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Messi e Barcos, a quarta-feira argentina e uma caixinha de surpresas

O dia de Messi e Barcos - Foto: Reuters e AE, Arte/Ricardo Zanei

O dia de Messi e Barcos - Foto: Reuters e AE, Arte/Ricardo Zanei

É curioso como as histórias de dois caras completamente diferentes podem ter algo em comum no mesmo dia. Aliás, em comum, além da nacionalidade argentina, foi o fato de brilharem na mesma quarta-feira. A qualidade é incomparável, as torcidas são diferentes, mas Lionel Messi e Hernán Barcos fizeram a felicidade de muitos torcedores no planeta.

Começando pelo astro, parece até que foi a estreia de Messi com a camisa da Argentina. Mas ouso dizer que foi a primeira vez que ele se sentiu tão à vontade com o uniforme nacional. Parecia que ele era o 10 dos “hermanos” há décadas.

Mas o mais engraçado é que Messi fez basicamente o que faz no Barcelona. Aliás, essa era (era ou é?) a grande crítica sobre ele: o Messi da Argentina não é o mesmo Messi do Barça. Dessa vez, o cara que joga na Espanha se apresentou na melhor forma possível e atropelou a Suíça.

Tem gente que falou e vai falar “também, contra a Suíça, é obrigação”. O Brasil pega trocentas galinhas mortas por aí, zilhões de Suíças, e nem por isso tem jogador deitando e rolando. Também acho que jogar bem contra a Suíça é obrigação, e Messi cumpriu a dele com louvor. Batemos palmas, pois!

O lance do primeiro gol é um primor, dá vontade de emoldurar e colocar na parede. A arrancada tradicional de Messi, o passe preciso para Aguero, a assistência em um calcanhar socrático, a ajeitadinha já clássica e o tiro certeiro, letal, no cantinho. De chorar.

Suíça 1 x 3 Argentina

O curioso é que, mesmo com a imagem fechada, contei 11 suíços no campo de defesa. Quando Messi recebe a bola, são 7 caras à pequena ou média distância do craque. E ele não faz nada absurdo: gira o corpo, dá dois toques, passa para Aguero, recebe de volta, ajeita e bate. Talvez seja esse o segredo dele, a simplicidade. Monstruoso!

Messi, 1º gol contra a Suíça - Foto: Reprodução de TV e Arte/Ricardo Zanei

Messi, 1º gol contra a Suíça - Foto: Reprodução de TV e Arte/Ricardo Zanei

O outro argentino que roubou a cena na quarta-feira foi Barcos, do Palmeiras. Quem diria que esse cara ia ter tanto sucesso em tão pouco tempo, hein? Acho que nem Felipão, que bancou a sua contratação, achava que isso ia acontecer. Sonhar, sonhava, mas acreditar mesmo, acho que não.

A única pessoa que acreditava que Barcos teria sucesso no Palestra era o próprio Barcos. Como um cara que acaba de desembarcar em outro país fala que vai marcar 27 gols na temporada? Confiança, meus caros! E isso, ele tem de sobra. Já são cinco gols em seis jogos, faltam “só” 22. Corro o risco de uma análise precoce, mas acho que é o melhor centroavante que o Palmeiras teve desde a última passagem de Vágner Love pelo Palestra. Finalmente, o torcedor alviverde pode dizer que tem um camisa 9.

O primeiro gol contra o São Paulo mostrou que Barcos tem qualidade. O domínio de bola, o corte nos zagueiros, o chute de canhota: foi um belo lance. Agora, contra o Linense, ele fez um gol, digamos, à la Messi. Brigou para ganhar a bola no meio-campo. Arrancou para o ataque, deu uma meia-lua desconcertante no zagueiro. Aí, pensei que ele ia soltar aquela cacetada. Que nada, resolveu a situação com um toquinho por cobertura no goleiro. Que golaço! Ficaria bem bonito ao lado do de Messi na minha parede!

Golaço de Barcos contra o Linense

A narração de Cléber Machado, para uns, deprecia o futebol de Barcos. Para mim, é precisa: “Vai se revelando como um jogador com bons recursos. Ele é lento, ele não é habilidoso. Ele deu um pique bom. E deu uma meia-lua espetacular no Pablo. E para completar, um toque sutil”. O que o narrador global quer dizer é que o argentino está longe de ser um gênio da bola, mas também está longe de ser um troglodita. E, fazendo, gol, quem se importa?

Com Messi e Barcos, a quarta-feira teve um gostinho argentino. Quem diria que esse craque e esse artilheiro que o futebol brasileiro começa a conhecer seriam protagonistas no mesmo dia. E mais: com golaços e com elogios. Não tem mais bobo no futebol, mas o futebol continua a ser uma caixinha de surpresas.

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Brasil de sempre, explicações de sempre e quem precisa de uma reciclagem?

Ronaldinho: em preto e branco, apagado e sem brilho, um rascunho de craque - Foto: Mowa Press e Arte/Ricardo Zanei

Ronaldinho: em preto e branco, apagado e sem brilho, um rascunho de craque - Foto: Mowa Press e Arte/Ricardo Zanei

Não sei quantas pessoas pararam para assistir ao amistoso entre Brasil e Bósnia-Herzegóvina. Sei que o número é cada vez menor. Em parte, pela qualidade do futebol. Em parte, pelo discurso apresentado. O fato é que, começa jogo, acaba jogo, e as coisas seguem iguais: o futebol é nanico, e o discurso é o mesmo.

Separei algumas frases ditas depois da partida, todas ao SporTV. Abaixo delas, meus comentários. Acho que vou tornar esse post um espécie de “molde” para usar em todos os jogos da seleção. Não importa se perdeu ou ganhou, o papinho é sempre o mesmo. Divirta-se:

“Esse campo não ajuda a gente a fazer o ‘um-dois’ que estamos acostumados”, Thiago Silva

Acho Thiago um dos melhores zagueiros do planeta, mas acho que o último “um-dois” da seleção foi na Copa do Mundo de 2010, com as arrancadas de Maicon. E só. O campo não ajuda para os dois, zagueirão, a lógica é sempre essa. Ah, Ok, é mais fácil destruir que construir, mas não dá para colocar a culpa por um futebol ridículo no campo.

“O campo é muito difícil. A seleção gosta de tocar bastante a bola e o gramado não ajudou. Prejudica nosso estilo de jogo”, Hulk

É curioso ver Hulk falar em estilo de jogo, sendo que nem Mano Menezes tem ideia de como implantar um na seleção. Que o Brasil toca a bola, isso é fato. O atacante só esqueceu de dizer que toca feio demais…

“A qualidade deles na parte tática é impecável. Todos ficam atrás da linha da bola, fechados. Quando você joga contra uma equipe assim, o risco aumenta, pois eles só jogam no contra-ataque, e isso pode ser fatal. Felizmente, isso não aconteceu hoje”, Thiago Silva

Jogador de futebol deveria ser proibido de usar a desculpa do “adversário fechadinho”, da “forte marcação”, do “não deixou jogar”. Ou Thiago Silva achou que a Bósnia entraria em campo com dois zagueiros, três meias e cinco atacantes? Impressionante que ainda se use esse tipo de desculpa no futebol.

“A gente está fazendo de tudo para achar a forma ideal de jogar, como todo brasileiro gosta, que é dando show. Não foi o que a gente fez hoje, mas o mais importante foi a vitória”, Neymar.

Tirando o “importante foi a vitória”, dá para reaproveitar em qualquer jogo do time de Mano. Essa é para guardar na manga, hein?

“O Ronaldinho esteve abaixo, a jogada terminava nele. Não teve sequência com qualidade de passe. A equipe fluiu melhor com o Ganso, ele deu mais continuidade aos lances”, Mano Menezes.

Então, né… O Ronaldinho está abaixo desde 2006. Foi naquele ano que a bola passou a chegar nele e morrer por ali. A frase de Mano seria perfeita para justificar a ausência do Gaúcho em qualquer convocação. Mas, infelizmente, serve para justificar o óbvio: Ganso – e até minha falecida vó – jogaram só um pouco, bem pouco mesmo, mas foram melhor que o flamenguista.

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O resumo da ópera é simples: não dá mais para ficar jogando essa bolinha e dizer essas asneiras achando que o torcedor tem cara de palhaço. Acho que, hoje, o Brasil precisa, primeiro, fazer um time, dane-se qual será a maneira de jogar, mas só depois disso é que se pode pensar em jogar algo. Pode perder, mas que seja por ação, e não essa omissão, essa preguiça danada.

Reciclagem é a palavra para definir o momento. Reciclagem de bola, reciclagem de microfone. Quem precisa de uma reciclagem? Por favor, seleção, levante a mão. Já cansou a paciência essa bolinha de sempre, essas explicações de sempre.

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Brasil x Bósnia no Bruno José Daniel da Suíça: por que não aqui?

Bruno José Daniel, em Santo André - Foto: Divulgação

Bruno José Daniel, em Santo André - Foto: Divulgação


Não nasci há tanto tempo assim, mas sou da época que o Brasil jogava em estádios sensacionais. Também jogava, pasmem, em solo nacional. Hoje, parece que os locais escolhidos para receber a seleção são proporcionais ao futebol apresentado. Ou seja, o time de Mano Menezes só joga em estádio pequeno, o que contradiz com a (suposta?) grandeza do futebol tupiniquim.

Vejamos o palco do sensacional Brasil x Bósnia-Herzegóvina: a AFG Arena, um estádio multi-uso com capacidade para estratosféricos 19.694 torcedores. Essa verdadeira meca da bola fica na enorme cidade de St. Gallen, na Suíça, casa de quase 73 mil pessoas. Basicamente, um quarto da população cabe no estádio.

Fico imaginando a seleção brasileira adentrando o surrado gramado do estádio Bruno José Daniel, o Brunão, casa do time da minha cidade, o Santo André. O site do clube diz que a “arena” andreense, que não é multi-uso, mas já recebeu shows de Menudos e Xuxa, tem capacidade para 15.157 pessoas. O recorde é de 21 mil. Vai dizer que, com a bolinha que o time de Mano Menezes vem jogando, não dava para calçar a chuteira no coração do ABC?

De acordo com estimativa do IBGE, com dados de 2011, Santo André tem 678.485 habitantes e é a 25ª cidade mais populosa do país. Você conhece Bayeux, na Paraíba? Eu nem sabia que existia, mas, pelo nome, poderia ser vizinha de St. Gallen. Pois bem, lá, em Bayeux, vivem 100.136 pessoas, e o município é o último colocado entre todos do Brasil com mais de 100 mil habitantes. À sua frente, existem 284 cidades. Mas, mesmo assim, a cidade paraibana, sede do estádio Lourival Caetano, para 2 mil torcedores, tem 27 mil habitantes a mais que a aprazível St. Gallen.

É a arborizada AFG Arena? Não, é o Lourival Caetano, em Bayeux; no Google Earth, todo estádio pode receber o Brasil e, hoje, pode mesmo, não? - Foto: Google Earth

É a arborizada AFG Arena? Não, é o Lourival Caetano, em Bayeux; no Google Earth, todo estádio pode receber o Brasil e, hoje, pode mesmo, não? - Foto: Google Earth

A diferença de Santo André e Bayeux para a cidade suíça é que ambas não pagariam a grana que alguém está bancando para levar a seleção para lá. St. Gallen deve ser linda: pelas fotos que vi, parece ser um destino sensacional para uma lua de mel ou um ótimo lugar para encher a cara de vinho e comer queijo até cansar. Mas, vai dizer que serve para receber a seleção? Não, né?

Diante disso, fico pensando no quanto o Brasil se apequenou nos últimos anos, principalmente graças ao dinheiro. É basicamente assim: pagou, levou. Penso também no quanto a seleção se distanciou da sua torcida, de como se tornou um time internacional e não nacional. Acho que é mais fácil você achar alguém identificado com Barcelona ou Real Madrid do que com o Brasil.

É triste tudo isso. O Brasil passará por St. Gallen e, amanhã, a cidadezinha suíça nem vai lembrar do que aconteceu. Se mandasse o jogo aqui dentro, em Santo André, ou Bayeux, ou Vespasiano, ou Simões Filho, ou Camaragibe, enfim, em qualquer cidade do nosso país, com certeza, aproximaria esse time da sua torcida. Mas, sabe como é, quem pode mais, chora menos. E lá vamos nós ver o Brasil jogar no Bruno José Daniel da Suíça, mas sem o mesmo charme do mítico estádio andreense…

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Ronaldinho e a coerência de Mano

Ronaldinho no Flamengo - Foto:Alexandre Loureiro/Vipcomm

Ronaldinho no Flamengo - Foto:Alexandre Loureiro/Vipcomm

Eis que Ronaldinho é convocado para o amistoso entre Brasil e Bósnia-Herzegóvina, dia 28 de fevereiro, na Suíça. E eu pergunto: por quê? Mano respondeu assim:

“Da primeira vez que convoquei o Ronaldinho, me perguntaram se era uma coisa de momento ou se fazia parte de um projeto. Estou me mantendo coerente com aquilo que disse. Eu fui muito cobrado recentemente nos balanços finais sobre a manutenção de uma base, e eu disse que a próxima etapa iria brindar isso. Não posso ficar trocando a todo momento por causa de um momento ruim. A fase agora exige um período melhor. As coisas serão mais estáveis.”

Realmente, estão mais estáveis. Ronaldinho, que não estava jogando nada no ano passado, continua não jogando nada nesse ano. Estabilidade 100%.

Curioso é que Ronaldinho não vive um bom momento desde que saiu do Barcelona. “Da primeira vez que convoquei o Ronaldinho, me perguntaram se era uma coisa de momento ou se fazia parte de um projeto”, disse Mano. Assim, isso me leva a crer que ele faz parte do projeto de Mano. Projeto olímpico? Projeto Copa? Tanto faz. Mas, aí, Mano é coerente de novo: dá medo nos dois.

Se antes a convocação de Ronaldinho servia para a molecada – leia-se os mais novos do elenco – tirar aquela foto com o ídolo ou, quem sabe, botar medo no adversário, hoje, nem isso. A convocação de Ronaldinho, de verdade, de coração, não serve para nada. Como a seleção não vinha jogando nada desde o ano passado, talvez tenha lógica. Ou melhor, coerência. E quanta coerência.

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Mano apela para Kaká e mostra que a seleção não tem um “10”

Kaká em ação pela seleção brasileira - Foto: AFP

Kaká em ação pela seleção brasileira - Foto: AFP

A discussão sobre a extinção do camisa 10 é das mais saborosas (texto sensacional do amigo Fernando Figueiredo Mello, republicado no blog do Juca Kfouri, mostra isso). Concorde ou não, o fato é que Mano Menezes ainda não achou um meia que o alegrasse. Na verdade, achou Ganso, mas as lesões fazem com que o santista esteja mais para um craque virtual do que real. Aí, ressurge Kaká, que não era lembrado desde a Copa do Mundo de 2010.

O meia do Real Madrid está jogando bem. Não é aquele Kaká do Milan, aquele que foi o melhor do mundo, mas é um Kaká melhor do que muito meia que Mano testou e não gostou. E é fato que o técnico não gostou do que viu dos seus comandados, tanto que “apelou” para Kaká.

Acho que a convocação chega em bom momento, e é interessante para os dois lados. A seleção precisa de Kaká, que está longe de ser um “meia clássico”, um cara de lançamentos espetaculares, mas é capaz de carregar a bola até o ataque e também sabe finalizar. Por outro lado, Kaká precisa da seleção para recuperar a auto-estima, para mostrar que ainda pode ser um jogador de elite.

E, para isso, nada melhor do que enfrentar Gabão (dia 10 de novembro) e Egito (14 de novembro). O primeiro rival é daqueles escolhidos a dedo para levantar o moral de qualquer jogador e qualquer time. O segundo, bem, se for o futebol habitual da equipe de Mano, teremos problemas. Se o elenco embalar, é outro jogo para ganhar e convencer.

Um time à portuguesa
Fiz a divisão dos países onde jogam os convocados por Mano. O fato curioso é que o elenco tem como base os times de Portugal, com seis convocados, mesma marca da Espanha. Para quem é fanático, será que alguma vez uma seleção brasileira teve seis jogadores que atuam no futebol português convocados? São ainda quatro da Inglaterra, três da Itália e da Ucrânia, e um da Alemanha.

Uma incógnita na lateral
Outra coisa curiosa: parece que a lateral esquerda ainda é uma dor de cabeça para o treinador. Ele chamou três atletas para a posição. Fico em dúvida se Marcelo é o titular (seria o meu), e Mano busca um reserva, ou se a briga pela posição está aberta (Bruno Cortês é, dos que atuam no Brasil, quem pode entrar na disputa). André Santos, ao que parece, terá que comer muito angu para voltar a ser queridinho do treinador.

Abaixo, a lista, que você pode ver em tudo que é site e eu, teimosamente, coloquei aqui também.

Goleiros
Neto (Fiorentina/ITA)
Diego Alves (Valencia/ESP)

Laterais
Daniel Alves (Barcelona/ESP)
Fábio (Manchester United/ING)
Marcelo (Real Madrid/ESP)
Adriano (Barcelona/ESP)
Alex Sandro (Porto/POR)

Zagueiros
Thiago Silva (Milan/ITA)
David Luiz (Chelsea/ING)
Luisão (Benfica/POR)

Meio-campistas
Lucas Leiva (Liverpool/ING)
Sandro (Tottenham/ING)
Fernandinho (Shakhtar Donestsk/UCR)
Elias (Sporting/POR)
Hernanes (Lazio/ITA)
Luiz Gustavo (Bayern de Munique/ALE)
Kaká (Real Madrid/ESP)
Dudu (Dínamo de Kiev/UCR)
Bruno César (Benfica/POR)
Willian (Shakhtar Donetsk/UCR)

Atacantes
Hulk (Porto/POR)
Jonas (Valencia/ESP)
Kleber (Porto/POR)

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Desfalque em Brasil x Gana, sucesso nas paradas; assista Asamoah Gyan em ação

Gyan em ação fazendo sua dancinha em "African Girls" - Foto: Reprodução

Gyan em ação fazendo sua dancinha em "African Girls" - Foto: Reprodução

Asamoah Gyan é considerado um dos maiores talentos da nova geração de jogadores de Gana. Aos 25 anos, o talentoso e veloz atacante do Sunderland, da Inglaterra, é um sucesso. E não apenas nos gramados.

Em 2010, ele gravou uma música sob o pseudônimo de Baby Jet, ao lado de um famoso cantor ganense, Castro, The Destroyer. “African Girls” se tornou um sucesso e passou a atrapalhar o desempenho de Gyan nos gramados.

Na música, o jogador faz a sua famosa dancinha, a mesma com que ele comemora os seus gols. O mais legal é o nome extretamente criativo que foi dado à dancinha: “Asamoah Gyan Dance”.

A música ganhou até o prêmio no Gana Awards deste ano. Abaixo, o sucesso de Gyan, que se lesionou nos treinamentos e não deve enfrentar o Brasil no amistoso desta segunda-feira.

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Uma Alemanha encorpada contra um Brasil aguado

Almocei feijoada. Está frio em São Paulo, e o boteco aqui na rua de casa, por módicos R$ 15, tem uma feijuca de respeito. Além disso, em dia de Alemanha x Brasil, seria uma explosão de brasilidade (que clichêzasso, hein).

Acabei de almoçar por volta de 15h30, quando o hino estava rolando. Até estava animado para ver o jogo, mas, dei uma cochilada monstruosa no fim do primeiro tempo e acabei com o Galvão gritando algo como “bola rrrrrrrrolando” com o início da segunda etapa.

Achei que seria uma lavada da Alemanha, mas, pelo primeiro tempo, cheguei até a mudar de ideia. Claro que o time alemão, na concepção de equipe, é bem mais montado que o Brasil. Mas os comandados de Mano Menezes até que deram para o gasto.

Enfim, segundo tempo rolando… Confesso que gosto do Alexandre Pato, principalmente no videogame e no Milan. Na vida real, é irritante a quantidade de gols que ele perde, especialmente com a camisa do Brasil. O gol que ele perdeu no primeiro minuito é prova disso. “Ah, mas foi um toque de classe”. “Ah, mas ele tentou o que dava”. “Ah, mas saiu por isso aqui, ó”. Ahã. Os alemães agradecem.

Depois do lance, o que se viu foi uma Alemanha encorpada, forte, como a bela cerveja que eles consomem, e o Brasil enfraquecido, se desfazendo, como a aguaaaaada laranja picada que veio na minha feijoada.

O pênalti foi pênalti. O 2 a 0 mostrou como é fácil trocar passes atrás da linha de meio-campo do Brasil: Lúcio saiu para matar o lance, não achou nada e Götze ficou na cara do gol. Um primor do futebol coletivo.

Aí veio um pênalti meio má ô mêno pro Brasil, meio que na compensação, e Robinho marcou. Duas coisas a se comemorar: um gol de pênalti da seleção brasileira e um chute certeiro do ex-atacante do Santos para o gol. Mas não deu nem para se animar: em seguida, saiu o terceiro da Alemanha.

Pausa para reflexão neste momento: por que raios o André Santos é convocado? Por que ele é titular absoluto da seleção? É um bom jogador para o seu e para o meu time, mas, para a seleção, não dá. Se por um lado, “sempre teremos Paris”, por outro, com Mano, “sempre teremos André Santos”.

O jogo já estava definido quando Neymar, apagadinho de tudo em campo, acertou um belo chute da entrada da área e fez o segundo. Galvão até tentou achar que dava para empatar, mas não tinha tempo para mais nada, amigo. Acho que o alemão não precisa de um motivo pra comemorar, mas, com essa vitória, é fato: dá-lhe cerveja em Stuttgart!

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