Arquivo do mês: janeiro 2014

Sobre “Get Lucky”, imbecis e “a música que une o mundo”

A apresentação lendária no Grammy - Foto: Divulgação

A apresentação lendária no Grammy – Foto: Divulgação

Sou um imbecil em muitos assuntos. Um deles: cinema. Não vi os últimos lançamentos, não sei quem são os grandes diretores, não tenho atores prediletos, muito menos consigo analisar a cenografia, a luz, o som, a montagem. Tudo isso para repetir que sou um imbecil em cinema.

Mas, em um filme chamado “Empire Records”, traduzido sensacionalmente como “Sexo, Rock e Confusão”, que eu tenho em DVD (sim, tenho alguns DVDs), de 1995, o personagem Eddie, interpretado por James “Kimo” Wills, diz uma das frases mais sensatas da história da humanidade.

“Esta música é a cola do mundo, cara. É o que une tudo. Sem isso, a vida não teria sentido.”

Obviamente, sou um imbecil quando o assunto é música também. Claro que, aí, tenho meus prediletos, sou chato – leia-se intolerante – com muita tranqueira, gosto de coisas que não deveria gostar, enfim, a imbecilidade continua.

Mas até um imbecil como eu sabe quando alguma coisa é boa. Muito boa. Genial. Histórica. Lendária. E todos os clichês cabem na frase.

Foi em agosto do ano passado que eu viajei a trabalho para os EUA. Uma tal “Get Lucky” bombava nas rádios de lá. O caminho de carro entre New York e Bristol, ida e volta, teve essa música como trilha, e não foram poucas vezes que ela tocou. Voltei, claro, com ela na cabeça.

Passa agosto, passa setembro, o imbecil aqui é internado, quase morre, mas sobrevive e sai do hospital. Na loucura por respirar a poluição e curtir o trânsito, resolve ir para casa dirigindo. Depois de 13 dias praticamente preso em uma cama – ou em um quarto -, você passa a dar valor para as coisas que odeia, no caso, poluição e trânsito. Ligar o rádio fazia parte do pacote, e lá estava ela, “Get Lucky”, me dando sorte no sonhado retorno para casa.

O tempo segue passando e descubro de sopetão que está rolando o Grammy – sabe como é, plantão de fim de semana é pesado. Bom, vamos lá dar uma olhada. Música vai, música vem, vejo pessoas que eu nem sabia que existiam sendo premiadas, enfim, a coisa vai rolando até que surge a tal “Get Lucky” no caminho. Dessa vez, ao vivo.

Não dá para negar que o que aconteceu naquele palco foi uma das coisas mais surreais da música planetária nos últimos tempos. Catarse coletiva. Até Yoko One levantou os bracinhos. A música do Daft Punk é um aceno de que há uma luz no fim do túnel. O vocal de Pharrell Williams, goste ou não, cai como uma luva. A guitarra matadora de Nile Rodgers é de arrepiar, com direito até a uma canja do clássico “Freak Out”. O baixo de Nathan East é a cadência do samba naquela doideira. E a bateria de Omar Hakim dita um ritmo que, se você não for um ser inanimado, é impossível de não se mexer. Caras com anos-luz de história na música. Só podia dar em coisa boa. Muito boa.

Não contente, um tal de Stevie Wonder é a cereja no bolo. “Get Lucky” é boa demais, a apresentação é impressionante demais, e aí esse mestre surge para dar uma pitadinha de “Another Star”, uma daquelas músicas que você ouve, ouve, ouve e quer sempre ouvir mais, afinal, nunca é demais. Não precisava, sabe.

Vi e revi o vídeo algumas vezes. Em todas, a certeza é que, por mais imbecil que eu seja, sei que aquilo ali foi bom. Muito bom. Genial. Histórico. Foi tão sensacional que me fez lembrar a frase de um filme, um tal “Empire Records”. “Esta música é a cola do mundo, cara”: com Stevie Wonder, Daft Punk e toda a sua trupe, faz muito sentido.

P.S.1: O assunto é velho? Sim. Mas, sabe como é, leva tempo para se recuperar de algo assim, tão emocionante. Leva tanto tempo que, se me dão licença, vou ali ver e rever mais algumas vezes.
P.S.2: Assista “Empire Records”. A trilha é matadora. Claro, não vai ganhar o Oscar, mas agrada ao meu gosto, digamos, “refinado”.

"Sexo, Rock e Confusão" - Foto: Divulgação

“Sexo, Rock e Confusão” – Foto: Divulgação

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Alvaro Pereira, o novo Jorge Wagner de Muricy

Alvaro Pereira na estreia - Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net

Alvaro Pereira na estreia – Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net

“Acertamos na contratação.”

Alvaro Pereira chegou como um desconhecido para uns, uma esperança para outros. Lateral da seleção uruguaia, famoso por ser bom no apoio e por bater bem na bola, precisou de apenas alguns minutos em sua estreia para deixar bem claro: o São Paulo não contratou Alvaro Pereira, mas, sim, um novo Jorge Wagner para Muricy.

Jorge Wagner virou um dos símbolos da era vitoriosa do treinador no Morumbi. Cito alguns motivos: bom passe na saída de bola, bom posicionamento na defesa e no ataque e facilidade em botar a bola na área, além de ser o “rei” das bolas paradas. O meia nunca foi um gênio, mas um jogador dos mais úteis, especialmente sob o comando de Muricy.

Bastaram alguns instantes na estreia para perceber que Alvaro Pereira vai cair como uma luva no esquema do técnico. Logo, tem tudo para se tornar, rapidamente, um dos ídolos da torcida. Os motivos, e quaisquer semelhanças com Jorge Wagner não são, em hipótese alguma, um acaso:

– é o desafogo – ou seria a solução? – para a saída de bola

– compõe razoavelmente na defesa (Jorge Wagner defendia melhor), é extremamente útil no ataque (Alvaro Pereira tem mais explosão)

– sabe bater bem na bola, tanto para chutar a gol como, principalmente, especialmente, para cruzar a redonda para a área

– obviamente, graças ao motivo acima, dominou as bolas paradas

– ambos são canhotos; coincidência?

– não é um motivo, mas não duvido que, logo logo, o uruguaio deixará a lateral e virará meia

“Acertamos na contratação.”

Ganha uma mariola quem acertar o autor da frase. Muricy, claro. Ele fez ressalvas, mas aprovou o reforço logo na estreia. As razões são mais do que óbvias. O São Paulo contratou Alvaro Pereira, mas, para o treinador, ele ganhou um Jorge Wagner novinho em folha. Presentão!

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Além da imaginação: o último voo de Falcao?

Imagine que a seleção de seu país tem uma geração promissora, um time entrosado, que fez uma bela eliminatória. Imagine que essa equipe tem um jogador acima da média, um atacante veloz, feroz na arte de fazer gols. Imagine que essa seleção é a Colômbia. Imagine que esse cara, Falcao García, pode ser?, é a grande esperança de liderar essa molecada a uma sonhada participação histórica na Copa do Mundo.

Imagine, agora, que esse ídolo arranque para o gol em um jogo de sua equipe, imagine o nome dela, algo como Monaco. Imagine que o rival é fraco, que tal um tal de Monts D’Or Azergues, que imagine, jogue na quarta divisão. Imagine que o lance é dentro da área. Imagine que o zagueiro dê um carrinho infantil. Imagine que o joelho da sua estrela dobre para o lado errado. Imagine a queda. Imagine a mão no joelho. O grito de dor. A apreensão.

Imagine que, depois de passar por exames, venha um diagnóstico dos piores. Sei lá, imagine algo grave, como uma ruptura dos ligamentos. Imagine que o tempo de recuperação seja de seis meses. Imagine que o sonho de tudo isso, da Copa, da geração, dos gols, enfim, imagine que o sonho de toda uma nação caia por terra. Imagine a tristeza. É de ficar com o coração destroçado, não? Imagine só!

Claro, há de se imaginar o outro lado. Imagine que há esperança, mesmo que ela seja do tamanho de um grão de mostarda. Imagine que você tenha apenas e tão somente isso a se apegar. Imagine que isso seja suficiente, muito mais do que suficiente, para acreditar que o sonho daquele Mundial, o sonho de toda uma vida, de um país, ainda está vivo.

Agora, apague a nuvem da imaginação. A realidade dói, destroça mesmo o coração. Resta, realmente, um grão de esperança. É nele que Falcao García se agarra, com unhas e dentes, na expectativa de um próximo voo. Um voo rasante, fulminante, dilacerante rumo à Copa. Um único e último voo. Imagine só como seria legal. Eu imagino.

P.S.: Veja aqui o vídeo da lesão do colombiano. E como fica a Colômbia para a Copa sem sua principal estrela? Leonardo Bertozzi mata o assunto em seu blog, “Sem Falcao, veja 10 atacantes que a Colômbia pode usar na Copa”.

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“30 for 30”: Jimmy Connors, um bom livro de auto-ajuda e um babaca feliz

Jimmy Connors, "This Is What They Want" - Foto: Reprodução/ESPN

Jimmy Connors, “This Is What They Want” – Foto: Reprodução/ESPN

Um tenista de 39 anos, afastado das quadras, e sua última participação no US Open. Jimmy Connors fez de tudo, inclusive chover, na sua derradeira corrida, em 1991. Foi, sem dúvida nenhuma, uma das maiores sequências de jogos da história do esporte, não apenas pela qualidade, mas pela emoção e devaneio coletivo que o norte-americano causou na torcida local.

“This Is What They Want” é o documentário da espetacular e inigualável série “30 for 30” que trata desse torneio. Assista, está na programação dos canais ESPN. É de arrepiar, chorar, rir, se irritar, enfim, é tudo o que Connors representou naquele torneio. Mais: é reflexo de tudo que ele foi e fez em sua vitoriosa e quase interminável carreira.

LEIA TAMBÉM
Tudo sobre o genial “This Is What They Want” no site oficial da série “30 for 30”

A narrativa do filme é sensacional e te coloca naquele torneio como se fosse ontem. E ainda tem um lado que eu achei demais: imagine que exista um livro bom de auto-ajuda, e talvez, quem sabe, ele até já tenha sido escrito. Sabe aquelas frases de efeito, aquelas que servem em qualquer situação da sua vida, no esporte, na feira, em uma loja de CDs? Pois o filme é repleto de metáforas e de frases feitas que soam até como mantras. E o pior, ops, e o melhor é que todas fazem sentido. Sem elas, o filme não teria sentido.

Connors foi um gênio em quadra, um monstro da garra e da raça. Foi, também, um grande babaca, simplesmente porque ele era – e ainda é – um babaca. Sabe aquelas pessoas que você ama e odeia, ama porque são demais, odeia porque são babacas demais? Pois bem, Connors é um desses caras.

O final é dos mais surpreendentes. É tocante, quase indecifrável, ficam tantas perguntas no ar que o filme não acaba ali, faz você refletir sobre a vida, o mundo, enfim, como deve ser um bom livro de auto-ajuda.

Claro que não vou contar o que acontece, mas uma das frases mais curiosas vem do próprio Connors ao saber que era – é – chamado de babaca. O mais divertido é que o instante de indignação é substituído por um segundo de sinceridade, quando ele admite: “Quer saber, sou um babaca, mas sou um babaca feliz”.

E vendo o filme, fica muito claro: dá para amar e odiar muito esse babaca feliz.

P.S.: Para quem ainda não sabe, a ESPN fará uma série “30 for 30” apenas sobre futebol, aproveitando a Copa do Mundo. Não dá para adiantar nada, mas pelo que sei do que está rolando, sou obrigado a parafrasear Anitta, essa filósofa contemporânea: “Prepara”. Mais detalhes aqui.

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São Seedorf não faz milagre

“Non faccio miracoli”

Detalhe da capa de La Gazzetta dello Sport - Foto: Reprodução

Detalhe da capa de La Gazzetta dello Sport – Foto: Reprodução

Está aí em cima, na capa do jornal desta quinta-feira, e está lá, no site da “Gazzetta dello Sport”. A primeira derrota de Seedorf. A primeira eliminação no único torneio que o Milan tinha chance na temporada.

Futebol é quarta e domingo, diria Muricy. No caso, domingo e quarta. Domingo, estreia com vitória, elogios, esperanças. Quarta, primeiro revés, eliminação, críticas, mais críticas.

“Non faccio miracoli”

A frase fica ecoando. Seedorf precisou de uma derrota para sentir na pele o que todos já sabiam: o Milan tem um time limitado. Limitado é uma maneira educada de dizer que a equipe é fraca. Na bola, na técnica, não vai longe. Precisa de reforços urgentes, mas falta grana.

O ditado diz que, se a vida te dá um limão, faça uma limonada. E o que fazer com o Milan? Com o perdão do trocadilho, nada.

Claro que, no papel, existem bons jogadores. Mas aí você pega o elenco (que você pode ver aqui) e enxerga fragilidade para tudo que é canto. Monte o seu time aí e me diga: empolgante, não? Não mesmo. E quando os bons são poucos e ainda estão em má fase, a coisa fica ainda mais complicada.

Resta a Seedorf, então, apelar para o emocional. A reação, se vier, só chegará aliada à dignidade, à base da raça, da garra, do comer a grama. Mexer com o elenco, com os brios, me parece a única saída. Mas isso vai resolver os problemas eternamente? Que nada, é o “fator bombeiro”, é apagar o incêndio. Sem limão, sabe como é…

“Non faccio miracoli”

Fora de casa, o holandês fez milagre. Alguns, eu diria. Primeiro, ao aceitar a proposta de vir jogar no Brasil. Daí vieram outros: Taça Rio, Taça Guanabara, Carioca, vaga na Libertadores. Agora, em casa, carrega a esperança dos rossoneros para reerguer o time, o clube, enfim, tudo. Santo de casa faz milagre? São Seedorf já deixou claro que não.

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“LAZIO MERDA”: o esquecível Michel Bastos inesquecível para Roma e Lazio

Michel Bastos e a faixa da idolatria – ou discórdia – Foto: Twitter

Michel Bastos é um daqueles caras esquecidos na história. Tente lembrar todos os convocados para a Copa de 2010. Se faltou algum, pode apostar que é ele. E se, daqui alguns dias – semanas, meses ou anos, tanto faz -, você refizer a lista, pode acreditar: ele sumirá de novo da sua memória.

Lateral de velocidade, arrancada, chute potente e preciso, virou uma espécie de ponta na Europa, aquele meia com cara de ponta que joga aberto na segunda linha de quatro homens. Assim, se deu bem na França, onde chegou depois de voar no Figueirense. Do Lille para o Lyon – e para a Copa -, do Lyon para o Schalke 04, de lá para ganhar uma grana no Al Ain. Bolso em dia, veio a Roma.

A apresentação não foi preparada para ser das mais pomposas, mas ser visto e aplaudido pela torcida antes de um clássico contra a Juventus não é de se jogar fora. Aí veio a bomba, o primeiro canhão de Michel Bastos na Roma. Visto, ok. Aplaudido? Digamos, ovacionado. E, claro, execrado.

Com um cachecol escrito “LAZIO MERDA”, (devidamente em letras maiúsculas ou, se preferir, com o CAPS LOCK ligado) ele virou uma espécie de ídolo instantâneo da torcida romana. Afinal, chegar xingando o arquirrival publicamente é, sim, para poucos.

A Roma se desculpou, disse que o cachecol foi jogado pela torcida, e que o jogador o mostrou a todos sem ver o que estava escrito. Posso até acreditar, mas não é necessário ser nenhum estudioso de italiano, muito menos de português, para saber que “LAZIO MERDA” é “LAZIO MERDA” do Coliseu ao Oiapoque.

Se rolou uma idolatria de um lado, é fato que Michel Bastos terá sérios problemas com o outro. Além da rivalidade intensa, a seção fascista dos torcedores azuis, os temidos e inconsequentes Irriducibili, já deve ter espalhado a imagem da apresentação por tudo que é canto. Lembrando que o jogador é negro, a coisa pode ser ainda pior. “Procurado vivo ou morto”, manja? Tenso!

Torcida à parte, a minha é para que Michel Bastos jogue muita bola, se firme na Roma e vire ídolo por lá, boleiristicamente falando. E que a frase fique esquecida na história. Falando em esquecida, alguém se lembra dos 23 convocados por Dunga em 2010? Faltou um? Uma dica: joga na Itália, é ídolo romanista e inimigo laziale.

LEIA TAMBÉM
Blog do Mauro Cezar Pereira – Suásticas na arquibancada: tensão e nazi-fascismo nos duelos entre Lazio e Roma
Futebol Magazine – Irriducibili, a claque mais temida da Europa

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Começando pelo goleiro, o meu time ideal

Higuita e a famosa defesa escorpião - Foto: 8bit-football.com

Higuita e a famosa defesa escorpião – Foto: 8bit-football.com

Quando era moleque, semana sim, semana também, eu e um amigo fazíamos a mesma pergunta: qual é o seu time ideal? A base era o time do coração. Daí para a frente, dois critérios: 1 – imaginação; 2 – realidade.

Na imaginação, era simples: você escolhia a equipe dos sonhos, usando os melhores jogadores do planeta, e pronto. Muitas vezes, o meu 11 ideal era quase igual ao dele. Legal, bacana, diversão garantida.

A realidade era, de fato, um verdadeiro exercício de como ser um dirigente de futebol. Quando custa, como viria, quando viria, quem sairia pra bancar o jogador A ou B, se daria para trocar com o time C ou D ou, quem sabe, até um E entrava na dança. Era complicado e demorávamos horas falando disso. Ou seja, completamente genial!

Ultimamente, com esse mercado da bola extremamente movimentado, essas idas e vindas insanas de jogadores para lá e para cá, tenho pensado muito sobre isso. Eu sei, poderia ter uma vida social melhor e fazer muitas outras coisas. Mas, bem, esse sou eu.

É mais ou menos o que você fazia na febre da Master Liga no Winning Eleven. Você queria comprar o mundo, a seleção do planeta (a equipe dos sonhos, a imaginação), mas a realidade da falta de dinheiro aqui e ali batia à porta (o melhor time que dá para ter, a realidade).

Explicação feita, vamos à brincadeira.

Parte 1, o goleiro dos sonhos
É a mais direta possível. Qualidade é incontestável, então, a questão, aqui, é a preferência. Vou me limitar a apenas cinco nomes: Neuer, Casillas, Buffon, Courtois, Cech. A ordem é essa? Sim, é essa, mas imagine que seu time contrate um desses cara. Seu time aqui do Brasil mesmo. Obviamente, deixaria elenco e torcida em uma festa eterna.

Neuer vive um grande momento, é o melhor da Alemanha e, aos 27 anos, tem muita lenha para queimar. Cech, com 31, Casillas, 32, jogam fácil por pelo menos mais sete, oito anos. Buffon, 35, idem por mais cinco anos. Courtois seria aquela aposta ainda mais a longo prazo: aos 21 anos, o belga tem tudo para jogar pelo menos duas décadas e encher a prateleira de prêmios ano sim, ano também.

Parte 2, o goleiro da realidade
Aqui, poderia ponderar e citar trocentos nomes, mas como meu time tem goleiro (todos têm goleiros, blábláblá), minha lista tem apenas um nome: um monstro chamado Martín Silva.

O Vasco fez uma das melhores contratações do ano ao tirar o uruguaio de 30 anos do Olimpia (PAR). Ele é muito bom, daqueles que podem jogar, e bem, por 10 anos no seu time. É o cara com potencial para ser ídolo eterno. Sou fã desse cara e, admito, tenho uma inveja gigante dos vascaínos.

Entre os brasileiros, pela temporada 2013, Vítor foi espetacular. Pela carreira, já mostrou que é extremamente confiável. Jefferson e Fábio são muito bons, mas nenhum deles que me empolgue a ponto de um “nossa, queria esse cara no meu time”. Ou seja, o capitão fica e segue o jogo! Mas, se viesse o Martín Silva – ou o Neuer, vai -, ele poderia pendurar luvas e chuteiras.

P.S.: Quem me conhece sabe que estou longe de ser um defensor árduo de Rogério Ceni, mas dizer que ele falhou no segundo gol do Bragantino é de uma heresia absurda. Li coisas como “golpe de vista”, “erro de cálculo”, “ah, estava adiantado”. Fala sério! No primeiro, claro, rolou uma indefinição ali que pode ter sido fatal, mas, no segundo, poderia colocar dois, três Cenis, mais Neuer e Casillas ali que a bola entraria do mesmo jeito.

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