Arquivo do mês: dezembro 2013

Recomeço

Já escrevi cartões de Natal, mensagens de Ano Novo. Emails na época dos emails. WhatsApp em tempos de WhatsApp. Confesso que quase parei com isso. São poucas as coisas que eu escrevo nessas datas, e cada vez escrevo menos. O motivo é simples: acho tudo muito simbólico, mas de uma falsidade absurda.

Ser legal nos dias 25 ou 31 de dezembro e esquecer disso nos outros dias do ano é de uma estupidez gigantesca. Não serei legal o tempo todo, mas a essência está ali. Usar essa essência sempre é mais importante do que o mundinho cor de rosa do Natal e do Ano Novo. Nada contra, nada contra mesmo, recebo e leio mensagens que de fato me emocionam de gente que eu sei que realmente diz aquilo de coração, mas não tenho mais como escrevê-las. Simplesmente prefiro dizer quando sinto vontade, não só nas datas simbólicas.

Assim, esse post não é para dizer Feliz Natal, muito menos um Próspero Ano Novo. Na verdade, é para anunciar um recomeço que não vai mudar a vida de ninguém, mas será legal pra mim. Pretendo reativar esse blog e voltar a escrever as bobagens de sempre. Ou melhor: mais bobagens e mais sempre, e não esporadicamente. Assim, soa mais como o meu “espírito de Natal”, aquele que não dura só na data em que os shoppings se entopem e os cartões de crédito comemoram com sorrisos largos.

Este post está parecendo auto-ajuda, mas vou continuar. Se muita gente usa o 31 de dezembro para recomeçar, vou aproveitar a data protocolar para o meu recomeço. Mais um, aliás. Muita coisa tem acontecido ultimamente, e não apenas em 2013. Muita coisa boa, algumas ruins, mas todas verdadeiras aulas que me fizeram encarar tudo de outra maneira. Mais simples, talvez. Mais direta, acho que sim. Melhor? Com certeza. Recomeço atrás de recomeço.

Se você gosta de mensagens de Ano Novo, este post não é pra você. Virou meia-noite, a vida segue, e não há champanhe quente que faça com que as coisas se acertem, a não ser que você mude, ou se aprimore no que faz melhor. Se você se importa com mensagens de Ano Novo, que feio ler este post justamente hoje, na véspera do feriado. Se você não está nem aí, mas um “nem aí” positivo, para o bem, talvez estejamos na mesma página.

E é nessa página que as coisas começam a mudar a partir de já. Sem contagem regressiva, nem mensagens tortuosas. Sem farofa, leitão, arroz com passas, maionese quente, cerveja e aquela cidra safada. Afinal, não posso comer nem beber nada disso. Mas, enfim, uau, que boa nova, hein? Uhu! Aos dois leitores assíduos deste blog, vamos que vamos.

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Arquivado em Análises espertas do cotidiano