Uma Alemanha encorpada contra um Brasil aguado

Almocei feijoada. Está frio em São Paulo, e o boteco aqui na rua de casa, por módicos R$ 15, tem uma feijuca de respeito. Além disso, em dia de Alemanha x Brasil, seria uma explosão de brasilidade (que clichêzasso, hein).

Acabei de almoçar por volta de 15h30, quando o hino estava rolando. Até estava animado para ver o jogo, mas, dei uma cochilada monstruosa no fim do primeiro tempo e acabei com o Galvão gritando algo como “bola rrrrrrrrolando” com o início da segunda etapa.

Achei que seria uma lavada da Alemanha, mas, pelo primeiro tempo, cheguei até a mudar de ideia. Claro que o time alemão, na concepção de equipe, é bem mais montado que o Brasil. Mas os comandados de Mano Menezes até que deram para o gasto.

Enfim, segundo tempo rolando… Confesso que gosto do Alexandre Pato, principalmente no videogame e no Milan. Na vida real, é irritante a quantidade de gols que ele perde, especialmente com a camisa do Brasil. O gol que ele perdeu no primeiro minuito é prova disso. “Ah, mas foi um toque de classe”. “Ah, mas ele tentou o que dava”. “Ah, mas saiu por isso aqui, ó”. Ahã. Os alemães agradecem.

Depois do lance, o que se viu foi uma Alemanha encorpada, forte, como a bela cerveja que eles consomem, e o Brasil enfraquecido, se desfazendo, como a aguaaaaada laranja picada que veio na minha feijoada.

O pênalti foi pênalti. O 2 a 0 mostrou como é fácil trocar passes atrás da linha de meio-campo do Brasil: Lúcio saiu para matar o lance, não achou nada e Götze ficou na cara do gol. Um primor do futebol coletivo.

Aí veio um pênalti meio má ô mêno pro Brasil, meio que na compensação, e Robinho marcou. Duas coisas a se comemorar: um gol de pênalti da seleção brasileira e um chute certeiro do ex-atacante do Santos para o gol. Mas não deu nem para se animar: em seguida, saiu o terceiro da Alemanha.

Pausa para reflexão neste momento: por que raios o André Santos é convocado? Por que ele é titular absoluto da seleção? É um bom jogador para o seu e para o meu time, mas, para a seleção, não dá. Se por um lado, “sempre teremos Paris”, por outro, com Mano, “sempre teremos André Santos”.

O jogo já estava definido quando Neymar, apagadinho de tudo em campo, acertou um belo chute da entrada da área e fez o segundo. Galvão até tentou achar que dava para empatar, mas não tinha tempo para mais nada, amigo. Acho que o alemão não precisa de um motivo pra comemorar, mas, com essa vitória, é fato: dá-lhe cerveja em Stuttgart!

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