Arquivo do mês: fevereiro 2012

Prazer, Azusa Nishigaki, a nova musa do MMA

Arianny Celeste e a ring girl convidada para o UFC 144, Azusa Nishigaki, Miss Japão Universo 2008 - Foto: Divulgação/UFC

Arianny Celeste e a ring girl convidada para o UFC 144, Azusa Nishigaki, Miss Japão Universo 2008 - Foto: Divulgação/UFC

Azusa Nishigaki era um nome completamente desconhecido por mim até o UFC 144, quando a modelo japonesa deu uma canja como ring girl. Ao que parece, a beldade agradou a galera, já que pipocam comentários aqui e ali em relação à simpatia – e, obviamente, as curvas – da moça.

Azusa Nishigaki na pesagem do UFC 144

Fui dar uma fuçada para descobrir algo espetacular da vida da musa, uma espécia de fofoca no mundo do MMA, e confesso que achei pouca coisa. Ela foi uma das concorrentes no Miss Universo Japão 2008 e, depois, engatou uma carreira como modelo. Curiosamente, Azusa tinha experiência como ring girl, já que participou de uma edição do extinto Sengoku. Nessas, acabou no Brasil.

Azusa Nishigaki e amigas modelos no GP do Brasil - Foto: Reprodução/Facebook

Azusa Nishigaki e amigas modelos no GP do Brasil - Foto: Reprodução/Facebook

Pior de tudo que é verdade… Em 2008, mesmo ano em que ganhou fama no seu país, a beldade deu um pulinho por aqui, onde participou do Grande Prêmio do Brasil de F-1. O que ela fez? Pelo que entendi no perfil da moça no Facebook, ela veio para cá modelar e se divertir. Justo, não?

Azusa Nishigaki em sua estreia no UFC - Foto: Divulgação

Azusa Nishigaki em sua estreia no UFC - Foto: Divulgação

A foto ao lado de Fernando Alonso mostra que Azusa pode até ter modelado por aqui, mas se divertiu bem mais que trabalhou…

Azusa Nishigaki tieta Fernando Alonso no Brasil - Foto: Reprodução/Facebook

Azusa Nishigaki tieta Fernando Alonso no Brasil - Foto: Reprodução/Facebook

Agora, fica a dúvida: será que a moça vai ser efetivada como nova ring girl oficial do UFC. Tem uma vaga aberta, já que Chandella Powell foi limada da organização (o Blog Na Grade do MMA, do meu amigo Jorge Corrêa, explica o caso). No site do UFC, a página de plaqueiras conta com as titulares Arianny Celeste e Brittney Palmer e a sumida Rachelle Leah. Chandella já desapareceu dali, deixando um espação para a foto de mais uma beldade. Pela reação da galera, Azusa Nishigaki é a musa da vez.

Azusa Nishigaki é entrevistada por Ariel Helwani*

*Ariel Helwani é um dos caras mais bem informados do MMA. O jornalista canadense trabalha, entre outros lugares, para MMAFighting.com e NBCSports.com. Cobre o mundo das lutas desde 2006 e foi eleito duas vezes o jornalista do ano, em 2010 e 2011, no World MMA Awards, o Oscar do MMA.

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29/02/2012 · 16:40

Brasil de sempre, explicações de sempre e quem precisa de uma reciclagem?

Ronaldinho: em preto e branco, apagado e sem brilho, um rascunho de craque - Foto: Mowa Press e Arte/Ricardo Zanei

Ronaldinho: em preto e branco, apagado e sem brilho, um rascunho de craque - Foto: Mowa Press e Arte/Ricardo Zanei

Não sei quantas pessoas pararam para assistir ao amistoso entre Brasil e Bósnia-Herzegóvina. Sei que o número é cada vez menor. Em parte, pela qualidade do futebol. Em parte, pelo discurso apresentado. O fato é que, começa jogo, acaba jogo, e as coisas seguem iguais: o futebol é nanico, e o discurso é o mesmo.

Separei algumas frases ditas depois da partida, todas ao SporTV. Abaixo delas, meus comentários. Acho que vou tornar esse post um espécie de “molde” para usar em todos os jogos da seleção. Não importa se perdeu ou ganhou, o papinho é sempre o mesmo. Divirta-se:

“Esse campo não ajuda a gente a fazer o ‘um-dois’ que estamos acostumados”, Thiago Silva

Acho Thiago um dos melhores zagueiros do planeta, mas acho que o último “um-dois” da seleção foi na Copa do Mundo de 2010, com as arrancadas de Maicon. E só. O campo não ajuda para os dois, zagueirão, a lógica é sempre essa. Ah, Ok, é mais fácil destruir que construir, mas não dá para colocar a culpa por um futebol ridículo no campo.

“O campo é muito difícil. A seleção gosta de tocar bastante a bola e o gramado não ajudou. Prejudica nosso estilo de jogo”, Hulk

É curioso ver Hulk falar em estilo de jogo, sendo que nem Mano Menezes tem ideia de como implantar um na seleção. Que o Brasil toca a bola, isso é fato. O atacante só esqueceu de dizer que toca feio demais…

“A qualidade deles na parte tática é impecável. Todos ficam atrás da linha da bola, fechados. Quando você joga contra uma equipe assim, o risco aumenta, pois eles só jogam no contra-ataque, e isso pode ser fatal. Felizmente, isso não aconteceu hoje”, Thiago Silva

Jogador de futebol deveria ser proibido de usar a desculpa do “adversário fechadinho”, da “forte marcação”, do “não deixou jogar”. Ou Thiago Silva achou que a Bósnia entraria em campo com dois zagueiros, três meias e cinco atacantes? Impressionante que ainda se use esse tipo de desculpa no futebol.

“A gente está fazendo de tudo para achar a forma ideal de jogar, como todo brasileiro gosta, que é dando show. Não foi o que a gente fez hoje, mas o mais importante foi a vitória”, Neymar.

Tirando o “importante foi a vitória”, dá para reaproveitar em qualquer jogo do time de Mano. Essa é para guardar na manga, hein?

“O Ronaldinho esteve abaixo, a jogada terminava nele. Não teve sequência com qualidade de passe. A equipe fluiu melhor com o Ganso, ele deu mais continuidade aos lances”, Mano Menezes.

Então, né… O Ronaldinho está abaixo desde 2006. Foi naquele ano que a bola passou a chegar nele e morrer por ali. A frase de Mano seria perfeita para justificar a ausência do Gaúcho em qualquer convocação. Mas, infelizmente, serve para justificar o óbvio: Ganso – e até minha falecida vó – jogaram só um pouco, bem pouco mesmo, mas foram melhor que o flamenguista.

********************

O resumo da ópera é simples: não dá mais para ficar jogando essa bolinha e dizer essas asneiras achando que o torcedor tem cara de palhaço. Acho que, hoje, o Brasil precisa, primeiro, fazer um time, dane-se qual será a maneira de jogar, mas só depois disso é que se pode pensar em jogar algo. Pode perder, mas que seja por ação, e não essa omissão, essa preguiça danada.

Reciclagem é a palavra para definir o momento. Reciclagem de bola, reciclagem de microfone. Quem precisa de uma reciclagem? Por favor, seleção, levante a mão. Já cansou a paciência essa bolinha de sempre, essas explicações de sempre.

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São Paulo, o time mais divertido de se ver

São Paulo, ainda desfigurado - Foto: Wagner Carmo/Vipcomm e Arte/Ricardo Zanei

São Paulo, ainda desfigurado - Foto: Wagner Carmo/Vipcomm e Arte/Ricardo Zanei

Você, aí, torcedor de qualquer time, está correndo os canais e descobre que vai passar um jogo do São Paulo. Pare tudo e assista. Com certeza, você não vai se repetir. Para o torcedor tricolor, tem sido um martírio, mas, para quem torce para outro time – ou contra aquele do Morumbi -, ver o São Paulo em campo é diversão garantida.

Tudo se deve a dois fatores. O primeiro, é um time em formação. O segundo: parece que tudo está acontecendo ao mesmo tempo no Morumbi. Jogadores chegam, alguns se machucam, outros se lesionam seriamente (Wellington, uma pena), tem cara suspenso… Aí o time tem que mudar toda hora, não acha o conjunto, enfim… Bata tudo que é problema no liquidificador e, basicamente, o que sai é o São Paulo.

Mas aí você assiste ao jogo e vê que, do meio para a frente, é um time bem armado, bacana de se ver. Tem toque de bola com o Jadson, com o Cícero, até com o Maicon. O Casemiro parece ter acordado de novo. O Cortez caiu como uma luva ali na esquerda. Lucas tem sido mais decisivo. Luis Fabiano se machuca, você pensa “e agora?”, mas um William José ressurge e desanda a fazer gols. Entra um Fernandinho e decide. Enfim, se você é são-paulino ou gosta do bom futebol, é divertido de ver!

Por outro lado, achei apenas uma expressão para definir a defesa tricolor: uma zona. Não vou entrar no mérito de que a marcação tem que começar com os atacantes e blablabla, mas, individualmente, a coisa está triste. Piris, cada vez mais, dá pinta de ser um jogador para time mediano, ou seja, está no lugar errado. Rodolfo está longe dos seus melhores dias. Paulo Miranda é uma tristeza, e Edson Silva começou bem, mas sumiu.

Lá atrás, o time começa com um Denis inconstante, o que é mais do que normal. Afinal, o cara vai treinar e tem um Rogério Ceni babando, louco para voltar. Olha para o banco e tem um cara como Emerson Leão, um dos melhores goleiros da história, gritando com ele. Tem que ter um sangue frio do caramba para assumir a posição e não vacilar. Piscou, levou gol.

Enquanto o São Paulo não se acertar como um todo, tenho certeza que seus jogos serão os mais divertidos de se ver. Hoje, é um time com um ataque insinuante e uma defesa vacilante. Quem sabe, em um, dois meses, essa equipe tenha um ataque ainda mais envolvente, mas ganhe uma defesa segura e consistente. Aí, o São Paulo tem tudo para agradar quem ele mais precisa, o seu torcedor. Por enquanto, é diversão garantida para todos os gostos, menos para o paladar tricolor.

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Brasil x Bósnia no Bruno José Daniel da Suíça: por que não aqui?

Bruno José Daniel, em Santo André - Foto: Divulgação

Bruno José Daniel, em Santo André - Foto: Divulgação


Não nasci há tanto tempo assim, mas sou da época que o Brasil jogava em estádios sensacionais. Também jogava, pasmem, em solo nacional. Hoje, parece que os locais escolhidos para receber a seleção são proporcionais ao futebol apresentado. Ou seja, o time de Mano Menezes só joga em estádio pequeno, o que contradiz com a (suposta?) grandeza do futebol tupiniquim.

Vejamos o palco do sensacional Brasil x Bósnia-Herzegóvina: a AFG Arena, um estádio multi-uso com capacidade para estratosféricos 19.694 torcedores. Essa verdadeira meca da bola fica na enorme cidade de St. Gallen, na Suíça, casa de quase 73 mil pessoas. Basicamente, um quarto da população cabe no estádio.

Fico imaginando a seleção brasileira adentrando o surrado gramado do estádio Bruno José Daniel, o Brunão, casa do time da minha cidade, o Santo André. O site do clube diz que a “arena” andreense, que não é multi-uso, mas já recebeu shows de Menudos e Xuxa, tem capacidade para 15.157 pessoas. O recorde é de 21 mil. Vai dizer que, com a bolinha que o time de Mano Menezes vem jogando, não dava para calçar a chuteira no coração do ABC?

De acordo com estimativa do IBGE, com dados de 2011, Santo André tem 678.485 habitantes e é a 25ª cidade mais populosa do país. Você conhece Bayeux, na Paraíba? Eu nem sabia que existia, mas, pelo nome, poderia ser vizinha de St. Gallen. Pois bem, lá, em Bayeux, vivem 100.136 pessoas, e o município é o último colocado entre todos do Brasil com mais de 100 mil habitantes. À sua frente, existem 284 cidades. Mas, mesmo assim, a cidade paraibana, sede do estádio Lourival Caetano, para 2 mil torcedores, tem 27 mil habitantes a mais que a aprazível St. Gallen.

É a arborizada AFG Arena? Não, é o Lourival Caetano, em Bayeux; no Google Earth, todo estádio pode receber o Brasil e, hoje, pode mesmo, não? - Foto: Google Earth

É a arborizada AFG Arena? Não, é o Lourival Caetano, em Bayeux; no Google Earth, todo estádio pode receber o Brasil e, hoje, pode mesmo, não? - Foto: Google Earth

A diferença de Santo André e Bayeux para a cidade suíça é que ambas não pagariam a grana que alguém está bancando para levar a seleção para lá. St. Gallen deve ser linda: pelas fotos que vi, parece ser um destino sensacional para uma lua de mel ou um ótimo lugar para encher a cara de vinho e comer queijo até cansar. Mas, vai dizer que serve para receber a seleção? Não, né?

Diante disso, fico pensando no quanto o Brasil se apequenou nos últimos anos, principalmente graças ao dinheiro. É basicamente assim: pagou, levou. Penso também no quanto a seleção se distanciou da sua torcida, de como se tornou um time internacional e não nacional. Acho que é mais fácil você achar alguém identificado com Barcelona ou Real Madrid do que com o Brasil.

É triste tudo isso. O Brasil passará por St. Gallen e, amanhã, a cidadezinha suíça nem vai lembrar do que aconteceu. Se mandasse o jogo aqui dentro, em Santo André, ou Bayeux, ou Vespasiano, ou Simões Filho, ou Camaragibe, enfim, em qualquer cidade do nosso país, com certeza, aproximaria esse time da sua torcida. Mas, sabe como é, quem pode mais, chora menos. E lá vamos nós ver o Brasil jogar no Bruno José Daniel da Suíça, mas sem o mesmo charme do mítico estádio andreense…

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UFC 144, um exemplo de como errar palpites e um tal jornalismo

Ben Henderson (à dir.), o novo campeão dos leves - Foto: Divulgação/UFC

Ben Henderson (à dir.), o novo campeão dos leves - Foto: Divulgação/UFC

“Enfim, abaixo, os palpites totalmente científicos para o UFC 144. Não tenho medo de errar todos. Aliás, seria divertido se isso acontecesse.”

No sábado, fiz um post com os meus palpites sobre o UFC 144, intitulado “Pitacos do UFC 144: Japão imprevisível”. A frase acima, digna de Nostradamus, faz parte desse post e só comprova algo bem legal que está acontecendo no MMA: a surpresa.

Seria simples falar que foi falta de sorte de A ou B, que C acertou um daqueles golpes impossíveis e que D teve melhor estratégia que o rival. O fato é que o card do Japão já deixava no ar que seria bem difícil acertar quem ganharia cada luta. Os palpites, meramente chutados, mostraram que meu pé estava bem torto. E isso me deixa feliz.

A surpresa é um dos fatores que movem o esporte. Nem sempre o melhor vence, nem sempre o cara mais bem preparado tem sua mão levantada do fim do combate. Claro, quem treina e estuda mais tem mais chance, mas, sabe como é, um instante de vacilo e já era. O “Japão imprevisível” se confirmou.

Também é legal para mostrar duas coisas sobre aquele jornalista sabichão. A primeira: o cara pode estudar pra caramba sobre determinado assunto, mas, quando se fala em palpite, é meramente uma escolha. A segunda: o cara pode escolher antes e fazer uma análise “criteriosa” para justificar sua escolha. No fim, ambas convergem para o mesmo ponto: uma criança de dois anos poderia apontar os vencedores e ter mais sucesso que qualquer um.

Palpite é palpite e é legal, pro ego, acertar. Mas, se você erra, sinceramente, dane-se. Se você acerta tudo, aproveite a maré e jogue na Mega-Sena. Esse palpite aí eu queria acertar…

P.S.: Só pra constar, das 12 lutas do UFC 144, errei apenas 10 palpites e, graças a Jacke Shields e Riki Fukuda, o “vexame” não foi ainda pior.

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Pitacos do UFC 144: Japão imprevisível

Pôster do UFC Japão - Foto: Divulgação

Pôster do UFC Japão - Foto: Divulgação

Vi e revi esse car do UFC 144 para dar meus pitacos. Por melhor que seja o “casamento”, existem lutas em que você bate o olho e sabe quem vai vencer. Mas o evento japonês traz tanta coisa “além” do octógono que fica quase impossível pitacar.

Há o lado emocional da coisa, do retorno do UFC ao Japão, e só por isso as lutas já ficam mais tensas. É o palco do Pride, e todo mundo que já viu um evento do Pride vai lembrar um pouco do que era. A torcida japonesa é maluca, são vários lutadores locais em ação, e a galera vai empurrar. É mais ou menos como um UFC no Brasil: tudo pode acontecer.

Quando a coisa fica assim, o cara pode dizer que estudou muito e que o lutador A vai vencer. Mas, vamos falar a verdade: eu fiquei horas olhando o card e todos meus palpites são, basicamente, chutes. Isso não tira o fato de eu achar mesmo que o lutador A vai bater o B. Mas todos esses fatores podem jogar as suas previsões no limbo.

Enfim, abaixo, os palpites totalmente científicos para o UFC 144. Não tenho medo de errar todos. Aliás, seria divertido se isso acontecesse. E só colocaria o evento japonês na lista dos melhores da história, ou da década, ou do ano…

Arianny Celeste e a ring girl convidada para o UFC 144, Azusa Nishigaki, Miss Japão Universo 2008 - Foto: Divulgação/UFC

Arianny Celeste e a ring girl convidada para o UFC 144, Azusa Nishigaki, Miss Japão Universo 2008 - Foto: Divulgação/UFC

CARD PRINCIPAL

– Frankie Edgar (EUA) x Ben Henderson (EUA) – leve
– Henderson é bom, mas tendo a achar que Edgar vai atropelar. Campeão vence por submissão.

– Quinton Rampage Jackson (EUA) x Ryan Bader (EUA) – meio-pesado
– Mesmo depois da balança, mantenho o palpite. Adoro Bader, mas Rampage vence por nocaute e adia a sua aposentadoria

– Mark Hunt (NZL) x Cheick Kongo (FRA) – pesado
– Outra luta que promete. Kongo vence por nocaute e volta a sonhar mais alto no UFC

– Yoshihiro Akiyama (JAP) x Jake Shields (EUA) – meio-médio
– Lutão, hein, parte 2? Palpite polêmic: acho que Shields cala Saitama e vence por decisão

– Yushin Okami (JAP) x Tim Boetsch (EUA) – médio
– Lutão, hein? Okami se recupera da derrota para Anderson Silva e vence por submissão

– Hatsu Hioki (JAP) x Bart Palaszewski (POL) – pena
– Lutinha enrolada, mas Palaszewski nocauteia

– Anthony Pettis (EUA) x Joe Lauzon (EUA) – leve
– Aí é torcida mesmo, Lauzon vence por submissão

CARD PRELIMINAR

– Takanori Gomi (JAP) x Eiji Mitsuoka (JAP) – leve
– Puro chute. O estreante Mitsuoka vence por submissão

– Norifumi Yamamoto (JAP) x Vaughan Lee (ING) – galo
– Será que a torcida ajuda? Acho que sim, e Yamamoto leva por decisão

– Riki Fukuda (JAP) x Steve Cantwell (EUA) – médio
– Fukuda vence por decisão e acaba com a saga de Cantwell no UFC

– Takeya Mizugaki (JAP) x Chris Cariaso (EUA) – galo
– Torcida ajuda, e Mizugaki vence por decisão

– Zhang Tiequan (CHN) x Issei Tamura (JAP) – pena
– Tiequan vence por submissão

Pesagem – UFC 144

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Uma lição de vida chamada Kareem Abdul-Jabbar

O gancho mortal de Kareem Abdul-Jabbar - Foto: Getty Images

O gancho mortal de Kareem Abdul-Jabbar - Foto: Getty Images

Kareem Abdul-Jabbar foi a estrela do “Bola da Vez”, da ESPN Brasil, na noite desta sexta-feira (24/02). É o tipo de programa que deveria ser distribuído gratuitamente nas escolas do Brasil e entrar na grade curricular. Uma vez por mês, tem que assistir e fazer uma redação sobre o tema. É daquelas entrevistas que, se você ver 500 vezes, terá 1.000 lições e zilhões de motivos para rever.

Tenho a nítida e triste sensação que pouca gente sabe quem é Kareem Abdul-Jabbar, especialmente no Brasil. É uma pena. Não vou dissecar a carreira dele aqui. Jogue o nome no Google e descubra as peripécias que esse cara aprontou em quadra. Mas acho que dá para dizer com todas as letras que, fora do basquete, ele ainda foi mais genial.

Dois pontos da entrevista me chamaram a atenção. Ambos têm íntima ligação com John Wooden, um monstro, uma lenda do basquete, um dos maiores técnicos da história do esporte, um Telê Santana da quadra. Não lembro muito bem a primeira pergunta, mas Jabbar disse algo assim:

“John Wooden sempre falava que o importante era estudar. A educação vinha sempre em primeiro lugar. O basquete vinha depois.”

A outra pergunta foi sobre o momento mais marcante da carreira de Jabbar. Ele disse que foi a conquista do título da NBA em 1985, quando o Los Angeles Lakers finalmente venceu aquele timinho do Boston Celtics, de Larry Bird, Kevin McHale, Roberto Parish, Dennis Johnson…

Foi aí que ele falou sobre a emoção que sentiu ao superar o recorde de pontos de Wilt Chamberlain e se tornar o maior cestinha da história da NBA. Só para constar, são 38.387 de Jabbar e 31.419 de Chamberlain, hoje o quarto na lista. Mas nem no videogame você marcou tantos pontos assim.

“Foi emocionante, mas John Wooden sempre nos ensinava que o mais importante era o coletivo, e não o individual.”

Os tempos mudaram, a realidade é outra, blablabla, mas tem coisas que não mudam: educação, caráter, consciência… A entrevista de Jabbar é uma lição de vida, daquelas para guardar para sempre. O cara foi um monstro em quadra e, fora dela, é um ser humano fora de série. Claro, não é santo, comete seus erros também, mas nos ensina o caminho a ser trilhado. Uma aula, uma aula…

Top 10 – As melhores jogadas de Kareem Abdul-Jabbar

P.S.1: Sei que o programa será repetido nas grades de ESPN Brasil e ESPN, mas não achei nada da entrevista em lugar algum. Procure e, se achar, me mande. É de chorar.
P.S.2: Foi perguntado quando ele começou a fazer o gancho, sua arma letal. Jabbar disse que começou a treinar aos 10, isso, DEZ anos de idade, foi aperfeiçoando aqui e ali, treinava com uma mão e com a outra, até que conseguia fazer o movimento e acertar a cesta do meio da quadra, de esquerda e de direita. Ou seja, o cara tinha talento, mas suou pouca coisa para chegar onde chegou, não? Fica mais uma lição.

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UFC 144, Pride e a volta do MMA ao Japão

UFC está de volta ao Japão - Foto: Divulgação

UFC está de volta ao Japão - Foto: Divulgação

Você escolhe. O Japão esperou 4.089 dias – ou 11 anos, 2 meses e 10 dias – para rever um evento do UFC. Desde o fim do Pride, já se vão 1.667 dias – ou 4 anos, 6 meses e 22 dias – sem uma grande apresentação de MMA no país. Enfim, o bom filho à casa torna, e a “meca” das artes marciais se reencontra com o UFC.

O Japão já teve o evento de maior prestígio do mundo das lutas, o Pride. Pode se dizer que era a maior competição de vale-tudo do planeta. As regras eram menos rígidas, o que gerava golpes mais violentos e lutas mais sangrentas. Só de lembrar dos “tiros de meta” dá calafrios…

Agora, o país vê o MMA, com normas que servem justamente para proteger os combatentes. Foi esse MMA, agressivo, mas sem a violência do vale-tudo, que conquistou o planeta. E, agora, tenta reconquistar o Japão.

O último UFC no Japão - Foto: Divulgação

O último UFC no Japão - Foto: Divulgação

Fuçando aqui, descobri que o último UFC por lá foi o 29, justamente o último antes da venda da franquia da SEG para a Zuffa. Foi lá que Tito Ortiz e Pat Miletich mantiveram seus cinturões. Foi lá que Dennis Hallman massacrou Matt Hughes em apenas 20 segundos, e Chuck Liddell venceu Jeff Monson após 15 minutos de combate. Foi lá que acabou o UFC “à moda antiga” e foi dado o primeiro passo rumo ao UFC que conhecemos hoje.

Foi graças ao Pride que alguns brasileiros conquistaram fama e prestígio internacional, em combates de tirar o fôlego. De cabeça, lembro das duas lutas entre Wanderlei Silva e Quinton Rampage Jackson, de Wanderlei contra Mirko Cro Cop, de Minotauro renascendo das cinzas contra Cro Cop e Bob Sapp, de Shogun e Minotouro em um duelo de arrepiar.

Tirando os brasileiros, o Japão foi palco da formação da lenda sobre Fedor Emelianenko e é a terra de um cara que foi muito odiado por aqui, Kazushi Sakuraba, o “Caçador de Gracies”, que ganhou nada mais nada menos de Royler Gracie, Renzo Gracie, Ryan Gracie e Royce Gracie. Um fenômeno.

Você deve estar se perguntando por que o UFC demorou tanto para voltar a um país que tem uma tradição milenar em lutas, não? Mesmo depois que a Zuffa comprou o Pride, em março de 2007, o domínio dos eventos de artes marciais seguiu nas mãos de gente graúda no Japão, e o UFC simplesmente não conseguia negociar com esses caras. As arestas foram se aparando e, depois de muito papo e muito mais dinheiro, chegou-se a um acordo.

A minha expectativa é que, além de renascer o MMA no país, a realização de um UFC sirva como o primeiro passo para a recuperação de algumas artes marciais no Japão. O milenar sumô, por exemplo, está à beira da falência, graças a desvios absurdos e resultados combinados em bolsas de apostas. O UFC não é o messias, longe disso, mas pode servir de exemplo e alavancar outras modalidades de lutas no país.

Música de abertura do Pride

Historinhas à parte, o evento deste fim de semana lembra, e muito, os realizados no Brasil. Alguns combates são bem legais, outros, especialmente do card preliminar, reúnem estrelas ou promessas locais. Confesso que tem lutador ali que eu nem sabia que existia. A novidade é um card principal inchado, com sete lutas, provavelmente atendendo a uma solicitação dos promotores japoneses.

O foco são as duas lutas principais, com Quinton Rampage Jackson x Ryan Bader e a disputa do cinturão dos leves entre Frankie Edgar e Ben Henderson. Mas uma outra luta me chama a atenção: Anthony Pettis x Joe Lauzon. São dois caras que adoram uma pancadaria, uma luta aberta. Lauzon é um dos lutadores que eu mais gosto de ver, principalmente pela versatilidade e pelo enorme coração. Ainda tem Yushin Okami x Tim Boetsch, Yoshihiro Akiyama x Jake Shields, e Cheick Kongo x Mark Hunt. Diversão garantida!

P.S.: Caros, já disse aqui e repito: em qualquer esporte, você tem que ser agressivo. Por isso, acho que o MMA e qualquer outra modalidade de luta agressiva, não violenta. O vale-tudo, sim, era violento, briga de rua. Goste ou não, o MMA é um esporte.

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O “All-Star Game” e o que realmente importa na NBA: o Fantasy

Fantasy para para o All-Star Game; como assim? - Foto: AFP

Fantasy para para o All-Star Game; como assim? - Foto: AFP

Enfim, a temporada da NBA, aquela que quase não rolou e começou com enorme atraso, chega ao seu “All-Star Weekend”, tendo como grand finale o “All-Star Game”. Por anos, o “Jogo das Estrelas” me tirou o sono, literalmente. Mas, hoje, só serve para atrapalhar o Fantasy.

Sei que esse post é bem específico, já que pouca gente sabe e o que é e, principalmente, se interessa pelo Fantasy. Ao ler “fantasy game”, não importa o esporte, saiba que é um jogo baseado em estatísticas reais. No caso da NBA, o principal Fantasy do planeta é o do Yahoo.com (nem sei se existe outro). No meu caso, é um vício que me acompanha e tem impacto direto na minha vida há exatos nove anos.

Sempre achei a NBA espetacular. Hoje, mantenho a opinião, mas sei que a NBA só existe por causa do Fantasy. A NBA e os jogadores. Só Deus sabe como o basquete sobreviveu por tanto tempo sem esse motor chamado Fantasy. Imagino os anos e anos de tristeza desse esporte, das eras de Doctor J, Michael Jordan, Larry Bird e Magic Johnson, sem o Fantasy. Imagino, também, que Derrick Rose, por exemplo, só chutou aquela bolinha de três com o jogo ganho para me ajudar nas estatísticas. Tô ligado, ele é ponta firme!

Para entender melhor o jogo, os times são escolhidos via “draft”, semelhante às contratações dos jogadores universitários no início da temporada. Se você é o primeiro da lista (cuja ordem é aleatória) e escolheu, sei lá, o Von Wafer, eu não posso ter o cara, e por aí vai. Ou seja, nenhum time vira aquela seleção, e você tem que conviver com tudo o que rola numa temporada: bons e maus momentos, lesões, trocas de jogadores…

Você se torna uma espécie de Abramovich do basquete. Ok, menos, bem menos, já que não há dinheiro no mundo que convença qualquer ser humano a achar justa a troca de Kobe Bryant por, sei lá, Kendrick Perkins. Mas você é o manager e o técnico, já que, se não escalar os caras e, claro, se não escalar direito, eles não vão contar pontos para vocês.

Cada liga tem suas especificações, e cada dono brinca com isso como quiser. Além disso, há ligas fechadas, como as que eu participo há anos, e as públicas, como as que eu já participei, em que você joga contra caras do mundo inteiro. Mas é só “brincando” para saber como é divertido – e angustiante.

O que eu sei é que, todos os anos, “perco” um bom tempo da minha vida com isso. É um tal de ficar olhando para súmulas e mais súmulas de jogos, se debruçar em estatísticas, entender quem está em alta, quem está em baixa, muitas vezes nas altas horas da madrugada, e correr para contratar essa joia rara antes que alguém veja o mesmo que você. Isso leva um bom tempo. Diariamente. E faz com que, além de brigar com a namorada, você ganhe um conhecimento absurdamente inútil para a vida, mas extremamente útil para o hoje e o amanhã no Fantasy.

Por exemplo: Nikola Pekovic está em um dos meus times (tenho dois) e só sai se vier aquela proposta espetacular. Nazr Mohammed é roubada. Jermaine O’Neal, idem. Bismack Biyombo tem potecial, assim como Chandler Parsons, Gustavo Ayon, Tristan Thompson… Marcin Gortat se tornou uma boa, enquanto Greg Monroe virou um monstro. Isso sem falar no já citado Von Wafer, que existe mesmo, mas esqueça: ele não joga nada e é só um nome engraçado.

Mais do que isso, há a relação de amor e ódio entre você e os jogadores que você escolheu. Tem os bons, os médios, mas sempre sobra alguma tranqueira na sua equipe. Aí, você “contrata” o cara na maior bom vontade, trata com carinho, compreensão, mas o mané não joga nada, não dá a mínima para todo o seu esforço, e você se vê obrigado a dar aquele pé na bunda. E assim vai. Por toda a temporada, todos os anos…

Justamente quando o bicho está pegando, quando é a hora de separar os meninos dos homens, chega o All-Star Game. Meu time, por exemplo, vai levar aquela lavada nesta semana graças ao maldito Jogo das Estrelas, que parece mais uma pelada entre solteiros e casados. A NBA não tem ideia de como isso atrapalha o Fantasy. Mais: são quatro dias sem nenhum jogo para acompanhar. Como assim, vida normal, noites de sono? Esses caras não sabem nada…

P.S.: Ah, como sempre pergunta a minha namorada, “o que você ganha com esse Fantasy?”. Financeiramente? Claro que nada. Algum presentinho? Óbvio que não. Mas vale a pena!

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Encontros históricos (2) – Ronaldinho e Maradona

Ronaldinho e Maradona, criatura e criador - Foto: Alfred Cheng Jin/Reuters

Ronaldinho e Maradona, criatura e criador - Foto: Alfred Cheng Jin/Reuters

Quem? Criador e criatura. Desenho e esboço. Maradona e Ronaldinho Gaúcho.

De um lado… Maradona foi o Pelé que eu vi jogar. Foi aquele que mais chegou perto de toda a magia dos deuses. Foi capaz de coisas que até ele mesmo duvida. Um gênio incontestável da bola.

De outro… Já Ronaldinho Gaúcho é a versão rabiscada de Maradona. Foi, por dois, três anos, incontestável, monstruoso, mas parou. Se aposentou quando saiu do Barcelona. Hoje, perambula por aí.

Onde? No dia 23 de agosto de 2008, em Pequim, na China, na premiação do futebol nos Jogos Olímpicos. O Brasil, com Ronaldinho, perdeu nas semifinais para a Argentina por 3 a 0 e venceu a Bélgica pelo mesmo placar para ficar com a medalha de bronze. Já a Argentina, de Riquelme, Di María, Mascherano, Aguero e Messi, bateu a Nigéria na final e ficou com o ouro. Depois do pódio, o beijo.

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