O papel de Ronaldo na Copa de 2014: uma demagogia fenomenal

Ricardo Teixeira e Ronaldo - Foto: Mowa Press

Ricardo Teixeira e Ronaldo - Foto: Mowa Press

De forma oficial. Ronaldo agora faz parte do Conselho Administrativo do COL (Comitê Organizador Local) da Copa do Mundo de 2014. Começou do jeito que o chefe supremo gosta, Ricardo Teixeira, dono do futebol brasileiro: falando bem, divertindo a imprensa e pregando uma demagogia fenomenal.

Alguns trechos chamaram a atenção:

“Tem uma remuneração. Adianto a vocês que eu abro mão, conversando com o Ricardo. Meu compromisso é com o povo.”

Todo executivo de toda grande empresa deve receber salário. Um baita salário, diga-se de passagem, para evitar a corrupção. Ronaldo não é executivo de uma grande empresa (não no COL), mas será parte da maior empreitada da história do futebol brasileiro. Não receber salário é uma demagogia absurda.

“Não vou me licenciar da 9ine. Não há nenhum tipo de conflito de interesses.”

Será? O cara simplesmente é chefe de uma empresa que representa tantas outras no ramo esportivo e também tem palavra no COL, que trabalha com “n” empresas para fazer a Copa do Mundo. Tem boi na linha nisso aí.

“Meu compromisso é com o povo brasileiro, é fazer com que seja o maior evento de todos os tempos e que o brasileiro se sinta orgulhoso desse evento.”

Que povo, Ronaldo? O brasileiro pode até ficar orgulhoso, o que eu duvido, mas a palavra povo não pode ser empregada quando o assunto é Copa do Mundo. A Copa é para um povo diferente, um povo endinheirado bem diferente do povo que mal assiste ao “Jornal Nacional”. O povo, povo mesmo, vai ver em casa, quem sabe, em uma TV novinha, paga em trocentas prestações e com garantia até 2018. Copa do povo era o Desafio ao Galo, feito pelo e para o povo.

Enfim:

“Eu sabia que eu seria alvo de críticas, desconfiança, mas resolvi enfrentar, sabendo até que eu poderia jogar pela janela toda uma história de sucesso, de credibilidade. Eu não tinha nada a ganhar com isso, só a perder. Mas a minha ambição de fazer com que as pessoas se aproximem, as partes se aproximem, o povo se sinta orgulhoso desse evento.”

Pois é, Ronaldo, sua conclusão foi coerente, mas, a atitude, não. O jogo mal começou, e você já está perdendo. Uma pena.

Simples: Ronaldo tem carisma, fala bem demais e é um ídolo mundial. Já fez um monte de bobagem na vida, e isso nunca manchou a sua imagem. Pelo contrário, mostrou que ele era humano, que os homens erram, mas também são capazes de fazer coisas incríveis. Sempre gostei muito de Ronaldo e só espero que ele não sirva como mais um fantoche, fazendo “stand up comedy” e divertindo a galera nas entrevistas enquanto, nos bastidores, tudo fede. Pode ser mais um erro na carreira do Fenômeno, o maior erro de todos? Não pode. Pelas companhias, já é.

P.S.: Enquanto penso sobre o assunto, taças de uísque deve estar tilintando por aí. Enquanto a gente esquente a cabeça, outra gente, bem mais gente que a gente, sorri de cabo a rabo. E, ao que tudo indica, sai de fininho, rindo à toa, ileso mais uma vez. Uma pena…

1 comentário

Arquivado em Copa do Mundo, Futebol

Uma resposta para “O papel de Ronaldo na Copa de 2014: uma demagogia fenomenal

  1. Pedro

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