Dan Wheldon, 33, RIP

Foto: Indycar.com

Foto: Indycar.com

Voltei para casa ouvindo o segundo tempo de Atlético-GO x São Paulo. Subo os nove andares até o meu apartamento, ligo a TV, ligo o computador, e me deparo com a notícia da morte de Dan Wheldon. Fiquei parado olhando para a tela, meio sem saber o que fazer. Li a notícia e a reação imediata foi procurar algum vídeo para ver como tinha sido.

Há pouco, li o texto do Flavio Gomes sobre o acidente e vi como ele tinha razão. Reproduzo aqui uma frase: “As mortes na pista são chocantes porque quando vemos as imagens, sabemos que aquele cara lá dentro morreu”. É exatamente isso. No caso do automobilismo, as mortes são ali, na sua cara, ao vivo e a cores. E isso, para quem gosta de esporte, dói.

Acidente com Dan Wheldon em Las Vegas

Vi e revi o vídeo do acidente tentando encontrar alguma explicação, mas vasculhei aqui e ali e não achei nada. Simplesmente é impossível dirigir a seiláquanto por hora e desviar de um mar de carros à sua frente. É impossível, mas, no automobilismo, acontece. E a vida, que estava ali na sua frente a uma fração de segundo, se perde.

Como já escrevi aqui no blog, não sei muito lidar com a morte, seja de alguém próximo, seja de alguém que eu nunca vi na vida, a não ser pela TV. Wheldon era um baita piloto, um cara carismático, boa gente, enfim. E aí você fica procurando explicação e não encontra nada. Só o silêncio.

Cinco voltas em homenagem a Dan Wheldon

Silêncio que permeou a homenagem de pilotos e torcedores a Wheldon. Logo após o anúncio de sua morte, os 19 pilotos que ainda tinham seus carros inteiros entraram na pista, atrás do safety car, para cinco voltas em homenagem ao companheiro. Eu ouvi o som dos motores, as palavras do narrador em Las Vegas e as palmas da torcida, mas, no fundo, tinha ali um silêncio de cortar a alma.

Vídeo em homenagem a Dan Wheldon feito pela IRL

Pensei em traduzir aqui o que disseram Tony Kanaan e Dario Franchitti sobre o que aconteceu, mas é bobagem. Por mais que eu escrevesse, nunca conseguiria transformar, em texto, a dor que esses caras estão sentindo pela perda de um grande amigo.

Para mim, fica aquela sensação esquisita de quem gosta de esporte e viu mais um cara perder a vida ali, na tela do computador. Não tem explicação, apenas o vazio. E o silêncio.

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