Arquivo do mês: outubro 2011

Beisebol e o jogo mais divertido da história

David Freese ganha o jogo 6 para os Cardinals - Foto: Jeff Curry/US Presswire

David Freese ganha o jogo 6 para os Cardinals - Foto: Jeff Curry/US Presswire

O sexto jogo da World Series, a final da MLB, foi daqueles. Faltam palavras para definir. No Twitter/Facebook, eu escrevi “Que jogo absurdo, fantástico, sensacional, genial, impressionante, espetacular!”. Mas foi pouco.

Teve de tudo, tudo mesmo. Erros imbecis e defesas sensacionais, arremessos completamente perdidos e outros certeiros, home runs, strike out… Enfim, de tirar o fôlego.

A cereja do bolo começou na nona entrada e foi até o fim. Só no beisebol se consegue, em questão de segundos, mudar um jogo inteiro. É o arremessador contra o rebatedor. Em centésimos de segundos, a bola viaja, e o destino de uma equipe é traçada, para o bem ou para o mal.

David Freese e o home run da vitória dos Cardinals

Na sexta partida, o Texas Rangers esteve, em duas oportunidades, a um arremesso do título inédito. Dava pra sentir, pela TV, que faltava ar no estádio. Por outro lado, o St. Louis Cardinals estava a uma rebatida de se salvar, de virar o jogo, de sobreviver na série. O clima era de pura, total e absoluta, tensão.

E aí o St. Louis sai do buraco, vira o jogo e leva a decisão para o sétimo duelo. Agora, quem ganhar será o campeão. Segurem a respiração!

Fácil, fácil, foi a partida mais insana que eu vi na minha vida. Fica a dúvida: foi o melhor jogo da história do beisebol? Espero que o melhor seja o próximo, e o próximo, e o próximo…

P.S.1: Meu palpite segue o mesmo, vitória dos Cardinals no jogo 7.

P.S.2: Ainda bem que a TV a cabo, em especial, a ESPN, traz esses esportes para que a gente se delicie. Claro, o alcance ainda é pequeno, mas é legal ver a galera discutindo rúgbi, batendo papo sobre futebol americano, entre tantos outros. Cansa só futebol, não?

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Beisebol

Mano apela para Kaká e mostra que a seleção não tem um “10”

Kaká em ação pela seleção brasileira - Foto: AFP

Kaká em ação pela seleção brasileira - Foto: AFP

A discussão sobre a extinção do camisa 10 é das mais saborosas (texto sensacional do amigo Fernando Figueiredo Mello, republicado no blog do Juca Kfouri, mostra isso). Concorde ou não, o fato é que Mano Menezes ainda não achou um meia que o alegrasse. Na verdade, achou Ganso, mas as lesões fazem com que o santista esteja mais para um craque virtual do que real. Aí, ressurge Kaká, que não era lembrado desde a Copa do Mundo de 2010.

O meia do Real Madrid está jogando bem. Não é aquele Kaká do Milan, aquele que foi o melhor do mundo, mas é um Kaká melhor do que muito meia que Mano testou e não gostou. E é fato que o técnico não gostou do que viu dos seus comandados, tanto que “apelou” para Kaká.

Acho que a convocação chega em bom momento, e é interessante para os dois lados. A seleção precisa de Kaká, que está longe de ser um “meia clássico”, um cara de lançamentos espetaculares, mas é capaz de carregar a bola até o ataque e também sabe finalizar. Por outro lado, Kaká precisa da seleção para recuperar a auto-estima, para mostrar que ainda pode ser um jogador de elite.

E, para isso, nada melhor do que enfrentar Gabão (dia 10 de novembro) e Egito (14 de novembro). O primeiro rival é daqueles escolhidos a dedo para levantar o moral de qualquer jogador e qualquer time. O segundo, bem, se for o futebol habitual da equipe de Mano, teremos problemas. Se o elenco embalar, é outro jogo para ganhar e convencer.

Um time à portuguesa
Fiz a divisão dos países onde jogam os convocados por Mano. O fato curioso é que o elenco tem como base os times de Portugal, com seis convocados, mesma marca da Espanha. Para quem é fanático, será que alguma vez uma seleção brasileira teve seis jogadores que atuam no futebol português convocados? São ainda quatro da Inglaterra, três da Itália e da Ucrânia, e um da Alemanha.

Uma incógnita na lateral
Outra coisa curiosa: parece que a lateral esquerda ainda é uma dor de cabeça para o treinador. Ele chamou três atletas para a posição. Fico em dúvida se Marcelo é o titular (seria o meu), e Mano busca um reserva, ou se a briga pela posição está aberta (Bruno Cortês é, dos que atuam no Brasil, quem pode entrar na disputa). André Santos, ao que parece, terá que comer muito angu para voltar a ser queridinho do treinador.

Abaixo, a lista, que você pode ver em tudo que é site e eu, teimosamente, coloquei aqui também.

Goleiros
Neto (Fiorentina/ITA)
Diego Alves (Valencia/ESP)

Laterais
Daniel Alves (Barcelona/ESP)
Fábio (Manchester United/ING)
Marcelo (Real Madrid/ESP)
Adriano (Barcelona/ESP)
Alex Sandro (Porto/POR)

Zagueiros
Thiago Silva (Milan/ITA)
David Luiz (Chelsea/ING)
Luisão (Benfica/POR)

Meio-campistas
Lucas Leiva (Liverpool/ING)
Sandro (Tottenham/ING)
Fernandinho (Shakhtar Donestsk/UCR)
Elias (Sporting/POR)
Hernanes (Lazio/ITA)
Luiz Gustavo (Bayern de Munique/ALE)
Kaká (Real Madrid/ESP)
Dudu (Dínamo de Kiev/UCR)
Bruno César (Benfica/POR)
Willian (Shakhtar Donetsk/UCR)

Atacantes
Hulk (Porto/POR)
Jonas (Valencia/ESP)
Kleber (Porto/POR)

Deixe um comentário

Arquivado em Futebol

Ronaldo: 219 gols em 14 minutos

Ronaldo marca pelo Barcelona - Foto: Divulgação/Cartoonize.net

Ronaldo marca pelo Barcelona - Foto: Divulgação/Cartoonize.net

Ronaldo é meio que uma unanimidade no esporte brasileiro. Tem gente que idolatra, tem gente que gosta, e poucos desgostam. Claro que, como qualquer jogador de futebol (ele foi só isso?), ele sofreu com as críticas, muitas vezes merecidas. Mas sua recuperação depois das cirurgias é algo incrível.

Tudo isso para falar que gosto bastante de Ronaldo. Quem foi melhor: Ronaldo ou Romário? Não sei, mas acho que ele foi um dos grandes nomes da história do futebol mundial. E se tornou esse “mito”, ou melhor, “Fenômeno” pelo que fez em campo, principalmente na Europa.

O vídeo abaixo conta os 219 gols anotados por Ronaldo em pouco menos de 14 minutos. É bem bacana ver aquele moleque voando na Holanda, fazendo estripulias na Espanha, enfim. A página dele na Wikipedia traz a lista de todos os gols que ele fez na carreira. Ou seja, clique no “play” e divirta-se!

Deixe um comentário

Arquivado em Futebol, Vídeos

Maurine, o pai, a dor e a vitória de um esporte que não existe

Maurine comemora o gol da vitória na semifinal - Foto: AP Photo/Juan Karita

Maurine comemora o gol da vitória na semifinal - Foto: AP Photo/Juan Karita

Pode parecer piegas, mas o momento mais marcante do Pan de Guadalajara aconteceu nesta terça-feira. O futebol feminino do Brasil venceu o México por 1 a 0 e avançou para a final contra o Canadá. Até aí, normal. Mas a autora do gol foi Maurine, que perdeu o pai no último domingo.

“Para mim não foi fácil, mas as minhas companheiras estavam o tempo todo me erguendo”, Maurine

Só quem já perdeu um parente próximo sabe a dor que se sente. Quem passou por isso sabe que é difícil levantar a cabeça e retomar a vida. As coisas desabam do nada, sem mais nem menos, e falta força para voltar a sorrir. Comigo, pelo menos, foi assim.

“Quando apitou o início do jogo, deixei toda a tristeza sair”, Maurine

Maurine não quis deixar o Pan. Maurine quis continuar lá até o fim do Pan. Maurine, lateral direita, foi lá e fez o gol da vitória na semi. Sinceramente, eu não sei de onde Maurine tirou a força para continuar no México, para entrar em campo, para fazer um gol, enfim.

“Vai lá e traz essa medalha.”

A frase acima foi uma das últimas que Maurine ouviu de seu pai.

Parece um roteiro de filme, mas a história acima é algo que foge do âmbito esportivo. Tanta jogadora mais perto do gol o tempo todo, e foi lá Maurine, a lateral, marcar o gol da vitória. Claro que as meninas vão correr atrás do ouro, mas, sinceramente, alguém tem a petulância de vai falar que esse grupo, por tudo isso, não é vencedor?

Curioso também o nome do pai de Maurine, Assis Brasil Dorneles Gonçalves. Brasil. Brasil que essas meninas estampam no peito, mas, venhamos e convenhamos, o futebol feminino não existe nesse país. Você pode gostar ou não do esporte, mas qual incentivo ele recebe para existir?

Está aí a CBF, rica, podre de rica, e o futebol feminino, um braço da entidade, continua moribundo, miserável, perambulando sabe-se lá por onde. Todas essas jogadores já fizeram mais do que se imaginava pelo Brasil. Seria legal (leia-se obrigatório) se o Brasil fizesse um pouquinho por elas.

Não dá nem para dizer que Maurine é um exemplo. O que ela fez é algo que vai além. Encontrar forças e reerguer a cabeça em busca de uma medalha foge das quatro linhas. Assim como o esporte que ela defende, que é teimoso e tem sucesso em tudo que é competição que disputa, mas continua relegado à miséria em seu país. Triste.

2 Comentários

Arquivado em Futebol

Brinquedo de adulto?

Quem me conhece sabe que eu sou meio nerd quando o assunto é brinquedo. Se eu pudesse, viveria disso (ou gastaria tudo com isso). Lembro que, quando eu era pequeno, eu tinha um Autorama, que era genial. Depois, esse tipo de brinquedo foi sumindo – ou ficando tão caro que ninguém tinha mais -, até que surgiu a Hot Wheels na jogada e trouxe uma nova leva de brinquedos com o tema, digamos, “velocidade”.

Mas esse cara aí extrapolou ao construir a sua pistinha: mais de 600 metros divididos em 14 cômodos – sem contar o que rola fora da casa. É sensacional! Imagino que as crianças devam ficar olhando e pensando “ah, legal”, enquanto pai fica babando com o seu “investimento”. Afinal, para construir uma pista dessa, neguinho gastou, viu.

O vídeo é meio longo, mas vale a pena. Divirtam-se!

Deixe um comentário

Arquivado em Automobilismo, Velocidade

São Paulo contrata Leão: uma questão de semântica?

Leão em sua primeira passagem pelo São Paulo - Foto: São Paulo/site oficial

Leão em sua primeira passagem pelo São Paulo - Foto: São Paulo/site oficial

Desde que Adilson Batista foi demitido, vejo, ouço e leio que o São Paulo quer um técnico de nome forte para chacoalar o elenco. Emerson Leão foi anunciado há pouco, e enxergo a contratação como mais uma questão de semântica do que de bola (belo trocadilho, hein?).

Para mim, é fato que o São Paulo precisa de algum técnico. As bolas da vez, pelo que dizem, eram Muricy, Autuori e Felipão, todas impossíveis hoje. Que outro nome seria o ideal para o time? Não sei, mas, a primeira vista, é até justificável a contratação de Leão, especialmente pela “tradição” que o treinador traz consigo.

O papo é o mesmo sempre que Leão chega a algum clube: ele mexe com o time, mas tem prazo de validade. Para tiro curto, ele é um mestre, seja para levar um time ao título/vaga na Libertadores, seja para fugir do rebaixamento. Passado o positivo choque inicial, o trabalho do técnico se choca com os egos de jogadores e vice-versa.

O contrato de Leão é até o fim do ano, com possibilidade de renovação. Prazo de validade? É para pensar.

É claro que o retrospecto de Leão no São Paulo é extremamente positivo. Entre 2004 e 2005, foram 45 jogos sob o comando do técnico, com 27 vitórias, 12 empates, 6 derrotas e um título paulista. O aproveitamento foi de 69% o que, hipoteticamente, daria a liderança do Brasileirão ao time do Morumbi.

Leão era o nome forte tão sonhado pela diretoria? Na vida real, não, mas, por questão de semântica, claro, sempre. Gosto do nome de Leão? Também não. Mas pode dar certo. E, pelo tempo de contrato, fica a impressão que o São Paulo continua atrás de um novo técnico.

1 comentário

Arquivado em Futebol

Fifa, Lusa, beisebol, All Blacks, tragédia e City

Pílulas do fim de semana:

– Excelentes avanços no que diz respeito à minha jogabilidade no Fifa 12. Rivaldo se encaixou perfeitamente no novo esquema de jogo, e Luis Fabiano desandou a fazer gols.

– Como é legal a Portuguesa já garantir a vaga para a Série A do ano que vem. Vale um post sobre o tema: precisa mesmo de um time cascudo, duro, seco, para voltar à elite? Jorginho e seus comandados provam que não.

– Albert Pujols, jogo 3 da World Series, Texas Rangers 7 x 16 St. Louis Cardinals: 5 de 6 nas rebatidas, 3 home runs, 6 corridas impulsionadas. Não entende nada de beisebol? Ok, isso quer dizer, basicamente, que o cara teve a maior apresentação individual na final da MLB. Monstruoso! Pitaco: Cardinals levam o título em 4 a 3, hein!

– All Blacks confirmaram o favoritismo e conquistaram o título do genial Mundial de rúgbi. Final tensa com a França, que surpreendeu e engrossou demais o jogo no segundo tempo. Uma baita decisão, para fechar com chave de ouro uma competição sensacional.

– Novo domingo, nova tragédia. O que dizer da morte de Marco Simoncelli na MotoGP. O sentimento é o mesmo da última semana. O melhor, acho, é o silêncio, como forma de homenagem.

– Manchester United 1 x 6 Manchester City. Clássico local, uma das maiores goleadas da história. Se fosse aqui, Alex Ferguson teria sido demitido antes de chegar ao vestiário. Mas é lá, e ele fica. Assim como eu fico por aqui!

Deixe um comentário

Arquivado em Automobilismo, Beisebol, Futebol, Outros esportes, Videogame