.”

[sobre o trabalho no COL] Acredito que não vai mudar nada e, se mudar, não tem problema nenhum.”

Uma pena que o vídeo não mostra Bebeto falando sobre Jérôme Valcke. O ex-jogador só ouviu falar que o interlocutor da Fifa tinha dito o que disse, mas acredita que houve falha na tradução. Sério, Bebeto, sério?

O resumo da ópera é simples: 2012, ano de eleição. Lembre-se disso!

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Dia de festa: o fim de Ricardo Teixeira e Ângelo Máximo

Ricardo Teixeira, adeus! - Foto: Divulgação

Ricardo Teixeira, adeus! - Foto: Divulgação

Chegou o dia, minha gente. Vamos colocar o bloco na rua. Sim, é dia de festa. Caiu o maior ditador do futebol mundial! E, finalmente, a Copa-2014 serviu para alguma coisa! Como diria Sandra de Sá, bye, bye, Teixeira, não precisa voltar!

São dois momentos, dois sentimentos que se unem. O primeiro é o de extrema felicidade. Caramba, eu achei que eu ia morrer e esse dia não ia chegar. Chegou! Ainda há esperança!

Ainda há esperança? O segundo sentimento é o de incerteza. Para falar a verdade crua, nessa hora zero, nada muda. A coroa segue com a mesma patotinha.

Mas, de qualquer forma, o mais difícil aconteceu. É o primeiro passo. Mais alguns bilhões e teremos o verdadeiro choque de decência que a nossa sociedade precisa, não apenas no futebol, mas em todos os níveis.

Sinceramente, eu ainda não acredito que Teixeira largou o osso. Caramba, caramba. Enfim, é dia de festa. E que festa. O maior carnaval fora de hora da história. E que não tenha hora pra acabar!

P.S.: É o tipo de festa que precisa de uma música que capte a felicidade do momento. Vai, Ângelo Máximo, solta a voz, meu garoto!

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Uma convocação, uma sedução e uma reserva de mercado

Rafael Alcântara - Foto: Divulgação

Rafael Alcântara - Foto: Divulgação

Sem medo de errar, posso dizer que ninguém dá a mínima para convocação de qualquer seleção sub qualquer coisa. A não ser que você jogue ou seja parente das futuras promessas, essas listas passam batidas. Mas, dessa vez, o time convocado por Ney Franco tem um nome e uma característica especiais: Rafael Alcântara e a reserva de mercado.

Rafinha ou Rafa, como é chamado, nasceu em São Paulo e tem 19 anos, mas joga no Barcelona desde os 13. Mas, para entender a convocação dele para a seleção sub 20 que joga um monte de coisa em abril (o cronograma de atividades e jogos está aqui), é preciso conhecer um pouco da família do rapaz.

Ele é filho de Mazinho, um dos maiores curingas do futebol nacional dos últimos tempos: destro, começou na lateral esquerda, passou pela direita, virou volante e quebrou galho como meia. Jogou três anos na Itália, oito anos na Espanha, brilhou no Vasco e no Palmeiras, começou no Santa Cruz e terminou no Vitória. Nada mal.

Quando estava na Itália, em 1991, Mazinho foi pai pela primeira vez. Nascia Thiago, de cidadania brasileira e italiana. Como o pai foi jogar na Espanha, o garoto também adquiriu a cidadania daquele país. Curiosamente, o moleque passou duas vezes pelas categorias de base do Flamengo, mas se firmou no Barcelona a partir de 2005.

Subiu em 2009 para o time profissional e, aos poucos, foi aparecendo. Ganhou a confiança do técnico Pep Guardiola e foi um dos destaques na preparação para a atual temporada. Foi tão bem que, e em agosto do ano passado, foi convocado pela primeira vez para a seleção espanhola.

Filho de brasileiro e nascido na Itália, Thiago, hoje, no mundo da bola, é espanhol. De acordo com as regras da Fifa, um jogador com dupla nacionalidade fica impedido de defender qualquer outra seleção depois de participar de um jogo oficial pelo time principal. Foi o que fez Thiago contra Liechtenstein, na partida que classificou a Fúria para a Eurocopa.

Mazinho, campeão do mundo pelo Brasil em 1994, chegou a dar entrevistas afirmando que gostaria muito de ver Thiago com a camisa da seleção brasileira. As esperanças com o filho mais velho acabaram, mas, com o mais jovem, ainda permanecem vivas.

Toda a história acima serve para entender a convocação de Rafael. Thiago passou por tudo que é seleção de base da Espanha. Rafael, idem. Quem manda aqui, não deu a mínima para Thiago. Quando o garoto virou profissional do Barcelona e foi chamado por Vicente del Bosque, acendeu o sinal de alerta na CBF: “perdemos um, não perdemos o outro”. E aí o mais jovem dos irmãos Alcântara é convocado.

Nunca vi jogar, mas, pelo que li, Rafael é bom de bola. Dizem na Espanha, até, que ele é melhor que o irmão. Isso justificaria a convocação para a seleção de base, mas tem alguma coisa ali. Parece uma convocação com segundas intenções, para fazer com que o rapaz se sinta em casa e, quem sabe, um dia, seja apto, legalmente, para defender a seleção principal.

O Brasil só se importou com Thiago depois que ele já era “espanhol”. A história vinha se repetindo com Rafael até agora. Por que, então, essa convocação? A resposta, pra mim, é simples: se o Brasil perdeu Thiago, por que não convocar Rafael e fazer uma espécie de “reserva de mercado”? Vindo da CBF, nada mais me surpreende.

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Fifa, Brasil, Copa e a torcida para um contrato ser rasgado

Uma Copa do Mundo deteriorada - Foto: Divulgação / Arte/Ricardo Zanei

Uma Copa do Mundo deteriorada - Foto: Divulgação / Arte/Ricardo Zanei

Tudo começou com um show de educação, coisa fina mesmo. A troca de farpas entre Jérôme Valcke, Marco Aurélio Garcia e Aldo Rebelo chegou a um nível quase “RicardoTeixeirístico”, com o seu “cagando de montão”. Mas, confesso: estou torcendo para a Fifa.

Valcke falou a verdade, mas com um palavreado estúpido. Aí o governo Dilma reagiu – com total e absoluta razão – e quer que o cara não seja mais o interlocutor da Copa. Até aí, ação e reação, tudo justo. Aí o Blog do Juca Kfouri traz a notícia que há uma cláusula no contrato da Copa que permite à Fifa rasgar o papel e fazer o Mundial em outro lugar, como você pode ler abaixo:

“E a semana começa com uma tremenda saia justa e uma espada sobre a cabeça porque até junho a Fifa pode desistir de fazer a Copa no Brasil sem ter de pagar um tostão de multa. É claro que esta é uma hipótese remota, impensável mesmo, jamais acontecida. Mas…”

Chama a atenção a frase “sem ter de pagar um tostão de multa”. E quando se fala em dinheiro, essa patotinha envolvida não quer perder, ou melhor, deixar de ganhar um centavo. A Fifa acha que as coisas estão atrasadas, mas parece que ela não sabe que aqui é o Brasil, que as coisas são entregues aos 48min do segundo tempo justamente por causa da grana. E, claro, não podemos esquecer que esse é ano de eleição.

Posso dizer que, diante de tal situação, nunca torci tanto para a Fifa. Não estou traindo a pátria não, pelo contrário. Mas a minha torcida é para que a entidade rasgue de vez essa papelada e jogue o Mundial onde quiser, mas o tire daqui. Como explicar isso?

Acho que o Brasil tem condições de realizar uma bela Copa, mas o problema são as pessoas que estão por trás disso. É o tipo de gente que você compra um carro zero e vai ter problemas.

Se eu fosse dirigente, também gostaria e brigaria para ter uma Copa por aqui. Pense bem: eu trabalho com futebol e não vou querer o maior evento mundial da bola no meu país? Mas eu não sou cartola, sou cidadão, e o que estão fazendo com o nosso dinheiro é uma verdadeira palhaçada.

Por isso, torço para a Fifa, para que o contrato vá para o limbo. Seria algo sem precedentes no futebol mundial. Mais do que isso, seria um tapa na cara sem precendentes em quem está aí construindo estádio, ou melhor, atrasando obra, fritando o dinheiro público a torto e a direito. Talvez se tornasse o choque de decência e honestidade que a nossa sociedade precisa. O problema é que a Fifa é a Fifa e, bem, tem aquele ditado dos “100 anos de perdão”…

Enfim, não vai acontecer, mas, que seria lindo, seria.

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