Arquivo do mês: fevereiro 2014

10 motivos para ver o Super Bowl para quem é fã de futebol americano

Os astros do Super Bowl XLVIII - Foto: NFL.com

Os astros do Super Bowl XLVIII – Foto: NFL.com

1
É o maior jogo da temporada do futebol americano. É uma daquelas partidas repletas de adjetivos. Épica, digamos. E você não pode perder isso. Nunca. Jamais.

2
É a chance de ver Peyton Manning se eternizar como o maior quarterback da história.

3
É a chance de ver Marshawn Lynch se eternizar como um dos maiores running backs da história.

4
É a chance de ver Russell Wilson dar um passo rumo à eternidade.

5
É a chance de catequizar seus amigos (as) que não gostam ou nunca viram um jogo de futebol americano.

6
Assistir ao show do intervalo e comentar com os amigos: “Ah, o do Bruce Springsteen foi melhor, hein?”

7
É a chance de ver jogadores geniais fazerem jogadas geniais. Ou jogadores comuns fazendo coisas extraordinárias. O jogo é democrático, e heróis inesperados podem surgir a qualquer instante.

8
Esse jogo será lembrado e falado por pelo menos sete meses, no mínimo. Não vai ficar fora dessa, né?

9
Você torce para Broncos ou Seahawks? Então, é dever moral ver o jogo. Não vai ver? Desvio de caráter.

10
Só 10 motivos? Sério? Só podia ser um torcedor do Buffalo Bills mesmo para escrever só 10 motivos…

LEIA MAIS
10 motivos para ver o Super Bowl para quem não dá a mínima para o Super Bowl

P.S.: O guia completo do Super Bowl XLVIII para você se divertir. De graça, no site da NFL. É só clicar aqui, são 292 páginas de muita história.

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10 motivos para ver o Super Bowl para quem não dá a mínima para o Super Bowl

O guia para o fã casual do Super Bowl - Foto: NFL.com/Illustration

O guia para o fã casual do Super Bowl – Foto: NFL.com/Illustration

1
Tem show do intervalo que é “o show do intervalo”.

2
Para entrar no clima, é a desculpa para se entupir de hambúrguer e batata frita.

3
É mais uma desculpa para entornar litros e litros de sua bebida preferida, inclusive – ou especialmente – as alcoólicas.

4
É outra desculpa para chamar os amigos para encher sua casa num domingo chato, comer hambúrguer, batata frita e tomar doses cavalares de cerveja.

5
Quer mais uma desculpa? É a desculpa para sair de casa – rumo a um bar ou à casa de algum amigo – num domingo chato, comer hambúrguer, batata frita e tomar doses cavalares de cerveja.

6
É a chance de torcer para um time qualquer porque a camisa é bonita ou a cor do capacete é legal ou é divertido falar Peyton Manning ou porque o quarterback é bonitão – mas não chega aos pés do Tom Brady – e, ainda por cima, mudar de time a hora que quiser. Sem culpa.

7
Tem um monte de cheerleaders bonitonas e, mesmo com o frio de New Jersey, não dá para desprezar. Sem culpa, claro.

8
Nunca viu um jogo de futebol americano? Dê essa chance a você mesmo! O jogo é legal, você vai se divertir! E nada melhor do que começar vendo o principal duelo do ano, não?

9
Todo mundo vai falar disso na segunda e você, claro, não quer ser o único a não ter ideia do papo, né? A não ser que…

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… você resolva cumprir os passos de 1 a 8 – pule o 9, sem culpa -. Aí, claro, você tem uma boa desculpa para dar balão na manhã de segunda-feira. A não ser que seu chefe tenha visto o Super Bowl e aparecido para trabalhar. Vai arriscar essa jarda na quarta descida?

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10 motivos para ver o Super Bowl para quem é fã de futebol americano

P.S.: Do site da NFL: The Casual Fan’s Super Bowl Guide: XLVIII

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UFC 169: Barão e Aldo campeões e incríveis 6206 dias sem derrota

José Aldo, campeão dos pesos pena - Foto: Getty

José Aldo, campeão dos pesos pena – Foto: Getty

Renan Barão e José Aldo deram, às suas maneiras, aulas de como manter um cinturão de campeão no UFC 169. Somados, os brasileiros têm 6206 dias sem derrota, ou, se preferir, 16 anos, 11 meses e 26 dias. Não tem muito o que dizer, esses caras são especiais.

Vi, de fato, mais duas lutas do evento, e confesso que ignorei as demais, pelo simples fatos de terem sido extremamente chatas. O combate entre Frank Mir x Alistair Overeem, por “n” razões, não faria a menor falta ao card, enquanto a vitória de Abel Trujillo sobre Jamie Varner foi uma das coisas mais bonitas do UFC nos últimos tempos.

Abaixo, um resumão das quatro lutas que mais chamaram a atenção no UFC 169, que foi bom para os brasileiros, mas teve uma qualidade técnica bem discutível.

Renan Barão x Urijah Faber
Se havia uma dúvida sobre o cinturão de Barão, ela foi para o limbo na madrugada deste domingo. A aura de “interino” sondava o brasileiro, mesmo já sendo o campeão de fato. A aula que ele deu em Faber foi uma prova de que ele era o campeão undisputed há tempos.

Barão perdeu uma única luta em sua carreira no MMA, justamente a primeira, e 31 vitórias e 1 no contest em sua trajetória mais do que vitoriosa. São 3216 dias sem derrota (8 anos, 9 meses e 19 dias). Sério que alguém ainda tinha dúvida de alguma coisa? É um monstro!

José Aldo x Ricardo Lamas
Não tenho muito para dizer: é o melhor brasileiro no UFC. Entre WEC e UFC, são oito defesas de títulos. Mas dá para dizer que Lamas fez uma luta bem melhor do que o esperado. Coração gigante tem esse mexicano. Mostrou atrevimento, e assim que tem que ser. O problema é que do outro lado estava José Aldo, e aí complica. O campeão não deu show, mas dominou a luta por quatro rounds e só correu certo risco no fim do quinto. Risco controlado, cinturão defendido, e lá se vão 2990 dias (8 anos, 2 meses e 7 dias) sem derrota. Impressionante!

Frank Mir x Alistair Overeem
Joe Silva, o matchmaker do UFC, o cara que casa as lutas, conseguiu unir dois seres inexplicáveis no octógono. Overeem é um dos caras que mais cresceu fisicamente nos últimos anos, e leia isso como quiser. Mir já foi bom, mas é um peso pesado especialista em jiu jitsu que não luta direito em pé, ou seja, é meio estranho. Das duas, uma: ou Overeem ia nocautear em pé, ou Mir ia levar para o chão e sair de lá com a vitória.

Foi mais ou menos, mais ou menos assim. O fato é que Overeem só esteve em perigo em um momento, ao escapar de uma guilhotina. No restante, bateu como e quando quis em um Mir cada vez mais cansado. Pode ter sido o fim da linha para o norte-americano de 34 anos, que conheceu sua quarta derrota seguida. Sério, ele não vence desde que quebrou o braço de Minotauro em uma das lutas mais decepcionantes da minha história, em dezembro de 2011, no UFC 140.

Já Overeem desafiou Brock Lesnar, ex-campeão dos pesados, lenda do WWF/WWE, caso ele retorno ao UFC. Também em dezembro de 2011, no UFC 141, os dois se encontraram, e o holandês aposentou o grandalhão. Será que rola o reencontro? Com a palavra, Dana White.

Abel Trujillo x Jamie Varner
Foi uma das melhores lutas dos últimos anos e, mesmo me fevereiro, já é candidata a luta do ano. Combate franco, aberto, com muito mais raça do que técnica. Sabe MMA free style, moleque, à la Pride? Pois é, foi assim. Varner quase perdeu no começo, se recuperou e quase ganhou uma, duas, dez vezes, até que Trujillo, sabe-se lá como, acertou um petardo de direta. Verner beijou a lona. O primeiro nocaute da noite foi “o” nocaute da noite. Procure aí vídeos dessa luta e assista sem dó. Imperdível! Lutão!

P.S.: Clique aqui para saber como foi o UFC 169, round a round.

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Brasil no Mundial de basquete: uma excrescência de R$ 2,665 milhões

excrescência
2 fig. demasia, excesso, superfluidade; coisa que desequilibra a harmonia de um todo

Uma excrescência. Assim dá para definir a entrada do Brasil no Mundial masculino de basquete, por meio de convite da Fiba. O motivo para abominar o que rolou tem um preço: 820 mil euros, ou, se preferir, R$ 2,665 milhões.

A Fiba está na dela, assim qualquer loja no shopping ou restaurante ou o que você preferir. Coloca-se na prateleira o produto wild card com o preço que quer, no caso, R$ 2,665 milhões. Para entrar na fila, leia-se, entrar na fila, sem a segurança de que o produto será comprado, as entidades tinham que desembolsar essa fortuna. Eu coloco o preço, se alguém quiser pagar, ótimo. Trouxa não é quem cobra, trouxa é quem paga.

Pois bem, 13 países entraram na fila. Alemanha e Itália tiveram sanidade suficiente para pedir licença e dar uma voltinha. Para a Fiba, danem-se alemães, italianos, brasileiros, enfim, dane-se quem entrou, quanto mais gente nessa fila, melhor. Afinal, receber R$ 34,6 milhões sem sair do lugar é o sonho de consumo de qualquer um, certo?

Brasil, Grécia, Turquia e Finlândia foram os escolhidos. Brasil, com um basquete falido, um campeonato nacional que ninguém sabe quando acontece ou quem joga, sem perspectiva alguma de um futuro primissor, torra dinheiro sabe-se lá de quem – de onde vem? – para conseguir a vaga. Depois do papelão na Copa América, aquela que garantia o país esportivamente, o que pensa a entidade em disputar um Mundial, com um nível técnico extremamente superior ao torneio continental? Espera-se um título? Sério?

E mesmo se o Brasil fosse uma gigantesca potência, será que vale a pena fritar essa grana dessa maneira? Se a ideia é fomentar o esporte, que já foi um dos mais praticados e queridos do país, não seria melhor investir na base? Quantos torneios se paga com essa grana? Quantos jogadores se formam com essa fortuna? São tantas as perguntas que nem vale a pena continuar.

O wild card existe, e só isso já é uma bizarrice. Imagine que seu time de futebol foi rebaixado, não jogou nada, levou nabo de deus e o mundo, mas, sabe como é, já ganhou o campeonato duas vezes, então, amigão, paga uma grana aí e joga na elite, vai. A gente gosta de você, quer dizer, pagando, a gente te ama. É bizarro um Mundial com seleções convidadas, quando acho que o critério técnico sempre deve prevalecer. Ficar fora de um Mundial por falta de qualidade é um demérito, mas se classificar por um critério financeiro e lobista é tão abominável quanto torrar a grana para entrar na fila. O wild card, repito, é uma bizarrice.

Para completar, uma coincidência história marca a data. Em um 31 de janeiro de 1959, há 55 anos, o Brasil conquistava o primeiro de seus dois títulos mundiais, destruindo o dono da casa Chile no jogo derradeiro por 73 a 49. A seleção figurou entre os quatro mais bem colocados nas seis primeiras edições do torneio: 4ª em 1950, 3ª em 1967, vice em 1954 e 1970 e campeã em 1959 e 1963, a primeira bicampeã da história. Mais uma pergunta, para finalizar: será que esse sucesso sem precedentes – nem antecedentes – custou algo perto de R$ 2,665 milhões?

Fica, aqui, a admiração e a homenagem a Amaury Antônio Pasos, Carmo de Souza “Rosa Branca”, Edson Bispo dos Santos, Fernando Pereira de Freitas, Jathyr Eduardo Schall, José Maciel Senra “Zezinho”, Otto Carlos Phol da Nóbrega, Pedro Vicente Fonseca “Pecente”, Waldemar Blatkauskas, Waldyr Geraldo Boccardo, Wlamir Marques e Zenny de Azevedo “Algodão”, além do técnico Togo Renan Soares “Kanela” e do assistente João Francisco Braz, responsáveis, dentro de quadra, pelo primeiro título mundial do Brasil. Há 55 anos, o país precisava apenas de uma bola, muita técnica e doses cavalares de raça para brilhar. Hoje, 55 anos e um dia depois, precisa abrir a carteira para entrar na fila e trabalhar nos bastidores para receber uma pulseirinha VIP e entrar em um Mundial. Uma pena. Uma excrescência.

P.S.: A escolha do Brasil está explicada aqui, no site da Fiba, em inglês, entenda como quiser.

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