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O melhor da semana (6): um boxe dourado

Everton Lopes comemora a conquista do título mundial inédito - Foto: Reprodução de TV

Everton Lopes festeja a conquista do título mundial inédito - Foto: Reprodução de TV

O boxe olímpico é mais legal que o profissional. Claro, no profissa, rolam mais nocautes, mas as lutas estão tão chatas ultimamente que eu confesso que perdi totalmente a vontade de assistir. Com o boxe olímpico, a história é outra: pelo menos no Mundial, que aconteceu nesta semana no Azerbaijão, o que rolou foi um monte de luta franca, com trocas de golpes intensas. Enfim, o bicho pegou. E, pela primeira vez na história, o Brasil conquistou uma medalha de ouro.

Everton Lopes é o nome dourado do boxe nacional. A final, contra o ucraniano Denis Berinchyk, foi daquelas de tirar o fôlego. Foi cacetada para tudo que é lado. O brasileiro ganhou o primeiro round com ampla vantagem e perdeu os dois seguintes em contagem apertada, se sagrando campeão.

Nunca na história dessa país alguém tinha ido tão longe em um Campeonato Mundial. Antes de Everton, a única medalha brasileira na competição havia sido conquistada por José Rodrigues. Em 1986, nos EUA, ele perdeu na semi para o cubano Juan Torres Odelin. No boxe, não há disputa pelo terceiro lugar e, assim, ficou com o bronze.

Mas a história do boxe brasileiro no Mundial não teve apenas Everton como protagonista. Esquiva Falcão perdeu na semi, mas garantiu o bronze. E Robson Conceição, que perdeu para o agora bicampeão mundial e olímpico Vasyl Lomachenko, da Ucrânia, no tapetão (ganhou no ringue, mas a decisão foi revista posteriormente), completou o trio que já está classificado para as Olimpíadas de Londres-2012.

São três brasileiros nas Olimpíadas, três caras que têm que comemorar, e muito, essas conquistas. Só Deus sabe como o boxe olímpico ainda sobrevive nesse país, só Deus sabe o enorme esforço que essa molecada têm que fazer para viver apenas do esporte, só Deus sabe como o esporte, no Brasil, é uma profissão de fé. Dane-se o que vai acontecer em Londres: esses, e mesmo aqueles que não avançaram no Mundial, já são grandes vencedores.

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O melhor da semana (5): o mundo das Fabianas

Fabianas Beltrame (e) e Murer, campeãs do mundo - Foto: AP/Reuters

Fabianas Beltrame (e) e Murer, campeãs do mundo - Foto: AP/Reuters

Não precisa dizer muito. Elas são brasileiras e são campeãs do mundo em esportes individuais. Isso é algo digno de uma reverência eterna. As xarás Fabianas merecem, e muito. São humildes, guerreiras. Que venham mais e mais conquistas! O topo do mundo é pouco para vocês!

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O melhor da semana (4): Dennis Rodman, uma história de ódio e amor

Dennis Rodman discursa ao entrar para o Hall da Fama - Foto: NBA

Dennis Rodman discursa ao entrar para o Hall da Fama - Foto: NBA

É difícil escrever sobre Dennis Rodman.

Sou torcedor do Chicago Bulls, fã absoluto de Michael Jordan, Scottie Pippen e companhia. Cresci tendo o Detroit Pistons e seu time de durões como um inimigo real. Eles estavam ali: Joe Dumars, Bill Laimbeer, Isiah Thomas, John Salley… e Rodman.

Rodman, nos Pistons, contra Jordan, nos Bulls - Foto: NBA

Rodman contra Jordan - Foto: NBA

Eu odiava Rodman. Achava um jogador extremamente limitado. Como pode um cara pegar 8000 rebotes em um jogo e marcar 5 pontos? Achava que ele só funcionava ali, naquele time. E só: um cara de um time só, com uma carreira medíocre (no sentido ruim da palavra) e, como se não bastasse, sem cérebro, doido para arrumar confusão.

Claro que eu não gostava de Rodman porque o time dele foi um dos poucos que ganhou do meu em sua época áurea. O que eu disse acima é 1% da verdade. Os outros 99% se resumem a: como gostar de um cara que ganhou do meu time? Dane-se esse cara.

Anos se passaram, e Rodman desembarca em Chicago.

Eu amava Rodman. Achava um jogador extremamente consciente do seu papel. Pegar 8000 rebotes em um jogo era a sua marca. “Mas ele não faz pontos?”, e daí? Não precisamos dos pontos dele, mas seus rebotes são fundamentais. Achava que ele era uma peça única naquele time. Um cara que arrumava uma ou outra confusão, mas era autêntico. Um cara que jogava para a equipe e selava, ali, uma carreira de sucesso.

Claro que eu amava Rodman porque ele ajudou o meu time a renascer e viver a sua última época áurea. Eu amava esse cara que dava o sangue pelo meu time. Ele era um gênio.

Rodman não foi o jogador ridículo que eu achava que fosse, mas também não foi um fora de série, um craque. Esqueça os “pernas de pau”, esqueça os foras de série. Entre os medianos, Rodman foi, para mim, o melhor. E foi o melhor não pela técnica apurada, muito menos por uma habilidade de marcar pontos: foi o melhor carregando piano, fazendo o trabalho sujo, dando suporte para que as estrelas brilhassem.

Jordan, Pippen e Rodman em ação pelo Chicago - Foto: NBA

Jordan, Pippen e Rodman em ação pelo Chicago - Foto: NBA

Nesta sexta, ele entrou para o Hall da Fama. Curioso como a semana passou e a expectativa era: qual roupa ele vai usar na cerimônia? A preocupação era apenas essa. Fontes dizem que ele até fez um acordo com a NBA para não ir tão, digamos, ridículo.

Sob os holofotes, Rodman foi tudo, menos ridículo. Seu discurso foi um dos mais emocionantes que eu já vi em matéria de basquete . Ali, Rodman não foi o bandido do Detroit, nem o mocinho do Chicago. Ali, Rodman foi Rodman.

Com Phil Jackson ao seu lado, Rodman trouxe um Rodman que poucas vezes (alguma vez?) foi visto. Extretamente emocionado, não conseguia começar o seu discurso. Faltavam palavras, faltava até o ar. Mas ele falou, e falou bonito. Chorou, riu, fez piada sem graça, fez piada engraçada, falou sério. Abaixo, alguns dos momentos de Rodman:

“Eu não joguei pelo dinheiro, eu não joguei para ser famoso. O que vocês vêem aqui é mais uma iluisão que eu amo ser, um indivíduo cheio de cores”

Rodman em ação pelo Chicago Bulls - Foto: NBA

Rodman em ação pelo Chicago Bulls - Foto: NBA

“Gostaria de agradecer David Stern [chefão da liga] e toda a comunidade da NBA por deixar que eu entrasse no prédio”

“O jogo foi muito bom para mim. Eu poderia estar em qualquer lugar do mundo. Poderia estar morto. Poderia ser um traficante. Poderia ser um sem-teto, e eu fui um sem-teto. Muitos dos que estão no Hall da Fama sabem que o eu estou falando, sobre viver para os projetos e tentar sair de projetos. Eu fiz isso, mas com trabalho duro e muitos solavancos pela estrada”

“Eu nunca tive um pai. Meu pai me deixou quando eu tinha cinco anos. Ele tem 47 filhos nas Filipinas. Eu sou o mais velho. Ele escreveu um livro sobre mim em Chicago e ganhou muito dinheiro com isso, mas nunca chegou perto de mim para dizer um oi. Isso não me impediu de me preservar”

“Eu nunca fui um grande pai. Eu nunca fui um grande marido. Não posso mentir sobre isso. Mas minha mulher [Michelle] tolerou de tudo por 11 anos e ela criou nosso três lindos filhos. Ela tem sido mãe e pai. Eu gosto muito do que ela faz. Quando alguém pergunta, ‘você tem algum arrependimento na sua carreira como jogador de basquete?’, eu digo ‘eu tenho um arrependimento, eu gostaria de ter sido um pai melhor'”

Rodman briga pelo rebote para os Bulls - Foto: NBA

Rodman briga pelo rebote para os Bulls - Foto: NBA

Rodman também falou sobre a sua relação conturbada com a sua mãe (Shirley, que estava na plateia), que chegou a expulsá-lo de casa, e pediu desculpas pela série de bobagens que fez. Ele citou quatro pessoas como fundamentais na sua vida: Phil Jackson (seu técnico nos Bulls), Jerry Buss (dono dos Lakers), Chuck Daly (seu técnico nos Pistons) e James Rich, cuja família o acolheu quando ele foi expulso de casa. Ele classificou cada um como “um mentor, um pai, alguém para quem você pode olhar e ligar a qualquer hora do dia, alguém que ignora tudo e olha para você apenas como uma pessoa de bom coração”.

Rodman foi, em seu discurso, o melhor Rodman que eu já vi. Foi verdadeiro. Mostrou que já fez muita merda na vida, mas fez outras tantas coisas legais. Caiu, se levantou, ora está no auge, ora está no fundo do poço. Mostrou que tem problemas, que resolveu alguns, mas que tem tantos outros para resolver. Mostrou que é, esqueçam o chavão disso, um ser humano. Como eu, como você, como qualquer cara normal que conseguiu algo na vida, mas perdeu algumas coisas no caminho. Rodman foi Rodman. Não aquele do Detroit, que eu odiava, mas sim aquele do Chicago, que eu amava. E essa é a imagem que fica.

Leia também: Shannon Sharpe, Hall da Fama e uma emocionante lição de vida

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O melhor da semana (3): o presidente, o marketing e o impossível

Laor, presidente do Santos, ao lado de Pelé - Foto: Divulgação/Santos FC

Laor, presidente do Santos, ao lado de Pelé - Foto: Divulgação/Santos FC

De Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, presidente do Santos, sobre o seu sonho de inscrever Pelé no Mundial de Clubes da Fifa, em dezembro, durante a semana:

“Vou conversar hoje (quarta) com o Muricy. Ele é quem vai definir. Se topar, a presença do Pelé na final vira história. Vai ter repercussão mundial, como já está tendo”

“Imagine os japoneses no estádio e nas ruas e a audiência da TV no mundo inteiro com o Rei do futebol no banco. A motivação dos atletas santistas também seria outra”

“A inscrição e presença dele já é historia e a não inscrição também, pois o Muricy pode não querer fazer história. O Muricy pode ser o único técnico que recusou Pelé, já imaginou isso?”

“A presença do Pelé atrairia os olhares do mundo inteiro para o Santos e a simpatia da torcida japonesa para o nosso time”

“Ainda é uma brincadeira, um sonho que queremos realizar. Temos que seguir uma rotina. Primeiro o Muricy, depois o Pelé e depois a Fifa, não podemos colocar os carros antes dos bois. Vou falar com o Muricy antes do jogo contra o Vasco e vou mandar ele pensar”

“O Pelé eu falei com ele em homenagem do Conselho Deliberativo, na última quinta. Ele deu risada e disse que começaria a treinar”.

“Me ocorreu que o Pelé é tricampeão mundial pela seleção (1958, 62 e 70), mas é bi pelo Santos (62 e 63). E agora, 48 anos depois, nada mais justo do que ser tricampeão com a camisa do Santos também”

“O elenco do Santos é de qualidade e é versátil. Além do mais, o Santos faria apenas dois jogos. Concordo que se fosse uma competição longa, haveria perda, mas não é o caso”

“O treinador é a autoridade máxima. Se o Muricy vetar, vamos estudar outras formas de usar a imagem do Pelé”

“É claro que ele, mesmo dizendo que vai treinar para entrar em forma, não teria condições de jogar por muito tempo. Mas já imaginou ele entrando no fim de um jogo para bater um pênalti?”

Com essas palavras, Laor tirou o foco do lado futebolístico e deixou o marketing falar mais alto na semana santista. Mal se falou de Neymar e companhia, pouco se disse da derrota para o Vasco. A jogada de mestre foi colocar Pelé nos holofotes e dar tempo para o time se restruturar.

Para mim, essa é a única explicação plausível. Pelé, em campo, jogando pelo Santos, é algo impossível, inacreditável, uma verdadeira falácia. Defendo Pelé no Mundial, mas como uma espécie de embaixador santista, nada além disso.

De qualquer forma, só se falou em Pelé e Mundial nos últimos dias. Sem entrar em campo, Laor conseguiu ser o melhor da semana, mas ainda está longe de ser o melhor do mundo. Para isso, precisa esquecer o sonho (marketeiro), repito, impossível de rever Pelé em campo.

***** As frases usadas neste post foram retiradas de matérias veiculadas por UOL, Globo.com, iG, Terra e Lance! *****

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O melhor da semana (2): o filho de Mazinho e uma dor de cabeça no Barcelona

Thiago Alcântara em ação pelo Barça contra o Manchester - Foto: Miguel Ruiz/Barcelona

Thiago Alcântara carrega a bola pelo Barcelona no amistoso diante do Manchester - Foto: Miguel Ruiz/Barcelona

Thiago Alcântara vem sendo “o cara” na pré-temporada do Barcelona. Com as estrelas chegando agora e um time todo remendado, o moleque tem tomado conta do meio-campo e fazendo golaços (quatro dos cinco gols marcados pela equipe até agora). Uma ótima dor de cabeça para Guardiola.

Todo mundo sabe que o garoto de 22 anos é filho de Mazinho, lateral, ala e meia que foi campeão do mundo com a seleção brasileira em 1994. É meio-campista. Herdou do pai a qualidade na marcação e a enorme visão de jogo. Além disso, tem encostado cada vez mais ao ataque e batido bem de fora da área.

Parece a descrição de um meia ideal: marca bem, tem um passe seguro, finaliza com qualidade de fora da área e ainda consegue penetrar na defesa adversária. Se você tivesse que descrever um Xavi, um Iniesta, como seria? Talvez por esse caminho, né? Pois bem, é a base do Barcelona, mais uma vez, criando um belo jogador, capaz de entrar na equipe sem alterar sua maneira de jogar.

Thiago sabe que essa é a hora de brilhar. No Twitter, ele mostrou isso (está em espanhol, mas dá para entender perfeitamente). “4rto partido de la pretemporada, no pudimos ganar pero lo importante es seguir sumando minutos… Mañana [hoje] nos vamos para Miami! #tourFCB“.

Do site oficial do Barcelona, destaco uma notinha veiculada depois da derrota por 2 a 1 para o Manchester, a primeira da equipe na pré-temporada. Mais uma vez, em espanhol:

Thiago Alcántara no deja de sonreír. Además de los pases imposibles que suele hacer y los detalles técnicos que deja sobre el terreno de juego, ahora ha añadido una faceta más: el gol. Y es que Thiago lleva cuatro goles de los cinco que ha marcado el Barça durante esta pretemporada. El gol de este sábado ante el Manchester United ha sido, sin embargo, uno de los más bonitos.

“Hemos jugado para ganar a pesar de ser un amistoso”, comentaba un Thiago satisfecho por el trabajo realizado y por el juego del equipo. Sin embargo el hispano ha echado en falta “un poco más de llegada” en zona de ataque y ha añadido que el objetivo prioritario del equipo durante esta preparación es “coger el ritmo”.

Respecto a su buen momento dulce de cara a portería ha explicado que “estoy teniendo fortuna” y que una de las claves es “seguir probando” y no dejar de intentarlo.

Veja só a mentalidade do moleque. Thiago sabe que, quanto mais jogar, mais o técnico vai ver que precisa dele mesmo quando o time estiver completo. Se anotar 80% dos gols da equipe até agora é “falta chegada”, imagina quando ele estiver mais próximo dos atacantes. A sorte é uma explicação simplória para a somatória entre treino e competência.

Seu perfil, também no site do Barcelona, é dos mais animadores. Se trata de un jugador diferente, de lo que se encuentran pocos. Posee un talento innato que le hace único, imprevisible y sabe encontrar la mejor pasada y ver agujeros fuera. No se esconde nunca y siempre intenta dotar al equipo de una velocidad más en ataque. Tiene también facilidad para probar el disparo de lejos.

Thiago é um dos futuros do Barcelona. Se será um Xavi, um Iniesta ou até um Messi, só o tempo dirá. Mas tem tudo para ser um baita jogador.

P.S.: E nada desse papinho de que ele é brasileiro, hein? Nasceu na Itália e chegou às categorias de base do Barcelona em 2005, com 14 anos. E mais, já defendeu a Espanha nas Eurocopas Sub-17 e Sub-21. Brasil, talvez, só nas férias.

Abaixo, os quatro gols desse moleque muito bom de bola na pré-temporada:

Thiago contra o Manchester – 1 golaço – 30/07

Thiago contra o Bayern – 1 gol e 1 golaço – 26/07

Thiago contra o Inter – 1 gol – 26/07

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O melhor da semana (1): Cristiano Ronaldo dá golpe de judô e os canhotos habilidosos

Uma semana de blog, é hora de criar alguma coisa bacaninha, né? Todo sábado, por volta de 11h, sempre vou lançar um “O melhor da semana”. O esporte, tanto faz. Quem brilhar entra no blog. Não precisa ganhar tudo: vale mais ser plasticamente bonito. A primeira semana tem como escolhido o Real Madrid (eu sei, parece que virei setorista de Real hoje), especificamente, Cristiano Ronaldo.

Ele deitou e rolou na semana. Fez três gols nos 3 a 0 contra o Chivas, mas se destacou mesmo por um lance de judô. O português se enrolou com Patricio Araujo e aplicou um belíssimo ippon no adversário. Abaixo, a jogada digna de dojô e os gols do CR7.

Ippon de Cristiano Ronaldo

Chivas 0 x 3 Cristiano Ronaldo

Já começo a brincadeira subvertendo a ordem das coisas e usando alguns lances do amistoso da semana anterior, LA Galaxy x Real. O lado esquerdo espanhol promete dar trabalho, com Marcelo e Fabio Coentrão (e ainda tem Di María). Primeiro, o brasileiro, em lace de rara habilidade. Depois, o português, mostrando raça e contorcionismo.

Marcelo entorta o adversário

Fabio Coentrão se estica

Por fim, o golaço de quem? Cristiano Ronaldo. Esse blog já destacou o lance contra o LA Galaxy, mas vale a pena ver de novo, agora por vários ângulos.

Cristiano Ronaldo abusa contra o LA Galaxy

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