Arquivo do mês: maio 2012

Ronaldinho, Flamengo, a culpa de quem contrata e a dança

Ronaldinho e a bola - Foto: Maurício Val/Vipcomm

Ronaldinho e a bola – Foto: Maurício Val/Vipcomm

O Flamengo finge que paga, um monte de jogador finge que joga. Faz tempo que a máxima “vampetiana” existe e dá brecha para qualquer um entrar na Justiça com justiça. Assinou, meu caro, tem que pagar. Pelo menos deveria ser assim.

Ronaldinho não joga bola faz tempo. Se existe um cara que personifica a frase “ex-jogador em atividade”, é ele. Está estampado que não dá mais. Falta tesão, falta vontade, falta suor, sobra balada. É assim. Faz tempo.

Nada mais justo o torcedor flamenguista xingar o Ronaldinho. Mas, sabe como é, a culpa é só dele?

Todos os lugares que eu trabalhei contam com uma espécie de processo seletivo. Não basta ser indicado por alguém. Tem que ser indicado por alguém bom. Além disso, é prova, entrevista, dinâmica de grupo, enfim, trocentos pesos e medidas são usados. Hoje, isso é prática de qualquer empresa que se preze. Não dá mais para contratar batendo o olho no currículo.

Analisando o parágrafo acima, você vê como todos as variáveis depõem contra Ronaldinho. Talvez o fato de ele ser indicado pelo Pelé não adiantasse. Na prova de embaixadinha, seria capaz de deixar a bola cair. Em dinâmica de grupo, só passaria se fosse uma roda de pagode daquelas. E o currículo… Bem, faz tempo que nada de sensacional aparece no currículo dele.

Aí, eu penso: o Flamengo não sabia de tudo isso quando contratou? Quando fechou o negócio por zilhões de reais? Não estava na cara que seria um negócio de risco? A resposta, todos nós sabemos.

É claro que Ronaldinho tem culpa, já que não joga nada há muito tempo. O Flamengo também tem culpa, muita culpa, já que prometeu mundos e fundos para um cara que seria um gênio, mas foi apenas um rabisco. Enfim, um finge que paga, outro finge que joga.

Enfim, futebol das dancinhas, dançaram os dois, clube e ex-craque. Mais o clube, que fica, que o ex-craque, que passa. E como passa.

Mas, calma, torcedor, calma. O Adriano vem aí.

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Libertadores em noite de pênaltis, vela, heróis improváveis e deuses do futebol

Vela na Vila Belmiro - Foto: Reprodução de TV, Arte/Ricardo Zanei

Vela na Vila Belmiro – Foto: Reprodução de TV, Arte/Ricardo Zanei

Deve ser muito legal ser um dos deuses do futebol. Um dia, você e seus iguais sentam e falam: “Bom, hoje é gol no último minuto, hein? Faça-se a bola!”. No outro dia, um olha pra outro, aquele no canto dá um sorrisinho e diz: “O que acham de pênaltis?”. As divindades concordam, e assim é a segunda noite de quartas de final da Libertadores.

Dá para ter algumas leituras do duelo entre Santos e Vélez. Primeiro, acho que o time alvinegro é melhor que o rival, mas não confirmou essa superioridade nos dois jogos. Segundo, a equipe argentina é um das mais bem arrumadas do continente, sabe tocar a bola, sabe atacar, sabe se defender e, principalmente, soube marcar Neymar, apagadão tanto lá como cá.

Ou seja, o Santos jogou bem? Não. Em parte, culpa do próprio Santos, que parece cada vez mais refém de Neymar – e isso pode ser um problema ou uma solução. A outra parte foi culpa do Vélez.

Curioso como os heróis improváveis começaram a aparecer na Libertadores. Na quarta, mais uma vez, Paulinho e Santiago Silva foram os salvadores de Corinthians e Boca Juniores, respectivamente. Na quinta, a honra coube a caras como Leo, Alan Kardec e Jhonny Herrera, criticados, esquecidos e anos-luz de serem protagonistas de seus times.

Quem diria que Leo começaria uma jogada em alta velocidade, receberia de Ganso e tocaria com extrema precisão e sutilieza para Alan Kardec pegar de canhota e fazer o gol que o Santos precisava para respirar? Eu, com certeza, não. Os deuses do futebol, acho que sim.

Aí vem os pênaltis. Minha namorada pergunta: “Quem você acha que ganha?”. A resposta foi simples: “Se o Kardec fizer o primeiro, o Santos ganha”. Ele fez, os santistas foram convertendo os seus, os argentinos, perdendo. Foi aí que, antes do pênalti de Leo, a câmera do Fox Sports Brasil captou uma vela colada no alambrado (no vídeo abaixo, por volta de 4min40).

Pausa para reflexão.

Não devia ser a única vela colocada no gramado, muito menos a única vela acesa para a classificação santista. Minha mãe, palmeirense, vira e mexe acendia a sua para os santos palestrinos. Nem sempre ela era atendida, mas, sabe como é, mal não faz. A cena da vela acesa é mais uma daquelas sensacionais dessa Libertadores. Eu aqui, falando de deuses do futebol; em campo, Kardec, Papa e uma vela acesa. Metáforas e mais metáforas!

A vela acesa é aquela luz no fim do túnel. É o ponto de calor na noite fria. É algo que você não toca, mas simboliza tudo o que acredita. Enfim, a vela acesa é a cara da Libertadores, cara de futebol futebol, sabe?

E aí vem Leo, um tiozinho beirando os 40 anos, todo cheio de marra e garra, enfia a canhota na bola – dois lances santistas decididos com o pé esquerdo – e coloca o Santos na semi. A porrada no ar é sinal que o time ainda está vivo, sinal que o duelo com o Corinthians será absurdamente sensacional.

De novo, respirar fundo e ver a Universidade do Chile, a bela equipe da “La U”, atropelar o Libertad. Ahã. Se não fosse por Jhonny Herrera, aquele goleiro fraquinho que passou pelo Corinthians, o time paraguaio tinha despachado o favorito chileno. Mas os deuses queriam pênaltis, e foi a vez do ex-corintiano brilhar de novo e levar sua equipe para a semi. Foi aí que Jhonny Herrera desabou no chão, sinal que “La U” estava classificada mesmo após o sufoco, sinal que o duelo com o Boca Juniors será absurdamente especial.

Depois de uma noite de gols no finzinho, quando ninguém mais acreditava em mais nada, os deuses do futebol apelaram para o sofrimento dos pênaltis. Ainda colocaram heróis improváveis em campo, e até velas acesas. Que sacanagem, nobres divindades! E ainda estamos nas semifinais. Vixe!

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Um instante, gols e palavrões nas capas de jornais: essa é a Libertadores

Capas dos jornais "Lance!" e "Olé" - Fotos: Reprodução

Capas dos jornais “Lance!” e “Olé” – Fotos: Reprodução

O futebol é uma coisa de outro mundo. Por mais que seja um ambiente fétido, quando a bola rola, é difícil não se comover. Assim como na vida, um instante, um segundo, um piscar de olhos (use a metáfora que quiser)… pode alterar o rumo de tudo. A noite de quarta-feira da Libertadores foi um exemplo disso.

Aquele ar pesado, aquele clima tenso. Mesmo sem torcer para nenhum dos envolvidos, caramba, não tinha como não se envolver em nenhuma das duas partidas. A dedicação dos caras em campo foi algo exemplar. Cada tufo de grama era disputado como se fosse o último. Fazia tempo que eu não acompanhava 180 minutos de raça, garra, de um futebol como deve ser.

Carleto fez um daqueles gols de Libertadores. Bateu em todo mundo, pegou a curva mais absurda do planeta, entrou no cantinho. Gol chorado, chorado, daqueles de levar às lágrimas e pensar: “É assim que se ganha um jogo de Libertadores”. Mas, sabe como é…

Do outro lado estava o Boca. Escolha a divindade que quiser, mas nem ela sabe explicar a aura que ronda esse time. Caramba, se bobear, não é a melhor equipe nem de Buenos Aires. Mas tem camisa, tem tradição e coloca isso em campo de uma maneira tão grandiosa que é necessário muito mais do que um gol de Libertadores para mandar o Boca para casa.

Aí o jogo está acabando, a bola bate em todo mundo, acerta a trave, o goleiro se estica, tira em cima da linha – e se o Cavalieri não toca? – e aparece Santiago Silva, aquele El Tanque que virou motivo de chacota quando jogou no Corinthians e enterra o Flu. Gol chorado, chorado, daqueles de levar às lágrimas e pensar: “É assim que se ganha um jogo de Libertadores”. Com o Boca, é assim…

Deu tempo, basicamente, de respirar fundo e começar tudo de novo com Corinthians e Vasco. O ar no Pacaembu devia estar pesando toneladas. Jogo brigado, carrinho daqui, esforço até a última gota de suor dali. Foi um primor tecnicamente? Claro que não, mas foi um baita jogo, baita jogo mesmo.

Sabe aquele instante? Aquele segundo? O piscar de olhos? Antes dele, Diego Souza estava com a faca, o queijo e a vaga na semifinal nas mãos. Gol feito, diria um. É só marcar, diria outro. Mas é Libertadores, o ar estava pesado, pesado. Um instante depois, um segundo depois, um piscar de olhos e o que era gol se tornou uma das maiores defesas de um goleiro corintiano, sei lá, no século.

Do tapinha de Cássio à cabeçada de Paulinho foi uma eternidade, mas passou no instante, segundo, piscar de olhos. Foi mais ou menos essa medida de tempo que o Vasco vacilou. Bastou isso, esse fio de cabelo, para que o Pacaembu viesse à baixo, para que Diego Souza virasse vilão e Paulinho, herói.

“Boca, Carajo!”, disse a capa do diário “Olé”. “PQPaulinho”, a do diário “Lance!”. Entendo as críticas, mas acho que tudo que é torcedor de Boca e de Corinthians soltou exatamente esses palavrões no momento do gol, do apito final, da batalha vencida. Não acho exageradas, acho, sim, que refletem o grito da galera, aquele grito entalado na garganta. Que noite, hein? Parafraseando os jornais… Carajo! PQP, que noite!

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Chelsea, um time que veste azul ou Popopopopó

Drogba - Foto: Patrik Stolarz/AFP Photo, Arte/Ricardo Zanei

Drogba – Foto: Patrik Stolarz/AFP Photo, Arte/Ricardo Zanei

Tinha muito para escrever sobre a final da Liga dos Campeões, mas percebi que o texto estava escrito há décadas, tive apenas que reproduzir. Aumente o som e leia, mas em voz alta, por favor.

“Vesti azul”

Estava na tristeza que dava dó
Vivia vagamente e andava só
Mas eis que de repente
Me apareceu um brotinho lindo
Que me convenceu…

Dizendo que eu devia
Vestir azul
Que azul é cor do céu
E seu olhar também
Então o seu pedido
Me incentivou…

Vesti Azul! (Popopopopó!)
Minha sorte então mudou (Popopopopó!)
Vesti Azul!(Popopopopó!)
Minha sorte então mudou…

Passei a ser olhado com atenção
E fui agradecer pela opinião
Então senti que o broto
Estava toda mudada
Parecia até
Que estava apaixonada…

Então eu fiz charminho
E acrescentei
Só vim aqui saber
Como eu fiquei
E aquele olhar do broto
Me confirmou
Vesti Azul! (Popopopopó!)
Minha sorte então mudou (Popopopopó!)
Vesti Azul! (Popopopopó!)
Minha sorte então mudou…

Vesti Azul! (Popopopopó!)
Minha sorte então mudou (Popopopopó!)
Vesti Azul! (Popopopopó!)
Minha sorte então mudou…

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Liga dos Campeões: de Frank ou Franck?

Troféu da Liga dos Campeões - Foto: Divulgação

Troféu da Liga dos Campeões – Foto: Divulgação

Jogo já vai começar. Jogo não, final, decisão. Liga dos Campeões. Mas ainda dá tempo de escrever meia dúzia de palavras e, claro, pitacar.

Acho que a decisão passa pelos pés de Frank e Franck. O Frank, Lampard, é o motor do Chelsea. É dos pés dele que saem as principais chances de gol da equipe inglesa. O Franck, Ribéry, é a flecha do Bayern. É dos ágeis pés dele que voam as maiores chances de gol da equipe alemã.

Claro, eles não jogam sozinhos e blablabla. Como equipe, time, conjunto, acho que o Bayern é melhor. Mas o Chelsea eliminou o “imbatível” Barcelona, e quem faz isso merece méritos, além de estar com o moral lá em cima. São dois times de bons toques de bola, com dois matadores à frente, que sabem jogar para a frente quando estão com a bola, sabem defender sem a redonda.

Como o jogo, a final, a decisão já está para começar, o papo é simples. Bayern e Chelsea praticamente se igualam. Acho Frank um dos melhores de sua geração, mas hoje é dia da velocidade e da ginga de Franck. Munique e Boulogne-sur-Mer nunca mais serão as mesmas.

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“Once Brothers”, choro e silêncio

"Once Brothers" - Foto: Divulgação

“Once Brothers” – Foto: Divulgação

É impossível ficar impassível diante do turbilhão chamado “Once Brothers”, documentário da série “30 for 30”, com 30 filmes em celebração aos 30 anos da ESPN. Não viu? Corra e assista.

Não sou especialista em cinema. Adoro filmes, mas os vejo cada vez menos. Quanto a documentários, a assiduidade é ainda menor. Mas “Once Brothers” é, pra mim, um dos melhores documentários no que já vi.

Existem trocentas sinopses do filme na internet, e não vou me ater muito nisso. Resumindo, é a história de como amizade entre Drazen Petrovic e Vlade Divac, ambos jogadores de basquete, se deteriora graças à guerra na Iugoslávia.

Na verdade, o parágrafo é uma grande mentira. É amizade, guerra, encontros, desencontros, sucessos, fracassos, sorrisos, lágrimas. É, sim, uma grande história de erros e acertos, de escolhas pessoais e impessoais, de vida.

Você aí que está pensando “há, falou que eu vou perder 1h30 da minha vida vendo uma historinha de basquete”, deixe o preconceito de lado. Não adianta disfarçar não, é com você mesmo que eu estou falando. O basquete está ali, servindo de pano de fundo, mas passa desapercebido em tantas e tantas vezes que você até esquece que tem a ver com uma bola e duas cestas.

"Once Brothers", Petrovic e Divac - Foto: Reprodução

“Once Brothers”, Petrovic e Divac – Foto: Reprodução

Aliás, a história é tão complexa e envolve tanta coisa que o doente por esporte, e só por esporte, corre o sério risco de ficar boiando. Ou de ficar apenas na superfície do que está na tela, sem perceber que tudo está debaixo daquele enorme tapete. Curiosamente, é um documentário de foge tanto do âmbito esportivo que se torna um prato cheio para aulas de Filosofia, Geografia, História e Sociologia.

Vi o filme pela primeira vez em dezembro de 2010, numa madrugada solitária de trabalho no UOL Esporte. Fico feliz pelo “solitária”, já que chorei que nem criança. Hoje, 16/05, em um intervalo de “A Liga”, da Band, corri os canais e vi que estava passando ma ESPN. Vi e chorei novamente.

Claro, existem pontos de vista e pontos de vista, e “Once Brothers” mostra apenas um deles. Com isso em mente, fica evidente que Divac não é um santo, nem Petrovic é o diabo. E vice-versa. É uma história sem mocinho nem bandido.

“Once Brothers” é o tipo de filme que te deixa pensando na vida por horas, dias. Tentar entender como e por que irmãos “de sangue” se separam exatamente pelo mesmo sangue que os uniu, pelo ponto geográfico onde nasceram, é um desafio. Aí, a vida passa, e tudo que poderia ser dito se perde no silêncio.

“Once Brothers” – Trailer legendado

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Boca e Libertadores e um capeta chamado Riquelme: feitos um para o outro

Riquelme comemora gol - Foto: Ivan Alvarado/Reuters, Arte/Ricardo Zanei

Riquelme comemora gol – Foto: Ivan Alvarado/Reuters, Arte/Ricardo Zanei

Existem jogadores que foram feitos para determinados clube e funcionam perfeitamente em determinadas competições. É o caso de Riquelme, Boca Juniors e Libertadores.

É curioso como os times brasileiros ficam contando vantagem ao falar de suas conquistas continentais. Santos e São Paulo dividem a primazia e as provocações com três títulos cada um. Riquelme tem três: 2000, 2001 e 2007.

Claro que ele não joga sozinho, mas, em todos os títulos, teve papel fundamental. Pergunte para qualquer palmeirense se o nome de Riquelme é bem visto? Pergunte para torcedores de Palmeiras, Vasco, Grêmio e tantos outros, e a resposta será a mesma: ele é o capeta. São calafrios e pesadelos até hoje.

É curioso que, quando se pensa em Boca, a imagem que vem à cabeça é de um rime guerreiro, raçudo, que dá carrinho e come grama. Riquelme é a antítese disso: refinado, sempre em pé e de cabeça erguida.

Em tempos de correria e de velocidade extrema, de jogadores polivalentes, de atacar, marcar, atacar, marcar, Riquelme é o porto seguro. Enquanto todos correm, ele, em slow motion, pensa. Parece que o mundo desacelera quando o meia está com a bola. E, num passe de mágica, está lá a redonda, mais veloz do que nunca, enquanto o camisa 10 segue o seu ritmo, impassível.

Mais do que pensar o jogo, Riquelme é o cara quando o assunto é decisão. Pode errar feio, mas peca pela tentativa, nunca pela omissão. Nesse sentido, ele é mais Boca do que qualquer xeneize. Só para citar, bateu e converteu pênalti na decisão contra o Palmeiras em 2000 e na final contra o Cruz Azul em 2001, fez três gols na duelo contra o Grêmio (um no primeiro jogo, dois no segundo) em 2007. Um capeta.

Além do Boca, o meia passou pelo Barcelona, sem sucesso, e pelo Villarreal, no qual foi o grande nome do time que conseguiu o terceiro lugar inédito no Campeonato Espanhol em 2004-2005. Na Liga dos Campeões 2005-2006, levou a equipe amarela ao seu melhor resultado continental. Passou invicto pela fase de grupos, deixando em último o monstruoso Manchester United. Eliminou os Rangers nas oitavas e a monstruosa Inter de Milão nas quartas. Só parou na semi, contra o Arsenal: Riquelme perdeu um pênalti e nunca mais jogou bem pelo time espanhol.

Tantas e tantas vezes ouvimos o nome de Riquelme sendo comentado como possível reforço de um time brasileiro. Nunca deu certo, e acredito que nunca daria: por sua história, pela maneira de jogar, mesmo com o sucesso no Villarreal, ele é Boca. E “só”.

Os brasileiros são fortes, a Universidad do Chile é muito boa, o Vélez é bem arrumado, mas ninguém bota mais medo na Libertadores do que Riquelme. O Boca tem um timinho bem meia-boca (há), e ele tem sido a salvação nos momentos de tensão. O que ele fez contra o Unión Española foi de arrepiar. O Boca precisa dele, ele sabe disso, e esse é o maior problema.

O Fluminense tem muito mais bola que o Boca. Tem Deco, Fred, Sóbis. Mas não tem Riquelme. Ele, Boca e Libertadores formam uma tríade daquelas de tirar o sono. Calafrios e pesadelos. Um capeta esse Riquelme.

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