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Coates, Neymar, Balboa, Pelé e o gol mais bonito do ano

Coates e o golaço - Foto: AFP, Arte/Ricardo Zanei

Coates e o golaço - Foto: AFP, Arte/Ricardo Zanei

Se o assunto for arrancada e drible, acho que o gol de Neymar, o segundo nos 3 a 1 do Santos sobre o Inter, o gol mais bonito do ano.

Se o papo for plasticidade, meu eleito é Sebastian Coates, do Liverpool, e seu chute acrobático, meio voleio, meio bicicleta, na derrota para o Queens Park Rangers. Fenomenal!

Esse é um daqueles lances inesquecíveis. Primeiro porque o autor foi um zagueiro. Segundo porque o movimento no ar é perfeito. Terceiro porque ele pega em cheio na bola. Quarto porque o cara é uruguaio, e a Celeste tem carisma.

Golaço de Coates

Sempre que vejo alguem zagueiro tentando um lance mais ousado me lembro da bicicleta do norte-americano Marcelo Balboa, contra a Colômbia, na Copa de 1994. Infelizmente, a bola tirou tinta da trave, mas, independentemente disso, é uma das jogadas mais emblemáticas do futebol mundial. A reação do goleiro Tony Meola é o retrato disso.

O motivo? Voltando em 1994, os EUA eram taxados como um país incapaz de jogar o futebol. Pelé, Beckenbauer e tantas outras estrelas foram para lá nos anos 70 e 80, e a moda não pegou. Mas, naquela Copa, o time fez bonito e até passou de fase. Nomes como Meola, Alexi Lalas, Tab Ramos, Cobi Jones, Eric Wynalda e o próprio Balboa, sob a batuta de Bora Milutinović, colocaram os EUA no mapa da bola.

Quando o assunto é bicicletas no futebol, a de Balboa representa o mesmo que Pelé representa para os chutes do meio-campo. E o que Coates tem a ver com tudo isso? Na verdade, nada, mas é dele o gol mais bonito do mundo em 2012.

Bicicleta histórica de Balboa

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Xandão, o gol de calcanhar e as lendas do futebol

Xandão (93) antes do calcanhar e do golaço - Foto: Francisco Seco/AP

Xandão (93) antes do calcanhar e do golaço - Foto: Francisco Seco/AP

Tinha tanto para escrever sobre isso, mas é tão inacreditável que eu resolvi reciclar um post antigo. Quando Deivid perdeu aquele gol, sabe, aqueeeele, eu escrevi as linhas abaixo. Quando Xandão, aquele Xandão, sabe, aqueeeele, que teve uma passagem de sucesso estrondoso no São Paulo, faz um gol de calcanhar na Liga Europa, o mundo para.

Messi é um gênio, Neymar é um gênio, mas, diante das qualidades dos jogadores envolvidos, o gol de Xandão é uma das coisas mais inacreditáveis do futebol mundial. Da história da bola. É algo que rompe as leis da física, da química e, claro, do bom-senso. Paradigmas caíram. Enfim, só o texto abaixo para tentar explicar o que aconteceu.

O drible de Garrincha.

O chapéu de Pelé.

A magia de Maradona.

O passe de Didi.

O lançamento de Gerson.

A volúpia de Puskas.

A trivela de Rivellino.

A classe de Carlos Alberto Torres.

O arranque de Messi.

A explosão de Jairzinho.

A leveza de Tostão.

A versatilidade de Cruijff.

A falta de Rogério Ceni.

A frieza de Romário.

A delicadeza de Zidane.

Os gols de Ronaldo.

A cadência de Ademir da Guia.

O requinte de Baggio.

O faro de Careca.

O toque de Zico.

O chute de Van Basten.

A decisão de Rivaldo.

A enciclopédia de Nilton Santos.

O talento de Di Steffano.

As mãos de Gilmar.

A finta de Neymar.

A velocidade de Cristiano Ronaldo.

A bicicleta de Leônidas.

A lenda de Friedenreich.

O sonho de Milla.

A taça de Bellini.

A liderança de Beckenbauer.

O calcanhar de Sócrates.

O milagre de Marcos.

O gol de calcanhar de Xandão.

Texto original: “Deivid, o gol perdido e as lendas do futebol”, 23/03/12.

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Deivid, o gol perdido e as lendas do futebol

Deivid, uma lenda - Foto: André Portugal/Vipcomm

Deivid, uma lenda - Foto: André Portugal/Vipcomm

O drible de Garrincha.

O chapéu de Pelé.

A magia de Maradona.

O passe de Didi.

O lançamento de Gerson.

A volúpia de Puskas.

A trivela de Rivellino.

A classe de Carlos Alberto Torres.

O arranque de Messi.

A explosão de Jairzinho.

A leveza de Tostão.

A versatilidade de Cruijff.

A falta de Rogério Ceni.

A frieza de Romário.

A delicadeza de Zidane.

Os gols de Ronaldo.

A cadência de Ademir da Guia.

O requinte de Baggio.

O faro de Careca.

O toque de Zico.

O chute de Van Basten.

A decisão de Rivaldo.

A enciclopédia de Nilton Santos.

O talento de Di Steffano.

As mãos de Gilmar.

A finta de Neymar.

A velocidade de Cristiano Ronaldo.

A bicicleta de Leônidas.

A lenda de Friedenreich.

O sonho de Milla.

A taça de Bellini.

A liderança de Beckenbauer.

O calcanhar de Sócrates.

O milagre de Marcos.

O gol perdido por Deivid.

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