UFC 151: o evento que não aconteceu e que não tem hora para acabar

Pôster do UFC 152, por enquanto - Foto: Divulgação

Pôster do UFC 152, por enquanto – Foto: Divulgação

O UFC 151 foi cancelado, mas parece que não tem hora para acabar. Cada dia que passa, pinta uma nova historinha, um detalhezinho aqui e ali que aumentam ainda mais o debate sobre a bizarrice toda.

Primeiro, foi Jon Jones quem assumiu a culpa. Quer dizer, ele disse que a culpa foi dele, mas que a decisão foi acertada. Algo como, “fiz o certo, galera, mas, sabe como é”. Dá a nítida impressão que é mais um caso de a corda estourando no lado mais fraco.

“Estou carregando a cruz da minha decisão. Se há alguém que pode ser culpado, eu assumo toda a responsabilidade pelo UFC 151 ter sido cancelado. Peço as mais sinceras desculpas a todos atletas e fãs que desperdiçaram tempo ou dinheiro. Estou me sentindo péssimo por tudo isso.”

“As criticas me incomodam, mas tenho de enfrentar minha decisão, de ser o homem que eu sou. Quanto mais a audiência, maiores são as críticas. Muita gente sempre estará me avaliando, mas tenho de ficar feliz com o que é melhor para mim. No fim do dia, sei que fiz a melhor escolha para mim e para minha família.”

Bom, minha opinião sobre o assunto segue a mesma e pode ser lida no post anterior, no irrepreensível texto “Jones x Belfort no UFC 152 e o grande culpado do dia: Dana White”.

O detalhe sórdido ficou a cargo de Dan Henderson, até então, o mocinho da história. Afinal, ele se machucou em cima da hora, certo? Bem, mais ou menos. O veterano admitiu que a lesão no joelho não aconteceu bem na véspera do evento, mas duas semanas antes. Ok, tudo bem, a gente compreende, o cara achava que ia se recuperar a tempo, mas não rolou. Tudo isso seria normal se não fosse por uma observação: Chael Sonnen é da mesma equipe que Hendo.

Daí, o anúncio da lesão às vésperas não teria nada a ver com se recuperar a tempo ou não, mas sim como estratégia para ajudar o amigo de treino que está subindo de categoria e já pinta como um contender. Com Sonnen aparecendo como rival de Jones a oito dias do evento, não teria como o campeão dizer “não”. Mas, sabe como é, o MMA é uma caixinha de surpresas, e o campeão disse o improvável “não”.

Hendo, é claro, negou a teoria da conspiração. Mais: disse que o boato foi plantado pelo técnico de Jones, Greg Jackson, que foi apontado por Dana White como uma espécie de diabo na terra. Foi dele o improvável “não” que culminou no cancelamento do UFC 151.

Quero acreditar que Hendo agiu de maneira correta, tentou se recuperar até onde deu e viu que não dava mesmo. No entanto, o que tem de bandido travestido de mocinho no mundo do esporte – e o MMA não é uma exceção – não é brincadeira. Fatalmente, esse jogo de equipe será um boato eterno, ou melhor, será a grande notícia do UFC que não aconteceu até que surja a próxima historinha, o próximo detalhezinho. E, assim, o UFC 151 entra para os almanaques como o evento que não aconteceu e que não tem hora para acabar.

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