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Beisebol e o jogo mais divertido da história

David Freese ganha o jogo 6 para os Cardinals - Foto: Jeff Curry/US Presswire

David Freese ganha o jogo 6 para os Cardinals - Foto: Jeff Curry/US Presswire

O sexto jogo da World Series, a final da MLB, foi daqueles. Faltam palavras para definir. No Twitter/Facebook, eu escrevi “Que jogo absurdo, fantástico, sensacional, genial, impressionante, espetacular!”. Mas foi pouco.

Teve de tudo, tudo mesmo. Erros imbecis e defesas sensacionais, arremessos completamente perdidos e outros certeiros, home runs, strike out… Enfim, de tirar o fôlego.

A cereja do bolo começou na nona entrada e foi até o fim. Só no beisebol se consegue, em questão de segundos, mudar um jogo inteiro. É o arremessador contra o rebatedor. Em centésimos de segundos, a bola viaja, e o destino de uma equipe é traçada, para o bem ou para o mal.

David Freese e o home run da vitória dos Cardinals

Na sexta partida, o Texas Rangers esteve, em duas oportunidades, a um arremesso do título inédito. Dava pra sentir, pela TV, que faltava ar no estádio. Por outro lado, o St. Louis Cardinals estava a uma rebatida de se salvar, de virar o jogo, de sobreviver na série. O clima era de pura, total e absoluta, tensão.

E aí o St. Louis sai do buraco, vira o jogo e leva a decisão para o sétimo duelo. Agora, quem ganhar será o campeão. Segurem a respiração!

Fácil, fácil, foi a partida mais insana que eu vi na minha vida. Fica a dúvida: foi o melhor jogo da história do beisebol? Espero que o melhor seja o próximo, e o próximo, e o próximo…

P.S.1: Meu palpite segue o mesmo, vitória dos Cardinals no jogo 7.

P.S.2: Ainda bem que a TV a cabo, em especial, a ESPN, traz esses esportes para que a gente se delicie. Claro, o alcance ainda é pequeno, mas é legal ver a galera discutindo rúgbi, batendo papo sobre futebol americano, entre tantos outros. Cansa só futebol, não?

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Fifa, Lusa, beisebol, All Blacks, tragédia e City

Pílulas do fim de semana:

– Excelentes avanços no que diz respeito à minha jogabilidade no Fifa 12. Rivaldo se encaixou perfeitamente no novo esquema de jogo, e Luis Fabiano desandou a fazer gols.

– Como é legal a Portuguesa já garantir a vaga para a Série A do ano que vem. Vale um post sobre o tema: precisa mesmo de um time cascudo, duro, seco, para voltar à elite? Jorginho e seus comandados provam que não.

– Albert Pujols, jogo 3 da World Series, Texas Rangers 7 x 16 St. Louis Cardinals: 5 de 6 nas rebatidas, 3 home runs, 6 corridas impulsionadas. Não entende nada de beisebol? Ok, isso quer dizer, basicamente, que o cara teve a maior apresentação individual na final da MLB. Monstruoso! Pitaco: Cardinals levam o título em 4 a 3, hein!

– All Blacks confirmaram o favoritismo e conquistaram o título do genial Mundial de rúgbi. Final tensa com a França, que surpreendeu e engrossou demais o jogo no segundo tempo. Uma baita decisão, para fechar com chave de ouro uma competição sensacional.

– Novo domingo, nova tragédia. O que dizer da morte de Marco Simoncelli na MotoGP. O sentimento é o mesmo da última semana. O melhor, acho, é o silêncio, como forma de homenagem.

– Manchester United 1 x 6 Manchester City. Clássico local, uma das maiores goleadas da história. Se fosse aqui, Alex Ferguson teria sido demitido antes de chegar ao vestiário. Mas é lá, e ele fica. Assim como eu fico por aqui!

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Um jogo, um controle remoto e um caso de polícia

A notícia vem dos EUA, do site West All is Now e é genial. A tradução, com as devidas adaptações, está abaixo:

Um homem de 97 anos que queria assistir a um jogo do Milwaukee Brewers ligou para o 911 para reclamar que alguém havia roubado o seu controle remoto.

De acordo com o boletim de ocorrência da polícia de Greenfield:

O homem ligou para o 911 para reclamar que alguém havia roubado um controle remote de sua residência (vou deixar o endereço de lado) por volta das 20h do dia 26 de setembro.

O controle remote foi achado depois que a polícia atendeu a reclamação, então o homem conseguiu assistir ao jogo dos Brewers.

Imagino o desespero do senhorzinho ao descobrir que seu controle remoto tinha sido “roubado”. Também imagino a reação dos policiais ao atender ao chamado e o grau de urgência que eles deram ao caso.

Ainda estou a 64 anos de chegar aos 97 do senhorzinho, mas graças à organização da minha casa, confesso que, algumas vezes, pensei em chamar as autoridades para achar o controle remoto da TV. Ou da NET. Ou ainda, mais grave, do videogame. Todos as opções eram, sem dúvida, casos de polícia.

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O melhor da semana (6): o beisebol, sim, é um jogo legal

Longoria marca home run e coloca os Rays nos playoffs - Foto: J. Meric/Getty Images

Longoria marca home run e coloca os Rays nos playoffs - Foto: J. Meric/Getty Images

Se você gosta de beisebol, basicamente já leu tudo o que eu vou escrever aqui. Se não, perca seu tempo, prometo, vale a pena. O fato é que, enquanto o Brasil ganhava da Argentina na quarta-feira, os EUA paravam para a última rodada da temporada regular da MLB, a liga de beisebol. Imagine que a fase de classificação conta com 162 jogos e, faltando apenas um para acabar, quatro times brigavam pelas duas últimas vagas nos playoffs.

Só uma explicaçãozinha rápida: a MLB é dividida em duas ligas, a Nacional e a Americana. Cada uma é dividida em três divisões, Leste, Central e Oeste. Para ir para os playoffs, um time precisa ou vencer a sua divisão ou ter a melhor campanha tirando os campeões (chamado de wild card). Pronto, quatro de cada lado para o mata-mata, semis e finais das ligas, decisão da MLB. Simples assim.

Na Liga Americana, Philadelphia Phillies (Leste), Milwaukee Brewers (Central) e Arizona Diamondbacks (Oeste) já haviam garantido os títulos de suas divisões. Faltava o wild card. Atlanta Braves e St. Louis Cardinals entraram no último dia empatados, 89 vitórias e 72 derrotas. Se os dois vencessem, jogo extra. O St. Louis atropelou o Houston Astros (pior time do ano), enquanto o Atlanta suou, mas perdeu em casa no 13º inning (cada jogo, normalmente, vai até 9; se há empate, segue até um time vencer) para o Philadelphia.

Não bastasse isso, o dia decisivo da Liga Nacional foi ainda mais tenso e emocionante. New York Yankees (Leste), Detroit Tigers (Central) e Texas Rangers (Oeste) estavam garantidos. Boston Red Sox e Tampa Bay Rays, ambos da Divisão Leste, chegaram no dia D com 90 vitórias e 71 derrotas. Mas aí vem a pausa para a história.

O Boston abriu o mês de setembro com 8 jogos de meio à frente do Tampa Bay (o Atlanta tinha a mesma vantagem sobre o St.Louis, mas vou focar na Liga Nacional). É uma distância das mais consideráveis. Imagine seu time com uma diferença dessas a menos de um mês do fim da temporada regular terminar. Autoestima lá em cima certo? E quem está atrás, como acreditar em uma virada? Só um milagre para se classificar.

Mas, sabe como é, esporte tem dessas. Para uns, é tragédia. Para outros, é milagre. E chegam Boston e Tampa Bay com campanhas idênticas ao dia D. Em casa, Rays contra os classificados Yankees. Red Sox joga fora, na casa do Baltimore Orioles, terceira pior campanha da Liga Nacional, quarta pior da MLB.

Aí, virou doideira. Os Yankees abriram 5 a 0 no segundo inning e aumentaram para 7 a 0 na quinta entrada. Na mesma quinta entrada, o Boston virava o placar para 3 a 2. A chuva, então, paralisa o jogo do Red Sox. O time de Nova York controlava o jogo, mas o Tampa Bay explodiu no oitavo inning, diminuindo para 7 a 6.

Como eu disse, é tragédia cá, é milagre lá. O time de Tampa marcou o ponto salvador na nona entrada, empatando o jogo. O Red Sox entrava na nona entrada vencendo por 3 a 2. Bem, o que dizer… A equipe entregou dois pontos no último inning e perdeu por 4 a 3. Imediatamente, o placar foi anunciado no Tropicana Field, campo dos Rays. Bastava ao time da casa vencer para avançar aos playoffs. Se perdesse, jogo extra contra o Boston em casa.

E passa a 10ª entrada, e nada. A 11ª, idem. Em Boston, nêgo rói as unhas, os dedos, as mãos. E vem a 12ª entrada. E vem Evan Longoria (não confunda com Eva Longoria, a musa de “Desperate Housewives”) para o bastão. E vai cacetada para o lado esquerdo do campo. E a bola passa rente ao poste que diferencia um “home run” de um “foul ball”. Home run, 8 a 7, vitória sofrida dos Rays e vaga suada nos playoffs.

Um resumo sensacional do dia D

Boston ficou no caminho como um dos times que mais vacilaram na história da MLB. Franquia vencedora, acostumada a ser campeã, tropeçou justamente no momento mais decisivo da competição. A decepção foi tamanha que o técnico, Terry Francona, foi demitido do comando da equipe após oito anos e dois títulos. É só o começo de uma reformulação pela qual deve passar o elenco depois da lambança.

Já os Rays… Bem, o que dizer do meu time de coração da MLB. Confesso que eu gostava dos Yankees, mas, em 2007, fui fazer um curso nos EUA, na cidade de St. Petersburg, justamente onde fica o Tropicana Field, estádio da equipe. Até então, o Tampa Bay Devil Rays era o pior da liga, com orçamento de exatos US$ 24.123,500 milhões, menos do que os US$ 30 milhões ganhos por Alex Rodriguez por temporada nos Yankees.

Eu nunca tinha visto um jogo de beisebol na minha vida. Não perdi a chance e assisti três, duas derrotas e uma vitória. Sabe aquele negócio de torcer para o mais fraco? Pois é, adotei isso com o Devil Rays. E não é que o time começou a reagir? Foi só tirar o “Devil” do nome que a equipe passou a entrar na lista de concorrentes aos playoffs.

Em 2008, o Tampa Bay mudou de nome, deu um tapa no escudo, alterou as cores da equipe, ganhou um reforço financeiro, conquistou a Divisão Leste pela primeira vez na história (foi fundado em 1998) e, por consequência, conseguiu a vaga inédita nos playoffs. Eliminou Chicago White Sox e foi campeão da Liga Americana diante do Red Sox, mas perdeu a World Series, a final da MLB, para o Philadelphia Philles.

Nada mal para um time que, uma temporada antes, era um saco de pancada da liga. Em 2009, fez uma temporada irregular e acabou em terceiro na Divisão Leste. No ano passado, voltou a conquistar a Divisão e foi aos playoffs, mas caiu logo no primeiro mata-mata contra o Texas Rangers.

Enfim, o dia D do beisebol consagrou os Rays, que alcançaram a terceira classificação para a pós-temporada nos últimos quatro anos, e levou para o limbo o Red Sox, segunda maior franquia da liga (atrás apenas dos Yankees). Em duas partidas, o destino de duas equipes foram definidos de formas distintas. Como eu disse, o beisebol é legal, é só questão de querer entender o jogo. Um jogo que tem dias memoráveis. Dias de tragédias e vilões para uns, de milagres e heróis para os outros.

P.S.: Estou perdendo madrugadas de sono com a Copa do Mundo de rúgbi. Acompanhem, é legal pra caramba. Em breve, posts sobre o tema!

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Logo da “ESPN” se transforma em símbolos de todas as universidades

Galera nos EUA fica ensandecida com o esporte universitário. Nesta montagem, eles uniram os logos de tudo que é universidade em um só, tendo como base o símbolo da “ESPN”. Pra quem manja, é um desafio saber qual logo representa a universidade X ou Y. Pra quem não manja, como eu, é bacana ver a criatividade dos caras. E pensar que isso é feito com o esporte universitário…

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Charlie Sheen: quase melhor no beisebol que na telinha

Com alguns raros momentos de genialidade, Charlie Sheen tem sido um desastre ambulante nos últimos meses. Mas o ator agora resolveu dar uma de dublê de jogador de beisebol. Em partida do Arizona Diamondbacks, ele foi tentar uma rebatida na área de aquecimento. E, vamos combinar que ele tem sido melhor com o bastão do que com o microfone. Quer dizer, quase. No lance, ele sofreu uma lesão no ombro e agora está meio de molho. Tá difícil, Charlie Harper?

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A ligação entre um sargento, as filhas e o beisebol

Noite de segunda-feira. Gracie e Ruby Weichman, irmãs gêmeas de 4 anos, vão para o Avista Stadium, em Spokane, Washington. O duelo entre Spokane Indians e Yakima Bears está em segundo plano: elas ganharam uma promoção e vai bater uma bolinha nas entradas do jogo de beisebol.

Chega a partida, elas entram em campo e ganham o joguinho. O prêmio vem ao fim da próxima entrada. No “dugout” (espécie de banco de reservas) dos Indians, sai o sargento da Força Aérea, Chris Weichman, pai das garotas, que estava servindo no Afeganistão.

A família não sabia que ele estaria ali. Nem mesmo sua mulher. Ele entra em campo, mas não consegue ir muito longe. Ajoelha-se. Abre os braços. As pequenas correm em sua direção. Sua mulher chega logo depois. O reencontro é emocionante. O estádio vem abaixo, uma ovação de 4 mil pessoas. E nunca mais um jogo de beisebol será só um jogo de beisebol para Gracie e Ruby.

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