Arquivo do mês: julho 2011

Landon Donovan e um gol “Boxall”

Michael Boxall é o nome da fera. Zagueirão de 22 anos, 1,88 m, promessa do futebol neozelandês. Mas, sabe como é, todo zagueirão, pelo menos uma vez na vida, faz uma patacoada. O lance “Boxall” aconteceu neste sábado, na goleada por 4 a 0 sofrida pelo seu time, o Vancouver Whitecaps, diante do Los Angeles Galaxy. Bola no meio-campo, só Donovan no campo de ataque. Bola lançada em cima de Boxall e… Repare no passinho para trás e no desmoronamento que acontece em seguida. Um lance memorável.

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O melhor da semana (2): o filho de Mazinho e uma dor de cabeça no Barcelona

Thiago Alcântara em ação pelo Barça contra o Manchester - Foto: Miguel Ruiz/Barcelona

Thiago Alcântara carrega a bola pelo Barcelona no amistoso diante do Manchester - Foto: Miguel Ruiz/Barcelona

Thiago Alcântara vem sendo “o cara” na pré-temporada do Barcelona. Com as estrelas chegando agora e um time todo remendado, o moleque tem tomado conta do meio-campo e fazendo golaços (quatro dos cinco gols marcados pela equipe até agora). Uma ótima dor de cabeça para Guardiola.

Todo mundo sabe que o garoto de 22 anos é filho de Mazinho, lateral, ala e meia que foi campeão do mundo com a seleção brasileira em 1994. É meio-campista. Herdou do pai a qualidade na marcação e a enorme visão de jogo. Além disso, tem encostado cada vez mais ao ataque e batido bem de fora da área.

Parece a descrição de um meia ideal: marca bem, tem um passe seguro, finaliza com qualidade de fora da área e ainda consegue penetrar na defesa adversária. Se você tivesse que descrever um Xavi, um Iniesta, como seria? Talvez por esse caminho, né? Pois bem, é a base do Barcelona, mais uma vez, criando um belo jogador, capaz de entrar na equipe sem alterar sua maneira de jogar.

Thiago sabe que essa é a hora de brilhar. No Twitter, ele mostrou isso (está em espanhol, mas dá para entender perfeitamente). “4rto partido de la pretemporada, no pudimos ganar pero lo importante es seguir sumando minutos… Mañana [hoje] nos vamos para Miami! #tourFCB“.

Do site oficial do Barcelona, destaco uma notinha veiculada depois da derrota por 2 a 1 para o Manchester, a primeira da equipe na pré-temporada. Mais uma vez, em espanhol:

Thiago Alcántara no deja de sonreír. Además de los pases imposibles que suele hacer y los detalles técnicos que deja sobre el terreno de juego, ahora ha añadido una faceta más: el gol. Y es que Thiago lleva cuatro goles de los cinco que ha marcado el Barça durante esta pretemporada. El gol de este sábado ante el Manchester United ha sido, sin embargo, uno de los más bonitos.

“Hemos jugado para ganar a pesar de ser un amistoso”, comentaba un Thiago satisfecho por el trabajo realizado y por el juego del equipo. Sin embargo el hispano ha echado en falta “un poco más de llegada” en zona de ataque y ha añadido que el objetivo prioritario del equipo durante esta preparación es “coger el ritmo”.

Respecto a su buen momento dulce de cara a portería ha explicado que “estoy teniendo fortuna” y que una de las claves es “seguir probando” y no dejar de intentarlo.

Veja só a mentalidade do moleque. Thiago sabe que, quanto mais jogar, mais o técnico vai ver que precisa dele mesmo quando o time estiver completo. Se anotar 80% dos gols da equipe até agora é “falta chegada”, imagina quando ele estiver mais próximo dos atacantes. A sorte é uma explicação simplória para a somatória entre treino e competência.

Seu perfil, também no site do Barcelona, é dos mais animadores. Se trata de un jugador diferente, de lo que se encuentran pocos. Posee un talento innato que le hace único, imprevisible y sabe encontrar la mejor pasada y ver agujeros fuera. No se esconde nunca y siempre intenta dotar al equipo de una velocidad más en ataque. Tiene también facilidad para probar el disparo de lejos.

Thiago é um dos futuros do Barcelona. Se será um Xavi, um Iniesta ou até um Messi, só o tempo dirá. Mas tem tudo para ser um baita jogador.

P.S.: E nada desse papinho de que ele é brasileiro, hein? Nasceu na Itália e chegou às categorias de base do Barcelona em 2005, com 14 anos. E mais, já defendeu a Espanha nas Eurocopas Sub-17 e Sub-21. Brasil, talvez, só nas férias.

Abaixo, os quatro gols desse moleque muito bom de bola na pré-temporada:

Thiago contra o Manchester – 1 golaço – 30/07

Thiago contra o Bayern – 1 gol e 1 golaço – 26/07

Thiago contra o Inter – 1 gol – 26/07

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Shaun White é sinônimo de show no X-Games

Shaun White voa pelo ouro no X-Games - Foto; Reprodução/ESPN.com

Shaun White voa pelo ouro no X-Games - Foto; Reprodução/ESPN.com

Não tem muito o que falar desse cara. Ele brilha na neve, no seco, no molhado. Deu um baita show no X-Games e ganhou o ouro no skate vertical (“Skateboard Vert”) na noite deste sábado. É fato que Pierre-Luc Gagnon vacilou feio na sua última volta na final, mas não tinha muito o que fazer: Shaun White foi espetacular. Sua série foi magistral e levou a galera ao delírio. Como é legal alguém se empolgar tanto depois de uma apresentação. De arrepiar!

Vale assistir também à disputa entre Nate Adams e Mike Mason pela medalha de ouro na “Moto X Speed and Style”, prova que mistura velocidade, técnica, manobras radicais e uma dose absurda de maluquice. Melhor para Adams, outro responsável por mais um show no X-Games.

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“Bachetada” na GP3: inglês acerta pneus e capota

Sexta-feira, treino da GP3 em Budapeste, na Hungria. Luciano Bacheta vai direto para os pneus e capota várias vezes. Detalhe: o inglês saiu andando. As imagens do impressionante acidente estão abaixo:

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Skate: Bob Burnquist, um sobrinho radical e um esporte marginalizado

Bob comemora a vitória no X-Games 17 - Foto: Reprodução/Los Angeles Times

Bob comemora a vitória no X-Games 17 - Foto: Reprodução/Los Angeles Times

Tenho uma família peculiar. Sou o filho mais novo do meu pai, o único da minha mãe. Assim, tenho dois irmãos por parte de pai. São 25 anos de diferença para o mais velho, 23 para o do meio. É bobagem dizer que é por parte de pai, porque a minha ligação com eles é intensa, é família total. Sempre foi, sempre será.

Já citei aqui um dos meus sobrinhos, Fernando, que está na fase “louco por MMA”. Tenho outro sobrinho, Adriano, 16 anos, filho do meu irmão mais velho, que está na fase skate. Tirando a namorada, é o que mais importa para ele. Acho bem bacana esse envolvimento dele com o esporte. Anda um pouquinho todos os dias. Coloca uma nova manobra aqui e ali. É bem legal!

Em julho, fomos juntos ver a Megarampa em São Paulo. Concorremos a ingressos no site, ganhamos, retiramos no shopping e fomos. Chegamos cedo e só saímos ao entardecer. Eu nunca tinha ido e achei sensacional. A estrutura é monstruosa, dá medo só de olhar. A galera estava bem animada, e meu sobrinho se divertiu pra caramba. Enfim, foi um dia memorável.

Bob Burnquist ganhou o ouro em São Paulo, repetiu o feito na noite desta sexta-feira, no X-Games, em Los Angeles. Claro, aqui tinha mais cara de exibição. Lá, é competição pura. E ele brilhou de novo.

Acho que Bob Burnquist é um nome menosprezado no esporte nacional. Não sei se é a origem americana do nome, o fato de ele morar lá há tempos, ou o esporte que ele pratica. Ele é um gênio, e ponto. É um dos caras que mais lutou para que seu esporte ganhasse adeptos e fosse reconhecido ao redor do mundo. Ajudou a criar a megarampa, ou “Skateboard Big Air”, como eles dizem lá. Ajuda novos atletas a realizar sonhos (vide o exemplo Mitchie Brusco). A imprensa internacional (é só ler o texto da vitória no X-Games no site da ESPN) o trata como “brazilian legend”. Repetido, é um gênio.

Bob é um gênio em um dos esportes mais praticados e mais marginalizados do país. A ligação entre skate e vagabundagem parece imediata. Hoje, o cara que é profissional de skate (e de qualquer esporte radical) é um verdadeiro atleta. Preparação física, exercícios específicos, nutricionista, equilíbrio mental, treino, treino, treino.

Fora isso, o skate é um dos esportes mais praticados no Brasil. Não tenho nenhuma pesquisa em mãos, mas, se bobear, fica entre os três, quatro mais praticados. E isso com pouquíssimos locais decentes para se andar. O que tem de área destinada para o skate que foi feita com dinheiro público e hoje serve para qualquer coisa, menos andar de skate, não está no papel. Outra vez, marginalizam o esporte. Pior, jogam o nosso dinheiro fora.

Seria essencial que um exemplo como o de Bob, Sandro Dias e tantos outros monstros brasileiros deste esporte fosse usado pelas autoridades para colocar o skate no seu devido lugar. Sem preconceito, apenas como um dos esportes que mais têm brasileiros na elite e que tem milhões de praticantes pelo país. Eu agradeceria. Bob, Sandro, agradeceriam. E, principalmente, meu sobrinho e outros zilhões de atletas amadores, agradeceriam.

Bob na megarampa em SP by Zanei, esse cinegrafista genial (1)

Bob na megarampa em SP by Zanei, esse cinegrafista genial (2)

Bob Burnquist ganha o ouro no X-Games

Entrevista de Bob após o ouro no X-Games

Adam Taylor leva a prata no X-Games

Edgard Vovô fica com o bronze no X-Games

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Elano, o pênalti perdido, e Panenka, o inventor da cavadinha

O pênalti perdido por Elano contra o Flamengo rendeu muito pano pra manga. É gente falando que tinha que ter batido forte, é gente falando que ele acertou em bater com a cavadinha. Sempre prefiro cobranças mais, digamos, “focadas”, mas é fato que, quando a bola entra em um lance como esse, o cara é genial; se perde, é uma besta. Resumindo, se fizer o gol, não importa como, a galera comemora.

A cavadinha foi inventada no dia 20 de junho de 1976, na final da Eurocopa. A Tchecoslováquia chegou a ficar duas vezes à frente do placar (gols de Svehlik e Dobiaš), mas a Alemanha Ocidental correu atrás do empate (Müller e Hölzenbein, no último minuto). A igualdade persistiu na prorrogação, e a decisão foi para os pênaltis.

Masny, Nehoda, Ondruš e Jurkemik converteram para os tchecos. Bonhof, Flohe e Bongartz descontaram para os alemães, mas Hoeneß mandou por cima da trave. Foi aí que Antonín Panenka pegou a bola. Tensão total no Estádio Estrela Vermelha. De um lado, um dos melhores jogadores da Tchecoslováquia. Do outro, um monstro de goleiro chamado Sepp Maier.

A lenda alemã caiu para o lado esquerdo, Panenka pegou embaixo da bola e, sem muita força, colocou no meio do gol. A Tchecoslováquia conquistava o título europeu, e Panenka eternizava seu nome na história do futebol mundial.

Se no Brasil esse tipo de lance é chamado de cavadinha, na Europa só se usa Panenka. Assim, se você ouvir alguém, em qualquer idioma, falar algo como Panenka, já sabe: é uma cobrança de pênalti com cavadinha. Mas só é Panenka quando entra! Abaixo, algumas Panenkas famosas, como Djalminha, Loco Abreu e Zidane. Agora, quando perde, é Neymar, Rogério Ceni, Elano…

Elano e a cavadinha que deu errado

Panenka, o inventor da cavadinha

Djalminha e a cavadinha contra o Real Madrid

Zidane e a cavadinha na final da Copa de 2006

Loco Abreu e suas cavadinhas

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Jermaine Jones e as árvores somos nozes

As árveres somos nozes - Foto: Reprodução

As árveres somos nozes - Foto: Reprodução

O vídeo “As árvores somos nozes” se tornou um clássico no Youtube, com zilhões de visitas. A moda parece ter chegado à Inglaterra. Especialmente, a Jermaine Jones. Em frente à câmera, ele tem que dizer “Oi, sou Jermaine Jones, atuo no Blackburn e sou jogador de futebol”. Mas, bem, é, então… As coisas não acontecem tão bem assim. Abaixo, Jones e a sua epopeia. E, claro, o eterno “as árveres somos nós” e todas as suas variáveis.

Jones e a sua saga

O jardineiro é Jesus…

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